O Jornal Tocha da Verdade é uma publicação independente que tem como objetivo resgatar os princípios cristãos em toda sua plenitude. Com artigos escritos por pastores, professores de algumas áreas do saber e por estudiosos da teologia buscamos despertar a comunidade cristã-evangélica para a pureza das Escrituras. Incentivamos a prática e a ética cristã em vistas do aperfeiçoamento da Igreja de Cristo como noiva imaculada. Prezamos pela simplicidade do Evangelho e pelo não conformismo com a mundanização e a secularização do Cristianismo pós-moderno em fase de decadência espiritual.
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quarta-feira, 8 de março de 2017

Entrevista com Jorge Scala (realizada pelo site Zenit)

O livro “Ideologia de Gênero: neototalitarismo e a morte da família”, cuja versão em português esteve aos cuidados da editora Katechesis, é um livro do advogado pró-vida, argentino, Jorge Scala, lançado no Brasil em Outubro do ano passado. Zenit entrevistou o autor, que nos explicou brevemente o significado do seu livro e os perigos desta ideologia nas nossas sociedades.
Por que um livro sobre a ideologia de gênero?
A razão é simples: a ONU criou uma Agência do Gênero. Essa agência se dedica a controlar que todos os organismos e programas da ONU incluam o gênero. Por sua vez, a União Européia e o Banco Mundial condicionam os empréstimos para o desenvolvimento dos países pobres, por cláusulas da difusão de Gênero. Finalmente, se incorporou o gênero no sistema educacional dos nossos países. Dado tudo isto, é necessário investigar o que é o gênero.
Jorge Scala
O que significa dizer que a ideologia de gênero é uma ideologia e não uma teoria ou uma descoberta científica?
Uma teoria é uma hipótese verificada experimentalmente. Uma ideologia é um corpo fechado de idéias, que parte de um pressuposto básico falso – que por isto deve impor-se evitando toda análise racional -, e então vão surgindo as conseqüências lógicas desse princípio falso. As ideologias se impõem utilizando o sistema educacional formal (escola e universidade) e não formal (meios de propaganda), como fizeram os nazistas e os marxistas.
O que é, então, a ideologia do gênero? Como você a descreveria para nossos leitores?
Seu fundamento principal e falso é este: o sexo seria o aspecto biológico do ser humano, e o gênero seria a construção social ou cultural do sexo. Ou seja, que cada um seria absolutamente livre, sem condicionamento algum, nem sequer o biológico -, para determinar seu próprio gênero, dando-lhe o conteúdo que quiser e mudando de gênero quantas vezes quiser.
Agora, se isso fosse verdade, não haveria diferenças entre homem e mulher – exceto as biológicas -; qualquer tipo de união entre os sexos seria social e moralmente boas, e todas seriam matrimônio; cada  tipo de matrimônio levaria a um novo tipo de família; o aborto seria um direito humano inalienável da mulher, já que somente ela é que fica grávida; etc. Tudo isso é tão absurdo, que só pode ser imposto com uma espécie de “lavagem cerebral” global.
Você, em seu livro, a chama de “ideologia totalitária”. Há alguma relação com as ideologias totalitárias que a humanidade tem experimentado na história? Ou é um passo para chegar a estas situações de políticas totalitárias?
O gênero destrói a estrutura antropológica íntima do ser humano, por tanto quem fique à mercê dessa ideologia o fará “voluntariamente”. Não é mais do que uma ferramenta de poder global que, se imposta, levará a um regime totalitário – ainda quando haja eleições e partidos políticos como na Alemanha nazista -. Em contraste, nas outras ideologias conhecidas, o Estado dominava – ou domina como na Coréia do Norte ou em Cuba – pela força bruta.
Parece uma ideologia que entra nos países pelo aspecto legal e jurisdicional. Não será a falta de reconhecer uma lei natural, e a adoção do positivismo, os alicerces deste totalitarismo?
O problema parece mais profundo e complexo. O ethos é aquilo que um povo estima o que está bem e o que está mal, desde as profundezas do seu coração, não importando o que digam as leis e até mesmo o que cada um faça na própria vida. O problema é que o Ocidente perdeu o seu ethos comum, até 30 ou 40 anos atrás, era o cristianismo. O liberalismo fez que muitas pessoas acreditassem que a moral fosse um assunto privado de cada pessoa. Então, para alguns, é bom mentir, roubar, matar e fornicar – em certas circunstâncias -; e como todas as opiniões são iguais, a única maneira de viver em sociedade é que as leis “imponham” um certo ethos, que deve ser aceito por todos, sob certas penalidades. Por isso, nos nossos parlamentos promove-se todos os tipos de leis de gênero. Busca-se com elas que – junto com a educação -, formem o novo ethos dos nossos povos. E se o gênero se converte em ethos, o sistema totalitário funcionará plenamente.
A teoria do gênero é totalitária, mas não vemos ninguém perdendo as suas vidas. Então, por que ter medo de algo que não passa de leis e de idéias? Não é melhor respeitar a opinião de cada um?
Em 2010 a Espanha reformou a sua lei do aborto conforme a ideologia do gênero, considerando-o “direito humano” essencial da mulher. Naquele ano houve 113.031 abortos na Espanha. Essa “lei” e essa “idéia” mataram – só na Espanha e só nesse ano -, muitas pessoas. Não é pra ter medo da ideologia do gênero, mas é necessário enfrentá-la no campo das idéias, que é onde ela pode ser vencida mais facilmente.
Sempre é necessário respeitar as pessoas – independentemente dos seus pensamentos-. No entanto, as opiniões não se respeitam: se discernem. O livro ajudará o leitor a fazer seu próprio discernimento sobre o gênero.
Qual é, então, as conseqüências para nossos filhos, para a próxima geração?
Eu respondo com um fato real. Dei uma palestra sobre esta ideologia, a todos os professores de uma cidade de 7.000 habitantes, numa área rural da minha província. Gente simples e trabalhadora. Ao concluí-la, uma professora comentou em voz alta: ‘Agora eu entendo porque há alguns dias atrás meu filho de 7 anos me perguntou: mamãe eu sou menino ou menina …? As pessoas formadas e maduras estão imunes dessa ideologia, mas se a permitirmos penetrar nas crianças desde tenra idade – cinema, rádio, TV, escola, revistas -, em muitos casos, teremos que lamentar com o tempo tragédias de todo tipo.
“Onde haja um homem – mulher ou varão – , sua inteligência buscará a verdade, sua vontade tentará amar e autodirigir-se para o bem “, é o que você afirma no seu livro. Qual seria a melhor maneira de combater esta e outras ideologias semelhantes que tendem a penetrar nas Constituições e leis dos países? É a formação de homens e mulheres verdadeiros? O que significa um homem ou uma mulher verdadeiros?
Ante todas as idéias insalubres ou absurdas que giram pelo mundo atual, o mais importante não são outras idéias que as combatam; Mas sim, testemunhas da verdade. Mulheres e homens sinceros, de carne e osso. A mulher é a mãe, ou seja: o amor incondicional e que sempre está presente. O varão é o pai, ou seja: a autoridade, o amor que põe limites e condições, para tirar o melhor de si de cada um. Ambos amores são necessários para chegar à maturidade humana. Conhecer um homem e uma mulher assim, é a melhor “vacina” contra a ideologia do gênero.
Todo o dinheiro da venda desse livro no Brasil é revertido para o movimento Pró-vida do Brasil. O livro é distribuído no Brasil pelo Prof Felipe Nery (proffnery@hotmail.com)
Jorge Scala – Argentino. Advogado. Professor de Bioética na Universidad Libre Internacional de las Américas. Professor honorário da Universidad Ricardo Palma. Prêmio Thomas More do Instituto Tomas Moro. Prêmio João Paulo II à defesa da vida da Universidad Fasta. Autor e co-autor de vários livros. Deu mais de 600 palestras em 17 países.

domingo, 13 de dezembro de 2015

A pedofilia no governo petista

As políticas do governo petista tem demonstrado um terrível desapego aos padrões tradicionais de moral. Veja uma entrevista com um procurador da República sobre as políticas de pedofilia aplicadas na legislação brasileira. Um descaso e desrespeito à criança.


Temo que o avanço da pedofilia e a aceitação dessa prática nociva e diabólica.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Nossa entrevista com o pastor Enéas Tognini

Abaixo, publicamos novamente a entrevista com o pastor Enéas Tognini, contida na edição 14 do nosso jornal impresso. Esperamos que você leitor seja enriquecido espiritualmente e a bênção da renovação esteja presente em sua vida. Tomamos a iniciativa de publicá-la pelo seu valor espiritual e, agora, histórico para nós do jornal Tocha da Verdade. Além disso, nos próximos dias estaremos publicando artigos trazendo um pouco da história do pastor Enéas Tognini, pois acreditamos que a maneira como a obra de Deus foi tratada por esse homem santo autentica seu ministério, fazendo-nos refletir sobre nossa conduta e disposição para o Senhor.

Com muita alegria, o Jornal Tocha da Verdade entrevistou o Pastor Enéas Tognini. Ele foi presidente da Sociedade Bíblica do Brasil, ex-presidente da Convenção Batista Nacional, diretor do Seminário Teológico Batista Nacional do Estado de São Paulo e vice-presidente da Igreja Batista do Povo, que fundou em 17 de janeiro de 1981 e a qual liderou por mais de 20 anos, e autor de vários livros, como O Batismo no Espírito Santo, Moisés: um homem santo na escola do deserto, João: o Batista etc.

O que nos chama atenção é o fato de ser, sem dúvida, um dos grandes nomes da visitação Pentecostal de Deus no Brasil. Foi um importante instrumento do Senhor no Movimento de Renovação Espiritual nas Igrejas Batistas na segunda metade do século passado.

Ele não acreditava no Batismo no Espírito Santo, entretanto, depois de uma maravilhosa experiência com Deus, passou não só a acreditar, mas também a pregar o Batismo no Espírito Santo como experiência subsequente à salvação, anunciando pelo Brasil essa verdade às Igrejas Tradicionais.

JTV - Pastor Éneas Tognini o que levou o senhor a crê na atualidade da Renovação Espiritual (batismo com Espírito Santo) uma vez que tradicionalmente as Igrejas Batistas não são de linha pentecostal? Fale um pouco de sua experiência pessoal?

Pr. Enéas Tognini - Foi experimentando a bênção. Eu era tão contra o batismo no Espírito Santo que se Deus viesse para oferecer essa bênção, eu a rejeitaria. Geralmente no batismo no Espírito Santo vai-se da teoria à prática, comigo foi o inverso. Deus me deu a bênção e depois explicou o que era.

JTV - Renovação Espiritual Batista se limitou apenas ao batismo com o Espírito Santo ou deu ênfase a outras manifestações espirituais tais como os dons do Espírito?

Pr. Enéas Tognini - Quando Deus abre os céus e derrama a bênção do batismo no Espírito Santo, sem dúvida alguma, a bênção é completa para dons espirituais, liberdade no púlpito para louvor ao Senhor com toda a sorte de bênçãos nas regiões espirituais.

JTV - Quando o senhor começou a pregar sobre Renovação Espiritual nas Igrejas Batistas houve um apego maior ao Deus Supremo, às Escrituras e à evangelização por parte das Igrejas? Comente.

Pr. Enéas Tognini - Eu comecei pregando nas Igrejas Batistas que rejeitavam, fechavam as portas, então, fui para onde Deus me orientava a ir. Tinha, no tempo tradicional, preconceito tão grande que achava que só batistas iam para o céu. Depois que fui batizado no Espírito Santo (16 de agosto de 1958) tive um apego tão grande à palavra, à comunhão fraternal e à evangelização.

JTV - Quais consequências (favoráveis e desfavoráveis) enfrentadas pelo movimento de Renovação Espiritual Batista no seu início e no seu desenrolar?

Pr. Enéas Tognini - Deus bateu na porta dos Batistas para a obra poderosa do Espírito Santo. Não quiseram. Deus me disse um dia que estava trocando o meu ministério local pelo nacional. O maior problema negativo que enfrentei foi o barulho. Nosso povo não soube usar a liberdade no culto. Achava que gritaria era poder. Enfrentamos também a chegada em nossos arraiais de alguns aventureiros que penetravam em nosso meio porque a porta estava aberta. Logo, porém, se foram.

JTV - O que o senhor poderia falar sobre o trabalho da missionária americana Rosalee Mills Appleby pela Igreja Batista brasileira?

Pr. Enéas Tognini - D. Rosalee pode ser chamada a “apóstola” da Renovação Espiritual. Depois de ser cheia do Espírito Santo começou a escrever, recordando grandes avivamentos da história. Sofreu, foi perseguida, mas continuou sonhando com avivamento e conseguiu, antes da aposentadoria, ver as primeiras gotas do avivamento. Renovação Espiritual deve muito, muito a D. Rosalee. D. Rosalee trabalhou através de panfletos com os pastores batistas.

JTV - O senhor acredita que nossas Igrejas Batistas atuais absorveram os ideais de graça e poder espirituais pregados pelos homens e mulheres de Deus do inicio do movimento? Justifique.

Pr. Enéas Tognini - Creio que muitos pastores aderiram ao nosso movimento como um modismo. Os que foram realmente revestidos de poder, resistiram aos vendavais da oposição e saíram ilesos espalhando as brasas do avivamento (Ez 10). Depois de cinquenta anos de Renovação Espiritual algumas Igrejas renovadas são tão tradicionais como as tradicionais, e algumas tradicionais são tão renovadas como as renovadas. Creio que 80% das atuais de nossa CBN (Convenção Batista Nacional) continuam pregando no poder do Espírito Santo como há cinquenta anos.

JTV - Em sua opinião, existe similaridade daquela Igreja de cinquenta anos atrás com a de hoje? Destaque as similitudes e as diferenças.

Pr. Enéas Tognini - Antigamente, antes do movimento de Renovação Espiritual, um crente tradicional era batizado no Espírito Santo e corria para uma Igreja Pentecostal e lá era absorvido por esses irmãos. E os tradicionais que precisavam de FOGO ficavam apagados. Deus me levantou para um trabalho específico, qual seja: levar o FOGO do Espírito para as Igrejas tradicionais (Batista, Presbiteriana, Presbiteriana Independente, Metodista, Congregacional e até algumas Luteranas). E nessa missão percorri o Brasil muitas vezes pregando esse fogo. Dezoito ou dezenove anos por esse Brasil de ponta a ponta e muitas vezes com um tríplice ministério:

Pregar a Palavra
Pregar pelos livros
Pregar pela Palavra gravada
Hoje, ouço dizer que não há mais tradicional que seja, que não tenha um grupo batizado no Espírito Santo e falando em línguas.

JTV - Como o senhor vê a Igreja evangélica brasileira atual, tem uma conduta moralmente correta de maneira a cumprir os propósitos de Deus?

Pr. Enéas Tognini - A Teologia Liberal penetrou em nossas Igrejas. Noto que o evangelismo, não só em nossos arraiais, mas também nos tradicionais, trouxe o mundo para nossas Igrejas. Nota-se que há um esfriamento em nossas Igrejas. Há os que pregam dinheiro, pregam cura, pregam milagres e as almas caminham a passos largos para o inferno. Estamos precisando urgentemente de um PODEROSO SOPRO do Espírito Santo para que os carvões do antigo movimento, voltem a arder. Nossas Igrejas avivadas ou tradicionais necessitam sair detrás das portas fechadas para o fogo e o ardor do Espírito Santo nos campos de batalha. Manda chuva, Senhor, manda chuva.

JTV - Qual conselho o senhor deixaria para as futuras gerações evangélicas?

Pr. Enéas Tognini - O caminho, o único caminho para o futuro de nossas Igrejas é o mesmo que os apóstolos enfrentaram no passado:

Esperavam o pentecoste,
Esperavam em oração,
Esperavam com a Espada do Espírito Santo que é a Palavra,
Esperavam, receberam e trabalharam até a morte com amor e fidelidade.

JTV - Qual conselho o senhor daria aos aspirantes do ministério pastoral?

Pr. Enéas Tognini - Que esses futuros ministros não saiam para a batalha sem a gloriosa experiência que João Hyde teve no navio, indo para o Oriente.
- Que sejam humildes;
- Desprendidos de dinheiro;
- Desprendidos de fama e glória humana;
- Que sejam, como Paulo, crucificados com Cristo;
- Que morram para o mundo e vivam para Jesus;
- Que tenha uma vida santidade;
- Que morram de paixão pelas almas como Booth no Exército da Salvação;

- E como Moody digam: “Este livro me afastará do pecado, ou o pecado me afastará deste livro”.