O Jornal Tocha da Verdade é uma publicação independente que tem como objetivo resgatar os princípios cristãos em toda sua plenitude. Com artigos escritos por pastores, professores de algumas áreas do saber e por estudiosos da teologia buscamos despertar a comunidade cristã-evangélica para a pureza das Escrituras. Incentivamos a prática e a ética cristã em vistas do aperfeiçoamento da Igreja de Cristo como noiva imaculada. Prezamos pela simplicidade do Evangelho e pelo não conformismo com a mundanização e a secularização do Cristianismo pós-moderno em fase de decadência espiritual.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2022

O herói da fé Gustavo Santos

 


Era início da década de 90 quando o irmão Assis dos Anjos e sua comitiva ingressaram em nossa Igreja. Com ele, o irmão Gustavo, irmão de sangue e de fé. Durante esses quase 32 anos o irmão Gustavo realizou entre nós uma obra singular com os ares daquele espírito da Igreja primitiva. Não dependia de homens, mas confiava em Deus para cumprir sua vocação. Louvamos a Deus pela comunhão, exemplo e experiências entre nós. Aprendemos muito com o irmão Gustavo.

Coube ao Senhor convocá-lo durante a noite para as mansões celestiais onde habitará com o Mestre e Salvador Jesus pela eternidade. Ali, certamente, também reencontrou o irmão Assis dos Anjos (Imagino a gargalhada que ele deu... que saudades desse gesto tão espontâneo). O que muito nos inspira, pois, mesmo enfrentando nesses últimos dias uma dura enfermidade, conservou a fé e aguardou em sua esperança.

O presbitério da Igreja Batista Renovada Moriá presta suas condolências à família e ora para que o Senhor possa confortá-los na mesma medida da fé do nosso herói Gustavo Santos. Sua vida nos inspira a querermos fazer a obra de Deus sem objeções.


segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

A renovação espiritual Batista contra o comunismo

Há cerca de 60 anos, o Brasil passava por uma ebulição política marcada pela tentativa de implementação do comunismo como forma de governo. Isto gerou bastante inquietação naquele momento porque surgiu, então, uma simples dúvida: seria esse um meio genuíno e veraz para se alcançar uma sociedade igualitária e justa de fato ou resultaria na mesma situação de outras nações cujos governos de vertente comunista eram opressores? Na luta pelo ideal de uma sociedade livre, não querendo acreditar nesse idealismo incerto proveniente da Europa, o movimento de Renovação Espiritual Batista levantou a bandeira contra o comunismo, entendendo que o mesmo seria um retrocesso político e a abertura para um governo espúrio. 

Herdados do pós-guerra e estruturando-se a partir do idealismo marxista, com pressupostos para alcançar o status de sociedade perfeita através de determinadas etapas até chegar ao comunismo, ápice do bem estar social na visão de Karl Marx e Friederich Engels, os adeptos dessa forma de governo têm características e particularidades com significativas oposições ao “bem estar social”, ou seja, quando verificamos neles o autoritarismo governamental, o controle social, o cerceamento das liberdades e, principalmente, o ateísmo, figurando como fortes bandeiras introjetadas impositivamente em seus cidadãos, massificando e consolidando um modo governamental superado, ficamos perplexos e nos perguntando se os casos anteriores e os atuais não servem de base para reconhecermos sua ineficácia. Hoje, no Brasil, parece que um embrião do comunismo aderiu a um modelo híbrido como forma de adaptação ao contexto e à cultura para convencer de sua suposta essência humanitária, contudo, parece ainda conservar o ativismo político de forma bastante agressiva, inclusive, acenando para as práticas dominadoras daqueles países. É um tal marxismo cultural, proclamado, principalmente, nas universidades. E aí, o que pensar sobre esse assunto?

Foi refletindo sobre esses aspectos, na década de 60, que o pastor Enéas Tognini alardeou pelas terras tupiniquins seu discernimento e angústias em decorrência de um clima para sua implementação. Soube ele que uma das primeiras investidas do comunismo, caso alcançasse o poder, seria a desconstrução dos valores cristãos, quem sabe até através de ordens autoritárias de suas instituições e da delação de seus seguidores encantados em defesa da ideologia fantasiosa. Em virtude disso, o pastor Éneas Tognini agiu tempestivamente dentro de suas possibilidades e denunciou o crescimento da ideologia nas instituições: “No programa radiofônico ‘Renovação Espiritual’ que ia ao ar cada domingo, pregava contra, contra o comunismo. Um colega meu entrou para fazer curso na Universidade de São Paulo. Antes ele me disse que eu era exagerado que o comunismo não estava se alastrando assim. Depois de alguns meses na Faculdade de Filosofia, veio a mim e disse: ‘O senhor não sabe nem a metade do poder comunista em nossas faculdades. Ele domina quase todas as cátedras e se escoa pelos bancos, indo alcançar as massas’”[1] (p.55). 

Temendo o alastramento da Ideologia, na mesma medida que procurava pensar uma solução, fez a leitura de uma mensagem de Abraham Lincoln(1861-1865) à nação americana, a qual visava solucionar a situação conflituosa nos Estados Unidos e a luta pela liberdade. Tognini sentiu, então, o drama do país nortista e verificou o que fez o seu 16º presidente. Encorajado pela solicitação do Senado, a atitude mais coerente e prudente que podia tomar foi conclamar a grande nação a um dia de jejum, oração e humilhação diante de Deus. A seguir, trechos daquela mensagem de Lincoln: “Visto que o Senado dos Estados Unidos, reconhecendo devotadamente a suprema autoridade e justo governo do Deus Todo-Poderoso sobre todas as questões dos homens e das nações, requereu por uma resolução que o presidente marcasse e separasse um dia de oração e humilhação nacionais” (apud Tognini, p.56). Segundo Tognini, “a nação toda atendeu ao pedido de Lincoln. No dia 30 de abril de 1863, o povo norte-americano jejuou, orou e se humilhou diante do Todo-Poderoso, clamando-lhe por misericórdia, suplicando-lhe que afastasse a negra nuvem que escurecia a grande nação; que resolvesse os aflitivos problemas daquele povo, desviasse o furor de sua ira e derramasse bênçãos copiosas de paz, amor, compreensão e união – sobre os Estados Unidos da América do Norte” (p.57).

Mesmo havendo distinção entre as situações: nos EUA, o problema da divisão e da guerra de secessão, e no Brasil, o crescimento da ideologia comunista através do marxismo cultural, o pastor Enéas Tognini fez um paralelismo sobre aquele momento histórico estadunidense (1863) e o do seu país (1963). Sentiu que era o porta-voz de Deus para profetizar contra o acalorado debate político do Brasil de João Goulart. Assim, ousadamente, mas com certo temor, resolveu se opor àquele idealismo disfarço que convergiria contra o povo brasileiro, pois apesar dos ares de boas políticas, poderia manifestar-se opressor como em vários países. Assim, o pastor Enéas inspirado pela atitude do presidente Lincoln, independente do que pudesse ocorrer-lhe redigiu um manifesto de conclamação pedindo apoio às lideranças evangélicas, conclamando a nação evangélica para a luta em oração e tomou outras ações. Nesse ínterim, relatou algumas ocorrências que lhe surpreenderam naqueles momentos: 

 

Com essa mensagem no coração e na mão troquei ideia com alguns pastores, estabelecendo o paralelismo: 1863 e 1963. Estados Unidos e Brasil. Aqui o comunismo, lá a divisão e a luta interna. Se lá deu resultado, aqui daria também. Lá o povo americano atendeu ao presidente e a nação teve a vitória. Aqui Deus nos daria também a vitória sobre o comunismo. Alguns pastores concordaram comigo, mas a maior parte discordou e me combateu pelo rádio e pela imprensa. Era abril. O comunismo ganhava terreno espantosamente. Combater o comunismo era arriscar a própria vida. O chefe do serviço secreto do II Exército me mandou chamar. Tive medo, pois o comunismo já se infiltrara nas Forças Armadas, na Igreja Católica e dalguns pastores evangélicos e seminaristas nossos militavam na “esquerda”. Chegaram a ser chamados de “melancia”, verde por fora e vermelho por dentro. Atendi ao chamado. Na presença desse oficial fui logo dizendo: não sei a sua ideologia, agora quero lhe dizer que sou contra, contra, contra o comunismo! “Também eu sou”, foi a sua resposta. Há pouco fora apreendido em Paris, o Plano Quinquenal dos chineses para conquistar o Brasil. Nesse “plano” se declarava que dois óbices encontravam para ganhar o Brasil para a China de Mau-Tse-Tung: a Igreja Católica e as Forças Armadas. Estes, entretanto, já estavam minados pelos “amarelos” e “vermelhos”. Esse ilustre militar me disse que o “comunismo” é uma força espiritual do diabo, e para combatê-lo só uma força espiritual de Deus. Nossa esperança para salvar o Brasil das garras do comunismo está em vocês, evangélicos”. Apresentei-lhe o plano Lincoln. Depois de inteirar-se do plano, disse-me: “Reverendo, se o senhor fizer isso, será a salvação do Brasil” (p.57-58).

 

Como consequência, fez uma forte divulgação do referido dia do clamor pelas rádios. Produziu material impresso e divulgaram aos montes. Recebeu ofertas para custear as grandes despesas com aquela "ação de enfrentamento". Houve disposição entre muitos irmãos para se deslocarem para os Estados do Sul, Sudeste, Centro-Oeste e outros a fim de divulgarem o grande jejum nacional para o Brasil em 15 de novembro de 1963 (os meios de comunicação eram limitadíssimos). O pastor Enéas Tognini relatou a efervescência espiritual daqueles dias com as seguintes palavras: “As igrejas oraram. Alguns começaram na noite de 14 e foram até a noite de 15 de novembro. Houve lágrimas, profecias, revelações. De norte a sul, de leste a oeste e centro, todos os evangélicos do Brasil jejuaram e oraram e se humilharam diante do Senhor Todo-Poderoso. O Espírito de Deus foi derramado sobre todo o Brasil. Coisa nunca vista. Na propaganda do “jejum”, canais de TV, rádios e jornais abriram suas portas para a promoção desse dia singular. E Jesus foi vitorioso. Aleluia... E a resposta a esta batalha do céu foi 31 de março de 1964” (p.62).  

Para ele, o dia da resposta constou nos anais do Ministério da Defesa, como segue: “O século XX foi marcado por dois grandes conflitos bélicos mundiais e pela expansão de ideologias totalitárias, com importantes repercussões em todos os países. Ao fim da Segunda Guerra Mundial, o mundo, contando com a significativa participação do Brasil, havia derrotado o nazi-fascismo. O mapa geopolítico internacional foi reconfigurado e novos vetores de força disputavam espaço e influência. A Guerra Fria envolveu a América Latina, trazendo ao Brasil um cenário de inseguranças com grave instabilidade política, social e econômica. Havia ameaça real à paz e à democracia. Os brasileiros perceberam a emergência e se movimentaram nas ruas, com amplo apoio da imprensa, de lideranças políticas, das igrejas, do segmento empresarial, de diversos setores da sociedade e das Forças Armadas, interrompendo a escalada conflitiva, resultando no chamado movimento de 31 de março de 1964”[2]


Para finalizar, precisamos ter um olhar pela lente do discernimento espiritual assim como teve o pastor Enéas Tognini. Em nosso tempo, estamos assistindo à demolição dos valores cristãos, protagonizadas por autoridades seculares, às tentativas de amordaçar os pregadores cujas falas versam contra atos pecaminosos, às inusitadas decisões contra a liberdade de expressão e à privação de liberdade em si dentro de um Estado que pretende ser Democrático. Principalmente, porque está em causa a tão preciosa liberdade. Tirá-la de seus cidadãos, algo muito peculiar no sistema de países comunistas, não parece razoável, pois mesmo que partidos políticos representantes do comunismo garantam não se intrometer nesse quesito, vemos, é com refinada contradição que apresentam projetos de leis, induzindo, inclusive, muitos da população desapercebidamente, por muitos meios midiáticos, a unirem-se no mesmo ideal para diminuírem os valores morais e se posicionarem contra os pilares cristãos. Esse "bem" (a liberdade) caro e conquistado jamais deveria ser impugnado, pois, conscientemente, age sem violência. No âmbito de nossas convicções cristãs, haja vista o movimento cristão evangélico ser responsável por inúmeros projetos sociais e comunitários, apartidários, que gera reinserção social, diminui a violência e atende comunidades carentes sem o apoio estatal. Por isso, aquele espírito de discernimento está levantando muitos cristãos para clamarem por essa nação, pois como diz o hino do cantor Armando Filho: “Dos homens não vem solução pra restaurar essa nação...”, mas sabemos “só Deus segura esse país”. Por isso, não podemos perder mais tempo. Chegou a hora de clamarmos e orarmos mais uma vez pelo Brasil. Chegou a hora da intercessão!          

Bem-aventurada a nação cujo Deus é o Senhor (Salmos 33;12a)

 

 

Ouça a pregação do pastor Enéas Tognini daquele tempo. Ela ainda ecoa!

 


 

 

  

 



[1] Tognini, Enéas. Renovação Espiritual no Brasil. Editora Renovação Espiritual: São Paulo, S/D.

[2] https://www.gov.br/defesa/pt-br/centrais-de-conteudo/noticias/ordem-do-dia-alusiva-ao-31-de-marco-de-1964-2021

quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

A hora da convocação

O crente vive nesse mundo com a esperança do lar eterno. No seu caminho, nunca está sozinho, sempre o Senhor o acompanha. Mesmo quando o Senhor reconhece que o serviço nesta vida foi concluído, não posterga o chamado para a morada eterna preparada por Ele e de braços abertos o recolhe ao lugar do descanso.

Nesta noite, a irmã Creuza, mãe do evangelista Carlinhos, foi convocada para as mansões celestiais. A separação dos familiares, dos irmãos da Igreja e dos amigos tende a gerar aquele sentimento de saudade tão comum entre os que comungaram a verdadeira fé, afeição, amizade e labor, mas consiste apenas num lapso temporário que será sanado quando nos encontrarmos com ela e com tantos outros irmãos que já ascenderam aos braços de Cristo. A Irmã Creuza passou décadas entre nós e deixou um exemplo maravilhoso: sempre assídua nos cultos e eventos da Igreja apesar de sua idade, apoiando essas programações com aquele jeitinho singelo e agradável de ser. Seu olhar transmitia convicção, harmonia e, sobretudo, a serenidade de quem sabia em quem tinha crido. Um forte testemunho para nós que ficamos.

Nossos sentimentos e consolo ao evangelista Carlinhos e toda a sua família.



segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

Convivência de confraternização

 


No último sábado (11/12/2021), a Igreja Batista Renovada Moriá de Maracanaú reuniu seus membros para a confraternização de final de ano. Além da membresia e pela constante cooperação, agraciaram nossa convivência com suas preciosas presenças o pastor Glauco Filho e a irmã Érica, o evangelista Jean Carlos, a irmã Débora e seus filhos, o irmão Marquinhos, líder da congregação de Pacajus, a irmã Gleuda, o Gael e a irmã Joseneuda, o irmão Chagas, líder da congregação do Siqueira, e a irmã Elizeuda, sua esposa.

Pela manhã, o pastor Glauco trouxe uma palavra bastante edificante pela qual os irmãos foram profundamente tocados. Era nítida a alegria dos que ouviram e participaram da reunião que, enquanto ainda acontecia, não víamos qualquer interesse entre os irmãos para encerrá-la.

Entre outras ações no dia, caminhamos para cumprir com o objetivo da convivência, ou seja, estreitar os laços fraternais entre os irmãos. Algo que ficou bastante evidente na foto de registro da programação feita no final do dia. Além dos irmãos, estavam também presentes o sr. Joaquim e a dona Núbia, donos do Até-que-Fim, que manifestaram prazer em receber a Igreja e participar de sua programação. Aproveitando a reunião, o sr. Joaquim “pagou” sua dívida com os irmãos e, emocionadamente, agradeceu as orações, as palavras de estímulo e as pregações que a ele foram destinadas na época de sua cirurgia de pulmão. Na verdade, seu agradecimento pareceu muito mais uma pregação do que um simples ato de gratidão ao que os irmãos não pouparam os glórias e os aleluias, deixando meus pais ainda mais felizes com o fervor do grupo.  

domingo, 5 de dezembro de 2021

IV Simpósio Cristão-Acadêmico da COMUNIE


Neste último sábado (04/12/2021), a COMUNIE realizou seu IV Simpósio cristão universitário. Palestraram no evento os professores Rui Martinho, Débora Leite e Glauco Barreira Magalhães Filho. Os grupos de evangelização universitária CRU e Vidas para Cristo também tiveram oportunidade de apresentar seus projetos e estratégias para alcançar universitários a fim de leva-los a Cristo. A temática abordada pelos palestrantes, apesar de distinta e específica em seus assuntos, foi de encontro, principalmente, à maneira pela qual as Universidades estão cedendo às ideologias globalizantes de uma agenda específica, prioritariamente, a de um marxismo cultural. Pelas entrelinhas das falas, percebeu-se uma preocupação comum numa tentativa de encorajar os cristãos participantes a não se submeterem a esse conteúdo, pois representam um agravo ao Cristianismo bíblico. Não há compatibilização entre as ideologias mundanas que desconstroem a ideia da ética cristã, da família, da privação de liberdade e da negação aos valores das Escrituras e de Deus com as convicções emanadas de Cristo. Por isso, crentes não devem envolver-se no partidarismo político porque o reino aguardado pelo cristão não é deste mundo e porque é incompatível com sua fé, mas devem ser perspicazes para entenderem as circunstâncias e, dentro da perspectiva cristã, levantarem o brado do Evangelho para anunciar a Cristo contra as anomalias culturais, sociais e políticas das quais não podemos nos separar. Assim, reavivou-se unicamente a potencialidade da pessoa de Cristo e de sua Palavra como a solução para o enfrentamento ao dilema do obscurantismo e da vereda tortuosa apresentados pelas “mentes brilhantes” dessa onda ideológica que conseguem persuadir muitos desavisados, inclusive, cristãos ingênuos.

Pelos vistos, as palestras cumpriram seu papel. Pelo menos para os que estavam congregados para ouvir cada exposição profunda, coerente e debaixo da cosmovisão cristã. Dentre as muitas perguntas sugeridas aos palestrantes, cada uma com uma articulação de ideias muito bem formuladas, podemos dizer que uma chamou bastante atenção. Um participante perguntou sobre o método Alfalit cujas raízes estão fincadas na Andragogia, ou seja, na alfabetização de jovens e adultos. Esse método foi desenvolvido pelo missionário Frank Charles Laubach, em 1915, nas Filipinas, e estava centrado na experiência adulta, partindo do uso de palavras chaves como base para alcançar os códigos linguísticos. Para tanto, a teoria colocou em prática aspectos educacionais de Jean Piaget e Lev S. Vigotsky. Pode alguém até lembrar de Paulo Freire neste momento. De fato, o método de Freire parece muito com o de Laubach. Eis aí o porquê da questão ter chamado bastante atenção na hora dos questionamentos e discussões e ter suscitado novas reflexões e comentários, pois: “teria Paulo Freire, o patrono da educação no Brasil, se apropriado indevidamente do método Protestante e rotulado como seu?”. Dentre os muitos comentários, destacamos a citação do historiador David Gueiros Vieira que foi apresentada e extraída do site Mídia sem máscara, publicado em 9 de março de 2004:

 

Não há dúvida que a luta contra o analfabetismo, em todo o mundo, encontrou seu instrumento mais efetivo no Método Laubach. Ainda que esse método hoje tenha sido encampado sob o nome do Sr. Paulo Freire. Os que assim procederam não apenas mudaram o seu nome, mas também o desvirtuaram, modificando inclusive sua orientação filosófica. Concluindo: o método de alfabetização de adultos, criado por Frank Laubach, em 1915, passou a ser chamado de “Método Paulo Freire”, em terras tupiniquins. De tal maneira foi bem-sucedido esse embuste que hoje será quase que impossível desfazê-lo”[1].   

 

No mais, a participação de muitos universitários, professores acadêmicos e pré-universitários, de áreas como humanas, saúde, tecnológicas, exatas e direito de diversas instituições (UFC, UECE, UNIFOR, UNILAB, URCA, Unichristus, Estácio, Fametro, Senac e de escolas secundaristas) abrilhantaram o evento durante o dia. Desde às 9h até às 17h30, houve o que podemos denominar de engajamento pela causa. Muitos cristãos universitários, para não utilizarmos o termo irmãos em Cristo, mas agora usando, interagiram para perceberem a causa comum pela qual devem estar engajados.

Por isso, alardeamos para quem sabe podermos ser ouvidos nos mais longínquos cantos: universitários cristãos, participem das atividades da COMUNIE para ser preparados para os desafios enfrentados em ambientes hostis à fé, bem deveras precioso para nossa caminhada em qualquer lugar onde estamos, seja encorajado e encoraje outros. Acompanhe as programações da COMUNIE pelo site e redes sociais: https://comunie.wixsite.com/comunie, https://www.facebook.com/comuniece/ e https://www.instagram.com/comunie.ce/.

   

      























[1] Para maiores informações sobre o assunto, foi proposto o site a seguir: https://jovempan.com.br/opiniao-jovem-pan/comentaristas/jorge-serrao/uma-deshomenagem-a-paulo-freire.html