O Jornal Tocha da Verdade é uma publicação independente que tem como objetivo resgatar os princípios cristãos em toda sua plenitude. Com artigos escritos por pastores, professores de algumas áreas do saber e por estudiosos da teologia buscamos despertar a comunidade cristã-evangélica para a pureza das Escrituras. Incentivamos a prática e a ética cristã em vistas do aperfeiçoamento da Igreja de Cristo como noiva imaculada. Prezamos pela simplicidade do Evangelho e pelo não conformismo com a mundanização e a secularização do Cristianismo pós-moderno em fase de decadência espiritual.

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

A reverência cristã

Nos templos religiosos, muito se fala sobre reverência a Deus, mas será que a pregação tem contagiado os corações para a prática coerente dessa virtude cristã? Será que temos alcançado o real significado do termo ou temos vivido uma reverência religiosa, fria e mesquinha? O que precisamos fazer para alcançar tão venerada conduta? Qual caminho seguir?
Reverência é a atitude singular de se submeter a Deus, não só de nos curvarmos ante o altar, compreendendo Ele como a fonte do nosso ser. É postura sensata da criatura diante do seu Criador, é o reconhecimento de nossa pequenez perante o Majestoso, é a concepção de nossa finitude em razão de não termos sido nem de sermos, expressando, assim, nossa dependência devotada a Ele, a emanação de todo dom perfeito para a vida. Contagiados pelo eflúvio divino, a reverência manifestasse através do espiritual e do material do nosso ser, sujeitando nossa alma e espírito ao Pai das Luzes, assim como manifestando através do corpo o honesto senso de consagração a Ele.
Como versa o texto sagrado, o interior influencia o exterior cuja ação reflete a glória da comunhão perene e presente. Assim, ambos nos elevam a compreender a dimensão do Sagrado através da nossa insignificância, porém alcançando a significação existente no Absoluto. A venturosa e deslumbrante postura percorre o caminho do temor ao Senhor sem se intimidar ou sem se omitir. Não teremos medo de não sermos achados n’Ele, porque certamente compreenderemos que Ele reina em nós, permitindo-nos a plena liberdade em seu Nome. Apesar de nossa reverência ser real, pode manifestar-se imperfeita em alguns lapsos temporais, permitindo-nos percorrer os degraus do amadurecimento.  
Portanto, submissão trás o espírito de humildade, sobretudo porque Ele se humilhou para compreender nossa humanidade, compartilhando, da mesma forma, sua vida divina e criar um olhar desensoberbecido para contemplarmos a grandeza do Altíssimo com a mais pura reverência.
 

A ousadia de Policarpo de Esmirna frente ao martírio

Em todo o mundo, trezentos e vinte e dois de cristãos morrem por sua fé todos os meses, segundo o grupo Portas Abertas. Sua coragem espelha o testemunho cheio de fé dos primeiros mártires cristãos, como Policarpo.
Recusando-se a se curvar aos deuses de Roma, os cristãos do segundo século na cidade grega de Esmirna (atual Izmir, Turquia) foram considerados "ateus". Em um surto de perseguição em 155 dC, funcionários arrastaram cristãos para a arena e brutalmente os executaram para entretenimento público. Embora muitos tenham sido espancados até que “a anatomia do corpo fosse visível, até mesmo veias e artérias”, então dilacerados por animais selvagens ou queimados vivos, eles enfrentaram essas provações com tal “força de alma que nenhum deles proferiu um grito” ou gemido.
Decepcionada, a multidão de espectadores convocou descontroladamente o sangue de um velho venerável chamado Policarpo, bispo da igreja na Ásia Menor. A idade exata de Policarpo na época é debatida, mas em relatos dizem que ele era cristão há oitenta e seis anos quando ouviu a notícia de sua prisão iminente.
Quando jovem, Policarpo havia sido discípulo do apóstolo João e foi um dos poucos que aprenderam em primeira mão daqueles que andaram com Jesus. João o nomeou para a liderança e, em sua velhice, Policarpo era muito estimado. Quando o cristianismo entrou em sua segunda geração, Policarpo desafiou agressivamente heresias que ameaçavam poluir a integridade de sua mensagem original. Sua instrução simples sempre refletiu a clareza de Cristo e dos apóstolos.
Quando os soldados chegaram a sua casa, Policarpo os recebeu e preparou uma refeição, pedindo apenas uma hora para orar. Seus captores observaram uma hora se estendendo para duas, não querendo interromper suas fervorosas intercessões pela igreja global. Então Policarpo foi colocado num jumento e levado embora.
Em Esmirna, ele foi apresentado para o capitão das forças locais, um homem chamado Herodes. Convidando Policarpo em sua carruagem, Herodes ofereceu-lhe uma chance de sobreviver: “Que mal há em dizer: 'César é Senhor' e oferecer incenso?”. Quando Policarpo permaneceu imóvel em sua fé, Herodes lançou-o furioso da carruagem.
Sem olhar para trás, Policarpo se levantou e marchou para a arena. Sobre o estrondo ensurdecedor dentro, ele ouviu uma voz falar com ele: "Seja forte, Policarpo, e interprete o homem". Este relato, baseado na fala de testemunhas oculares, nos fornece mais algumas informações.
Quando ele foi levado para a frente, o procônsul perguntou se ele era Policarpo. Isso ele afirmou. O procônsul queria persuadi-lo a negar sua fé, pedindo-lhe: "Considere sua grande idade" e todas as outras coisas que costumam dizer em tais casos. Jura pela genialidade de César; mude sua mente. Diga "Fora com os ateus".
Policarpo, no entanto, olhou com expressão séria para toda a turba reunida na arena. Ele acenou com a mão sobre eles, suspirou profundamente, olhou para o céu e disse: "Fora com os ateus".
Mas o procônsul o pressionou ainda mais, e disse a ele: “Jure e eu soltarei você! Maldito seja Cristo!”
Policarpo respondeu: “Oitenta e seis anos eu servi a ele e ele nunca me fez mal algum. Como eu poderia blasfemar de meu Rei e Salvador? ”
Quando o procônsul ainda o pressionava, dizendo: “Jure pelo gênio de César”, ele respondeu: “Se você deseja o triunfo vazio de me fazer jurar pelo gênio de César de acordo com a sua intenção, e se fingir que não sei quem sou, ouço minha franca confissão: sou cristão. Se você estiver disposto a aprender o que é o cristianismo, estabeleça um tempo em que possa me ouvir”.
O procônsul respondeu: "Tente persuadir o povo". Policarpo respondeu-lhe: "Considero digno que eu deva dar uma explicação, pois fomos ensinados a respeitar os governos e autoridades designados por Deus, contanto que não façamos prejuízo. Mas quanto a essa multidão, não os considero dignos de minha defesa”.
Então o procônsul declarou: “Eu tenho feras selvagens. Eu vou jogar você diante deles, se você não mudar de ideia”.
"Deixe-os vir", respondeu ele. “Está fora de questão mudarmos do melhor para o pior, mas o oposto é digno de honra: mudar do mal para a justiça”.
O procônsul continuou: "Se você menosprezar os animais e não mudar de ideia, eu o lançarei no fogo". Policarpo respondeu: "Você me ameaça com um fogo que queima durante alguns momentos, já que não conhece o fogo do juízo vindouro e do castigo eterno para os ímpios. Por que você espera? Traga o que você quiser.
Como Policarpo falou estas e outras palavras semelhantes, ele estava cheio de coragem e alegria. Seu rosto brilhou com luz interior. Ele não ficou nem um pouco desconcertado com todas essas ameaças. O procônsul ficou surpreso. Três vezes ele enviou seu arauto para anunciar no meio da arena: "Policarpo confessou que é um cristão!"
Assim que foi anunciado pelo arauto, toda a multidão, pagãos e judeus, toda a população de Esmirna, gritou com raiva descontrolada no topo de suas vozes: “Ele é o mestre da Ásia! O pai dos cristãos! O destruidor dos nossos deuses! Ele persuadiu muitos a não sacrificar e não a adorar”. Surgiu um grito unânime de que Policarpo deveria ser queimado vivo.
Agora tudo aconteceu muito mais rápido do que se pode dizer. A turba apressou-se a recolher toras e mato das oficinas e dos banhos públicos. Quando a pilha de lenha ficou pronta, Policarpo tirou a roupa, tirou o cinto e tentou desfazer os sapatos...
O combustível para a pira foi muito rapidamente empilhado em torno dele. Quando eles queriam prendê-lo com as unhas, ele recusou. "Deixe-me, pois aquele que me dá forças para suportar o fogo também me dará a força para permanecer firme na estaca, sem a segurança de suas unhas”.
Enquanto o fogo ardia em torno dele, ele orou pela última vez: “Que eu seja aceito entre as suas fileiras hoje à tua vista como um rico sacrifício te dando alegria, como um sacrifício que tu preparaste e revelaste de antemão e agora cumpriste! Tu és o verdadeiro Deus em quem não há falsidade! Por tudo, portanto, eu te louvo. Eu te louvo; Eu te glorifico, através do eterno e celestial sumo sacerdote, Jesus Cristo, teu amado servo. Através dele, a honra é devida a ti e a ele e ao Espírito Santo, agora e em todas as eras vindouras".

terça-feira, 13 de agosto de 2019

Nova Teologia do Domínio


É patente que a religião nos Estados Unidos desempenha um importante papel nos desdobramentos políticos. Até mesmo crentes em Cristo que crêem na Bíblia mergulharam nessa onda da Nova Teologia do Domínio. O que vem a ser essa Nova Teologia do Domínio? Em poucas palavras, é uma vertente teológica defensora da crença de que recebemos um mandato para mudar o mundo, principalmente nosso país. Os adeptos da Nova Teologia do Domínio propõem que a paz, a justiça e a equidade serão estabelecidas na sociedade quando um governo cristão for instituído. Muitos cristãos bem-intencionados acreditam que se o governo estiver repleto de crentes em Cristo, isso propiciaria a aprovação de leis favoráveis ao cristianismo. Eles, obviamente, desconsideram o fato de que qualquer lei motivada por religião, seja de que espécie for, será aproveitada por outros. Esquecem que a Igreja não pode ser legislada por influências políticas. Essa já tem sido a experiência da Igreja Católica Romana, que empregou o poder político ao extremo durante a maior parte de sua história. Se o Cristianismo assume o controle da autoridade governamental, deixa de ser cristianismo e passa a ser anticristianismo.

Extraído do livro “666: Preparação para a marca da Besta” de Arno Froese, Atual Edições.

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Disciplina e excomunhão


A disciplina administrada pela Igreja através da excomunhão é regra primaz da conduta congregacional, como se verifica no texto de Mateus 18:15-20. Sua prática decorre da necessidade de tentar reparar ou atenuar algum ato público danoso de um membro da Igreja cujos efeitos geraram algum prejuízo à imagem cristã, bem como despertar espiritualmente o agente responsável pelo feito. Essa situação, no entanto, não é nada satisfatória nem animadora para a Igreja, porque ao invés de ficar sofrendo pela “perda” de um membro pretendia consolidar os laços fraternais entre os da comunidade, criando oportunidades para demonstrações dos santos afetos dos quais ensinou o apóstolo (Filipenses 2:1). Disciplinar e excomungar um membro afeta o corpo em tristeza, alterando muitas vezes os rumos pelos quais caminhava; porém, não podemos excluí-la da nossa conduta em situações que o exigirem, visto ter sido ensinada por Cristo para atender essa demanda. Deveremos, no entanto, ter a maturidade para encarar os fatos, agindo em perfeita sintonia com a espiritualidade cristã, mesmo que soframos pelo “corte na carne”. O ideal, entretanto, é que os crentes se apeguem as Escrituras, vivam o prazer da fé e ousem confiar na graça que lhes foi conferida para não deslizarem na condução de suas vidas para não estarem sujeitos ao amargor da disciplina.  
Uma reflexão nos faz enxergar o possível sentimento de grande tristeza na comunidade quando um(a) cristão(ã) pecar, expressando, assim, os profundos vínculos existentes e a paixão pela vida santificada. Quando isso acontecer deveremos agir solidariamente, exercendo a Igreja seu papel de amparo e cuidado para que a vida em questão possa ser restaurada, principalmente, quando há nela um sentimento de reparar o dano e um assentimento à exortação da Igreja e de seu presbitério. Muito embora se demonstre que o pecado tenha sido por falta de vigilância e debilidade espiritual, a disciplina deverá ser aplicada para a restauração da vida, algo paradoxal, mas ensinada pelas Escrituras (I Coríntios 5:5).
Numa outra linha de pensamento, quando um cristão pecar explicitamente com aspirações rebeldes contra a comunidade, não aceitando as admoestações quanto ao seu pecado, outro comportamento deverá ser apresentado necessariamente porque o pretenso pecado poderá resultar (ou resultou) em dano e em detrimento aos preceitos bíblicos de forma ainda mais prejudicial. Um fato notificado nas Escrituras sobre esta situação é o caso de impiedade de Himineu e Fileto que se desviram da verdade (II Timóteo 2:16-18). Entenda-se “impiedade” como sendo “falta de piedade”, ou seja, rejeição explícita à prática da vida cristã e aos seus ensinamentos. Comportamentos que insistem contra o preceito bíblico ficam assim sujeitos à excomunhão enquanto durarem, não podendo nem a Igreja nem seus ministros imporem outra consequência porque expressam obstinação e egoísmo. Ora, o obstinado é alguém inflexível. Age em busca de sua própria satisfação, sendo seu anseio imoderado e irresponsável, capaz de causar estrago à própria vida, às vidas dos seus, à vida de sua comunidade e à vida dos descrentes (esse último, pelo mal testemunho). Aos que assim conduzem suas vidas, saibam que são classificados pelas epístolas apostólicas como apóstatas, segundo as quais acarretaram para si uma identificação tão contrária aos preceitos cristãos que não podem participar da comunidade dos salvos porque demonstraram pelas suas obras que não eram salvos nem inspiraram a autêntica fé.     
Na Confissão de Schleithem, os anabatistas do século XVI, através da pena Michael Sattler, registraram suas convicções sobre o tema:

“Estamos em acordo sobre a excomunhão como segue: A excomunhão será empregada em todos aqueles que deram a si mesmo ao Senhor para andar em seus mandamentos, e em todos aqueles que foram batizados no corpo de Cristo e que são chamados de irmão ou irmã, e que, no entanto, deslizam ocasionalmente e caem em erro e em pecado, sendo negligentemente alcançados. Os mesmos serão admoestados duas vezes em particular e a terceira vez abertamente e, então, disciplinados ou excomungados de acordo com o mandamento de Cristo (Mt 18). No entanto isso será feito de acordo com a direção do Espírito (Mt 5) antes do partir do pão, para que possamos partir e comer de um só pão, em unidade de pensamento e em um só amor, e possamos beber de um só cálice”.

Não só os anabatistas do século XVI representam em favor da disciplina bíblica. Os Montanistas, os Novacianos e os Donatistas se opunham à alguma prática desabonadora do testemunho cristão. Os “lapsos”, como eram chamados os atos daqueles que abandonaram à fé em decorrência do medo do martírio, impossibilitavam a nova entrada do infiel na comunidade cristã primitiva desses grupos, exigindo que os mesmos se afastassem dos seus pecados, vivendo uma vida abnegada e submetendo-se a um novo batismo. Para os Donatistas, a Igreja era composta pelos puros e justos, justificando o pensamento de uma Igreja sem mácula cuja práxis estava ensinada nos preceitos bíblicos.
Assim como os anabatistas do século XVI, pretendemos conservar a boa conduta da Igreja, levando-a a compreender que na disciplina de alguém ninguém deverá se vangloriar, antes se contristar e lamentar pela queda do irmão(ã) de cujo arrependimento se espera o abandono do seu pecado. Para tanto, com inspiração do alto deveremos tratar cada caso, por isso oramos para que o Senhor nos ajude.


sábado, 27 de julho de 2019

Dramatização sobre George Muller


A dramatização ou a peça teatral é um dos momentos mais aguardados das noites da Escola Bíblica de Férias da Igreja Batista Renovada Moriá. Muito embora não conte com atores profissionais, todos os participantes (jovens membros da Igreja) surpreendem com a desenvoltura de seus papéis e atuações no “palco”. Eles conseguem incorporar seus personagens primorosamente, resgatando suas virtudes e seu caráter com sublime autenticidade. Com isso, conseguem apresentá-los ao público com enorme semelhança. Por ser a última atividade de cada noite, todos ficam com grande expectativa para saber o desenrolar da história.
Neste ano, fomos presenteados com uma bela apresentação sobre a vida do ilustre herói da fé George Muller, considerado um dos homens mais ousados da contemporaneidade no quesito fé. Sustentou inúmeros orfanatos na Inglaterra do século XIX com milhares de crianças apenas confiando nas preces apresentadas ao Deus soberano que lhe respondia a todas. A ideia dessa abordagem surgiu após muitos meses de questionamentos a Deus para saber o que apresentar nesta que certamente é a atividade mais robusta de toda a programação. A paciência com fé abriu as portas do entendimento de Fabiano Santiago (autor e diretor) para vislumbrar essa vida exemplar e tocante cujo comportamento e solidariedade com as crianças desamparadas da Inglaterra numa época de pouca assistência social o fez perceber a afinidade com a EBF. Para realizar esse projeto, selecionou um grupo de talentosos jovens e crianças, exigindo deles uma preparação condizente com a pérola de grande valor que seria apresentada na peça: a fé.
Apesar de não ter uma finalidade voltada para adultos, alguns marejaram os olhos, enquanto outros se sentiram motivados a extravasar suas emoções. Um dos irmãos (obreiro) que assistia à dramatização com seus filhos, tocado pela mensagem da peça, falou: “descobri hoje que nosso problema é a falta de oração e de confiança em Deus!”.
Um suspiro no desfecho da peça nos fez refletir sobre as muitas situações da vida que nos obrigam a orar, mas, em virtude de uma percepção muito mais racional do que espiritual, somos desencorajados pelo pessimismo e pela descrença, rejeitando as possibilidades dos feitos do Senhor. Quem foi atento aprendeu que nada é impossível ao que crê, mesmo que já exista significativo princípio na Escritura sobre o assunto. Na verdade, o Senhor usa de seus “vasos” para demonstrar para os demais a insignificância do homem e a grandeza de Deus a fim de que creiam e ousem confiar no seu poder.
Parabéns ao elenco da peça pela brilhante demonstração de fé da vida do vultuoso homem de Deus George Muller. Que vocês possam aprender sua mensagem como por vocês fora ensinada.























Mudança Radical - EBF/2019


Diante de um bombardeio de informações imorais e anticristãs direcionadas contra as crianças, produzidas e promovidas por muitos meios de comunicação de massa, os professores de crianças da Igreja Batista Renovada Moriá se articularam para anunciarem uma mensagem contundente de grande valor moral e espiritual na Escola Bíblica de Férias de 2019, qual seja: Mudança Radical.
Desde a primeira noite (22/07/19), favorecidos por um calor de oração e súplicas em prol do evento, esses irmãos e irmãs se desdobraram para ensinarem o máximo das verdades bíblicas para os pequenos corações ouvintes. Não foi tarefa fácil, visto que prender a atenção de crianças das mais diversas faixas etárias exige uma versatilidade muitas vezes fora dos padrões. Somente aqueles que têm no peito o anseio de proclamar Cristo a elas com os benefícios da fé podem explicar a graça de Deus para sustentar obra como tal. Ocorreram muitas atividades durante essa semana: cânticos, filmes, quiz, dramatizações, lanches e brincadeiras.
No final, um grande e surpreendente resultado: muitas crianças abraçando a fé, encontrando-se com Cristo aos prantos, sensibilizadas pela unção de cada palavra pronunciada ao longo do evento. Não houve outra mensagem, senão aquela que Cristo é o salvador dos pecadores, transmitida com uma linguagem nivelada para cada segmento de crianças. Na verdade, ver crianças aceitarem a Cristo como Salvador é algo contagiante, ao mesmo tempo recompensador, pois muito se trabalhou para a realização do evento. Congratulações a toda equipe pela primorosa organização: aos irmãos Fabiano Santiano, Ivna Nogueira e Simone, aos professores, aos participantes das dramatizações e a todos que deram algum apoio à EBF da IBRM de 2019.