O Jornal Tocha da Verdade é uma publicação independente que tem como objetivo resgatar os princípios cristãos em toda sua plenitude. Com artigos escritos por pastores, professores de algumas áreas do saber e por estudiosos da teologia buscamos despertar a comunidade cristã-evangélica para a pureza das Escrituras. Incentivamos a prática e a ética cristã em vistas do aperfeiçoamento da Igreja de Cristo como noiva imaculada. Prezamos pela simplicidade do Evangelho e pelo não conformismo com a mundanização e a secularização do Cristianismo pós-moderno em fase de decadência espiritual.
Mostrando postagens com marcador Literatura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Literatura. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 11 de abril de 2019

A graça de Cristo presente no cristão



Dedico este livro à minha mãe, morta num acidente de ônibus em Israel em 1974. Eu contava 28 anos quando ela morreu. Durante os últimos dez anos de sua vida, ela me escreveu em média uma vez por semana, primeiro quando eu estava na faculdade em Illinois, depois na Califórnia, durante os meus estudos no seminário, a seguir na Alemanha, na época do meu doutorado, e por fim em Minnesota, quando comecei o meu ministério de ensino. Ela era implacável no seu amor. Era muito raro vir uma carta sem uma citação das Escrituras. Ela já me havia saturado com a Palavra quando menino. Ela continuaria a me saturar como homem. De todos os textos citados por ela, um predominava. Acho que deve ter sido o predileto dela. Ao menos era o que ela considerava de maior necessidade para mim, Provérbios 3.5,6: Confia no SENHOR de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas (RC). Ao longo dos anos, descobri que esse trecho é um chamado à vida pela fé na graça futura. O chamado a viver pela fé está nas palavras: “Confia no SENHOR de todo o teu coração”. A referência à graça futura está nas palavras: “Ele endireitará as tuas veredas”. Mês após mês a minha mãe me encorajava a viver pela fé na graça futura. Ela me desafiou a confiar no Senhor e me mostrou que o foco da minha confiança é o que Deus prometeu fazer por mim no futuro: “Filho, o Senhor vai dirigir os seus caminhos; confie nele, confie nele”. Este livro é um tributo ao legado da exortação da minha mãe. Ela me ensinou a viver a vida entre duas linhas do hino “Amazing Grace” (“Maravilhosa Graça”). A primeira linha: “É a graça que me trouxe até aqui”. A Prefácio 8 GRAÇA FUTURA segunda linha: “E é a graça que vai me levar para casa”. Antes que eu pudesse explicar, aprendi que crer na primeira linha fortalece a fé na segunda; e crer na segunda linha me capacita à obediência radical a Jesus. Este livro trata disso.

Quem se aventura pelas leituras inspiradas de John Piper sente um forte alento no coração. Sente encorajamento para viver mais experiências com Deus. Ruma pelo caminho da contemplação de forma agradável a Deus. Sinto este prazer ao ler mais este livro.

Vivendo o Cristianismo com prazer em Deus



Quando estava na universidade eu tinha uma noção vaga e difusa de que, se eu fizesse alguma coisa boa porque isso me deixaria feliz, eu estragaria o que havia de bom nela.
Descobri que o que havia de bom nas minhas ações morais era diminuído à medida que eu era motivado pelo desejo do meu próprio prazer. Naquela época, comprar sorvete na cantina dos estudantes apenas por prazer não me incomodava, porque as consequências morais dessa ação pareciam ser tão insignificantes. Mas ser motivado pelo anseio por felicidade ou prazer quando me apresentava como voluntário para o trabalho cristão ou quando ia ao culto —isso me parecia egoísta, utilitário, mercenário.
Isso era um problema para mim, porque não conseguia formular um motivo alternativo que funcionasse. Encontrei em mim um anseio imenso de ser feliz, um impulso tremendamente poderoso para buscar o prazer, mas a cada momento de tomar uma decisão moral eu dizia a mim mesmo que esse impulso não devia influenciar-me.
Uma das áreas de maior frustração era a de adoração e louvor. Minha noção vaga de que, quanto mais elevada fosse a atividade, menos deveria haver de interesse próprio nela, fazia-me pensar no louvor quase exclusivamente em termos de dever. E isso tira a essência da coisa.
Então fui convertido ao prazer cristão. Em questão de semanas vim a compreender que é antibíblico e arrogante tentar adorar a Deus por qualquer outra razão que não o prazer de estar nele. (Não passe por cima dessa última palavra: NELE. Não em seus dons, mas nele. Não em nós mesmos, mas nele.) Permita-me descrever a série de constatações que me levaram a buscar o prazer cristão. Ao longo do caminho espero que fique claro o que quero dizer com essa frase tão estranha.

Mais um livro excelente de John Piper publicado pela Editora Vida Nova. Uma leitura envolvente que não deixará de cumprir seu papel de edificação espiritual. Um livro como este não pode faltar na estante de quem deseja vivenciar o prazer de servir a Deus em plenitude. Adquira já!

Aprendendo com as aflições de Cristo



Quando, em 430 d.C., Agostinho entregou a liderança de sua igreja, seu sucessor ficou tão devastado pelo sentimento de inadequação para o cargo que declarou: “O cisne silenciou”, temendo que a voz do gigante espiritual se perdesse com o tempo. Mas, por mil e seiscentos anos, Agostinho não silenciou – nem aqueles que, depois dele, anunciaram fielmente a causa de Cristo. A vida deles tem inspirado todas as gerações de crentes e deve despertar em nós uma grande paixão por Deus.
William Tyndale
Entender a palavra de Deus na linguagem comum do homem foi a paixão propulsora de Tyndale. Ele foi combatido de forma cruel, acusado falsamente, preso e martirizado por causa de seu compromisso. Contudo, motivado pelo exemplo de Cristo, ele estava decidido a que toda pessoa tivesse acesso à verdade.
Adoniram Judson
Alcançar uma nação totalmente hostil para Cristo a despeito das devastadoras perdas, da mais sombria depressão e da tortura despótica foi o preço pago por Judson para revelar um Salvador poderoso. Sua dedicação inquebrantável à palavra e a fé em Deus moveram-o a ser o precursor de uma força cristã que permanece até hoje.
John Paton
Despertar a causa das missões mundiais foi o que motivou Paton a incitar colaboradores no mundo inteiro para a colheita e a viver corajosamente entre canibais para que eles pudessem conhecer Jesus. Seu ministério tornou-se uma história que anunciaria o chamado para as missões por gerações ainda por vir.
Esses três homens foram embaixadores fiéis que enfrentaram aflições momentâneas e a morte, diariamente, para que outros pudessem colher a eternidade no céu. Que sua fidelidade e sacrifício possam intensificar sua paixão por tornar o amor e o mérito de Cristo conhecidos entre as nações.

São exemplos como estes que valem a pena ser seguidos. Os livros biográficos nos servem para sermos encorajados e nos desvencilharmos dos empecilhos que muitas vezes nos cercam tentando impedir a inspiração de Deus em nossos corações. Lê livros como este nos darão o impulso que precisamos para sermos ainda mais triunfantes na carreira cristã. Mais um excelente livro publicado pela Editora Vida Nova. Adquira seu exemplar!

Como lidar com a tristeza na caminhada cristã?



Ao falar do tema da escuridão espiritual, estou ciente de entrar em um vasto oceano. Levanto-me da cadeira e contemplo estantes de livros que articulam com mais sabedoria do que eu acerca do cuidado e da cura de almas cristãs entristecidas. O simples ato de abrir esses livros me traz à memória muitas coisas sábias e valiosas que poderiam ser ditas — mas que não têm espaço num livro tão curto. Sempre será dessa forma. A Palavra de Deus é inexaurível, e o mundo que ele criou contém inúmeros tesouros esperando para serem encontrados por olhos límpidos que buscam a alegria que exalta a Cristo.
As necessidades daqueles que lutam para encontrar a alegria sempre serão tão diversas quanto as próprias pessoas. Por isso me contento em avançar neste oceano tanto quanto minhas limitações permitirem e oro para que o leitor procure alguns desses formidáveis livros antigos e avance em sua busca pela alegria muito mais longe do que sou capaz de levá-lo.
Meu objetivo é oferecer um pouco de orientação e de esperança àqueles para quem a alegria parece fora de alcance. Quase todos os médicos da alma encharcados de Bíblia falaram a respeito de prolongados períodos de escuridão e aflição. Na antiguidade eles se referiam a isso como melancolia. Richard Baxter, por exemplo, falecido em 1691, escreveu com surpreendente pertinência acerca da complexidade de lidar com cristãos que parecem incapazes de se alegrar em Deus. “Alegrar-se em Deus, em sua palavra e seus caminhos”, escreveu ele, “é o florescer e a vida da verdadeira religião. Mas aqueles de quem estou falando não conseguem se alegrar com nada — nem com Deus, nem com sua palavra, nem com qualquer ocupação”.

John Piper descortina algumas peculiaridades destes momentos sombrios através de conselhos sóbrios e espirituais. Mais um livro da Editora Vida Nova que não pode deixar de ser lido. Adquira!

Você quer ser moldado por Deus?



Ao analisarmos de que maneira podemos aprender a pensar e a sentir em sintonia com o livro de Salmos e como podemos ser moldados por Deus, é necessário saber três coisas a respeito dos salmos: São educativos, são poemas e provêm de Deus.
Em primeiro lugar, Salmos tem o propósito de instruir acerca de Deus e da vida e natureza do ser humano. Ao lermos Salmos, a ideia é aprender coisas acerca de Deus, da natureza humana e de como a vida deve ser vivida. Algumas poesias não se propõem a instruir a mente, mas essa é a natureza de Salmos.
A segunda característica que devemos saber a respeito dos salmos é que são poemas. Esse é o significado de salmo. Eles devem ser lidos ou cantados como poemas ou canções. A relevância dessa observação é que a poesia ou o canto tem a finalidade de incentivar e enlevar os sentimentos do coração. Os salmos, portanto, não devem ser somente estudados, mas também sentidos. Quem lê os salmos unicamente com propósitos doutrinários não o faz pelo que, de fato, eles são. São salmos, cânticos, poesia.
Eles têm características musicais, e a razão para os seres humanos expressarem verdades por meio da música e da poesia é despertar e exprimir emoções que condizem com a verdade. Uma das razões para Salmos ser apreciado de forma tão profunda por tantos cristãos está no fato de que seus poemas expressam um surpreendente leque de emoções.
A última questão importante para conhecer a respeito dos salmos, a título de introdução, é que eles são inspirados por Deus. Não são meramente palavras humanas, mas também expressões divinas. Isso significa que Deus orientou o que foi escrito e planejou que Salmos ensinasse a verdade e, caso compreendido adequadamente, indicasse o rumo correto para as emoções.

Esses trechos são de um dos últimos lançamentos da Editora Vida Nova, do autor John Piper. Basta uma simples leitura para vermos o nível espiritual do texto, razão que nos desperta a lê-lo por completo.
Adquira o seu!

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Tiago, o anabatista de Voltaire



Cândido é um conto do filósofo Voltaire, publicado em 1759, no qual nos é apresentado Cândido, o protagonista, como alguém “privilegiado”: índole suave, juízo assaz reto e espírito muito simples, porém que passa por agruras e severas adversidades em determinada fase de sua vida após ser inserido num contexto sombrio, apesar de seu otimismo.
Morava num castelo considerado o maior de todos, onde residia também sua paixão, a senhorita Cunegundes. Recebera instrução em metafísico-teólogo-cosmolonigologia, como queira Voltaire, junto ao mestre Pangloss (o cerne desta doutrina seria provar que não existia efeito sem causa). Devido ao lapso de flertar com a senhorita Cunegundes foi expulso daquele que “era o mais belo dos castelos”. Caminhou sem rumo até encontrar os recrutadores prussianos. Foi para o exército e também para a batalha. Foi quando testemunhou muitas desgraças, mas principalmente o desamor do gênero humano. Do “paraíso” foi ao “inferno”. Vivenciou as superfluidades da vida no encanto das aparências até chegar aos dissabores das muitas mortes presenciadas. Ele que fora instruído na doutrina das causas e efeitos procurava uma razão para sua situação. Buscava ele a verdade ou a ilusão?
Cândido consiste numa negação ao sistema leibniziano, ou seja, é oposto ao otimismo na vida. Uma negação das palavras de Pangloss: “...que as coisas não podem ser diferentes; pois, tudo sendo feito para um fim, tudo é necessariamente para o melhor fim” (p. 4). E qual a mensagem central da filosofia de Voltaire? O que está ruim pode ficar ainda pior? Voltaire duvidava de Leibniz neste ponto, porque enquanto Leibniz acreditava na justiça divina para regular a vida em sociedade, por exemplo, Voltaire, após duras experiências e dissabores com as condutas impróprias dos homens, não queria aceitar a possibilidade de as situações melhorarem. Via a realidade sem expectativa de mudanças benéficas, muito pelo contrário, por mais que se tentasse sair de situações degenerativas mais ocorrências apareciam para que o indivíduo não pudesse se sobressair. E o anabatista do conto, o que representa?
Por entre seus dilemas surge Tiago, o anabatista. Um indivíduo de caráter, de honestidade e disposto a ajudar. Não sei se Voltaire falava em tom de ironia ou de respeito sobre Tiago, o anabatista, mas de uma forma ou de outra, destaca-se o valor moral daquela figura que em meio ao enredo da história ajuda o desprezado e humilhado Cândido. Como ele mesmo narra. Pelos vistos, Tiago, o anabatista, é um personagem de boa índole. Apresentado como o diferente de todos os sujeitos participantes do enredo, principalmente dos religiosos. Ao contrário dos outros que negaram ajuda ao desalentado Cândido, Tiago foi o único que estendeu sua mão para ajudá-lo, e posteriormente recebeu Pangloss com o mesmo propósito.
A ação do anabatista é citada a semelhança do bom samaritano, descrita em Lucas 10:30-37. Sobre o ato abnegado de Tiago, contrário ao religioso católico, Cândido afirmou: “Bem que mestre Pangloss me dizia que tudo está o melhor possível neste mundo, pois sinto-me infinitamente mais tocado por vossa extrema generosidade do que pela dureza daquele senhor de casaco preto, e da senhora sua esposa”(p.14). Para aumentar o respeito pelo anabatista, após ter encontrado seu mestre (Pangloss) mendigando devido à invasão e destruição do castelo onde residia, pelos búlgaros, viu-se obrigado a pedir novamente amparo a Tiago. Tiago vendo a necessidade imediata de Pangloss não hesitou em também ajudá-lo. Pangloss era, naquele momento, um maltrapilho sujo e imundo, desprezado à própria sorte, faminto e portador de uma DST (sífilis). Foi tratado a expensas de Tiago; foi curado parcialmente, pois a doença lhe assaltou um olho e um ouvido, mas mesmo assim recebeu trabalho do anabatista. No entanto, segundo Voltaire, não podemos ser otimistas ao ponto de acreditarmos na beleza da vida sem a devida reflexão. Tiago foi obrigado a ir à Lisboa com fins comerciais. Na viagem de navio sobreveio uma grande tempestade na qual ceifou a vida daquele cristão fiel e lançou Cândido e Pangloss novamente à própria sorte. Tiago numa ação altruísta salvou um dos marinheiros da morte, porém a sua própria não conseguiu salvar: foi lançado no mar bravio que o engoliu sem piedade. Cândido viu a cena e ficou chocado, olhando seu benfeitor desaparecer para sempre.
Diante do exposto, qual a reflexão que podemos extrair deste conto sobre o anabatista? Primeiro, terá Voltaire percebido que o anabatismo demonstrava o perfil do cristão cuja vida estava orientada pelas Escrituras? O apóstolo Paulo exorta os romanos à prática da caridade (Rm 13:8-10) e a epístola de Tiago assevera à prática para confirmação da fé (Tg 2:1-20). Segundo, nos momentos de angústia e aflição, Cândido teve contato com pastores suíços dos quais não recebeu favor algum, antes, desprezo e apatia; seria isto uma intenção de apontar a má conduta de algumas vertentes religiosas cujo discurso enfatizavam as Escrituras, mas que o cumprimento das mesmas fora esquecido? Terceiro, Voltaire quis compará-lo à descrição do verdadeiro seguidor de Cristo contida na epístola a Tiago, tornando isso evidente devido a utilização do mesmo nome? Quarto, seria sua intenção desabonar a Deus, porquanto apesar dos homens provocarem autoflagelo à raça existe sempre alguém bem orientado disposto a ajudar? Quinto, seria por ironia que o fazia tentando associá-lo ao pensamento leibniziano, julgando-o “o melhor de todos os cristãos” e como consequência “o melhor de todos os homens”?
Essas são algumas questões que podem fermentar nova discussão sobre o texto, mas retorno com uma das primeiras afirmações, Tiago foi um personagem diferente de todos os demais contidos no enredo. Enquanto a ira, a apatia, a discórdia, a avareza, a ambição, a discriminação, a inveja, o perjúrio, a falsidade, entre outras, são encontradas nos personagens do conto, Tiago é o único que carrega a pureza do Evangelho em toda sua plenitude. Ao tratarmos do anabatista neste artigo, fazemos referência ao movimento cujo fim era o retorno ao Primitivismo Cristão, àqueles que não queriam viver nos ditames desta vida, mas segundo os propósitos do Cristo bendito. Voltaire apresentou Tiago, o anabatista, devido à hegemonia católica que impregnava nos seus seguidores a marca de únicos servos de Deus. No entanto, pela crítica de Voltaire, o catolicismo não poderia reivindicar esse título, mas pessoas simples que viviam quase que despercebidas na sua fé religiosa despontavam com maior ímpeto para os valores do autêntico Cristianismo. Tiago é representando como o verdadeiro cristão e nos ensina a viver o pleno Cristianismo, ou seja, o Cristianismo prático.

Por Heládio Santos
Bacharel em Ciências Sociais
Especialista em Teorias da Comunicação e em Teologia Histórica e Dogmática

Referências
Voltaire. Cândido. São Paulo: Martins Fontes, 2003. 

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Jovens valorosas de Moriá

Anualmente, o Colégio 7 de Setembro realiza sua exposição artístico-literária reunindo uma diversidade de produções de alunos, ex-alunos, funcionários e pais de alunos cujos trabalhos são selecionados para publicação após passarem por um criterioso exame de uma comissão julgadora de professores da língua portuguesa da Escola. Os trabalhos são poesias, contos, crônicas e desenhos artísticos através dos quais os participantes transmitem uma visão de mundo e despontam talentos. Este ano, o evento contabilizou sua décima nona edição e reuniu, nesta terça (04 de dezembro), na sede da Escola no Centro da capital, em seu amplo teatro, os agraciados, a diretoria, os professores e os parentes para entrega dos certificados e dos livros aos escritores e artistas que lograram êxito em seus segmentos.
Lívia Tôrres dos Santos (participante da comunidade da Igreja Batista Renovada Moriá) teve seu trabalho selecionado e publicado na edição em questão. Ela produziu uma crônica intitulada “o gato”, versando com sensibilidade sobre as percepções que um felino tem quando passeia sobre telhados alheios assistindo a diversas ações humanas, desde as mais infantes até as de terceira idade. É uma verdadeira jornada que “o gato” cumpre para descobrir que a vida só tem mais sabor quando se encontra guarida nas coisas mais simples.
O professor Fábio Delano, no prefácio da obra, acredita que “Essa possibilidade de ser e agir no mundo por meio dos textos é um dos objetivos do letramento literário que se trabalha na escola. É algo essencial, pois o humano que se deseja promover na escola é um humano completo e integral no qual as dimensões da ética, estética e política sejam desenvolvidas em seu pleno potencial. Este potencial surge primeiramente no mundo interior dos pensamentos, da sensibilidade e da emoção, trabalhados e revolucionados pelas reflexões e revelações que se formam ao produzirem suas obras, suas expressões de si”.
O livro no qual consta o texto tem direitos autorais concedidos para Editora Parole et vie e ISBN sob o Nº 978-85-67247-10-6, registrado na Fundação Biblioteca Nacional. 
Que este exemplo inspire outros de nossos jovens a deixarem suas marcas de fé e testemunhos por onde andam.








o livro