O Jornal Tocha da Verdade é uma publicação independente que tem como objetivo resgatar os princípios cristãos em toda sua plenitude. Com artigos escritos por pastores, professores de algumas áreas do saber e por estudiosos da teologia buscamos despertar a comunidade cristã-evangélica para a pureza das Escrituras. Incentivamos a prática e a ética cristã em vistas do aperfeiçoamento da Igreja de Cristo como noiva imaculada. Prezamos pela simplicidade do Evangelho e pelo não conformismo com a mundanização e a secularização do Cristianismo pós-moderno em fase de decadência espiritual.
Mostrando postagens com marcador Metodismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Metodismo. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 28 de maio de 2019

Uma noite Metodista



Poderia ter sido mais uma segunda-feira apática. Poderia... Em meio a esse contexto no qual ninguém, ou pelo menos muita gente, não gosta de alguma programação extralar, os que foram à Igreja Batista Renovada Moriá para celebrar mais um ano de História do movimento metodista, iniciado pelo famoso ministro John Wesley, puderam sentir um pouco daquele calor do avivamento consistente que marcou o século XVIII na Inglaterra.
Com cânticos provenientes da hinologia wesleyana, Fabiano Santiago e seu grupo de louvor, composto por Daniel, Ivanilson e Eduardo, elevaram em altíssimo nível o encontro. Os hinos entoados foram de autoria de Charles Wesley, contagiando nossos corações para nos colocar em sintonia com o espírito daquela época tão marcados pela piedade, devoção e reverência. Um bálsamo precioso para quem aprecia belas canções cristãs inspiradas, resultantes de horas de oração e leituras das Escrituras.
 Com uma fala muito primorosa, o pastor e pesquisador do metodismo Eduardo Vasconcellos (diretor da editora Sal Cultural) conduziu os ouvintes pelos caminhos que culminaram no Metodismo. Sua palestra muito objetiva apresentou aspectos desconhecidos por muitos da história de vida de John Wesley e sua família, bem como outros já conhecidos, mas que tiveram uma conotação de novo em meio a tantas informações valiosas. Os que encheram o templo de Moriá se viram enriquecidos pelo privilégio de terem ouvido conteúdos profundos e estimulantes para ousarem uma busca mais vibrante pela causa do Evangelho, inspirados na história de John Wesley, um marco inegável para os ingleses.
Os livros da Editora Sal Cultural (http://www.salcultural.com.br) foram vendidos com descontos e os leitores cristãos não perderam tempo para adquirir os seus.



Fabiano Santiago entoando louvores metodistas a Deus


Violinista Eduardo


pastor Glauco em oração

pastor Eduardo Vasconcellos








terça-feira, 7 de maio de 2019

Livro "de Aldergate a Azuza" da Editora Sal Cultural


O livro narra histórias de mulheres e homens que, por causa de sua preocupação comum pela apropriação em fé da santidade pessoal e comunal, sob a ação poderosa do Espírito Santo, se esforçaram não só por uma vida de intensa piedade interior, mas também por um testemunho público no mundo a fim de corrigir problemas de injustiça sistêmica, a ponto de acolherem lideranças clérigas e leigas que frequentemente desafiaram as prevalecentes exclusões de raça e gênero na sociedade norte-americana. Infelizmente, historiadores da igreja em geral, e do metodismo e do pentecostalismo em particular, não têm dado suficiente atenção a esses históricos antecedentes teológicos do Movimento Pentecostal. O livro editado por Henry Knight III procura preencher essa lacuna e deve despertar entre estudiosos brasileiros o interesse acadêmico renovado nesta negligenciada trajetória de metodistas e pentecostais.
Num tempo de grande confusão identitária entre metodistas e pentecostais brasileiros no caldo da pós-modernidade desvairada dos neopentecostalismos que nos invadem por todos os lados, a publicação em português pela Editora Sal Cultural de “De Aldersgate a Azusa”, deve ser saudada com grande entusiasmo (sem trocadilhos!) por todas as pessoas interessadas em aprofundar seus conhecimentos histórico-teológicos sobre o metodismo e o pentecostalismo e deve passar a ser bibliografia obrigatória em todo e qualquer curso de graduação e pós-graduação que preze sua credibilidade acadêmica. 
Este livro estará disponível no templo da Igreja Batista Renovada Moriá para compra por ocasião da palestra do ministro e teólogo Eduardo Vasconcelos, editor chefe da Editora Sal Cultural no dia 27/05/2019.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

John Wesley e o metodismo


O Rev. John Wesley nasceu 17 de junho de 1703, sendo o décimo quinto filhos dos dezenove filhos do Rev. Samuel e Susanna Wesley. Samuel foi controverso por causa de suas inclinações políticas. Moradores zombavam de seus filhos, queimaram as plantações da família e danificaram a reitoria da paróquia anglicana de Epworth em Lincolnshire, Inglaterra.
John Wesley se formou em Oxford Universidade e tornou-se sacerdote na Igreja da Inglaterra em 1728.   Começando em 1729, ele participou do Clube Santo, um grupo de estudos religiosos organizado por seu irmão Charles (1707-1788).   Os críticos ridicularizaram os "metodistas" por seu estudo e devoção metódica. Presos por convênio, eles adoraram, oraram e estudaram - e visitaram prisioneiros e cuidaram dos pobres, órfãos e doentes, enfatizando tanto a santidade pessoal quanto a social.
Um ponto decisivo na vida de Wesley seguiu-se a uma viagem missionária de dois anos (1735-1737) a Savana. Em 24 de maio de 1738, Wesley, então com 34 anos, compareceu a um serviço da Morávia em Rua Aldersgate em Londres. Ouvindo a leitura do prefácio de Lutero à Epístola aos Romanos, ele ouviu uma explicação da fé e da doutrina da justificação pela fé. "Senti meu coração estranhamente aquecido", escreveu ele. “Senti que confiava em Cristo, somente em Cristo, para a salvação; e uma garantia me foi dada que Ele tinha levado meus pecados”. Em 1739, Wesley aceitou um convite de seu amigo George Whitefield para pregar ao ar livre para mineiros perto de Bristol. Ele disse que "até muito recentemente" considerava a pregação fora do púlpito como "quase um pecado". A resposta dos mineiros levou-o a pregar fora da igreja com frequência a pessoas da classe trabalhadora que não eram bem-vindas nas igrejas estabelecidas. O clero anglicano recusou-se a seguir seu exemplo, então Wesley permitiu que leigos pregassem e ensinassem.
Alguns eruditos creditam ao movimento wesleyano a prevenção da guerra civil na Inglaterra especialmente quando cruzou as linhas de aula e permitiu que as mulheres compartilhassem liderança.
Em 1743, quando o número de sociedades cresceu, Wesley preparou “Regras Gerais” para as sociedades. Eles se tornaram o núcleo da Disciplina Metodista. A brecha entre Wesley e a Igreja da Inglaterra gradualmente se ampliou, mas ele nunca considerou suas sociedades fora da Igreja Anglicana. Depois que o clérigo anglicano fugiu para a América, durante a Revolução, Wesley foi confrontado com o cuidado de cerca de 15.000 seguidores no lugar. O Bispo de Londres recusou-se a ordenar qualquer clérigo para ele, então Wesley ordenou ministros por sua própria autoridade, um passo importante na criação do metodista da Igreja na América.
Acredita-se que Wesley tenha viajado mais de 250.000 milhas e tenha pregado mais de 40.000 vezes.   Ele morreu em 1791. Ele afirmou a Trindade, a Ressurreição, a Ascensão e a “suficiência das Escrituras para a salvação”. Ele não acreditava no Purgatório e se opunha à prática do clérigo falando em latim ou em qualquer outra língua não compreendida pelos paroquianos. Ele aceitou apenas o batismo e a comunhão como sacramentos. Ele usou a razão, tradição e experiência como ferramentas para derivar a verdade contida nas Escrituras. Ele considerou as doutrinas da justificação e do novo nascimento como fundamentais. "No momento em que somos justificados pela graça de Deus, através da redenção que está em Jesus, somos como "nascidos do Espírito", escreveu Wesley.
As igrejas cresceram e se expandiram rapidamente durante os anos de 1800 e 1900, espalhando-se pelo continente à medida que a nação se expandia para o oeste. Infelizmente, houve várias divisões sobre as questões da escravidão e da governança da igreja. Essas igrejas também incorporaram programas de extensão social em seus ministérios, incentivando e promovendo educação, missões, hospitais, grupos de jovens, trabalho de mulheres, capelanias institucionais e outros trabalhos benevolentes. O circuito do pregador itinerante viajando a cavalo para ministrar aos colonos na fronteira é uma parte da saga americana. A partir desses primórdios, a igreja americana cresceu para cerca de 8,7 milhões de membros. 

segunda-feira, 14 de maio de 2018

A Era Dourada dos hinos cristãos


Charles Wesley escreveu 8.989 hinos cristãos. Charles era tão fluente e inspirado na sua poesia musical que se computarmos suas estrofes e refrãos chegaremos a uma média de 10 linhas escritas por dia durante 50 anos para completarmos seu acervo. Charles e John Wesley publicaram 56 coleções de hinos em 53 anos.  
Quando Charles voltou para Oxford, advindo de sua viagem à América, tomou a maior de todas as decisões: reconheceu que seus compromissos religiosos careciam de uma fé simples em Cristo para cumprir o verdadeiro cristianismo. Atitude que o impulsionou a fazer a profissão de fé em 21 de maio de 1738. Neste dia, ele abriu sua Bíblia no Salmo 40:3 e leu: “Ele colocou uma nova canção em minha boca; muitos verão e temerão e confiarão no Senhor”.  
Charles era um exímio pregador ao ar livre de modo que se dirigia a multidões de 10.000 e 20.000 pessoas. Ele experimentou oposição considerável, às vezes de multidões que arremessavam pedras. De fato, seu conhecido hino “Ye Servants of God, your Master Proclaim” foi escrito para ser cantando “em tumulto”.
Charles Wesley rapidamente ganhou admiração por capacidade de capturar a experiência cristã universal em versos memoráveis. No século seguinte, Henry Ward Beecher declarou: “Eu preferiria ter escrito o hino de Wesley, “Jesus, Amante da Minha Alma”, do que ter a fama de todos os reis que já se sentaram na terra. O compilador do Dicionário de Hinologia, John Julian, concluiu que “Talvez levando em consideração a quantidade e qualidade, Charles Wesley era o maior escritor de hinos de todas as eras”.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Fazer o bem


Faça todo o bem que puder
Por todos os meios que puder
De todas as maneiras que puder
Em todos os lugares que puder
Todas as horas que puder
Para todas as pessoas que puder
Enquanto você puder.


John Wesley

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Liberto


Por muito tempo meu espírito aprisionado,
Permaneceu nos grilhões das trevas e do pecado.
Até que de teu olhar veio o raio vivificador,
E despertei, meu calabouço em pleno fulgor.
Os grilhões se romperam, meu espírito foi liberto
Levantei-me e passei a seguir-te de perto.

John Wesley

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Oração



Ó Deus, meu Deus, tu és meu tudo:
antes que brilhe a alva do dia que
desperta, tua soberana luz ilumine
meu coração e me inunde o teu poder
que a tudo vivifica.

Por ti suspira e clama minha alma
sedenta, porquanto deva morar nesta
terra deserta; e faminto como estou,
desfalecente, só teu amor alento pode
me dar.

E uma terra seca, contempla-me,
Senhor; todo meu anelo, todo meu
desejo, deposito em ti; e mais me
regozijo em obter a tua graça, que
nos tesouros que a terra me pode dar.

Mais preciosa é a vida, e teu amor há
de ocupar em todo tempo meu
coração, meus lábios; e em
proclamar teu louvor hei de
empenhar minha paz, minha glória e
minha alegria.


Charles Wesley