O Jornal Tocha da Verdade é uma publicação independente que tem como objetivo resgatar os princípios cristãos em toda sua plenitude. Com artigos escritos por pastores, professores de algumas áreas do saber e por estudiosos da teologia buscamos despertar a comunidade cristã-evangélica para a pureza das Escrituras. Incentivamos a prática e a ética cristã em vistas do aperfeiçoamento da Igreja de Cristo como noiva imaculada. Prezamos pela simplicidade do Evangelho e pelo não conformismo com a mundanização e a secularização do Cristianismo pós-moderno em fase de decadência espiritual.

quinta-feira, 5 de abril de 2018

A Cadeira de Prata

Para os amantes da obra de C. S. Lewis, a boa notícia é sobre as filmagens do novo filme: A Cadeira de Prata (The Silver Chair).
O diretor Joe Johnston falou em entrevista que sua equipe está reescrevendo o roteiro do filme para que em julho próximo comece a filmá-lo. A Nova Zelândia, país muito favorável ao contexto narniano com sua exuberante paisagem, servirá de palco para a gravação da película. Não foi sem motivos que os filmes de Peter Jackson, O Senhor dos Anéis e O Hobbit também fizeram uso dos atributos daquele lugar que remete ao imaginário dos contos, sendo perceptível um alinhamento de elementos medievais e de natureza entre a obra de J. R. R. Tolkien e de C. S. Lewis que se expressam muito bem no ambiente neozelandês.
Para o diretor, The Silver Chair é uma obra clássica e o mais sombrio de todos os livros da série, apesar de ter sido escrito para crianças. Revela também que a impressão dos fãs não será a mesma dos filmes anteriores já que o estúdio mudou. Será uma nova perspectiva, mas obviamente dentro do contexto de Nárnia. Talvez a impressão será mais com respeito ao efeito visual do que propriamente a essência do enredo.
Esperemos para ver!

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Passeata em memória de Martin Luther King Jr.


Milhares de admiradores do Rev. Martin Luther King Jr. se reuniram em seu memorial na quarta-feira para marcar os 50 anos do assassinato do líder dos direitos civis, cuja mensagem simples de não-violência continua ressoando através de divisões raciais e religiosas em uma nação ainda lutando com questões raciais complexas.
A caminhada de oração e o rali em meio às cerejeiras e sob o céu nublado foi uma das dezenas de comemorações planejadas em todo o país para homenagear King, morto a tiros logo após às 18h do dia 4 de abril de 1968, em uma sacada do Motel Lorraine, Memphis.
O presidente Trump opinou no Twitter e em uma proclamação presidencial.

“Não é o governo que vai atingir os ideais do Dr. King”, diz a proclamação em parte. “Mas, antes, as pessoas deste grande país que cuidarão para que nossa nação represente tudo o que é bom e verdadeiro, e incorpora a unidade, a paz e a justiça”.

Memphis foi anfitrião de uma marcha “Eu Sou Um Homem” para a Igreja do Templo de Mason, onde King pregou seu discurso “Eu Fui ao Monte”, na noite anterior à sua morte. A marcha foi liderada por membros do sindicato dos trabalhadores do saneamento - cujos baixos salários trouxeram King à cidade. Na quarta-feira, admiradores de King de todo o país reuniram-se na histórica Beale Street.
Tanya Russell dirigiu de Denver com seus dois filhos, Xavier e Sebastian, para fazer parte das comemorações de Memphis. 
“É empoderador fazer parte disso”, disse Russell. “Tenho amigos e família aqui, e era importante estar aqui”.
Às 18h01, horário local, um sino histórico da igreja, perto da varanda do motel, baterá 39 vezes. King tinha 39 anos quando morreu.
Em Atlanta, a cidade natal de King, sua filha, Bernice A. King, será a anfitriã de uma cerimônia em sua homenagem. Mais tarde, os sinos da igreja em toda a cidade também tocarão para marcar a hora do tiroteio. 
Saundra Lucas, uma mulher afro-americana usando uma camisa que diz “Eu vou acabar com o racismo”, disse que viajou de Oklahoma para homenagear a ocasião, lembrar o legado de King e inspirar outros a continuar sua missão. Lucas, 74, disse que usou a viagem para refletir sobre o dia da morte de King.
“Foi um dia triste e triste”, disse Lucas. “Foi um dia que parecia que toda a esperança se foi”.
A morte de King chocou o mundo e provocou tumultos em mais de 100 cidades dos EUA. Lucas disse que está esperançosa de ver uma nova geração, especialmente estudantes sobreviventes de um tiroteio em Parkland, na Flórida, pegando as rédeas e enfrentando os que estão no poder.
“Houve um despertar”, disse Lucas. “Seu espírito foi despertado nesta nova geração”.
A multidão começou a marcha silenciosa ao passar pelo monumento do rei. Ausentes estavam os cantos familiares e pedidos de justiça. Eles foram conduzidos pela Independence Avenue.
O aniversário acontece em meio a um ressurgimento da supremacia branca e depois de uma série de disparos fatais de homens negros desarmados por policiais, incluindo um em Sacramento em 18 de março. Shirley Paulson e outros membros de sua igreja, Christian Science, andaram e conversaram sobre o que eles esperavam que fosse o começo de um movimento.
“Historicamente, muitas igrejas estavam divididas sobre a questão da raça”, disse Paulson. “Isso não vai fazer parte do nosso futuro”.
Fonte: https://www.usatoday.com/story/news/nation/2018/04/04/theres-been-awakening-rallies-mark-50th-anniversary-kings-death/484865002/

Uma voz que não foi calada


Há cinquenta anos morria um dos maiores expoentes do pacifismo social (ouso até chamar de pacifismo cristão também já que havia uma mensagem cristã atrelada ao movimento: a da não resistência e da conservação da paz como prática de solução para problemas de conflito). Martin Luther King Jr. dedicava-se a uma nobre causa, a luta pela dignidade social dos negros que nasceram em solo americano ou que chegaram lá e contra a segregação racial. Não era tarefa fácil já que os Estados Unidos da América privilegiavam brancos e desprezavam negros. A reação social de oposição aos direitos civis dos negros e o movimento da Ku Klux Klan servem para vermos sob qual situação estava subjugada a comunidade negra.
Luther King apregoou em Igrejas batistas e outras a mobilização pacífica, sem violência, a fim de demonstrarem não somente sua conduta cristã, mas o nível excelente de comportamento que tinham, qualificando-os para serem autênticos cidadãos da nação tida como a das oportunidades.
Mataram Luther King, mas sua voz não foi silenciada. Ecoa e persuade. Inspira e eleva. Sua fala ao dizer: “I have a dream” (Eu tenho um sonho) trouxe esperança a um povo que não tinha referenciais para defenderem sua causa. Ao pronunciar seu discurso mais famoso para centenas de milhares de pessoas pregou sobre a harmonia racial. Ele estava chamando a atenção das autoridades para o que eles eram, para seu potencial, para suas virtudes cristãs.        
Um brado ousado!

terça-feira, 3 de abril de 2018

Pensamento de Amy




“Se eu não tiver compaixão pelos meus colegas, como o Senhor teve compaixão de mim, então não conheço nada do amor do Calvário. Se posso ferir o outro ao falar a verdade, mas sem me preparar espiritualmente, e sem sentir mais dor do que o outro, então não conheço nada do amor do Calvário. Se os elogios dos outros me alegram demais e acusações me deprimem; se não posso passar por mal-entendidos sem me defender; se eu gosto de ser amado mais que amar, servido mais que servir, então não conheço nada do amor do Calvário. Se quero ser conhecido como quem acertou em uma decisão, ou quem a sugeriu, então não conheço nada do amor do Calvário. Se eu ficar no lugar que pertence apenas a Jesus, fazendo-me necessária demais para uma pessoa, em vez de levá-la a se agarrar nele, então não conheço nada do amor do Calvário. Se eu me recusar a ser um grão de trigo que cai na terra e morre, então não conheço nada do amor do Calvário. Se eu quero qualquer lugar no mundo, a não estar no pó ao pé da cruz, então não conheço nada do amor do Calvário”

Amy Carmichael

segunda-feira, 2 de abril de 2018

História de Samuel Morris



Há mais de 130 anos, em uma pequena aldeia da Libéria na África Ocidental, nascia Samuel Morris, conhecido em sua tribo como o príncipe Kaboo, o filho mais velho do chefe tribal Kru. Ainda criança, um clã vizinho derrotou seu povo e exigiu que o pai de Kaboo pagasse um alto resgate pelo retorno de seu filho.

Fuga milagrosa

O chefe conquistador sujeitou Kaboo a tratamento terrível e trabalho cruel. Durante uma das muitas batalhas intensas, Kaboo disse que viu uma luz brilhante e ouviu uma voz do céu dizendo-lhe para fugir. Kaboo lembrou que a corda que o prendia caiu no chão; ele reuniu suas forças e correu para a selva.
Viajando à noite e se escondendo no oco das árvores durante o dia, Kaboo navegou às cegas através de uma selva dominada pela lei da selva. Finalmente chegou a Monróvia, a única cidade civilizada com milhares de liberianos sob a lei governamental. Lá, um menino convidou Kaboo para ir à igreja onde a senhora Knolls, missionária e graduada da Universidade de Taylor (então conhecida como Fort Wayne College), falou sobre a conversão do apóstolo Paulo. Kaboo imediatamente viu semelhanças entre sua história e a de Paulo. Pouco depois, ele aceitou a Cristo como Salvador e foi batizado com o nome de Samuel Morris em homenagem ao benfeitor do missionário.

Fé para mover uma montanha

Morris passou os dois anos seguintes pintando casas em Monróvia, capital da Libéria. Ele se tornou um membro zeloso da comunidade cristã e demonstrou um desejo fervoroso de aprender sobre o Espírito Santo. Lizzie MacNeil encorajou-o a viajar para a América e buscar a instrução de seu mentor, Stephen Merritt, ex-secretário do bispo William Taylor. Sem dinheiro nem meios de transporte, Morris começou sua jornada a pé.

Da Libéria para Nova York

Dormindo na praia no porto de Robertsport, Morris esperou vários dias antes de encontrar passagem em um navio. A jornada foi difícil; Morris era frequentemente espancado e designado para as tarefas mais perigosas. No entanto, quando o navio atracou em Nova York, em setembro de 1891, o capitão e a maioria da tripulação aceitaram Cristo por causa do testemunho de Morris.
Assim que chegou à América, Stephen Merritt o recebeu calorosamente. Entrou em contato com Thaddeys Reade, então presidente da Universidade de Taylor, e pediu para matricular Morris na escola. Devido à dívida financeira de Taylor, Reade pessoalmente criou um fundo para Morris. O esforço de Reade mais tarde seria conhecido como o “Fundo da Fé”.

O “Anjo no Ébano” na Taylor University

Em dezembro de 1891, Morris chegou ao campus de Taylor (em Fort Wayne, Indiana). Quando perguntado por Reade qual sala ele queria, Morris respondeu: “Se há um quarto que ninguém quer, dê para mim”. A fé de Morris teve um impacto tão profundo na comunidade de Fort Wayne que ele foi frequentemente convidado a falar nas igrejas locais. À noite, ele podia ser ouvido em seu quarto orando, o que ele simplesmente chamava de “conversar com meu pai”.
O Presidente Reade disse certa vez: “Samuel Morris era um mensageiro divino enviado por Deus à Universidade de Taylor. Ele achava que viria aqui para se preparar para sua missão em seu povo, mas sua vinda foi preparar a Taylor University para sua missão em todo o mundo. Todos os que o conheceram ficaram impressionados com sua fé sublime e simples em Deus”.

Morte de Morris

Em 12 de maio de 1893, Samuel Morris morreu após contrair um resfriado severo. Sua morte inspirou seus colegas a servir como missionários na África a seu favor, realizando seu sonho de um dia retornar para ministrar a seu próprio povo. Centenas de espectadores se alinharam nas ruas de Fort Wayne quando o corpo de Samuel Morris foi levado para a Berry Street Methodist Church. Lindley Baldwin, autor de Samuel Morris, escreveu: “A cerimônia de sepultamento no cemitério de Lindenwood, seu último local de descanso terrestre, foi assistida por uma multidão que nunca havia acompanhado antes”. O falecimento prematuro de Morris o impediu de participar da colocação da pedra fundamental no novo campus da Taylor em Upland, onde ele estava programado para falar e cantar.


fonte: http://www.taylor.edu/about/heritage/samuel-morris/the-samuel-morris-story.shtml

quinta-feira, 29 de março de 2018

O papa acredita no aniquilacionismo?


As Igrejas evangélicas que pregam sobre a existência do inferno não a fazem por mera rixa religiosa, mas sim pela prescrição bíblica sobre o fato. Segundo as Escrituras, há um inferno posterior à morte para aqueles que não se arrependeram. Isto não foi decido em concílios nem determinado pelas “autoridades eclesiásticas”, antes foi prenunciado pelo próprio Cristo. Há uma exposição e um alerta sobre o triste fim na eternidade para os descrentes (entenda-se por descrentes todos os que não fizeram confissão de fé e não se arrependeram dos seus pecados para servirem a Cristo), caso não se voltem para Deus.
Pregar sobre o inferno é demonstrar misericórdia e jamais estimular a discórdia. É apresentar o risco para os que estão em cegueira espiritual para que possam se ater à sua condição espiritual. O inferno é um lugar de tormento e de sérias consequências para os para lá vão, pois jamais terá fim.
O ensino de Cristo sobre o inferno sempre teve uma “remediação” no dogmatismo católico. Falou-se em purgatório como sendo um lugar anterior a ida aos céus, mas a Bíblia não menciona tal lugar. O purgatório foi criado pelo clero católico na Idade Média para iludir mentes leigas e não instruídas nos preceitos de Cristo, por isso seus seguidores não a contestaram, não tinham como. Eram completamente iletrados. Era uma ação para enganar o povo e extrair ao máximo recursos financeiros com as indulgências ao preço de se poder entrar no céu com aquelas “generosas ofertas”.
Agora, a notícia que sai é que o papa Francisco deu uma entrevista para Eugênio Scafalri (29/03/18), jornal La Repubblica, informando que o inferno não existe e que há o desaparecimento das almas pecadoras quando morrem. Não é de admirar se esse papa estiver falando nestes termos, pois nunca compactuou com a fidelidade das Escrituras. Desta forma, não se pode esperar um retorno ao padrão bíblico quando um papa que gosta de modificar o dogmatismo errado para torna-lo ainda mais equivocado torna ainda mais escancarado os disparates católicos. Faça o que está escrito: “Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas. Porque já os seus pecados se acumularam até ao céu, e Deus se lembrou das iniquidades dela” (Apocalipse 18:4-5).    

A assinatura de Isaías


Por Kristin Romey

Um selo de barro de 2.700 anos de Jerusalém pode fazer referência ao profeta Isaías, tornando-se a primeira referência a ele fora da Bíblia.
PUBLICADO em 21 de fevereiro de 2018
Um selo de barro do século VIII a.C. que foi descoberto em uma escavação em Jerusalém pode levar o nome do profeta bíblico Isaías, de acordo com um novo artigo na Biblical Archaeology Review.
No artigo, intitulado “Esta é a Assinatura do Profeta Isaías?”, O autor e arqueólogo Eilat Mazar sugere que o antigo registro hebreu impresso na argila oval de meia polegada pode ser lido como “Pertencendo ao profeta Isaías”.
Se a interpretação das letras do selo de 2.700 anos estiver correta, seria a primeira referência a Isaías fora da Bíblia. O profeta hebreu é descrito como um conselheiro do rei judeu Ezequias, que governou do final do século VIII ao início do século VII a.C.
O selo de argila, ou bulla, foi um dos 34 encontrados durante as escavações de Ophel, de Mazar, em 2009, na base da muralha sul do Monte do Templo de Jerusalém, ou Haram al-Sharif. Os selos, ou bolhas, foram recuperados de pequenos poços de lixo da Idade do Ferro (1200-586 a.C.), do lado de fora do muro que Mazar que o descreve como uma padaria real nivelada na destruição de Jerusalém pela Babilônia em 586 aC.
Isaías o Profeta
O selo foi impresso na escrita hebraica antiga com o nome Yesha'yah [ u ] (o nome hebraico de Isaías), seguido pela palavra nvy.
Como o selo está danificado no final da palavra nvy, Mazar sugere que nossa leitura pode estar incompleta. Se nvy foi originalmente seguido pela letra hebraica aleph, o resultado seria a palavra “profeta”, interpretando a leitura do selo como “Pertencente ao profeta Isaías”.
Reforçando essa interpretação, ela escreve o contexto arqueológico em que o selo foi encontrado.
Em 2015, o anúncio de  que outra bula de argila descoberta nas escavações de Ofel tinha o selo pessoal do rei Ezequias ganhou as manchetes internacionais. De acordo com o artigo mais recente, o selo ‘Isaías’ foi encontrado a apenas 10 pés do selo Ezequias durante a mesma escavação de 2009.
A estreita relação entre o profeta e o rei, conforme descrita na Bíblia, juntamente com a proximidade dos dois selos encontra “... parece deixar em aberto a possibilidade de que, apesar das dificuldades apresentadas pela área danificada da bula, isso pode ter sido um selo impressão do profeta Isaías, conselheiro do rei Ezequias”, escreve Mazar.
“Obstáculos Maiores”
Por mais tentadora que seja a interpretação, Mazar admite que há “grandes obstáculos” na identificação do selo, mais notavelmente a palavra nvy. Sem um aleph no final, nvy é provavelmente apenas um nome pessoal (geralmente o nome do pai da pessoa) ou um local (de onde a pessoa vem).
Christopher Rollston, professor de línguas semíticas da Universidade George Washington, concorda que a leitura de vícios é um problema.
“A carta criticamente importante que seria necessária para confirmar que a segunda palavra é o título de ‘profeta’ é aleph. Mas nenhum termo aleph está legível nesta bula e, portanto, essa leitura não pode ser confirmada”, diz ele.
Compondo a leitura de nvy é uma falta do artigo definido “h”, observa Rollston. Na maioria das referências bíblicas, as referências são para “o profeta” em vez de simplesmente “profeta”. “Em suma, se essa fosse a palavra “profeta”, eu teria gostado de ter visto a palavra “o”, como em “Isaías, o profeta”, diz ele.
Enquanto Mazar observa que a falta de artigo definido também é um problema na interpretação do selo, ela inclui uma sugestão de que o artigo definido pode ter aparecido originalmente em uma área danificada acima da palavra nvy, ou, citando outros exemplos arqueológicos e textuais, foi simplesmente abandonado.
Além disso, observa Rollston, a raiz hebraica yš é a base não apenas para o nome do profeta Isaías, mas para quase vinte pessoas diferentes na Bíblia. “Havia muitas pessoas andando com o nome Isaías ou nomes que eram baseados exatamente na mesma palavra-raiz”, observa ele. E se a palavra nvy é na verdade parte do nome do pai de alguém, definitivamente não está associada ao profeta, cujo pai, segundo a Bíblia, era Amoz.
A potencial descoberta de artefatos associados ao rei Ezequias e a Isaías, o profeta bíblico que aconselhou o rei durante um período tumultuado após a conquista assíria do reino de Israel do norte e a contínua ameaça ao reino meridional de Judá, “é uma oportunidade rara para revelar vividamente este tempo específico na história de Jerusalém”, conclui Mazar.
“É claro que a suposição de que este é um [selo] do profeta Isaías é cintilante, mas certamente não é algo que devemos supor que seja certo”, alerta Rollston. “Não é”.

Fonte: https://news.nationalgeographic.com/2018/02/prophet-isaiah-jerusalem-seal-archaeology-bible/



quarta-feira, 28 de março de 2018

O desvio de Israel

Jeú, rei de Israel, dando tributo ao rei Salmanaser III da Assíria
Ao lermos a História dos Hebreus somos provocados a questionar sua conduta em alguns momentos que marcaram negativamente o trajeto daquele povo. Sabemos que era característica deles, na Antiguidade, a inconstância religiosa, dada sua mudança de perfil nos muitos eventos grandiosos e trágicos. A saída do Egito, demonstrando o braço forte do Senhor, provocou um grande despertamento entre os escravos judeus, mas a caminhada murmurante no deserto desprestigiou o evento, visto que era seu anseio constante o retorno ao Egito.
Na época dos reis de Israel e Judá, essa história se agravou. Por isso, é comum lermos reis desviando o povo e a Bíblia se utilizando de termos como “e fez o que era mau aos olhos do Senhor” para demonstrar a situação decadente. Mesmo em tempos de profetas ilustres como Elias e Eliseu o povo era indomável. Em II Reis 17, podemos enumerar os seguintes pecados: rebeldia e apreço pelas culturas pagãs; caída em contradição, pois uniram-se àqueles a quem expulsaram no passado como ato de condenação divina; prática da idolatria; prática de rituais pagãos; entrega à luxúria; dar-se a adivinhações e provocação da ira do Senhor.
Mas qual a razão para que isto tenha acontecido? Muitas razões podem ser propostas, mas uma que se soma pode ser utilizada como a principal: a falta de um líder segundo o coração de Deus. O povo foi o que o rei era. O desvio começava de cima e se perpetuava pelo resto da nação, contaminando todo um ensino profético e escrito. O Resultado? Opressão e sofrimento! Contudo havia o apelo do Senhor para o fiel proceder:

Contudo o Senhor tinha feito uma aliança com eles, e lhes ordenara, dizendo: Não temereis a outros deuses, nem vos inclinareis diante deles, nem os servireis, nem lhes sacrificareis. Mas o Senhor, que vos fez subir da terra do Egito com grande força e com braço estendido, a este temereis, e a ele vos inclinareis e a ele sacrificareis. E os estatutos, as ordenanças, e a lei e o mandamento, que vos escreveu, tereis cuidado de fazer todos os dias; e não temereis a outros deuses. E da aliança que fiz convosco não vos esquecereis; e não temerei a outros deuses. Mas ao Senhor vosso Deus temereis, e ele vos livrará das mãos de todos os vossos inimigos (II Rs 17:35-39).

Apesar de todo desconforto com a rebeldia, o Senhor conclamava seu povo ao arrependimento, esperando que eles se convertessem de fato. Agora, vejamos o absurdo. Para os rebeldes era mais fácil crê em falsos deuses (deuses que não falavam, que não se manifestavam, que ninguém via ou ouvia dos seus feitos) a crê no Deus que realizava proezas entre eles. O agir de Deus entre eles concretizava o apelo de retorno ao padrão estabelecido pelo Senhor, mas duríssimo foi seu coração. A consequência dos pecados de Israel se vê até hoje. A dispersão de séculos e os conflitos pela terra prometida são fatos consideráveis para demonstrar como os pecados do passado ainda ecoam.
Se a Igreja de Cristo percebesse como é danoso o desvio, preocupar-se-ia mais com o Reino de Deus. A Igreja cristã evangélica caminha à semelhança de Israel pelos caminhos da inconstância e falta de firmeza na regra de fé e prática. Qual será o resultado disso? A apostasia. Proveniente de quem? Dos muitos líderes religiosos que dão nova cara e formato ao Cristianismo. Esse cristianismo híbrido está desviado e não conta com a atenção divina, antes com sua repulsa.
Desta forma, cuida Igreja para que não seja surpreendida pelo tão glorioso dia e te vejas despida e impedida de entrar nas Bodas do Cordeiro!