O Jornal Tocha da Verdade é uma publicação independente que tem como objetivo resgatar os princípios cristãos em toda sua plenitude. Com artigos escritos por pastores, professores de algumas áreas do saber e por estudiosos da teologia buscamos despertar a comunidade cristã-evangélica para a pureza das Escrituras. Incentivamos a prática e a ética cristã em vistas do aperfeiçoamento da Igreja de Cristo como noiva imaculada. Prezamos pela simplicidade do Evangelho e pelo não conformismo com a mundanização e a secularização do Cristianismo pós-moderno em fase de decadência espiritual.
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terça-feira, 27 de agosto de 2024

Comentário sobre "Breve História Sobre o Anticristo" de Vladimir Solovyov

 


Mas teria eu de me prostrar perante Ele como uma velha senhora polonesa, como um camponês russo, e dizer: ‘Tenha misericórdia de mim!’?”

– Anticristo colocando-se acima de Cristo, tal qual o homem moderno

 

Personagens Principais Anticristo – líder da elite globalista Apolônio – mago esotérico auxiliar do Anticristo Papa Pedro II – líder católico (nome do último papa na profecia de Malaquias) Ancião João – líder dos cristãos ortodoxos Professor Ernest Pauli – líder dos protestantes

 

Personagens Secundárias Em uma cidade situada no Mediterrâneo, cinco russos se encontraram por acaso: um velho general, um político, um jovem príncipe, uma senhora, e um desconhecido (Senhor Z – que lerá o manuscrito Breve História Sobre o Anticristo para os demais).

 

Interpretação

Publicada em 1900, em meio a eferverscência de transformações tecnológicas que envaideciam o homem, exacerbando sua húbris, esta curta narrativa se revelou profética. Num futuro incerto, após vencer duas sucessivas guerras contra muçulmanos e asiáticos, a Europa dissolve as nações independentes e forma a União dos Estados Europeus, que progressivamente assume a posição de governo global comandada por tecnocratas de espírito cientificista.

Da elite governamental emerge o Anticristo com o discurso de concentração de poder para permitir a “paz universal e bem-estar geral” – insanidade que parte do princípio de que o mal ocorre no mundo em função do livre arbítrio (liberdade) dos homens, e estes cometem atos maus, logo é preciso coibir, via um Estado forte (i.e. totalitário), a liberdade humana.

O Anticristo não tem nome, mas é também denominado super-homem (übermensch nietzschiano) e “o homem vindouro” – o “novo homem” prometido pelas ideologias revolucionárias. Jovem, filho de uma mulher de vida fácil, vegetariano, e dono de uma grande retórica, o Anticristo é aclamado por todos os jornais – a mídia totalmente corrompida.

Gradativamente o Anticristo compara-se cada vez mais favoravelmente com Cristo até colocar-se acima Dele: “Cristo veio antes de mim; eu vim em segundo, mas aquilo que na ordem do tempo aparece depois é, em essência, de maior importância. Eu vim pelo fim, o fim da história, e por essa mesma razão eu sou o mais perfeito. Sou o salvador final do mundo e Cristo é meu precursor. Sua vocação foi de antecipar e preparar minha vinda.” – a mais perfeita definição do progressismo (teoria alimentada pelo engodo evolucionista que reveste o simples avanço temporal de melhora em todos os aspectos culturais).

A promessa de um mundo sem sofrimento engana as multidões, mas um número cada vez mais reduzido de cristãos (católicos, ortodoxos e protestantes) se recusa a prostrar-se diante o Anticristo – perda quantitativa e melhora qualitativa da Igreja (em toda escatologia sempre resta um pequeno grupo que será a base do novo renascer, e.g. arca de Noé e o mito de Deucalião e Pirra).

Ao final, os três líderes cristãos, com um punhado remanescente de fiéis, condicionam seguirem a liderança do Anticristo somente se ele subordinar-se ao Cristo. Em resposta o Anticristo revolta-se, provoca a morte do Papa Pedro II e do Ancião João, abre as portas do inferno, e elege Apolônio como o novo líder de uma igreja universal subordinada ao governo – sincretismo religioso em uma nova crença imanente.

Os poucos fiéis remanescentes migram para o deserto para orar e aguardar a volta do Cristo. Posteriormente recuperam os corpos do Papa Pedro II e do Ancião João que ressuscitam, havendo a reunificação, agora verdadeira, da Igreja – a ressuscitação da Igreja. O Anticristo foi desmascarado e o mundo está pronto para o retorno do Cristo – simbolismo do retorno do Rei (o legítimo herdeiro do trono).

O Anticristo é um impostor envolto com uma falsa auréola de beneficência, uma paródia de Cristo. Ele não se manifesta necessariamente numa entidade ou pessoa, mas sim como um conjunto de inverdades (o maravilhoso mundo prometido pela revolução) que afasta o homem do Belo, Bom e Verdadeiro. As personagens secundárias descrevem uma atmosfera de dificuldade em ver as coisas claramente, como uma premunição de catástrofe – relativismo, desinteresse e incapacidade de buscar a Verdade, “o diabo com seu rabo põe uma névoa na claridade divina”.

O Anticristo já está entre nós? A atual falsificação de tudo, a pseudo-espiritualidade e confusão intelectual reinantes diz que sim – o reino do Anticristo é o reino da “contra-tradição”, é anticivilizatório (ver O Reino da Quantidade e os Sinais dos Tempos de René Guénon). E o caos será levado ao paroxismo antes que este conjunto de inverdades desmorone e o Cristo retorne – o Anticristo gozará de um breve triunfo antes de sua derrota final e a retomada de um novo ciclo.


Notas

·         Vladimir Solovyov (1853-1900) nasceu em Moscou, Rússia.

·         Filósofo e místico, reagiu ao racionalismo europeu (positivismo, idealismo, empirismo, etc) buscando uma síntese da filosofia religiosa, das ciências e da ética no contexto de um Cristianismo universal unindo as igrejas Ortodoxa e Católica sob a liderança papal.

·         Breve História Sobre o Anticristo foi publicado em 1900. Este relato se torno complemento de Três Conversas posteriormente publicadas em War Progress and the End of History. As três conversas versam sobre o mal e os métodos de combatê-lo.

·         Outras obras destacadas: The Crisis of Western Philosophy: Against the Positivists (1874) e The Meaning of Love (post mortem).

·         William Butler Yeats (1865-1939), preocupado com o crescente espírito revolucionário e o relativismo, escreveu The Second Coming versando sobre a vinda do Anticristo: Turning and turning in the widening gyre The falcon cannot hear the falconer; Things fall apart; the centre cannot hold; Mere anarchy is loosed upon the world, The blood-dimmed tide is loosed, and everywhere The ceremony of innocence is drowned; The best lack all conviction, while the worst Are full of passionate intensity. Surely some revelation is at hand; Surely the Second Coming is at hand. The Second Coming! Hardly are those words out When a vast image out of Spiritus Mundi Troubles my sight: somewhere in sands of the desert A shape with lion body and the head of a man, A gaze blank and pitiless as the sun, Is moving its slow thighs, while all about it Reel shadows of the indignant desert birds. The darkness drops again; but now I know That twenty centuries of stony sleep Were vexed to nightmare by a rocking cradle, And what rough beast, its hour come round at last, Slouches towards Bethlehem to be born?

·         A vinda do Anticristo é narrada no Apocalipse de São João.

 Disponível em: https://www.culturaanimi.com.br/post/breve-hist%C3%B3ria-sobre-o-anticristo-de-vladimir-solovyov


sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Comentários sobre o novo livro do pastor Glauco Barreira Magalhães Filho

 


Já conhecia a história de Girolamo Savonarola, mas nem tanto. Li livros com sua biografia que testemunham quão bravo e solitário foi na luta pela exposição das verdades cristãs para convencer seus ouvintes a adotarem um padrão de vida piedoso, diferente daquele experimentado entre os prazeres e devaneios mundanos da cidade de Florença, na Itália, no século XV. Savonarola era um arauto e tocava a trombeta da denunciação contra o pecado sem temer a sociedade, os príncipes, os reis e até o papa, personalidade cuja influência superava aos dos monarcas locais.

Mas, não quero discorrer sobre aspectos deste gigante da fé; pretendo mostrar como a leitura do novo livro do reverendo Glauco Barreira Magalhães Filho poderá servir para ampliar e majorar a instrução sobre o assunto, estimulando maior ousadia, aprimorando a maneira e a forma de pregar e, acima de tudo, levando o leitor (inclusive eu), tanto pelo objeto da obra como pelo espírito aguçado e espiritual do autor em revelar suas nuances, a estar posicionando-se melhor na presença de Deus.

Recentemente, conversando com o autor lhe disse: “quando pego seu livro para ler, ‘sinto’ minhas mãos ‘pegando fogo’, pois fazia tempo que queria ler um livro que me impactasse também a alma e o coração”. Destaquei, dentre outros, como o pastor soube ler a alma de Savonarola e de seu comportamento, destacando-o muito acertadamente de “extremos simultâneos”, ou como ele mesmo explica: “Assim como Jesus não era meio homem e meio Deus, mas totalmente homem e totalmente Deus, Savonarola era intenso no intelecto e nas emoções, o mestre o pregador, o radical moral e o conselheiro sensível, o profeta e o reformador das instituições, o filósofo e o biblicita” (pgs.9-10). Talvez, quem não esteja ambientado a determinados termos teológicos e usados pelas ciências humanas com fins de categorização dos objetos de estudos pode pensar ser algo que torna a obra de difícil leitura e entendimento. O conteúdo do livro é sensivelmente democrático, pois atende as expectativas do leitor convencional e também as de teólogos. É uma obra rica na língua portuguesa cujo assunto era quase escasso, contudo, agora o público evangélico se torna privilegiado por ter um aprofundamento muito bem direcionado nas páginas desta publicação da Fonte Editorial.

Aproveitando nossa conversa, disse-lhe também que à medida que leio, sinto vontade de voltar a ler novamente, já projetando uma nova leitura da obra. Às vezes, sentimos tanta curiosidade sobre o assunto que ficamos “afoitos” (referindo-me à pressa de ler logo o conteúdo desconhecido, conhecer o olhar clínico do autor e entender os porquês da “revolução” savonaroliana) que perdemos determinadas conteúdos pelo caminho. Razão que nos motiva a um retorno sem enfado para uma segunda e até uma terceira leitura consequente, pois a obra é muito instigante, atrativa e agradável.

Por fim, a Igreja Batista Renovada Moriá, onde o pastor Glauco Barreira Magalhães Filho exerce seu ministério, tem uma pérola de considerável valor à sua disposição. Fica a dica tanto para a membresia como para os demais obreiros adquirirem a obra. Façam bom uso como estou fazendo.

 

Pr. Heládio Santos

quarta-feira, 9 de setembro de 2020

Livro "Girolamo Savonarola e a República de Florença" de autoria do pastor Glauco Barreira Magalhães Filho

 


Uma das maiores virtudes de excelentes escritores é sua inquietação para produção de novos escritos, mormente, em razão do domínio e do conhecimento sobre os assuntos que desejam escrever. Sendo exímio escritor, caracteriza-se também pelo bom senso, pelo espírito apurado, pelo olhar atento às nuanças pelas quais passará sua discussão e abordagem para que possa apresentar sempre algo não percebido, talvez até ignorado anteriormente, preocupando-se, sobretudo, com o conteúdo veraz de sua obra. Versando com a singularidade ou com a peculiaridade que o tema requererá, pretende expressar sua afinidade com o tema e honestidade literária, principalmente porque em assuntos de relevância histórica cujo eco ainda persiste com audível clamor entre nós, há, constantemente, uma mensagem para ser dita, para ser compreendida e para resgatar o que foi esquecido. Muito embora venha do passado, faz-se presente em vistas de sua essência profundamente profética.

Foi nesse ambiente que o pastor e prof. Dr. Glauco Barreira Magalhães Filho produziu e publicou mais uma preciosa obra: “Girolamo Savonarola e a República de Florença”, trazendo à tona a vida intensa de um gigante da fé cristã que é considerado precursor da Reforma Protestante. Não é uma obra tão somente biográfica. É também uma obra na qual Savonarola tem liberdade de falar ao leitor e sem arrodeios revelar quem foi e o que pretendia. A chama da sensatez e do apelo à conservação da moral constituiu-se a base de suas pregações nas suas idas e vindas pelas cidades italianas, no final do século XV. Sua pregação teve uma característica muito particular, pois alertava e condenava com profunda veemência as práticas de perdição de sua sociedade, não temendo, contudo, as consequências pelas quais poderia passar e passou até chegar ao dissabor das torturas e do martírio as quais se redenram a ele, porquanto as encarou com fortitude e grandeza.

Elevando a pregação de Savonarola ao patamar de inspirativa para os momentos atuais, o pastor Glauco Barreira assevera:

É inconcebível que o cristianismo que criou as universidades, deu plausibilidade para a ciência moderna e formou as instituições do Ocidente deva agora se calar. Precisamos voltar ao passado e ouvir as vozes daqueles que, depois de mortos, ainda falam. Girolamo Savonarola é uma dessas vozes, uma poderosa voz! (p.99)

Mensagens como as de Girolamo Savonarola precisam ser ouvidas hoje. Conheça sua história e adquira logo seu examplar. Em Fortaleza-Ce, está disponível com o próprio autor no templo da Igreja Batista Renovada Moriá, situada à rua Nogueira Acioli, 2195, Joaquim Távora, nos momentos anteriores e posteriores aos cultos de Quinta-feira (19h30) e domingo (18h30). A Fonte Editorial disponibilizará o livro em breve para venda on-line nos sites com os quais trabalha.

 

domingo, 15 de setembro de 2019

Parceria com a Editora Carisma



Em breve, nossa banquinha (stand dentro do templo da Igreja Batista Renovada Moriá) estará disponibilizando outras literaturas da Editora Carisma. A Editora Carisma vem assumindo papel de destaque entre o segmento editorial brasileira publicando livros sobre o pentecostalismo clássico, nos quais encontramos vasta argumentação sobre a atualidade do batismo no Espírito Santo e dos dons, assim como um profundo trabalho de pesquisa histórico cujos resultados possibilitaram ao leitor conhecer um maior número de movimentos que reivindicaram a promessa do Espírito. Percebe-se pelo conteúdo e pelo volume de cada livro o compromisso que o pastor Renato Cunha, diretor da editora Carisma, abraçou ao oferecer conhecimento sobre o pentecostalismo, suprindo uma lacuna há muito detectada entre as editoras do Brasil que não mais buscavam literaturas com o viés de renovação espiritual carismática.

Aguarde...
Alguns títulos são apresentados abaixo para conhecimento dos pretendentes:     
PRÓLOGO
CAPÍTULO 1 - UMA ANÁLISE TEOLÓGICA DO PENTECOSTALISMO
Em busca de um padrão comum 
Dois padrões em conflito 
O padrão comum do pentecostalismo quadrangular
A hermenêutica pentecostal 
O movimento da “Chuva Serôdia” 

CAPÍTULO 2 - AS RAÍZES METODISTAS DO PENTECOSTALISMO 
A conexão Metodista 
O motivo primitivista em Wesley 
John Wesley: um teólogo do Espírito 
Wesley e os dons do Espírito 
A soteriologia de Wesley 
Perfeição cristã versus batismo no Espírito Santo 
A divisão crucial 

CAPÍTULO 3 - O AVIVAMENTO NORTE-AMERICANO DA PERFEIÇÃO CRISTÃ
O surgimento do Movimento de Santidade 
Novas correntes teológicas 
O Surgimento do imaginário pentecostal 
A Mudança para a retórica pentecostal 

CAPÍTULO 4 - O  TRIUNFO DA DOUTRINA PENTECOSTAL DO BATISMO DO ESPÍRITO
A mudança para a santificação Pentecostal Fletcher revivido 
“Poder” ou “Santidade”? 
O ensino das “três bênçãos”
A doutrina avivalista do “batismo do Espírito Santo” 
O Movimento de Keswick 
Os últimos precursores: Simpson e Gordon 

CAPÍTULO 5 - O SURGIMENTO DO MOVIMENTO DE CURA DIVINA
Wesley e a cura divina 
A influência do Pietismo
Desenvolvimento na Inglaterra e na América 
“Cura pela fé” 
“Cura na expiação” 
Outras considerações 
Discordâncias na “Holiness Association” 

CAPÍTULO 6 - O SURGIMENTO DO PRÉ-MILENISMO
Influências puritanas e pietistas 
Wesley versus Fletcher
Correntes milenistas nos avivamentos 
Profético versus apocalíptico 
Uma visão em mutação 
Pré-milenismo no Movimento Santidade 

EPÍLOGO - O SURGIMENTO DO PENTECOSTALISMO



Prefácio

Introdução 
Recuperando a história do cristianismo carismático 
Qual é a diferença? 
Crescimento fenomenal 
O desafio da legitimidade histórica 
O caminho para a recuperação histórica 

Capítulo 1
A igreja apostólica 
Cargos ou funções? 
Obras maiores ou menores? 2

Capítulo 2
A igreja antenicena 
Irineu de Lyon 
Tertuliano 
Orígenes 
Novaciano 
Cipriano 
Outros relatos da igreja primitiva 
Conclusão 

Capítulo 3
O declínio dos dons espirituais e a primeira Renovação Carismática 
O institucionalismo e os bispos 
Montano 
Montanismo: heresia ou cristianismo bíblico? 
Os toques finais 

Capítulo 4
O Impacto da conversão de Constantino no aspecto carismático da Igreja 
Fusão entre Estado e Igreja 
A religião exclusiva do Estado 
Adoção do modelo político romano 
Surgimento das batalhas doutrinais


Capítulo 5
Monasticismo: o surgimento de outro Movimento Carismático 
Antão 
Pacômio
Atanásio
Hilarião 
Ambrósio
Jerônimo
Agostinho
Bento de Núrsia 
Gregório Magno 
Conclusão 


Capítulo 6
Desenvolvimento interno do monasticismo e a igreja institucional 
Extremismos monásticos e misticismo 
Os milagres e a expansão missionária 
Santos ou feiticeiros? 
O Misticismo medieval era um modelo de espiritualidade? 


Capítulo 7
A renovação monástica 
Bernardo de Claraval 
Hildegarda de Bingen 
Domingos de Gusmão
Francisco de Assis 
Vicente de Ferrier 
Mais evidências 


Capítulo 8
Os cátaros 
O consolamentum 
Hereges ou heróis da fé?


Capítulo 9
Os valdenses 
Pedro Valdo 
Rejeição e perseguição 
Cristianismo neotestamentário
Cura divina 
Igualdade no ministério 
Conclusão 

Capítulo 10
Martinho Lutero e a Reforma 
Lutero e os milagres 
Lutero e a autoridade
Lutero e o dom profético
Lutero e a cura divina 
Johannes Brenz 
Lutero e o cessacionismo 
Bem-vindo, Espírito Santo!

Capítulo 11
Os anabatistas 
Os tais “reformadores radicais” 
O batismo do crente 
A iluminação das Escrituras 
A profecia como ministério de todos os crentes 
Exageros carismáticos e proféticos 
Pilgram Marpeck 
Menno Simmons 
O legado anabatista 

Capítulo 12
Os profetas franceses
Uma unção profética 
Falando em línguas 
Os camisards 

Capítulo 13
George Fox e os Quakers 
George Fox 
A batalha entre os símbolos externos e a luz interior 
Perseguição 
Os fenômenos carismáticos 
Conclusão 

Capítulo 14
O avivamento moraviano 
Conde Zinzendorf 
Em fervente oração
Um derramamento 


Capítulo 15
O avivamento metodista 
Fenômenos espirituais extraordinários 
Acusado de entusiasmo 
Falando em línguas 
Uma segunda obra da graça 
John Fletcher 


Capítulo 16
O grande despertamento (1726-1750) 
Jonathan Edwards 
George Whitefield 


Capítulo 17
O segundo Grande Despertamento (1800-1840) 
O avivamento na Costa Leste 
O avivamento em Kentucky 
Barton Stone e o avivamento de Cane Ridge 
Conclusão 


Capítulo 18
Edward Irving e a igreja católica apostólica 
O dom do Espírito Santo 
Um surto carismático na Escócia 
Eventos em Londres 
O sinal permanente 
Conclusão 


Capítulo 19
Os precursores do Movimento Pentecostal/Carismático no século 19 
Pheobe Palmer 
Charles Finney 
A. J. Gordon 
Dwight L. Moody 
Reuben A. Torrey 
Línguas e linguagem pentecostal 


Capítulo 20
Charles Parham e a Escola Bíblica Bethel (Bethel Bible College) 
A busca 
Escola Bíblica Bethel em Topeka, Kansas 
O derramamento 
A Importância da Escola Bíblica Bethel 
Parham era racista? 

Capítulo 21
William Seymour e o Avivamento da Rua Azuza 
O chamado para Los Angeles 
Oração 
O Espírito Santo e a liderança 
O caráter inter-racial 
Um fenômeno mundial 

Capítulo 22
Parham e o avivamento de Zion City 
Os problemas em Zion City 
“Até que o Reino venha” 
A conexão da cura divina 
Segadores empurrados à colheita 
Marie Burgess Brown 
F. F. Bosworth 
John G. Lake 
Conclusão 

Capítulo 23
A mensagem se espalha pelo mundo 
Índia 
América do Sul 
Europa 
China 
Proliferação 

Capítulo 24
Desenvolvimentos posteriores no Pentecostalismo 
O pacto da última chuva 
A tendência ao denominacionalismo 

Capítulo 25
O Avivamento de Cura 
Oral Roberts 
A voz da cura 
T. L. e Daisy Osborn 
Conclusão 

Capítulo 26
A segunda chuva de avivamento 
O derramamento na Faculdade Bíblica de Sharon 
A importância de Sharon 
Crescimento e oposição 

Capítulo 27
O Movimento Carismático 
Dennis Bennet e a renovação protestante 
O Movimento Carismático Católico 
Ecumenismo e cismas 
O problema da autoridade 

Capítulo 28
A Terceira Onda 
John Wimber e a vinha 
Diferenças doutrinais 

Capítulo 29
A última década do século XX 
A bênção de Toronto 
Divisões devido às manifestações 
O avivamento de Pensacola 
Divisões em Pensacola 
O vaivém do avivamento 
O problema das manifestações 
Tendências nas instituições 
O movimento de convergência 
As novas igrejas apostólicas 
A vanguarda da Igreja hoje 
Conclusão: Batalhando pela fé 
Na periferia? 
Os guardiães da verdade 

quinta-feira, 11 de abril de 2019

A graça de Cristo presente no cristão



Dedico este livro à minha mãe, morta num acidente de ônibus em Israel em 1974. Eu contava 28 anos quando ela morreu. Durante os últimos dez anos de sua vida, ela me escreveu em média uma vez por semana, primeiro quando eu estava na faculdade em Illinois, depois na Califórnia, durante os meus estudos no seminário, a seguir na Alemanha, na época do meu doutorado, e por fim em Minnesota, quando comecei o meu ministério de ensino. Ela era implacável no seu amor. Era muito raro vir uma carta sem uma citação das Escrituras. Ela já me havia saturado com a Palavra quando menino. Ela continuaria a me saturar como homem. De todos os textos citados por ela, um predominava. Acho que deve ter sido o predileto dela. Ao menos era o que ela considerava de maior necessidade para mim, Provérbios 3.5,6: Confia no SENHOR de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas (RC). Ao longo dos anos, descobri que esse trecho é um chamado à vida pela fé na graça futura. O chamado a viver pela fé está nas palavras: “Confia no SENHOR de todo o teu coração”. A referência à graça futura está nas palavras: “Ele endireitará as tuas veredas”. Mês após mês a minha mãe me encorajava a viver pela fé na graça futura. Ela me desafiou a confiar no Senhor e me mostrou que o foco da minha confiança é o que Deus prometeu fazer por mim no futuro: “Filho, o Senhor vai dirigir os seus caminhos; confie nele, confie nele”. Este livro é um tributo ao legado da exortação da minha mãe. Ela me ensinou a viver a vida entre duas linhas do hino “Amazing Grace” (“Maravilhosa Graça”). A primeira linha: “É a graça que me trouxe até aqui”. A Prefácio 8 GRAÇA FUTURA segunda linha: “E é a graça que vai me levar para casa”. Antes que eu pudesse explicar, aprendi que crer na primeira linha fortalece a fé na segunda; e crer na segunda linha me capacita à obediência radical a Jesus. Este livro trata disso.

Quem se aventura pelas leituras inspiradas de John Piper sente um forte alento no coração. Sente encorajamento para viver mais experiências com Deus. Ruma pelo caminho da contemplação de forma agradável a Deus. Sinto este prazer ao ler mais este livro.

Vivendo o Cristianismo com prazer em Deus



Quando estava na universidade eu tinha uma noção vaga e difusa de que, se eu fizesse alguma coisa boa porque isso me deixaria feliz, eu estragaria o que havia de bom nela.
Descobri que o que havia de bom nas minhas ações morais era diminuído à medida que eu era motivado pelo desejo do meu próprio prazer. Naquela época, comprar sorvete na cantina dos estudantes apenas por prazer não me incomodava, porque as consequências morais dessa ação pareciam ser tão insignificantes. Mas ser motivado pelo anseio por felicidade ou prazer quando me apresentava como voluntário para o trabalho cristão ou quando ia ao culto —isso me parecia egoísta, utilitário, mercenário.
Isso era um problema para mim, porque não conseguia formular um motivo alternativo que funcionasse. Encontrei em mim um anseio imenso de ser feliz, um impulso tremendamente poderoso para buscar o prazer, mas a cada momento de tomar uma decisão moral eu dizia a mim mesmo que esse impulso não devia influenciar-me.
Uma das áreas de maior frustração era a de adoração e louvor. Minha noção vaga de que, quanto mais elevada fosse a atividade, menos deveria haver de interesse próprio nela, fazia-me pensar no louvor quase exclusivamente em termos de dever. E isso tira a essência da coisa.
Então fui convertido ao prazer cristão. Em questão de semanas vim a compreender que é antibíblico e arrogante tentar adorar a Deus por qualquer outra razão que não o prazer de estar nele. (Não passe por cima dessa última palavra: NELE. Não em seus dons, mas nele. Não em nós mesmos, mas nele.) Permita-me descrever a série de constatações que me levaram a buscar o prazer cristão. Ao longo do caminho espero que fique claro o que quero dizer com essa frase tão estranha.

Mais um livro excelente de John Piper publicado pela Editora Vida Nova. Uma leitura envolvente que não deixará de cumprir seu papel de edificação espiritual. Um livro como este não pode faltar na estante de quem deseja vivenciar o prazer de servir a Deus em plenitude. Adquira já!

Aprendendo com as aflições de Cristo



Quando, em 430 d.C., Agostinho entregou a liderança de sua igreja, seu sucessor ficou tão devastado pelo sentimento de inadequação para o cargo que declarou: “O cisne silenciou”, temendo que a voz do gigante espiritual se perdesse com o tempo. Mas, por mil e seiscentos anos, Agostinho não silenciou – nem aqueles que, depois dele, anunciaram fielmente a causa de Cristo. A vida deles tem inspirado todas as gerações de crentes e deve despertar em nós uma grande paixão por Deus.
William Tyndale
Entender a palavra de Deus na linguagem comum do homem foi a paixão propulsora de Tyndale. Ele foi combatido de forma cruel, acusado falsamente, preso e martirizado por causa de seu compromisso. Contudo, motivado pelo exemplo de Cristo, ele estava decidido a que toda pessoa tivesse acesso à verdade.
Adoniram Judson
Alcançar uma nação totalmente hostil para Cristo a despeito das devastadoras perdas, da mais sombria depressão e da tortura despótica foi o preço pago por Judson para revelar um Salvador poderoso. Sua dedicação inquebrantável à palavra e a fé em Deus moveram-o a ser o precursor de uma força cristã que permanece até hoje.
John Paton
Despertar a causa das missões mundiais foi o que motivou Paton a incitar colaboradores no mundo inteiro para a colheita e a viver corajosamente entre canibais para que eles pudessem conhecer Jesus. Seu ministério tornou-se uma história que anunciaria o chamado para as missões por gerações ainda por vir.
Esses três homens foram embaixadores fiéis que enfrentaram aflições momentâneas e a morte, diariamente, para que outros pudessem colher a eternidade no céu. Que sua fidelidade e sacrifício possam intensificar sua paixão por tornar o amor e o mérito de Cristo conhecidos entre as nações.

São exemplos como estes que valem a pena ser seguidos. Os livros biográficos nos servem para sermos encorajados e nos desvencilharmos dos empecilhos que muitas vezes nos cercam tentando impedir a inspiração de Deus em nossos corações. Lê livros como este nos darão o impulso que precisamos para sermos ainda mais triunfantes na carreira cristã. Mais um excelente livro publicado pela Editora Vida Nova. Adquira seu exemplar!

Como lidar com a tristeza na caminhada cristã?



Ao falar do tema da escuridão espiritual, estou ciente de entrar em um vasto oceano. Levanto-me da cadeira e contemplo estantes de livros que articulam com mais sabedoria do que eu acerca do cuidado e da cura de almas cristãs entristecidas. O simples ato de abrir esses livros me traz à memória muitas coisas sábias e valiosas que poderiam ser ditas — mas que não têm espaço num livro tão curto. Sempre será dessa forma. A Palavra de Deus é inexaurível, e o mundo que ele criou contém inúmeros tesouros esperando para serem encontrados por olhos límpidos que buscam a alegria que exalta a Cristo.
As necessidades daqueles que lutam para encontrar a alegria sempre serão tão diversas quanto as próprias pessoas. Por isso me contento em avançar neste oceano tanto quanto minhas limitações permitirem e oro para que o leitor procure alguns desses formidáveis livros antigos e avance em sua busca pela alegria muito mais longe do que sou capaz de levá-lo.
Meu objetivo é oferecer um pouco de orientação e de esperança àqueles para quem a alegria parece fora de alcance. Quase todos os médicos da alma encharcados de Bíblia falaram a respeito de prolongados períodos de escuridão e aflição. Na antiguidade eles se referiam a isso como melancolia. Richard Baxter, por exemplo, falecido em 1691, escreveu com surpreendente pertinência acerca da complexidade de lidar com cristãos que parecem incapazes de se alegrar em Deus. “Alegrar-se em Deus, em sua palavra e seus caminhos”, escreveu ele, “é o florescer e a vida da verdadeira religião. Mas aqueles de quem estou falando não conseguem se alegrar com nada — nem com Deus, nem com sua palavra, nem com qualquer ocupação”.

John Piper descortina algumas peculiaridades destes momentos sombrios através de conselhos sóbrios e espirituais. Mais um livro da Editora Vida Nova que não pode deixar de ser lido. Adquira!

Você quer ser moldado por Deus?



Ao analisarmos de que maneira podemos aprender a pensar e a sentir em sintonia com o livro de Salmos e como podemos ser moldados por Deus, é necessário saber três coisas a respeito dos salmos: São educativos, são poemas e provêm de Deus.
Em primeiro lugar, Salmos tem o propósito de instruir acerca de Deus e da vida e natureza do ser humano. Ao lermos Salmos, a ideia é aprender coisas acerca de Deus, da natureza humana e de como a vida deve ser vivida. Algumas poesias não se propõem a instruir a mente, mas essa é a natureza de Salmos.
A segunda característica que devemos saber a respeito dos salmos é que são poemas. Esse é o significado de salmo. Eles devem ser lidos ou cantados como poemas ou canções. A relevância dessa observação é que a poesia ou o canto tem a finalidade de incentivar e enlevar os sentimentos do coração. Os salmos, portanto, não devem ser somente estudados, mas também sentidos. Quem lê os salmos unicamente com propósitos doutrinários não o faz pelo que, de fato, eles são. São salmos, cânticos, poesia.
Eles têm características musicais, e a razão para os seres humanos expressarem verdades por meio da música e da poesia é despertar e exprimir emoções que condizem com a verdade. Uma das razões para Salmos ser apreciado de forma tão profunda por tantos cristãos está no fato de que seus poemas expressam um surpreendente leque de emoções.
A última questão importante para conhecer a respeito dos salmos, a título de introdução, é que eles são inspirados por Deus. Não são meramente palavras humanas, mas também expressões divinas. Isso significa que Deus orientou o que foi escrito e planejou que Salmos ensinasse a verdade e, caso compreendido adequadamente, indicasse o rumo correto para as emoções.

Esses trechos são de um dos últimos lançamentos da Editora Vida Nova, do autor John Piper. Basta uma simples leitura para vermos o nível espiritual do texto, razão que nos desperta a lê-lo por completo.
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