A Bíblia Sagrada deixa claro que um templo
físico estará em pleno funcionamento em Jerusalém durante o período da
tribulação. O apóstolo Paulo profetizou detalhadamente sobre a manifestação do
governo anticristão e sua exigência de adoração:
“Ninguém, de
maneira alguma, vos engane, porque não será assim sem que antes venha a
apostasia e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, o qual se opõe
e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou se adora; de sorte que se
assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus.” (II Ts 2:3-4)
Este ato profano é o ápice da rebeldia
humana e satânica. Ele se conecta diretamente com outras profecias fundamentais
como “A Abominação Desoladora” na qual Jesus advertiu em Mateus 24:15 para que
observássemos a “abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, no
lugar santo” e “A Quebra do Pacto”, revelada pelo profeta Daniel que o
governante mundial fará uma aliança de sete anos com Israel, mas na metade
desse tempo (três anos e meio), ele quebrará o acordo e fará cessar os
sacrifícios religiosos dentro do templo, iniciando sua autodeclaração divina e
consequente perseguição (Dn 9:27 e 12:11).
A reconstrução do templo deixou de ser uma
possibilidade teológica distante e tornou-se uma realidade prática em andamento
nos bastidores de Jerusalém. Diversas organizações, lideradas proeminentemente
pelo The Tempel Institute (Instituto do Templo)[1], trabalham ativamente nos
preparativos. Para termos uma ideia, os utensílios sagrados estão prontos. Mais
de uma centena de objetos litúrgicos exigidos pelas leis levíticas — incluindo
roupas sacerdotais tecidas com fios específicos[2], as trombetas de prata, as
bacias para os sacrifícios e uma Menorá de ouro maciço avaliada em milhões de
dólares[3] — já foram fabricados
seguindo rigorosamente as diretrizes bíblicas.
De acordo com a mentalidade judaica
ortodoxa, o início das atividades no templo e o serviço dos sacerdotes dependem
estritamente de uma purificação ritual, conforme exigido em Números 19. Esse
processo só pode acontecer por meio das cinzas de uma novilha vermelha perfeita
e sem defeito. Por essa razão, grandes esforços logísticos e científicos têm
sido aplicados na criação e seleção de animais que atendam perfeitamente a
todos os requisitos bíblicos para o ritual.
Quanto ao treinamento de sacerdotes, linhagens
de judeus pertencentes à tribo de Levi (Coanim) são mapeadas e passam por
escolas de treinamento para reestabelecer os sacrifícios diários e o manuseio
dos altares assim que a estrutura física for erguida.
Os projetos de engenharia em 3D e maquetes
detalhadas já mapeiam como erguer a estrutura de forma rápida assim que o
cenário político internacional permitir o acesso ao Monte do Templo.
Para nós cristãos, o avanço desses
preparativos não deve gerar medo, mas um senso profundo de urgência e
santificação. O despertamento espiritual da Igreja é necessário por três razões
fundamentais: a) o arrebatamento precede a manifestação do iníquo, pois de
acordo com a Bíblia, a Igreja do Senhor será retirada da Terra antes que o
Anticristo se revele ao mundo e profane o templo. Em II Tessalonicenses 2:7,
Paulo afirma que o “mistério da injustiça já opera”, mas há Alguém (o Espírito
Santo agindo através da Igreja) que o detém até que seja afastado; b) a iminência
do retorno de Cristo já que fez uma promessa. Jesus não deixou uma data, mas
ordenou vigilância constante. Em [Mateus 24:44], Ele adverte: “Por isso, estai
vós apercebidos também; porque o Filho do Homem há de vir à hora em que não
penseis”. Se as estruturas para o cenário da Tribulação já estão prontas, a
vinda de Jesus para buscar a Sua Noiva está mais próxima do que imaginamos; e,
por fim, a necessidade de santidade. Diante da apostasia crescente e dos sinais
visíveis em Israel, o papel do cristão é manter sua lâmpada acesa, como as
virgens prudentes (Mateus 25). É tempo de renunciar à mornidão espiritual,
pregar o Evangelho com ousadia e viver em constante expectativa da salvação.
Maranata!
O Espírito e a Noiva dizem: Vem, Senhor Jesus!
[1]
O site oficial da
organização, sediada na Cidade Velha de Jerusalém, é a fonte primária de tudo o
que foi citado. Fundado em 1987 pelo rabino Yisrael Ariel, o instituto declara
abertamente que seu objetivo não é apenas o estudo acadêmico, mas a preparação
física e prática para erguer o Terceiro Templo. Você pode verificar os detalhes
diretamente na https://templeinstitute.org/.
No próprio portal do instituto, existe uma galeria interativa chamada The
Vessels (Os Utensílios). Lá, eles listam e mostram fotos reais de dezenas de
objetos litúrgicos fabricados para uso imediato no templo.
[2]
As Roupas Sacerdotais e
Trombetas: No acervo online deles, é possível ver as roupas do Sumo Sacerdote
tecidas com o fio azul (Techelet) extraído de um caracol marinho específico, as
bacias de ouro e prata, e as trombetas de prata feitas para os levitas tocaram.
Esses detalhes estão disponíveis na galeria de fotos e relatórios da exposição
de utensílios do Temple Institute.
[3]
A famosa Menorá de sete
braços existe fisicamente e fica exposta ao público em uma vitrine blindada no
Bairro Judeu, voltada em direção ao Monte do Templo. De acordo com o registro
oficial da organização, a peça pesa meia tonelada e contém 45 quilos de ouro
puro de 24 quilates. Ela foi financiada pelo bilionário Vadim Rabinovitch e seu
valor estimado de produção ultrapassa os 3 milhões de dólares. Toda a história
da pesquisa arqueológica e engenharia para fundi-la em um único bloco de ouro
está documentada na página sobre a História da Menorá do Templo Sagrado.

Nenhum comentário:
Postar um comentário