O Jornal Tocha da Verdade é uma publicação independente que tem como objetivo resgatar os princípios cristãos em toda sua plenitude. Com artigos escritos por pastores, professores de algumas áreas do saber e por estudiosos da teologia buscamos despertar a comunidade cristã-evangélica para a pureza das Escrituras. Incentivamos a prática e a ética cristã em vistas do aperfeiçoamento da Igreja de Cristo como noiva imaculada. Prezamos pela simplicidade do Evangelho e pelo não conformismo com a mundanização e a secularização do Cristianismo pós-moderno em fase de decadência espiritual.

quinta-feira, 31 de maio de 2018

Segunda Cruzada na LBA

A comunidade que reside no entorno da quadra da LBA, no Joaquim Távora, foi impactada novamente pela Cruzada da Igreja Batista Renovada Moriá. No segundo ano no qual a Igreja realiza o evento, muitos vizinhos ficaram às portas espreitando aquele movimento diferente para o propósito do equipamento esportivo, além dos que estavam assentados nas cadeiras enfileiradas. O objetivo? Pregar a Palavra para formação de discípulos, segundo o Ide de Cristo já que o local proporciona a condição de anunciar as boas novas com grande liberdade.   
Para tanto, uma multidão de irmãos da Piedade e de outras congregações lotou o local de culto, fortalecendo a programação cujo pregador foi pastor Glauco Barreira. Pessoas foram evangelizadas durante à tarde, crianças tiveram a atenção de professores de escolinhas bíblicas e todos ouviram a mensagem de Cristo nesta noite. Não houve qualquer transtorno ou reivindicação dos moradores por se acharem incomodados, ao que imaginamos que eles se sentiram mais uma vez honrados por receberem o evento cujos fins são realmente dignos de atenção.
No final, duas pessoas entregaram a Cristo suas vidas. Carlos André, o cidadão que foi à frente, passou a infância e parte da juventude frequentando o salão do reino das testemunhas de Jeová, sendo educado em suas doutrinas, porém, nesta noite, rendeu-se a Cristo, elegendo-o como único Salvador e Senhor.
Oremos pelos frutos deste trabalho, apesar de terem sido poucos. Lembremo-nos que, segundo o preceito bíblico, bastaria uma só ovelha para que o fiel pastor se dispusesse a buscá-la como o intento de resgatá-la. Nesta noite, tivemos duas. Glórias a Deus.


















quinta-feira, 24 de maio de 2018

Noite do Musical: Dá-nos a religião dos velhos tempos


O manto de luz que cobria o público, ouvinte atento e despertado para a introspecção em cada hino entoado pelo conjunto de devotados crentes posicionados na sóbria tribuna, emanava das arandelas e lustres, sustentados pelas paredes e teto cujos locais devidamente pensados assim o foram para que sua irradiação branco-amarela remetesse ao contexto medieval de reverência e contemplação. Esse elemento tornou o objetivo do evento ainda mais venerável, de modo que sob aquela iluminação incandescente fomos remetidos ao cenário contemplativo, aquele de ver somente a Jesus. Nesse ambiente, “espíritos” foram tocados pela beleza musical das melodias, enquanto suas almas se achavam imersas nas letras de pura expressão do verdadeiro canto a Deus. Percebendo o valor dos conceitos apresentados, esclarecidos pela iluminação e pela elucidação de quem fazia uso da oratória, a grande plateia vivenciou um misto de humilhação e grandeza, visto que assumiu sua pequenez diante da majestade do Todo-Poderoso, o Deus supremo presente na reunião entre “pecadores”. Esse era um dos sentidos do evento, pois além de focar o quesito música cristã reverente para a perfeita adoração a Deus a pronunciação de cada estrofe e refrão fazia arrepiar os corpos tocados pelo esclarecimento advindo da poesia fundamentada nas verdades bíblicas, uma pregação musicada, inspirada na verdade absoluta e inalterável das Escrituras, fonte de vida espiritual para nossa comunhão com o Senhor, ou seja, a proposta para o resgate dos hinos tradicionais.

Quantos rostos vistos entre a multidão expressavam essa experiência? Foram muitos, para não dizer todos, já que não havia clima para distração e entretenimento, mas somente uma ânsia para adorar a Deus em espírito e em verdade. Jovens, adultos e velhos, nós todos fomos envolvidos e elevados a um patamar altíssimo no qual se encontrava de fato Deus. Foi uma noite em que os céus se abriram e fizeram jorrar dádivas pelas quais, nós cristãos, devemos nos apropriar delas para conservar o paradigma bíblico da reverência a Deus quando nos reunimos em nossos cultos.
Fabiano Santiago (organizador) estava ansioso para ver os resultados do trabalho de sua equipe de músicos (Lívia, Ivanilson, Karla, Daniel, Paulo e Alysson), porquanto foram meses de dedicação e preparação para apenas um fim: a glória de Deus. Muito embora não estivesse preocupado com a repercussão positiva para si e para os demais componentes, lembrou com insistência que somos meros instrumentos que refletem as virtudes cristãs, de modo que cabe a nós sabermos distinguir entre o adorador e o adorado, cabendo a honra àquele que realmente é digno de louvor: o nosso Deus. O trabalho esmerado de toda equipe é a prova de que se pode resgatar os valores esquecidos com pessoas jovens que amam esses mesmos valores. Essa mentalidade faz com que a hinódia tradicional seja considerada necessária para a Igreja, não sendo subestimada como obsoleta, mas como algo consistente e de uma representação superior a qualquer single cantado hoje em dia. Os hinos tradicionais têm maior profundidade, espiritualidade, consistência, melodia e são mais eloquentes. Reivindicam para si uma atenção maior em razão de serem mais aptos para os lábios daqueles que temem a Deus nos cultos.   
A COMUNIE – Comunhão Evangélica, pensando nesse fato, tem o privilégio de promover encontros como esse para esclarecer sobre os problemas modernos que afetam o movimento evangélico. A causa de tantos males? O liberalismo teológico que tenta incutir nas massas outro cristianismo, enquanto a iniciativa da COMUNIE é criar um espírito mais crítico com respeito a tais inovações. Não é só o problema do ceticismo acadêmico que vem atingindo os jovens cristãos universitários, mas também o fato de muitas igrejas estarem saindo do prumo, de modo que o Rev. Glauco Barreira Magalhães Filho (organizador geral) vem despertando essa comunidade para um retorno aos valores genuinamente cristãos a fim de que possam ser apresentados ao universo que isso remete e remediá-lo pela Palavra de Cristo.

















Amazing Grace


A graça de Cristo


John Newton acumulou muitas experiências em vida de 82 anos. Sua mãe morreu quando ele tinha seis anos de idade, obrigando-o a se juntar ao pai no mar quando ele tinha onze anos. Ele serviu como aprendiz de marinheiro, e progrediu nas fileiras até se tornar o capitão de um navio negreiro. Abandonou o treinamento religioso que havia experimentado quando criança e se divertiu com a vida dissoluta de um comerciante de escravos. Ele ficou conhecido por sua vida profana e crueldade.
Mas uma noite tempestuosa, quando seu navio corria o risco de afundar e ele corria o risco de morrer, Newton teve uma verdadeira mudança de vida. Poderia ter sido seu treinamento religioso influenciado pelas orações de sua mãe depois de todos esses anos - ou pode ter sido o amor dele por Mary Catlett, uma mulher cristã com quem ele se casou mais tarde - ou poderia ter sido sua leitura do livro, Imitação de Cristo - ou poderia ter sido todos os três. Em qualquer caso, Newton teve uma experiência de conversão real.
Por um tempo, Newton continuou trabalhando no seu navio de escravos, mas começou a tratar tanto os escravos quanto sua tripulação com muito mais compaixão. Finalmente, convencido de que o tráfico de escravos estava errado, ele deixou seu navio e conseguiu um emprego em terra.
Ele então sentiu um chamado para o ministério e foi ordenado aos quarenta anos e designado para uma igreja em Olney, Inglaterra. Ele continuou no ministério durante o resto de sua longa vida, mesmo depois da cegueira que o assolou, impossibilitando-o de ler.
O hino Amazing Grace é, em certo sentido, a própria história de Newton. Foi uma graça incrível que o salvou, e foi a graça surpreendente que foi o foco de sua pregação. Mas Amazing Grace é a história de todo cristão. É uma graça surpreendente que nos salva - nada mais - sem obras de nossas mãos ou presentes de nossa riqueza. Foi incrível que Deus amaria e salvaria John Newton, mas é incrível que Deus ame e salve qualquer um de nós. É realmente algo maravilhoso ouvir o doce som de sua melodia e entender sua legra, mas é tão surpreendente que é difícil de acreditar. Acredite, porque é verdade.

Autor: Richard Niell Donovan (com adaptações)
Disponível em: https://www.sermonwriter.com/hymn-stories/amazing-grace/

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Jesus Paid It All

A doce voz de Jesus


“Quanto tempo de oração o pastor teve esta manhã?” pensou Elvina Hall.


Sentada no coro, a mente de Elvina se voltou para nossa necessidade de salvação e o preço que Jesus pagou por ela. Palavras começaram a se formar. Ela tinha que pegá-las. Mas ela não tinha papel. Bem, isso não era bem verdade...
Rabiscando no verso de seu hinário, ela escreveu:
Ouço o Salvador dizer:

“Na verdade , a tua força é pequena;
filho de fraqueza vigiai e orai,
achai em mim tudo o que há em todos.”

Jesus pagou tudo, tudo a ele eu devo; o pecado havia deixado uma mancha carmesim. Ele a tornou branca como a neve.
Não é ruim. Não é mau de todo. Após o serviço, ela entregou as palavras ao seu pastor. O rosto dele se transformou em um pequeno sorriso com a evidência de seu comportamento “travesso”? Podemos nunca saber.
Mas sabemos que uma extraordinária “coincidência” aconteceu naquele dia na Igreja Metodista de Baltimore. O organista John Grape escreveu uma nova música e a deu ao pastor. O pastor viu que a melodia e o poema se encaixavam extremamente bem. Então ele os uniu. Dessa forma, um dos hinos mais amados da igreja surgiu.
Elvina Hall tinha 45 anos naquela época. Nascida neste dia, 4 de junho de 1820. Ela morreu em 1899.

terça-feira, 22 de maio de 2018

Para os amantes do Anabatismo



A história das origens anabatistas na Suíça é bem conhecida. Em contraste, a vida e o pensamento dos anabatistas que continuaram a viver na Suíça nos últimos dois terços do século XVI permaneceram em relativa obscuridade. Uma razão para isso é que os anabatistas suíços, depois de 1530, comunicaram suas convicções através de escritos e manuscritos em vez de imprimir livros. As fontes históricas primárias relativas ao anabatismo suíço posterior são, portanto, manuscritos que devem ser localizados e lidos em arquivos locais. Este volume atual contém uma seleção de escritos que estavam sendo copiados e circulados entre os anabatistas posteriores na Suíça. O texto que domina a coleção atual, tanto em termos de extensão quanto de complexidade, é o maciço Codex 628 de 466 páginas, copiado em 1590 e contendo uma ampla amostra de material considerado significativo pelos anabatistas suíços no final do século. Os leitores deste volume têm, assim, a oportunidade de ler, em tradução, importantes acervos arquivísticos que documentam o desenvolvimento do pensamento anabatista suíço ao longo do século XVI. Esses escritos revelam um movimento religioso e social em amadurecimento, cujos membros continuaram a refletir biblicamente sobre seu chamado ao discipulado, enquanto viviam em um mundo que designava todos os hereges como adultos batizados e cidadãos desobedientes e perigosos. 


Mas eu sei em quem tenho crido - Hino 477 HCC