O Jornal Tocha da Verdade é uma publicação independente que tem como objetivo resgatar os princípios cristãos em toda sua plenitude. Com artigos escritos por pastores, professores de algumas áreas do saber e por estudiosos da teologia buscamos despertar a comunidade cristã-evangélica para a pureza das Escrituras. Incentivamos a prática e a ética cristã em vistas do aperfeiçoamento da Igreja de Cristo como noiva imaculada. Prezamos pela simplicidade do Evangelho e pelo não conformismo com a mundanização e a secularização do Cristianismo pós-moderno em fase de decadência espiritual.
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sexta-feira, 5 de janeiro de 2018
Valorização da família
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domingo, 10 de setembro de 2017
Debate - ensino religioso nas escolas públicas (participação Pr.Glauco F...
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quarta-feira, 8 de março de 2017
Entrevista com Jorge Scala (realizada pelo site Zenit)
O livro “Ideologia de Gênero:
neototalitarismo e a morte da família”, cuja versão em português esteve
aos cuidados da editora Katechesis, é um livro do advogado pró-vida, argentino,
Jorge Scala, lançado no Brasil em Outubro do ano passado. Zenit entrevistou o
autor, que nos explicou brevemente o significado do seu livro e os perigos
desta ideologia nas nossas sociedades.
Por que um
livro sobre a ideologia de gênero?
A razão é simples: a ONU criou uma Agência do Gênero. Essa
agência se dedica a controlar que todos os organismos e programas da ONU
incluam o gênero. Por sua vez, a União Européia e o Banco Mundial condicionam
os empréstimos para o desenvolvimento dos países pobres, por cláusulas da
difusão de Gênero. Finalmente, se incorporou o gênero no sistema educacional
dos nossos países. Dado tudo isto, é necessário investigar o que é o gênero.
![]() |
| Jorge Scala |
Uma teoria é uma hipótese verificada experimentalmente. Uma
ideologia é um corpo fechado de idéias, que parte de um pressuposto básico
falso – que por isto deve impor-se evitando toda análise racional -, e então
vão surgindo as conseqüências lógicas desse princípio falso. As ideologias se
impõem utilizando o sistema educacional formal (escola e universidade) e não
formal (meios de propaganda), como fizeram os nazistas e os marxistas.
O que é,
então, a ideologia do gênero? Como você a descreveria para nossos leitores?
Seu fundamento principal e falso é este: o sexo seria o aspecto
biológico do ser humano, e o gênero seria a construção social ou cultural do
sexo. Ou seja, que cada um seria absolutamente livre, sem condicionamento
algum, nem sequer o biológico -, para determinar seu próprio gênero, dando-lhe
o conteúdo que quiser e mudando de gênero quantas vezes quiser.
Agora, se isso fosse verdade, não haveria diferenças entre homem
e mulher – exceto as biológicas -; qualquer tipo de união entre os sexos seria
social e moralmente boas, e todas seriam matrimônio; cada tipo de
matrimônio levaria a um novo tipo de família; o aborto seria um direito humano
inalienável da mulher, já que somente ela é que fica grávida; etc. Tudo isso é
tão absurdo, que só pode ser imposto com uma espécie de “lavagem cerebral”
global.
Você, em
seu livro, a chama de “ideologia totalitária”. Há alguma relação com as
ideologias totalitárias que a humanidade tem experimentado na história? Ou é um
passo para chegar a estas situações de políticas totalitárias?
O gênero destrói a estrutura antropológica íntima do ser humano,
por tanto quem fique à mercê dessa ideologia o fará “voluntariamente”. Não é
mais do que uma ferramenta de poder global que, se imposta, levará a um regime
totalitário – ainda quando haja eleições e partidos políticos como na Alemanha
nazista -. Em contraste, nas outras ideologias conhecidas, o Estado dominava –
ou domina como na Coréia do Norte ou em Cuba – pela força bruta.
Parece uma
ideologia que entra nos países pelo aspecto legal e jurisdicional. Não será a
falta de reconhecer uma lei natural, e a adoção do positivismo, os alicerces
deste totalitarismo?
O problema parece mais profundo e complexo. O ethos é aquilo que
um povo estima o que está bem e o que está mal, desde as profundezas do seu
coração, não importando o que digam as leis e até mesmo o que cada um faça na
própria vida. O problema é que o Ocidente perdeu o seu ethos comum, até 30 ou
40 anos atrás, era o cristianismo. O liberalismo fez que muitas pessoas
acreditassem que a moral fosse um assunto privado de cada pessoa. Então, para
alguns, é bom mentir, roubar, matar e fornicar – em certas circunstâncias -; e
como todas as opiniões são iguais, a única maneira de viver em sociedade é que
as leis “imponham” um certo ethos, que deve ser aceito por todos, sob certas
penalidades. Por isso, nos nossos parlamentos promove-se todos os tipos de leis
de gênero. Busca-se com elas que – junto com a educação -, formem o novo ethos
dos nossos povos. E se o gênero se converte em ethos, o sistema totalitário
funcionará plenamente.
A teoria
do gênero é totalitária, mas não vemos ninguém perdendo as suas vidas. Então,
por que ter medo de algo que não passa de leis e de idéias? Não é melhor respeitar
a opinião de cada um?
Em 2010 a Espanha reformou a sua lei do aborto conforme a
ideologia do gênero, considerando-o “direito humano” essencial da mulher.
Naquele ano houve 113.031 abortos na Espanha. Essa “lei” e essa “idéia” mataram
– só na Espanha e só nesse ano -, muitas pessoas. Não é pra ter medo da
ideologia do gênero, mas é necessário enfrentá-la no campo das idéias, que é
onde ela pode ser vencida mais facilmente.
Sempre é necessário respeitar as pessoas – independentemente dos
seus pensamentos-. No entanto, as opiniões não se respeitam: se discernem. O
livro ajudará o leitor a fazer seu próprio discernimento sobre o gênero.
Qual é,
então, as conseqüências para nossos filhos, para a próxima geração?
Eu respondo com um fato real. Dei uma palestra sobre esta
ideologia, a todos os professores de uma cidade de 7.000 habitantes, numa área
rural da minha província. Gente simples e trabalhadora. Ao concluí-la, uma
professora comentou em voz alta: ‘Agora eu entendo porque há alguns dias atrás
meu filho de 7 anos me perguntou: mamãe eu sou menino ou menina …? As pessoas
formadas e maduras estão imunes dessa ideologia, mas se a permitirmos penetrar
nas crianças desde tenra idade – cinema, rádio, TV, escola, revistas -, em
muitos casos, teremos que lamentar com o tempo tragédias de todo tipo.
“Onde haja
um homem – mulher ou varão – , sua inteligência buscará a verdade, sua vontade
tentará amar e autodirigir-se para o bem “, é o que você afirma no seu livro.
Qual seria a melhor maneira de combater esta e outras ideologias semelhantes
que tendem a penetrar nas Constituições e leis dos países? É a formação de
homens e mulheres verdadeiros? O que significa um homem ou uma mulher
verdadeiros?
Ante todas as idéias insalubres ou absurdas que giram pelo mundo
atual, o mais importante não são outras idéias que as combatam; Mas sim,
testemunhas da verdade. Mulheres e homens sinceros, de carne e osso. A mulher é
a mãe, ou seja: o amor incondicional e que sempre está presente. O varão é o
pai, ou seja: a autoridade, o amor que põe limites e condições, para tirar o
melhor de si de cada um. Ambos amores são necessários para chegar à maturidade
humana. Conhecer um homem e uma mulher assim, é a melhor “vacina” contra a
ideologia do gênero.
Todo o dinheiro da venda desse livro no Brasil é revertido para
o movimento Pró-vida do Brasil. O livro é distribuído no Brasil pelo Prof
Felipe Nery (proffnery@hotmail.com)
Jorge Scala – Argentino.
Advogado. Professor de Bioética na Universidad Libre Internacional de las
Américas. Professor honorário da Universidad Ricardo Palma. Prêmio Thomas More
do Instituto Tomas Moro. Prêmio João Paulo II à defesa da vida da Universidad
Fasta. Autor e co-autor de vários livros. Deu mais de 600 palestras em 17
países.
Matéria publicada no site: https://pt.zenit.org/articles/ideologia-de-genero-neototalitarismo-e-a-morte-da-fami-lia/
em 31 de janeiro de 2012.
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domingo, 13 de dezembro de 2015
A pedofilia no governo petista
As políticas do governo petista tem demonstrado um terrível desapego aos padrões tradicionais de moral. Veja uma entrevista com um procurador da República sobre as políticas de pedofilia aplicadas na legislação brasileira. Um descaso e desrespeito à criança.
Temo que o avanço da pedofilia e a aceitação dessa prática nociva e diabólica.
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sexta-feira, 11 de setembro de 2015
Nossa entrevista com o pastor Enéas Tognini
Abaixo, publicamos novamente a
entrevista com o pastor Enéas Tognini, contida na edição 14 do nosso jornal
impresso. Esperamos que você leitor seja enriquecido espiritualmente e a bênção
da renovação esteja presente em sua vida. Tomamos a iniciativa de publicá-la pelo
seu valor espiritual e, agora, histórico para nós do jornal Tocha da Verdade. Além
disso, nos próximos dias estaremos publicando artigos trazendo um pouco da
história do pastor Enéas Tognini, pois acreditamos que a maneira como a obra de
Deus foi tratada por esse homem santo autentica seu ministério, fazendo-nos
refletir sobre nossa conduta e disposição para o Senhor.
Com muita alegria, o Jornal Tocha da
Verdade entrevistou o Pastor Enéas Tognini. Ele foi presidente da
Sociedade Bíblica do Brasil, ex-presidente da Convenção Batista Nacional,
diretor do Seminário Teológico Batista Nacional do Estado de São Paulo e vice-presidente
da Igreja Batista do Povo, que fundou em 17 de janeiro de 1981 e a qual liderou
por mais de 20 anos, e autor de vários livros, como O Batismo no Espírito
Santo, Moisés: um homem santo na escola do deserto, João: o Batista etc.
O que nos chama atenção é o fato de
ser, sem dúvida, um dos grandes nomes da visitação Pentecostal de Deus no
Brasil. Foi um importante instrumento do Senhor no Movimento de Renovação
Espiritual nas Igrejas Batistas na segunda metade do século passado.
Ele não acreditava no Batismo no
Espírito Santo, entretanto, depois de uma maravilhosa experiência com Deus,
passou não só a acreditar, mas também a pregar o Batismo no Espírito Santo como
experiência subsequente à salvação, anunciando pelo Brasil essa verdade às
Igrejas Tradicionais.
JTV - Pastor Éneas Tognini o que levou
o senhor a crê na atualidade da Renovação Espiritual (batismo com Espírito
Santo) uma vez que tradicionalmente as Igrejas Batistas não são de linha
pentecostal? Fale um pouco de sua experiência pessoal?
Pr. Enéas Tognini - Foi experimentando
a bênção. Eu era tão contra o batismo no Espírito Santo que se Deus viesse para
oferecer essa bênção, eu a rejeitaria. Geralmente no batismo no Espírito Santo
vai-se da teoria à prática, comigo foi o inverso. Deus me deu a bênção e depois
explicou o que era.
JTV - Renovação Espiritual Batista se
limitou apenas ao batismo com o Espírito Santo ou deu ênfase a outras
manifestações espirituais tais como os dons do Espírito?
Pr. Enéas Tognini - Quando Deus abre os
céus e derrama a bênção do batismo no Espírito Santo, sem dúvida alguma, a
bênção é completa para dons espirituais, liberdade no púlpito para louvor ao
Senhor com toda a sorte de bênçãos nas regiões espirituais.
JTV - Quando o senhor começou a pregar
sobre Renovação Espiritual nas Igrejas Batistas houve um apego maior ao Deus
Supremo, às Escrituras e à evangelização por parte das Igrejas? Comente.
Pr. Enéas Tognini - Eu comecei pregando
nas Igrejas Batistas que rejeitavam, fechavam as portas, então, fui para onde
Deus me orientava a ir. Tinha, no tempo tradicional, preconceito tão grande que
achava que só batistas iam para o céu. Depois que fui batizado no Espírito
Santo (16 de agosto de 1958) tive um apego tão grande à palavra, à comunhão
fraternal e à evangelização.
JTV - Quais consequências (favoráveis e
desfavoráveis) enfrentadas pelo movimento de Renovação Espiritual Batista no
seu início e no seu desenrolar?
Pr. Enéas Tognini - Deus bateu na porta
dos Batistas para a obra poderosa do Espírito Santo. Não quiseram. Deus me
disse um dia que estava trocando o meu ministério local pelo nacional. O maior
problema negativo que enfrentei foi o barulho. Nosso povo não soube usar a
liberdade no culto. Achava que gritaria era poder. Enfrentamos também a chegada
em nossos arraiais de alguns aventureiros que penetravam em nosso meio porque a
porta estava aberta. Logo, porém, se foram.
JTV - O que o senhor poderia falar
sobre o trabalho da missionária americana Rosalee Mills Appleby pela Igreja
Batista brasileira?
Pr. Enéas Tognini - D. Rosalee pode ser
chamada a “apóstola” da Renovação Espiritual. Depois de ser cheia do Espírito
Santo começou a escrever, recordando grandes avivamentos da história. Sofreu,
foi perseguida, mas continuou sonhando com avivamento e conseguiu, antes da
aposentadoria, ver as primeiras gotas do avivamento. Renovação Espiritual deve
muito, muito a D. Rosalee. D. Rosalee trabalhou através de panfletos com os
pastores batistas.
JTV - O senhor acredita que nossas
Igrejas Batistas atuais absorveram os ideais de graça e poder espirituais
pregados pelos homens e mulheres de Deus do inicio do movimento? Justifique.
Pr. Enéas Tognini - Creio que muitos
pastores aderiram ao nosso movimento como um modismo. Os que foram realmente
revestidos de poder, resistiram aos vendavais da oposição e saíram ilesos
espalhando as brasas do avivamento (Ez 10). Depois de cinquenta anos de
Renovação Espiritual algumas Igrejas renovadas são tão tradicionais como as
tradicionais, e algumas tradicionais são tão renovadas como as renovadas. Creio
que 80% das atuais de nossa CBN (Convenção Batista Nacional) continuam pregando
no poder do Espírito Santo como há cinquenta anos.
JTV - Em sua opinião, existe
similaridade daquela Igreja de cinquenta anos atrás com a de hoje? Destaque as
similitudes e as diferenças.
Pr. Enéas Tognini - Antigamente, antes
do movimento de Renovação Espiritual, um crente tradicional era batizado no
Espírito Santo e corria para uma Igreja Pentecostal e lá era absorvido por
esses irmãos. E os tradicionais que precisavam de FOGO ficavam apagados. Deus
me levantou para um trabalho específico, qual seja: levar o FOGO do Espírito
para as Igrejas tradicionais (Batista, Presbiteriana, Presbiteriana
Independente, Metodista, Congregacional e até algumas Luteranas). E nessa
missão percorri o Brasil muitas vezes pregando esse fogo. Dezoito ou dezenove
anos por esse Brasil de ponta a ponta e muitas vezes com um tríplice
ministério:
Pregar a Palavra
Pregar pelos livros
Pregar pela Palavra gravada
Hoje, ouço dizer que não há mais
tradicional que seja, que não tenha um grupo batizado no Espírito Santo e
falando em línguas.
JTV - Como o senhor vê a Igreja
evangélica brasileira atual, tem uma conduta moralmente correta de maneira a
cumprir os propósitos de Deus?
Pr. Enéas Tognini - A Teologia Liberal
penetrou em nossas Igrejas. Noto que o evangelismo, não só em nossos arraiais,
mas também nos tradicionais, trouxe o mundo para nossas Igrejas. Nota-se que há
um esfriamento em nossas Igrejas. Há os que pregam dinheiro, pregam cura,
pregam milagres e as almas caminham a passos largos para o inferno. Estamos
precisando urgentemente de um PODEROSO SOPRO do Espírito Santo para que os
carvões do antigo movimento, voltem a arder. Nossas Igrejas avivadas ou
tradicionais necessitam sair detrás das portas fechadas para o fogo e o ardor
do Espírito Santo nos campos de batalha. Manda chuva, Senhor, manda chuva.
JTV - Qual conselho o senhor deixaria
para as futuras gerações evangélicas?
Pr. Enéas Tognini - O caminho, o único
caminho para o futuro de nossas Igrejas é o mesmo que os apóstolos enfrentaram
no passado:
Esperavam o pentecoste,
Esperavam em oração,
Esperavam com a Espada do Espírito
Santo que é a Palavra,
Esperavam, receberam e trabalharam até
a morte com amor e fidelidade.
JTV - Qual conselho o senhor daria aos
aspirantes do ministério pastoral?
Pr. Enéas Tognini - Que esses futuros
ministros não saiam para a batalha sem a gloriosa experiência que João Hyde
teve no navio, indo para o Oriente.
- Que sejam humildes;
- Desprendidos de dinheiro;
- Desprendidos de fama e glória humana;
- Que sejam, como Paulo, crucificados
com Cristo;
- Que morram para o mundo e vivam para
Jesus;
- Que tenha uma vida santidade;
- Que morram de paixão pelas almas como
Booth no Exército da Salvação;
- E como Moody digam: “Este livro me
afastará do pecado, ou o pecado me afastará deste livro”.
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