O Jornal Tocha da Verdade é uma publicação independente que tem como objetivo resgatar os princípios cristãos em toda sua plenitude. Com artigos escritos por pastores, professores de algumas áreas do saber e por estudiosos da teologia buscamos despertar a comunidade cristã-evangélica para a pureza das Escrituras. Incentivamos a prática e a ética cristã em vistas do aperfeiçoamento da Igreja de Cristo como noiva imaculada. Prezamos pela simplicidade do Evangelho e pelo não conformismo com a mundanização e a secularização do Cristianismo pós-moderno em fase de decadência espiritual.
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terça-feira, 8 de dezembro de 2020

Grupo familiar de Messejana reúne casais para aconselhamento e fortalecimento na fé

Na noite desta segunda (07/12/2020), o diácono Raimundo e sua esposa Lucilene reuniram casais de algumas congregações da Igreja Batista Renovada Moriá, de Igrejas evangélicas e parentes com objetivo de orientá-los a fortalecer seus laços matrimoniais. Segundo o diácono Raimundo, essa era uma atividade que estava em seu coração há bastante tempo. Sentia firmemente um propósito de ceder sua casa para uma reunião na qual casais pudessem provar do aprimoramento e de experiências profundas com a vontade de Deus. A irmã Lucilene (esposa) conseguiu preparar o ambiente perfeito para recepcionar todos os irmãos participantes e, esses, por sua vez, sentiram-se acolhidos e prontos para ouvir e aprender o que na noite havia sido reservado. O pastor Heládio e sua esposa Maninha participaram trazendo uma palavra direcionada para a representatividade dos pais dentro do lar, acreditando, por exemplo, que os filhos não conseguiriam ser obedientes aos pais se não enxergassem neles o testemunho fidedigno da fé em suas próprias vidas e nas suas relações conjugais. Aproveitando a palavra que versou ainda sobre diversas particularidades desta bendita união, a irmã Maninha propôs uma dinâmica na qual tanto maridos como esposas puderam revelar em bilhete confidente o que despertou a atenção e o amor um pelo outro. Após a escrita, ambos trocaram bilhetes dedicando palavras de afeto e amor. Palavras sinceras e verdadeiras foram reveladas, demonstrando ainda aquele sentimento primeiro motivador da chama do verdadeiro amor ajuda a superar os desafios e obstáculos do ser um casal nos moldes bíblicos. Ora, o objetivo do casal é conservar, internalizar e praticar agradavelmente os valores ensinados pela Palavra de Deus para que sua família encontre no Senhor todo o amparo devido para a vida feliz.

Deus abençoe ao diácono Raimundo e a irmã lucilene pelo apoio que prestaram aos casais participantes. Oportunidade como esta redundará em glória para o casal, para suas famílias e para a Igreja do Senhor.











terça-feira, 1 de setembro de 2020

Grupo familiar de Messejana em atuação

O grupo familiar de Messejana, sob a liderança do diácono Raimundo, é perseverante e bastante atuante na área da evangelização. Formado no final da década de 90, conserva os ideais da Igreja fiel perseverando em ganhar almas e dotá-las da sã doutrina.

Nesta noite de segunda (31/08/2020), o diácono Raimundo organizou mais um culto para pregação do Evangelho ao ar livre. Foi em frente sua casa. Quase sempre os cultos são realizados nos sábados, mas por um capricho espiritual o Santo Espírito orientou nosso diácono a realizá-lo ontem. Congregaram-se cerca de 40 irmãos e ouvintes que de suas casas observavam a evolução do culto. Irmãos do Santa Fé e do Por do Sol, sempre presentes nessas programações, prestigiaram o chamado e o convite do irmão Raimundo para dar apoio no culto em si e em algumas atividades que poderiam passar despercebidas de muitos: irmãos distribuíam folhetos para os transeuntes na tentativa de pará-los para ouvirem as boas novas do Evangelho. Uma nobre ação de amor e compaixão pelo próximo em situação de descrença. Pregaram os irmãos Jebson e Jecsan da congregação de Santa Fé trazendo palavras enriquecedoras e muito esclarecedoras, pois descortinaram as verdades do Evangelho com muita objetividade e clareza das quais os descrentes desconheciam. O louvor e os cânticos foram entoados pelos irmãos Eduardo, Rebeca e Letícia membros da mesma congregação.

Muito embora ninguém tenha ousado fazer profissão de fé a Palavra foi anunciada e semeada. Oremos para germinar, crescer e dar muitos frutos.

Que o Senhor abençoe nosso grupo familiar de Messejana!









sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Renovação espiritual no I Encontro sobre Grupos Familiares e Avivamento Espiritual

Às vezes, quando somos tomados por Deus conseguimos expressar um pouco da experiência, outras vezes não. O impacto da presença nos faz ora como um rio de águas vivas ora como um sacerdote diante do altar emudecido em razão da refulgente glória contemplada. Não obstante, os efeitos da visitação do Altíssimo são percebidos em todos os que provaram do manancial ofertado. Seja pelo semblante desejoso de mais, seja noutro contristado ou ainda em muitos cheios de alegria. A experiência gera grandes expectativas para sonhar com as muitas promessas que são possíveis na vida de um cristão digno. Basta aprendermos das Escrituras, se é que não sabemos, para ousamos tocar o invisível e o Absoluto, Fonte de todo o bem, a fim de que sejamos instrumentos para sua glória e participantes de tão apreciável virtude divina. Somos canais do Deus tremendo, Jeová Jiré, para que o mundo e a Igreja veja Deus através de nós. Esse é o objetivo destinado a Igreja: ser porta voz do Reino de Deus em sua plenitude.
Igreja é a noiva de Cristo, separada do jeito mundano de ser para se adornar com os divinos dons espirituais, exalando o bom perfume de Cristo. Santidade e poder se associam neste momento. Um possibilita e dinamiza o outro. Criam um vínculo de dependência para um melhor desempenho da função na qual cada cristão foi colocado no Corpo de Cristo. Na prática, esse desempenho se apresenta na evangelização para o mundo e na reunião de casa em casa para a Igreja, mas não obrigatoriamente assim, pois Deus utiliza os seus de muitas formas e maneiras. Contudo, é no ajuntamento dos cristãos em casa que a manifestação espiritual se torna ainda mais possível. Nos grupos familiares há muitos sacerdotes de Deus, homens e mulheres, adultos e crianças, velhos e jovens, cujos corações rendidos a Ele podem fazer jorrar com inspiração divina em suas almas os oráculos de Deus com profundidade. Não configura algo novo, como alguns podem pensar, mas o resgate do antigo renovado pela unção do alto para edificação do povo de DEUS. Os dons operam ainda hoje, muito embora “gênios” apáticos a essa realidade espiritual tentem a desmerecê-los com investidas frágeis desprovidas de paixão pelas evidências da vida plena no Espírito. O cessacionismo tem que se calar quando um enfermo é curado pela ordenação de um crente cheio do Espírito Santo, quando uma pessoa é libertada de um espírito maligno, quando o dom de profecia exorta, consola e edifica a Igreja. O dom de profecia não é uma formulação doutrinária nova, mas uma palavra oportuna para determinada situação restrita, capacitando os que se beneficiaram da mesma para saber que Deus cuida bem deles.
Por isso, e por muito mais, nesta quinta (15 de agosto) vimos Deus operar efusivamente no meio de sua Igreja no I Encontro sobre Grupos Familiares e Avivamento Espiritual, promovido pela Igreja Batista Renovada Moriá. Na abertura, todos rumamos para um só louvor e adoração. Em seguida, uma palavra graciosa do pastor Edimilson Alencar sobre a necessidade do grupo familiar se colocar em solo sagrado. Fez também várias visitas ao passado para demonstrar o comportamento da Igreja no início a fim de despertar os irmãos para as mesmas experiências e outras maiores. O irmão Gleisiano tomou a palavra após a conclusão do pastor não deixando a chama da expectativa baixar. Trouxe uma gloriosa palavra sobre as manifestações do Espírito nos Grupos Familiares. Em seguida, uma breve reunião de grupos foi iniciada para que os irmãos participassem efetivamente do evento. Algo maravilhoso. Para concluir, o pastor Glauco Barreira Magalhães Filho pregou sobre a atualidade dos dons nos grupos familiares aquecendo ainda mais o coração da Igreja. Uma noite memorável.
Na verdade, foi uma noite de restauração, de despertamento, de acreditarmos mais uma vez que todas as coisas são possíveis para Deus para assim nos sujeitarmos ao seu querer de bom grado e em santidade. Que os membros possam viver as experiências nos seus grupos, sabendo ouvir e falar, demonstrando paixão e temor, intensificando a comunhão com Deus e com os irmãos, promovendo a dependência no Altíssimo e se colocando como vaso de honra em sua casa.
Que o Senhor nos abençoe!


 
















O espírito do culto da Igreja Primitiva

H
avia um clímax espiritual nas reuniões da comunidade de Atos dos Apóstolos. Era motivado por uma comunidade de práticas intensas da vida cristã visto terem experimentado o dom da graça e os dons do Espírito incondicionalmente e com muita liberdade, razões que nos permitem constatar o surgimento de sua potencialidade e do seu caráter promissor, ambos necessários para a consolidação e expansão do Cristianismo. Essa dinâmica não se justificava somente pelo desenvolvimento do trabalho dos doze apóstolos, mas também pela fé e convicções daqueles que se apropriaram das benesses espirituais sem, no entanto, serem identificados. Muito se falou da espiritualidade apostólica através da qual se operava grandes feitos, porém, há uma omissão intencional, já que o livro de Atos representa os dos apóstolos, da vida e do trabalho de tantos outros discípulos presentes nas reuniões de casa em casa que também serviram para dinamizar a fluência do Espírito na Igreja Primitiva. Isto, no entanto, não é desabonador. É desafiador para os atentos leitores que através de um exercício de meditação podem contemplar tantos quantos estiveram cumprindo papéis importantes, sendo instrumentos para a edificação daquela Igreja e inspirando-nos a exercer o sacerdócio universal de todos os crentes.
O espírito reinante em cada um daqueles cristãos e, consequentemente, em cada reunião nos lares era o da perseverança na doutrina, da comunhão, do partir do pão, das orações, da solidariedade, do temor individual e coletivo e da unidade cuja essência tornou aquela comunidade ideal, exatamente, em razão da prática da fé que os unia (Atos 2:44). A perseverança unânime era a argamassa daquele sólido “edifício” que tornava aquela comunidade tão atraente aos olhos dos pecadores (Atos 2:47), assim como o zelo de sempre querer praticar tudo quanto tinha recebido; por isso, na narrativa deste período da Igreja encontramos diversos relatos sobrenaturais entre eles (Atos 3:3-8, 4:4, 4:8-23, 4:33-34). Esse envolvimento com a espiritualidade cristã criou aspirações santas: despertamento para se tornarem porta vozes do Altíssimo de todo o coração, edificação da Igreja através da multiplicidade de dons e salvação dos pecadores pela pregação nos lares, lugar que se tornava solo sagrado por ocasião da invocação do Nome do Senhor (Mateus 18:20).
Aparentemente, o ambiente restrito do lar não deveria presenciar tantas operações de “pessoas estranhas”. Em razão de algumas reuniões em casa administradas pelo Senhor (Marcos 2:1-5 e Lucas 19:5-8) e com alguns ensinos que ilustravam a casa como ambiente de comunhão (Apocalipse 3:20), a Igreja não se omitiu em fazer o mesmo, entendendo e confirmando também o sentimento de partilha próprio das primeiras pregações de Cristo (Atos 4:32). A lógica era partilhar do aconchego do lar para estabelecer uma comunhão segura, tanto com Deus quanto com os demais cristãos. Um ambiente fraterno, enriquecido por tantas virtudes dos ensinos cristãos, possibilitaram a ocorrência de diversas manifestações espirituais que foram prontamente registradas para as gerações seguintes a fim de aspirarem o mesmo. O evento na casa de Cornélio (Atos 10) e as reuniões na casa de Filipe cujas filhas profetizavam (Atos 21:8-9) nos fazem sonhar com aquelas circunstâncias. Pedro e Paulo foram privilegiados porque foram surpreendidos pelos efeitos de uma reunião espiritual tremenda. Veja que eles não foram os protagonistas nos respectivos casos, mas Cornélio e sua anônima família e as filhas de Filipe que nem o nome nos foi revelado. Entretanto, nos dois casos impera a manifestação do Espírito atingindo pessoas tidas como comuns que nos trouxeram uma informação maravilhosa: Deus também opera através dos comuns, dos que não têm nenhuma vocação ministerial, dos que aspiram algo sempre novo quando a Igreja se reúne. O ensino desse importante fundamento está explicitado nas palavras de Paulo: “Porque, para com Deus, não há acepção de pessoas” (Romanos 2:11); na mesma medida que Pedro pregou: “Reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas” (Atos 10:34).
Desta forma, a percepção espiritual daquela comunidade estava aguçada pelo cumprimento das promessas de Cristo ocasionando inúmeras experiências relevantes. No contexto de Atos, quem assume papel de destaque são os apóstolos, contudo a Igreja é consequência dos feitos desses homens de Deus, tendo também papel fundamental e atuante. Mesmo que os muros de Jerusalém fossem transpostos, a dinâmica desse povo continuaria a mesma: em Samaria, na Judeia e até nos confins do mundo, como atestam as epístolas apostólicas. Em Tessalônica, o apego ao iminente retorno de Cristo gerava expectativas fundamentadas nas Escrituras de tal modo que suas convicções operavam nos que criam (I Tessalonicenses 2:13) para sentirem o gozo do Espírito (I Tessalonicenses 1:6). Em Roma, a casa de Áquila e Prisca era o lugar de comunhão no qual os discípulos afluíam para receberem instruções, usufruindo de um ambiente de inspirada santidade que atraía o vento do Santo Espírito. Áquila e Prisca eram crentes ilustres de profunda fé vinculada à sã doutrina. Foram eles que trouxeram um refinamento espiritual na vida de Apolo (Atos 18:26), homem eloquente e poderoso nas Escrituras (Atos 18:24), para que usufruísse melhor dos talentos recebidos do Senhor. Após essa koinonia, tornou-se mais veemente em suas palavras, oportunizando maiores frutos para o Reino de Deus (Atos 18:26-28).
            Verifica-se quão poderosa é arte da koinonia, pois transforma limitações em ações prodigiosas. Não restam dúvidas que a Igreja cujos pilares estão nas reuniões de casa em casa, cumprindo a plena comunhão, tendem a exercer forte papel no crescimento espiritual dos seus membros. A Igreja de Corinto, por sinal, era uma comunidade ativa. Sua membresia participava efetivamente dessas reuniões buscando sempre mais de Deus. Não é à toa sua classificação nas Escrituras de Igreja dos dons espirituais. Não que nas outras eles inexistissem, mas em razão de ser Corinto a Igreja escolhida para revelar esse conjunto carismático pela efetividade com que eram manifestados. Obviamente, a ingenuidade na condução das manifestações dos dons espirituais entre alguns também ficou evidente de modo que a instrução apostólica colocou tudo em seu devido lugar (I Coríntios 12:1). Por conseguinte, é muito importante olharmos para Corinto a fim de vermos a excelência e a preciosidade dos dons, conhecermos quais são e identificarmos sua funcionalidade para podermos exercer a busca até alcança-los. Na utilização, deveremos ser zelosos em Deus para que seja somente Ele a propor aos nossos corações sua inspirada vontade, já que “a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil” (I Coríntios 12:7). Nesse texto, há um retorno ao que acima propomos, por isso diz que é dada a “cada um” em virtude de todo o cristão ser em potencial alguém capaz de usufruir dos dons para edificação da Igreja.
            Assim, a unidade faz toda a diferença, mesmo entre os desiguais (os desiguais não é termo que se refere a discordâncias doutrinárias, mas a personalidades diferentes). Já vimos que a Igreja Primitiva era una, tanto na comunhão como na doutrina, mesmo tendo diferenças a nível cultural (algo mais problemático para o contexto). Esse era seu diferencial. Por isso, a partir do momento que domarmos nosso coração para vivermos a plena comunhão, sem levantar queixas inconsequentes, sem tratar o irmão com indiferença, aprendendo a considera-lo em honra e respeito como Noiva de Cristo, neste momento, alcançaremos a capacidade para poder exercer toda virtude do alto de forma plena (Efésios 2:15-16). Não obstante as adversidades que se apresentem para tentar barrar-nos, impedindo temporariamente a prática devotada de comunhão, temos em Cristo a possibilidade de exercer nossa função com afinco para que a glória seja d’Ele. Para tanto, é bastante necessária a participação efetiva, em todos os sentidos, de cada membro da Igreja nas reuniões nas casas, pois é nesse lugar que a Igreja exerce seu papel em sua totalidade.   
Com estima,

Pastor Heládio Santos
Presbitério de Fortaleza