O Jornal Tocha da Verdade é uma publicação independente que tem como objetivo resgatar os princípios cristãos em toda sua plenitude. Com artigos escritos por pastores, professores de algumas áreas do saber e por estudiosos da teologia buscamos despertar a comunidade cristã-evangélica para a pureza das Escrituras. Incentivamos a prática e a ética cristã em vistas do aperfeiçoamento da Igreja de Cristo como noiva imaculada. Prezamos pela simplicidade do Evangelho e pelo não conformismo com a mundanização e a secularização do Cristianismo pós-moderno em fase de decadência espiritual.
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segunda-feira, 20 de julho de 2026

A Emenda da Verdade e Unidade: entenda a recente decisão das Igrejas nos EUA

 


A Truth and Unity Amendment (Emenda da Verdade e Unidade) é uma moção  proposta nos Estados Unidos com o objetivo de proteger a clareza doutrinária e a coesão histórica das igrejas filiadas à Convenção Batista do Sul (SBC), a maior denominação protestante do país.

A decisão recente estabeleceu diretrizes claras para definir o que caracteriza uma igreja em comunhão (cooperação amigável) com a Convenção. Em essência, a emenda determina que uma igreja cooperante não deve afirmar, nomear ou endossar mulheres para servirem no ofício ou na função de pastora, anciã ou supervisora, incluindo a responsabilidade de pregar para a congregação reunida.

Durante a Reunião Anual da Convenção Batista do Sul, ocorrida na cidade de Orlando, os delegados (messengers) aprovaram a emenda por uma expressiva maioria de cerca de 75% dos votos. No entanto, pelas regras da denominação, qualquer alteração na Constituição exige que a aprovação ocorra por uma maioria de dois terços em duas convenções anuais consecutivas. Esta aprovação recente representa a primeira etapa, e a ratificação final deverá ser votada no próximo encontro anual.

A decisão busca banir de forma definitiva e institucional igrejas que possuem mulheres no pastorado ou no ministério de pregação, encerrando debates recorrentes e estabelecendo uma base constitucional uniforme para a comunhão das igrejas.

Para os defensores da moção, a decisão transcende uma simples questão administrativa ou burocrática. Ela é vista como um ato de coragem e fidelidade bíblica, servindo como um farol de firmeza na fé diante das pressões da cultura contemporânea.

Em um cenário global onde muitas instituições religiosas têm cedido a agendas progressistas para se adequarem aos padrões seculares, a postura da Convenção Batista do Sul é celebrada por líderes conservadores como uma demonstração de amor à Palavra de Deus. A convicção é de que uma igreja que não consegue definir seus limites bíblicos perde sua própria identidade.

Para as igrejas do Brasil, essa decisão norte-americana serve como um exemplo de zelo doutrinário. As denominações brasileiras enfrentam desafios semelhantes de secularização e relativização das escrituras. Ao manter a coerência entre sua declaração de fé (Baptist Faith & Message) e sua constituição, a igreja nos EUA testemunha que a liderança pastoral é um ofício com qualificações bíblicas inegociáveis.

Essa firmeza encoraja as igrejas no Brasil a preservarem sua identidade. Afinal, defender as bases teológicas sem o receio de parecer antiquado diante do mundo é o papel de quem guarda uma doutrina sublime e sagrada. Além de promover a coesão, essa postura estabelece diretrizes claras nos documentos oficiais, blindando a comunidade contra debates internos infrutíferos. Por fim, protege a estrutura familiar da igreja e honra os princípios de liderança ordenados por Deus, mantendo a integridade da ordem eclesiástica.

sexta-feira, 29 de maio de 2026

O que o "red pill", o mito da caverna e a metanóis tem em comum?

 


O despertar humano exige o rompimento com realidades forjadas e o desprendimento de ilusões confortáveis que aprisionam a consciência. No cenário contemporâneo, a expressão “red pill” (pílula vermelha) transpôs as telas do cinema para se fixar no debate cultural como um símbolo da busca pela verdade nua e crua, em oposição à ignorância voluntária. Essa metáfora visual encontra sua gênese na obra-prima cinematográfica “The Matrix” (1999). No filme, o protagonista Neo recebe do líder Morpheus uma proposta: a escolha entre a pílula azul — que o devolveria à simulação digital alienante e confortável — e a pílula vermelha, que oferece a desconexão da Matrix e o choque com a dura e fria realidade factual. Esse ato de escolha serve como uma moldura contemporânea para um dilema filosófico e espiritual ancestral: a transição dolorosa entre a ilusão sistêmica e a emancipação da razão.

Essa jornada de desengano digital reverbera diretamente a alegoria mais famosa da filosofia ocidental: o Mito da Caverna, exposto por Platão no Livro VII de “A República”. Platão descreve prisioneiros acorrentados desde a infância no fundo de uma caverna, enxergando apenas sombras projetadas na parede e tomando-as como a única realidade existente. Quando um dos prisioneiros é libertado e forçado a subir em direção à luz do sol, o processo é marcado por dor física e ofuscamento visual. A ascensão dialética platônica mostra que o conhecimento verdadeiro (a episteme) não é um processo passivo, mas uma ruptura violenta com o senso comum (a doxa). Tanto o liberto de Platão quanto Neo ao ingerir a red pill descobrem que a “realidade” anterior era um construto artificial projetado por terceiros para manter a submissão e o controle político dos indivíduos.

No entanto, a verdadeira profundidade dessa transição atinge seu ápice interpretativo quando conectada ao conceito teológico e cristão de “metanoia”. Frequentemente traduzida no Novo Testamento como “arrependimento”, a palavra grega “metanoia” significa, em sua raiz etimológica, uma “mudança radical de mente”, uma transformação profunda na percepção da vida e dos valores morais. Enquanto a red pill representa o estalo cognitivo e o Mito da Caverna ilustra a jornada intelectual, a “metanoia” cristã configura a regeneração espiritual e existencial. Jesus inicia Seu ministério público proclamando: “O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo; arrependei-vos [metanoeite] e crede no evangelho” (Marcos 1:15). O apóstolo Paulo aprofunda essa necessidade de desconexão com os padrões ilusórios do sistema vigente em sua epístola aos Romanos 12:2: “E não vos confronteis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente”. A perspectiva cristã aponta que o mundo decaído opera como uma matriz de cegueira espiritual, e somente o despertar promovido pela Verdade divina pode quebrar as correntes do erro.

Esse triplo alinhamento conceitual — filosófico, cinematográfico e teológico — serve como um poderoso aparato crítico e um severo alerta contra as engenhas narrativas ideológicas da atualidade. Em nossa era, o sistema de controle se manifesta frequentemente através de engenhosas propostas e inovações políticas que, sob o pretexto de garantir bem-estar, progresso e segurança coletiva, camuflam o cerceamento gradual das liberdades fundamentais do indivíduo. Governos e corporações utilizam o aparato tecnológico moderno e a engenharia social para projetar novas sombras na parede da caverna digital. Promessas utópicas de proteção absoluta e centralização de poder agem como “pílulas azuis” sedutoras, induzindo as massas a abdicar voluntariamente de sua autonomia e discernimento crítico em troca de uma falsa sensação de estabilidade. O verdadeiro perigo reside na alienação coletiva, onde a perda da liberdade individual é normalizada e mascarada como virtude social ou avanço civilizatório.

Diante desse cenário de hiperconectividade e saturação informacional, as profecias bíblicas adquirem uma precisão cirúrgica sobre os dias atuais. No livro do profeta Daniel 12:4, há uma instrução direta e de caráter escatológico para o fim dos tempos: “E tu, Daniel, fecha estas palavras e sela este livro, até ao fim do tempo; muitos correrão de uma para outra parte, e a ciência se multiplicará”. A explosão do conhecimento científico e a velocidade vertiginosa com que as informações cruzam o globo na pós-modernidade validam empiricamente essa previsão. Contudo, esse aumento exponencial da ciência e da tecnologia não resultou necessariamente em uma humanidade mais sábia ou livre; pelo contrário, aperfeiçoou os mecanismos de controle, vigilância algorítmica e disseminação de narrativas manipuladoras. Assim, o imperativo contemporâneo exige que o ser humano busque a sabedoria que transcende a mera acumulação tecnológica e científica, permitindo que o despertar da mente proteja sua liberdade contra as ilusões do tempo presente. Ou seja, o cumprimento de Daniel 12:4 traz consigo um paradoxo. O excesso de informação e o avanço da ciência criaram uma ilusão de total liberdade e autonomia. No entanto, o que se observa é o aprisionamento da atenção e a atrofia do pensamento crítico através de bolhas algorítmicas. A ciência se multiplicou, mas a sabedoria (Sophia) escasseou. A liberdade racional ocorre quando o indivíduo decide filtrar o ruído do mundo para ouvir a verdade eterna. É o ato de desligar-se das projeções da caverna moderna para contemplar a luz do sol real.

quarta-feira, 7 de maio de 2025

E se Savonarola estivesse vivo hoje?

 


Certamente, Jerônimo Savonarola não pouparia de denunciar os cardeais mais cotados para assumir o “papado” hoje devido às suas ideologias impregnadas pela cultura woke e pela política progressista. Não obstante, pecados morais que são apenas conhecidos pelo alto clero não passariam batidos, pois o profeta de Deus os alardearia pelos quatro cantos da Itália, tornando-os públicos e demonstrando como muitos homens são repreensíveis. Na época de Savonarola, inúmeros fatos ocorreram que nos fazem apresentar a hipótese acima. Vejamos um texto interessante sobre isto:  

“Savonarola não dirigiu suas denúncias apenas ao povo de Florença. Ele atacou a corrupção na Igreja, à sua frente, ao clero, à hierarquia e ao próprio papa. Rodrigo Bórgia, cujo nome papal era Alexandre VI, tornou-se papa em 1492. Acreditava-se amplamente que ele influenciou a eleição a seu favor por simonia, embora um autor duvide dessa afirmação. 19 Historiadores protestantes e católicos romanos concordam que Alexandre VI foi um papa pouco santo: "Seu pontificado de onze anos seria o mais deplorável de toda a história do cristianismo: com Alexandre VI , Bórgia, a Igreja afundou em suas profundezas de degradação", escreve Daniel-Rops. 20 O historiador católico romano francês acrescenta que Alexandre era "o mais culpado no campo da moral... [ele teve] casos amorosos com várias... mulheres... a presença de [sua] grande família, toda ela fruto de paixão ilícita, em torno do sucessor de São Pedro deu origem a um escândalo considerável." 21 De la Bedoyere escreve sobre o papa: "Ele não era, acreditamos, um monstro nem um homem de licenciosidade desenfreada". 22 Daniel-Rops discorda, escrevendo que o papa tinha "um temperamento hedonista, incapaz de resistir a tentações de qualquer tipo". 23 Por mais que se queira minimizar ou acentuar as fraquezas morais do papa, ele certamente não pode ser considerado como alguém que demonstrou a "irrepreensibilidade" exigida de um oficial (1 Timóteo 3:10; Tito 1:7) e, portanto, não é surpreendente que Alexandre tenha atraído duras críticas do púlpito de Florença.

Quando a notícia de um estranho pregador profético agitando Florença chegou a Alexandre, ele ficou inicialmente intrigado e desejou ouvir o frade pessoalmente. Savonarola se escusou de comparecer a Roma alegando problemas de saúde. "Não há", escreve Van Paassen, "o menor indício de má vontade ou suspeita por parte de Alexandre em relação a Savonarola nos primeiros anos do novo pontificado." 24 O papa realmente não se importava com a diatribe do frade contra a imoralidade, "enquanto Savonarola trovejava contra o luxo e a imoralidade, Alexandre o considerava inofensivo." 25 Havia muitos pregadores moralistas em toda a cristandade fulminando contra os abusos clericais, e o papa conhecia os rumores aos quais seu estilo de vida moral estava associado. O que tornava Savonarola diferente era sua alegação de percepções proféticas. Mais alarmante para o papa era a associação de Savonarola ao flagelo iminente com o rei da França. Alexandre, como muitos dos papas medievais, temia qualquer ameaça ao seu poder. Corrupção moral, ou mesmo aberração doutrinária, não o preocupavam tanto, desde que a autoridade da Igreja, a sua própria autoridade, não fosse questionada. A verdadeira questão para Alexandre era política. O fato de Savonarola ter incitado os florentinos a acreditarem que os franceses eram seus aliados impediu Florença de se juntar à "Santa Liga". Essa aliança, composta pelo papa, o imperador, o rei da Espanha, a República de Veneza e o Duque de Milão, foi organizada para defender a Itália contra os turcos e proteger os direitos do papa. Seu objetivo imediato era expulsar os franceses da Itália. 26 Florença recusou-se a se juntar à Liga porque precisava da ajuda de uma potência estrangeira, a França, para impedir o retorno dos Médici, que haviam sido déspotas na cidade por muitas gerações. Tendo estabelecido uma república devido em grande parte à influência de Savonarola, pretendiam mantê-la, mesmo que isso significasse se opor às ambições políticas do papa. “[Alexandre] continuou a achar a cidade intratável devido, como ele acreditava, à ascendência de Savonarola na cidade.” 27

Em julho de 1495, Alexandre escreveu ao frade convocando-o a comparecer a Roma para prestar contas de suas profecias. O breve papal foi cordial: "Ao nosso bem-amado filho, saudações e a bênção apostólica..." 28. Seja porque Savonarola recusou o convite por suspeitar que o papa queria lançar dúvidas sobre suas profecias, 29 ou porque supôs que tal convite resultaria em sua prisão ou morte em Roma, 30 ou por algum outro motivo, ele se recusou a ir, desculpando-se por problemas de saúde e explicando ao papa que sua presença era necessária em Florença para supervisionar as reformas morais que Deus havia concedido à cidade.

O próximo memorando de Alexandre (setembro de 1495) foi menos cordial. Foi dirigido ao mosteiro vizinho de uma ordem rival, os Franciscanos, e referia-se a "um certo Frei Jerônimo de Ferrara [que]... foi levado pela conturbada situação na Itália a tal ponto de loucura a ponto de declarar que foi enviado por Deus e que mantém conversas com Ele". 31 O papa ordenou a reunificação do mosteiro de San Marco, de Savonarola, com a congregação lombarda. Dessa forma, Savonarola "não seria mais um provincial, mas simplesmente um prior entre dezesseis, sujeito à supervisão rigorosa de um vigário-geral, que poderia transferi-lo para outro convento a qualquer momento". 32 Savonarola sabia que suas reformas estariam em perigo se ele não tivesse mais controle sobre o mosteiro em Florença. Portanto, apelou diretamente ao papa, lamentando que Alexandre tivesse sido induzido a acreditar em seus oponentes, que tentavam desfazer a obra do Senhor. O papa ignorou os apelos de Savonarola, e Savonarola, por sua vez, desconsiderou as exigências do papa de que ele não pregasse. O papa não pôde mais tolerar tal desafio à sua autoridade e, em 13 de maio de 1497, emitiu o edito de excomunhão. Os motivos para sua excomunhão foram apresentados:

Ele disseminou doutrinas perniciosas para escândalo e grande tristeza das almas simples. Já lhe havíamos ordenado, em virtude de seus votos de santa obediência, que suspendesse seus sermões; mas ele se recusou a obedecer e alegou várias desculpas que nós também aceitamos graciosamente, na esperança de convertê-lo com nossa clemência... ele persistiu em sua teimosia e, portanto, ipso facto , incorre em nossa censura... ele é uma pessoa excomungada e suspeito de heresia. 33

Assim que o edito chegava a Florença, um desastre atingiu a família de Alexandre, o que muitos dos apoiadores de Savonarola consideraram um julgamento de Deus sobre o ímpio pontífice. Em junho de 1497, o filho favorito de Alexandre, Juan, o Duque de Gandia, foi assassinado e seu corpo recuperado do Rio Tibre. Savonarola, movido pela compaixão, escreveu ao papa para confortá-lo. De la Bedoyere descreve a cena:

O severo e asceta Profeta de Florença, que, superando seus sentimentos por um indigno Pontífice da Igreja, lembrou-se do homem e lhe escreveu: 'A fé, santíssimo Padre, é a única e verdadeira fonte de paz e consolação para o coração do homem. Que Vossa Santidade responda a este chamado e verá quão rapidamente a tristeza se transforma em alegria. Qualquer outro consolo é trivial e enganoso. Só a fé traz consolação de um país distante. Que Vossa Santidade, então, leve adiante a obra da fé pela qual trabalho até a prisão e não dou ouvidos aos ímpios. Estas coisas vos escrevi sob o impulso da caridade e com toda a humildade, desejando que Vossa Santidade encontre em Deus aquele verdadeiro conforto que não engana. Que Ele vos console em vossa angústia.' Abalado pelo assassinato de seu filho, Alexandre pôde por um momento atender ao apelo do frade. O pecador, em sua dor e castigo, ergueu as mãos para tocar, ainda que fugazmente, o manto do santo .

A dor de Alexandre foi tão intensa que, por um tempo, ele considerou reformar seus costumes e os costumes da Igreja. Mas essa determinação durou pouco. "Alexandre", explica de la Bedoyere, "era totalmente incapaz da resistência e perseverança necessárias para levar a cabo a reforma completa da Igreja, que, num momento de angústia espiritual, ele conseguiu pôr em prática." 35 Além disso, poucas horas depois de ler as condolências de Savonarola, a ira do papa foi reacendida. Ele falou da carta como

um ato de insolência desprezível. Ele havia sido insultado, afirmou, em sua dignidade de Vigário de Cristo. A frase específica na missiva do frade que mais lhe despertou ressentimento foi a referência à disposição de Deus de "passar por alto todos os nossos pecados". O papa agora via nessa frase uma alusão aos seus próprios erros passados. 36

Savonarola inicialmente obedeceu à ordem de excomunhão e desistiu de pregar. Entre maio de 1497 e fevereiro de 1498, ele permaneceu em silêncio. Quanto mais tempo permanecia fora do púlpito, pior se tornava a moral do povo. Portanto, Savonarola foi convidado pelas autoridades a retornar ao púlpito para conter a onda de maldade que ameaçava a cidade novamente. Em 11 de fevereiro de 1498, ele contestou a validade de sua própria excomunhão e atacou a autoridade do papa: aquele que emite ordens contra a caridade não deve ser obedecido; o papa, ao emitir o decreto de excomunhão, não está agindo sob a autoridade de Cristo. "O papa, a menos que seja guiado como instrumento de um agente superior, 'não é melhor do que vocês mesmos'; ele não pode exercer poder porque não é movido por nenhuma mão orientadora; ele é 'uma ferramenta quebrada'." 37 A excomunhão "se destaca em contraste com a boa vida e, portanto, procede do diabo." 38

É esse desafio à autoridade papal que ocasiona as críticas aos autores católicos romanos. Não importa quão perverso Alexandre tenha sido, não importa quão corrupta a igreja fosse em seu clero e hierarquia, ninguém tem a liberdade de impugnar o ofício do papado . De la Bedoyere fica particularmente escandalizado pelo fato de Savonarola ter ignorado o papa para aguardar "as ordens de Alguém que era superior ao papa e a todas as criaturas". 39 "Desafiar a igreja visível" foi "de todas as suas ações a mais difícil de defender". 40 "O frade certamente tinha o direito de apontar a corrupção da moral, mesmo na corte papal e em relação à pessoa do próprio Santo Padre, mas não de negar sua autoridade ". 41 Daniel-Rops concorda: "Em seus repetidos ataques a Roma, o dominicano distinguia cada vez menos entre Alexandre, o homem, e Alexandre, o papa, e seu ataque aos Bórgia estava se tornando, assim, um ataque ao próprio Vigário de Cristo". 42 Parker escreve:

No confronto direto entre os dois homens, pode-se afirmar com justiça que Savonarola provocou o papa além dos limites razoáveis... Savonarola foi além dos limites ortodoxos, e perigosamente, ao definir a obediência e o lugar do julgamento individual para mostrar se qualquer autoridade na Igreja deveria ou não ser aceita... Todo indivíduo tem o direito de resistir a uma ordem corrupta, de apelar em última instância ao próprio Cristo, e ao afirmar isso, Savonarola não foi menos radical do que Wycliffe ou Hus antes dele, ou Lutero depois. 43

Savonarola tinha mais uma carta na manga. Carlos VIII não havia conseguido implementar a reforma necessária e, enquanto aquele papa corrupto permanecesse na cátedra de São Pedro, não haveria melhoria nos costumes da Igreja. Em fevereiro de 1498, o frade excomungado enviou cartas pessoais aos soberanos da Espanha, Inglaterra, Hungria, Alemanha e França, instando-os a convocar um concílio geral para depor o papa, que se mostrara um líder indigno da cristandade.

A Igreja está repleta de abominações, do alto da cabeça à sola dos pés. No entanto, não só não aplicais remédio algum, como também prestais homenagem à causa dos males que a contaminam... Agora, testifico, Deus sendo minha testemunha, que este Alexandre não é papa, nem pode ser considerado como tal. Deixando de lado o pecado mortal da simonia, pelo qual obteve a cátedra papal e vende diariamente os benefícios da Igreja ao maior lance, e também deixando de lado seus outros vícios evidentes, declaro solenemente que ele não é cristão e não acredita em Deus. A infidelidade não pode ir além disso. 44

Este foi um ato de desespero e extremamente perigoso, mas Savonarola agiu por amor à Igreja. Lembre-se da bula Execrabilis de 1460, quase quarenta anos antes, quando o Papa Pio II proibiu todos os apelos a concílios. Aqui estão algumas palavras dessa bula papal:

… um abuso execrável e inaudito em épocas passadas surgiu em nosso tempo, a saber, que algumas pessoas, imbuídas do espírito de rebelião, presumem apelar para um futuro Concílio do Romano Pontífice… ordenamos que ninguém ouse, sob qualquer pretexto, apelar de qualquer uma de nossas ordenanças, sentenças ou comandos e daqueles de nossos sucessores… se alguém, de qualquer status, posição, ordem ou condição… infringir isto… incorrerá ipso facto em sentença de anátema, da qual não poderá ser absolvido exceto pelo Romano Pontífice e no momento da morte… Portanto, não é permitido a nenhum homem infringir ou se opor por perversão audaciosa esta carta de nossa vontade, pela qual condenamos, reprovamos, anulamos, anulamos, decretamos, declaramos e ordenamos o supracitado. Se alguém, no entanto, tentar fazê-lo, que saiba que incorrerá na indignação de Deus Todo-Poderoso e de São Pedro e Paulo, Seus Apóstolos. 45

De la Bedoyere chama as ações de Savonarola de "histéricas". 46 Certamente, eram perigosas. Infelizmente para Savonarola, nenhuma de suas cartas chegou ao destino e várias foram enviadas ao próprio papa! Agora o papa tinha provas da traição do frade. O rompimento entre Alexandre e Savonarola era irreparável.” (https://www.cprf.co.uk/articles/savonarola.htm)

Que a crise religiosa manifestada hoje possa levar muitos a refletirem como o autêntico cristinanismo dentro do catolicismo romano foi abandonado há séculos e possam render-se ao fiel Evangelho de Cristo que não permite mistura nem adaptações.

Referências

19 De la Bedoyere, Intrometido , p. 87. Deve-se notar que De la Bedoyere se esforça para escrever um relato favorável ao Papa Alexandre VI, desculpando seus vícios da melhor maneira possível. Portanto, o leitor pode não se surpreender ao descobrir, no final do livro, tanto o Nihil Obstat quanto o Imprimatur da Igreja Católica Romana.

20 Daniel-Rops, História da Igreja , vol. 4, p. 222; itálico dele.

21 Daniel-Rops, História da Igreja , vol. 4, pp. 224-225.

22 De la Bedoyere, Meddlesome , p. 108.

23 Daniel-Rops, História da Igreja , vol. 4, p. 223.

24 Pierre van Paassen, Uma coroa de fogo: a vida e os tempos de Girolamo Savonarola (Nova York: Charles Scribner's Sons, 1960), p. 112.

25 Van Paassen, Coroa , p. 266.

26 William H. Crawford , Girolamo Savonarola: Um Profeta da Justiça (Cincinnati, OH: Jennings e Graham, 1907), p. 168.

27 E. HS Horsburgh, A vida de Savonarola (Londres: Methuen & Co., 1909), p. 155.

28 Rachel Erlanger, O profeta desarmado: Savonarola em Florença (Nova York: McGraw-Hill Book Company, 1988, p. 138.

29 Erlanger, Desarmado , p. 139.

30 Crawford, Profeta , p. 174.

31 Erlanger, Desarmado , p. 142.

32 Erlanger, Desarmado , p. 166.

33 Van Paassen, Coroa , p. 248.

34 De la Bedoyere, Meddlesome , p. 24.

35 De la Bedoyere, Meddlesome , p. 94.

36 Van Paassen, Coroa , p. 254.

37 Horsburgh, Savonarola , pág. 162.

38 De la Bedoyere, Meddlesome , p. 194.

39 De la Bedoyere, Meddlesome , p. 192.

40 De la Bedoyere, Meddlesome , p. 191.

41 De la Bedoyere, Meddlesome , p. 174; itálico meu.

42 Daniel-Rops, História da Igreja , vol. 4, pág. 232.

43 G. HW Parker, História da Igreja Cristã , vol. 2 (Boston, MA: Hendrickson Publishers, repr. 1994), pp. 212-213.

44 Van Paassen, Coroa , p. 267.

45 John B. Morrali e Sidney Z. Zehler (orgs.), Igreja e Estado através dos séculos (Nova York: Biblo and Tannen, 1928), pp. 132-133.

46 De la Bedoyere, Meddlesome , p. 54.

quarta-feira, 9 de setembro de 2020

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Conferências Anabatistas - Última noite

Finda-se mais uma conferência anual da Igreja Batista Renovada Moriá. Celebramos mais um ano de vida. Aliás, são 31 anos. Durante este tempo perseveramos, guardamos a sã doutrina e procuramos ser sal e luz, como preceituou Jesus. Nada mais, nada menos, simplesmente ser discípulo segundo as Escrituras, pois nos são regra de fé e prática.
Certamente, a leveza e a paz sentidas em cada momento deste domingo à noite serviram para sabermos como estava intensa a comunhão com Deus, porquanto vidas foram renovadas, restauradas e provocadas a viverem um cristianismo intenso. Basta falarmos que a pregação durou cerca de 1h40(uma hora e quarenta minutos), mas parece que ninguém sentiu o tempo passar. Seria tão somente pela eloquência do pastor Glauco? Ou pelo fervor da Igreja que contagiava um ao outro? Ou pelo grupo de louvor que elevou a Igreja aos átrios do rei? Obviamente, tudo isso foi consequência do fervor do Espírito inflamando cada coração. “brasas” unidas geram fogo, usando uma linguagem simbólica para ilustrar o entusiasmo e as convicções rememoradas em cada expressão do culto. Glória a Deus! Santos desejos ainda invadem nossos corações ao lembrarmos das experiências destes últimos quatro dias. Maravilhoso! Triunfante!
Fomos banhados pelo azeite espiritual. Revelou-se mais um despertar divino. Permaneça em nós santo desejo e ardor do Espírito para rumarmos pelos campos verdejantes dos olhos que veêm além do mesmo. Busquemos as almas perdidas cheios do Espírito para que nossa voz ecoe provocando arrependimento e contrição. Fogo e vida abundante para a Igreja do Senhor. Deus nos abençoe!   
  
















domingo, 1 de dezembro de 2019

Desperta Igreja


Durante nossa história (Igreja Batista Renovada Moriá) vivenciamos muitos momentos marcantes nos vários aspectos da fé. Um deles, que de forma saudosista rememoro agora, foi o estímulo trazido pelas letras e melodias espirituais de muitos hinos e corinhos que marcaram profundamente nossa comunhão, nossas perspectivas e a vida abundante do Espírito.
Certamente, lembrando destes tempos maravilhosos, o pastor Glauco B M Filho convidou o irmão Assis Freitas (um dos primeiros frutos de Moriá) para cantar “Desperta Igreja”, hino que chegou até nós em 1991 por ocasião do primeiro congresso de mocidade de nossa Igreja, neste sábado (30/11/19), na terceira noite das Conferências Anabatistas/2019. O irmão Assis, ficando surpreso com o convite, quase não acreditou que iria mais uma vez entoar aquele hino marcante. Graças a Deus, atendeu ao convite, tendo visto mais uma reação eufórica em cada trecho do hino cantado na Igreja, apesar de muitos irmãos não serem do começo nem conhecerem o hino. De fato, um momento de despertamento e de inúmeras lembranças excelentes. Glória a Deus pelas experiências vividas, pelos laços criados, pela comunhão, por cada crente da época, pelo despertamento e ação do Santo Espírito.
Que o Senhor abençoe graciosamente nosso querido irmão Assis Freitas, pai na fé deste servo que vos escreve.   






segunda-feira, 6 de maio de 2019

Biografia de John Wesley publicada pela Editora Sal Cultural


Líder Religioso, Teólogo. Ele é reconhecido como o fundador do movimento evangélico como Metodismo. Seu trabalho e escritos também desempenharam um papel de liderança no desenvolvimento posterior do movimento de santidade e pentecostalismo. Filho do reitor anglicano Samuel Wesley, recebeu sua educação inicial em casa, dada por sua mãe, Susanna Wesley.
Ele costumava viajar a cavalo, pregando duas ou três vezes por dia. Formou sociedades, abriu capelas, examinou e comissionou pregadores, administrou instituições de caridade, prescreveu para os doentes, ajudou a ser pioneiro no uso de choque elétrico para o tratamento de doenças, escolas e orfanatos superintendidos, absteve-se de carne e vinho e recebeu pelo menos 20.000 libras esterlinas pelas suas publicações, mas pouco usou para si. Ele morreu com a idade de 87 anos.
Neste volume, Bonamy Dobrée interpreta pontos controversos de acordo com as conjecturas mais gerais, identificando, por exemplo, “um amigo religioso” que se encontrou em 1725 com Varanese e evitou histórias apócrifas, exceto a que foi contada por Wesley na Charter House School; para esta lenda, se não foi fiel ao fato, foi tão fiel ao espírito, que o autor considerou justo incluí-la. A maior parte deste livro é dedicada aos seus primeiros anos de vida, para o homem em processo em vez da figura acabada.

Este livro estará disponível no templo da Igreja Batista Renovada Moriá para compra por ocasião da palestra do ministro e teólogo Eduardo Vasconcelos, editor chefe da Editora Sal Cultural no dia 27/05/2019.

segunda-feira, 29 de abril de 2019

Há 19 anos começávamos a obra em Horizonte-CE


A Igreja Batista Renovada Moriá, em Horizonte, completou neste último final de semana 19 anos.
No início dos anos 2000, um maravilhoso retiro abalou Horizonte e foi bastante avivado, deixando uma marca histórica no qual resultou em muitos convertidos e muitos batismos no Espírito Santo entre os irmãos, dos quais alguns ainda estão na congregação. O despertamento espiritual moveu muitos corações ao ponto de alguns se mudarem da capital para o munícipio a fim de dar continuidade à obra missionária na época. Não foi em vão, foi um chamado direcionado por Deus que logrou êxito.
Hoje, a congregação continua muito fervorosa e a cada ano que passa celebra as muitas vitórias alcançadas em Cristo. Como parte das comemorações, realizou uma grande cruzada na Praça da rua Zumbi, nas proximidades da congregação. Pregaram no evento os evangelistas André Elias e Jean Carlos e o pastor Heládio Santos.
A liderança da congregação foi confiada ao irmão Ricardo cujo fervor tem influenciado muitos irmãos de Fortaleza. Também dão apoio à obra os irmãos Wellison, Wedson e Marquinhos, entre outros.
Que o Senhor continue soprando seu Espírito para que o fogo santo sempre repouse sobre nós!
Deus abençoe a Igreja Batista Renovada Moriá de Horizonte!






terça-feira, 16 de abril de 2019

Sentindo Deus

A sensibilidade cristã é muito importante em nossa caminhada, tanto para sentir os efeitos do pecado quanto para sentir à vontade de Deus. Na desobediência, um peso e desânimo assola o cristão, enquanto na obediência, a paz e a comunhão fluem como um rio sempre cheio cuja corrente não cessa, sendo referencial de vida para si, bem como para outros.
As muitas experiências pelas quais podemos passar servem para nos tornar mais habilitados a compreender a profundidade do amor e da graça divinos. De modo que não podemos menosprezar nenhuma das circunstâncias nas quais fomos inseridos. Se temos que passar por vales ou montanhas, façamos com igual desprendimento porque aquele que nos guia estará conosco em todos os lugares e em todos os momentos. Madame Guyon nos eleva a essa dimensão e entendimento ao comentar:

Receba pela fé o fato de que qualquer coisa que lhe aconteça é o desejo Dele para você, nesse momento. Quando for ao Senhor dessa maneira, verá que seu espírito estará em paz, não importando qual seja a sua condição. Os tempos de sequidão serão a mesma coisa que os tempos de abundância, porque você terá aprendido a amar a Deus somente porque você o Ama, não por causa de suas dádivas, nem mesmo por sentir sua presença.
        
Segundo Madame Guyon, essas circunstâncias da vida tentem a nos levar à “morte espiritual”, mas não aquela da qual estão condenados os infiéis. Seu sinônimo, na verdade, é despojamento, ou seja, tirar de sobre nós tudo aquilo que interfere na ação de Deus em nossa vida. É desprezando as obras carnais com um coração “mortificado” que superaremos as insinuações tentadoras para podermos continuar com a alegria da salvação. Trazendo para as palavras da ilustre senhora:    

A vida do devoto é como uma torrente que abre seu caminho descendo das altas montanhas aos vales e fendas da vida, passando por várias experiências, até finalmente chegar a experiência espiritual da morte. A partir daí a torrente experimenta a ressurreição e uma vida de acordo com a vontade de Deus, enquanto ainda passa por vários estágios de refinamento. Por fim, a torrente encontra seu caminho em direção ao vasto, ilimitado oceano. Mesmo aí, a torrente não se torna totalmente unificada com o vasto oceano, até que mais uma vez, passe pelas relações finais com Deus.


A maioria dos cristãos não percebem, mas há um chamado da parte de Deus sempre ecoando em nossos corações para tornarmos essa relação com Ele mais profunda, mais constante, mais efetiva e sem os embaraços da vida. Há uma vida profunda em Cristo aguardando ser descoberta, porquanto é mais valiosa que tesouros reluzentes deste mundo. Estejamos certos desta verdade para não deixarmos essa oportunidade passar.

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Um Chamado Urgente para Orarmos pelo Avivamento


Desde nosso retorno do retiro espiritual de Carnaval, o Senhor tem colocado em meu coração uma necessidade urgente para orar e clamar pela obra de Avivamento Espiritual. É algo que estava adormecido, mas que agora novamente tem ocupado minha mente e pelo que tenho também clamado insistentemente.
Muitos obstáculos temos que enfrentar para que realmente nos ocupemos nessa grande e honrosa tarefa de suplicar a Deus pelo Derramamento do Espírito Santo em nossos dias. Sacrificar algumas horas de sono, separar momentos de retiro para estar a sós com Deus, adiar algum compromisso, abrir mão dos momentos de lazer, desligar o wifi, consagrar um jejum, renunciar a tudo isso parece loucura ou exagero, mas queridos irmãos esse é o preço a pagar se queremos ver o agir de Deus em nosso país.
Um grande estímulo para nos prepararmos para buscar a Deus é contemplar o agir de Deus na vida de homens e mulheres que no passado também não se contentaram com uma religião medíocre e sem vida. Eles ansiavam por mais de Deus, eles sentiam que faltava algo em suas vidas para poderem promover a causa do Mestre na terra, foi então que, insistentemente clamaram ao Senhor pelo Batismo com o Espírito Santo e fogo. A leitura de bons livros como: O Fogo do Reavivamento, Heróis da Fé, Poder pela Oração, A História do Avivamento na Rua Azusa e Heróis da Vida Cristã são de grande valor para preparar o nosso coração e desejarmos uma experiência mais concreta e gloriosa com Jesus.
Todos os reavivamentos no passado tiveram sua particularidade, e todos possuíram um caráter distinto uns dos outros, porém, eles tinham algo em comum: ORAÇÃO! Muita oração, tanto em particular como também coletivamente. Nenhuma obra de avivamento espiritual tinha a oração como algo secundário e de pouca importância. Na verdade, o traço característico era que, enquanto um crente ou um grupo clamavam, suplicavam, choravam e confessavam os seus pecados e os do povo, eles estavam preparando o caminho para o Senhor.
Por que tarda o pleno avivamento? É o título do livro de Leonard Ravenhil. Que possamos examinar, esquadrinhar e perscrutar o nosso coração e mente e façamos essa pergunta de forma sincera. E peçamos que a graça de Cristo opere com toda a sua eficácia em nossas vidas, que nos ajude a colocar tudo no altar de Deus para que o fogo do Senhor venha queimar a nossa oferta.
Só quando confessarmos o suficiente, chorarmos o suficiente, clamarmos o suficiente, orarmos o suficiente, então o Avivamento como obra do Espírito Santo virá! E não tardará!
“Porque a terra se encherá do conhecimento da glória do Senhor, como as águas cobrem o mar”. (Habacuque 2.14)
“Ouvi, Senhor, a tua palavra, e temi; aviva, ó Senhor, a tua obra no meio dos anos, no meio dos anos faze-a conhecida; na tua ira lembra-te da misericórdia”. (Habacuque 3.2)
“Porque derramarei água sobre o sedento, e rios sobre a terra seca; derramarei o meu Espírito sobre a tua posteridade, e a minha benção sobre os teus descendentes”. (Isaías 44.3)

Em Cristo,
Ivanildo Mendes

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

A vida de David Brainerd



David Brainerd (1718-1747) foi um missionário americano para os nativos americanos que tiveram um ministério particularmente frutífero entre os índios de Delaware, em Nova Jersey. Durante sua curta vida, ele foi cercado por muitas dificuldades. Como resultado, sua biografia tornou-se uma fonte de inspiração e encorajamento para muitos cristãos, incluindo missionários como William Carey, Jim Elliot e o primo de Brainerd, o segundo grande evangelista do Despertar James Brainerd Taylor (1801-1829). Grande parte da influência de Brainerd sobre as futuras gerações pode ser atribuída à biografia compilada por Jonathan Edwards e publicada pela primeira vez em 1749, a vida de David Brainerd. O resultado foi uma versão editada do diário de Brainerd, com algumas passagens documentando o desespero de Brainerd. Ele ganhou reconhecimento imediato, com o teólogo do século XVIII John Wesley insistindo: “Que todo pregador leia cuidadosamente sobre a vida de David Brainerd”. A obra mais reeditada dos livros de Edwards nunca ficou esgotada e, portanto, influenciou as gerações subsequentes, principalmente por causa da perseverança sincera de Brainerd em seu trabalho diante de sofrimentos significativos. Clyde Kilby resumiu a influência de Brainerd como sendo baseada no fato de que “em nossa timidez e em nosso oportunismo de má qualidade, somos sempre estimulados quando um homem aparece no horizonte disposto a apostar tudo por convicção”. A partir do século XVIII, os missionários também encontraram inspiração e encorajamento da biografia. Gideon Hawley escreveu em meio a lutas: “Eu preciso, preciso muito, de algo mais do que humano [humano ou natural] para me apoiar. Eu leio minha Bíblia e a Vida do Sr. Brainerd, os únicos livros que trouxe comigo, e deles tenho apoio”. Outros missionários que afirmaram a influência da biografia de Brainerd de Jonathan Edwards em suas vidas incluem Henry Martyn, William Carey e Jim Elliot e Adoniram Judson. Os missionários também encontraram inspiração e encorajamento da biografia. 

Em breve na banquinha!

Mundo em Chamas de Rick Joyner



Durante o curto período de tempo que durou, o avivamento galês foi, em muitos aspectos, o maior que a igreja já testemunhou. Nunca uma região foi tão rápida ou radicalmente transformada para a justiça ou o mundo foi tão impactado. O fogo desse avivamento foi tão intenso que quando cartas ou relatos de jornais sobre o assunto eram lidos em outras partes do mundo, o reavivamento também acontecia ali. Hoje, mais de um século depois, aqueles que acabaram de ler ou ouvir a história ainda se movem com convicção, esperança e a inevitável pergunta: Deus fará isso de novo? Sim! O propósito deste livro é revisar os eventos e lições de um dos maiores movimentos de Deus de todos os tempos, a fim de preparar um que seja ainda maior.

Em breve disponível na banquinha da Igreja.

domingo, 27 de janeiro de 2019

Outro chamado para despertar

Com quase 100 pessoas, a congregação da Igreja Batista Renovada Moriá em Caça e Peça promoveu um grande encontro de despertamento espiritual neste sábado (26/01/2019). A ideia para o evento surgiu da necessidade de se buscar com maior ênfase a segunda bênção cuja virtude maior capacita o crente para pregar a Palavra com poder.
Muitos irmãos de várias congregações afluíram para o templo, bem como pessoas descrentes também participaram do culto. Do começo ao fim, foi impactante. O espírito de todos parecia estar faminto por Deus de modo que havia uma uniformidade na busca pelo objetivo maior: a comunhão com o Senhor. Foi tocante ver e ouvir crentes se enchendo no louvor e na pregação. A influência espiritual foi tão tremenda que mesmo após a pregação, nos avisos finais, quase o irmão Jean não consegue falar em decorrência dos “gemidos” que ainda ouvíamos e nos alegravam.
A pregação ficou a cargo do irmão Ricardo, membro e responsável pela congregação do Horizonte (CE). Juntamente com ele, muitos irmãos dessa congregação atenderam o convite para estar no evento, trazendo alegria para os irmãos do Caça e Pesca. A mensagem trazida para a Igreja foi preciosa, restauradora e trouxe um despertamento tal que muitos dos que estavam sintonizados perceberam a orientação divina específica na fala do pregador.
A celebração também foi motivada pela passagem dos aniversários dos irmãos Júnior e Jean que aproveitaram a ocasião para agradecer a Deus pelos anos de serviço ao Senhor.
Deus fará grandes coisas na congregação do Caça e Pesca neste ano. Deus seja louvado!










irmão Jean, Ricardo, Júnior, pastor Heládio e evangelista Carlos



Maninha e Júnior

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

A Oração Começa na Casa de Deus


Todos os profetas do Velho Testamento chamaram o povo de Deus para a oração em comum, conjunta. O próprio Jesus declara, "Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração" (Mateus 21:13). O fato é que a história do mundo foi modelada pelas preces da igreja de Cristo.
Pense no seguinte: o Espírito Santo foi inicialmente dado na casa de Deus, no cenáculo. Lá os discípulos "perseveram unânimes em oração" (Atos 1:14). Lemos que Pedro foi liberto da prisão por um anjo, enquanto "muitas pessoas estavam congregadas e oravam" (12:12). A oração conjunta estava continuamente sendo feita pela libertação de Pedro.
Claramente, Deus libera muito poder devido às preces da Sua igreja. Assim, o chamado a esse tipo de oração não pode ser subestimado. Sabemos que a igreja foi comissionada a ganhar almas, praticar a caridade, a servir como local de reunião para a palavra de Deus ser pregada. Mas primeiro e antes de tudo, a igreja deve ser um lugar de oração. Esse é o seu chamamento primeiro, pois todos estes outros aspectos da vida da igreja nascem da oração.
Contudo a oração em comum é limitada. É limitada à programação de horários, e aos tipos de oração aos quais Deus nos chama a orar. Por exemplo, a igreja não é o lugar para o choro de nossas preces de queda e de angústia, quando citamos nossas cobiças e lascívias diante do Senhor e nos arrependemos delas. Algumas vezes a oração em conjunto pode se tornar uma desculpa para evitar esse tipo de oração privativa, quando ocorre um exame do coração. Alguns podem dizer, "Acabei de chegar de uma reunião de oração de duas horas", ou, "Jejuei com a minha igreja por três dias". Mas esse não é o único tipo de oração que o Senhor deseja de nós.

David Wilkerson
Fonte: http://www.tscpulpitseries.org/portuguese/ts061023.html