quinta-feira, 17 de setembro de 2020
Curso de formação de obreiros
O papel da Igreja é "incendiar" o mundo
quarta-feira, 16 de setembro de 2020
Vivendo na simplicidade, na humildade e servindo ao outro
Numa era de consumo e da libertação do
imoral que privilegia o ego, quem não se rende às suas imposições? Quem não
cede aos impulsos e inquietações sucintas, aspergidas pelo ímpio e pela
infâmia? Quem não se vê coagido a prestar um (des)favor ao inusitado porque
cedeu ao inadequado, julgando-se minorado pela usurpação do mal? Certamente, o
crente vigilante cujo barco veleja para o norte.
O crente vigilante não é
qualquer cristão, mas alguém consciente dos arrodeios pelos quais passam as
ideias e tendências voluptuosas da vida cujo fim é a perdição, sem, contudo, provocar
em si um desvanecer de suas autênticas convicções, outrora firmadas na rocha
inabalável. Muito embora haja embates constantes (sobre isso Jesus havia
alertado), a conservação do que sempre foi e continuará sendo não depende da
sua essência ou de seu bom caráter simplesmente. Decorre de MAIOR comunhão com o
Senhor, a fim de produzir uma majoração do bem, do belo, do sereno, do
harmônico, e uma minoração do mal, principalmente, no que diz respeito ao
desvencilhamento da vida efêmera com seus valores e ao apreço desmedido aos pensamentos
medonhos do ser humano, desabonado tantas vezes na insigne Escritura.
Com esse comportamento, reconhecemos
nossa dependência ao Autor da nossa fé e asseveramos nosso consentimento para
operação dele em nós. Deixar seu Espírito nos guiar pelos caminhos de sua
vontade, pela operacionalização dos nossos talentos e pela distribuição de
nossos bens para os necessitados, confere ao final a certeza da grandiosa
experiência interior não vista pela maioria dos que estão ao nosso redor, mas
certamente satisfez àquele que está no alto e no sublime trono com olhar
perscrutador sondando mentes e corações para encontrar verdade, sinceridade e
honestidade (muitos cristãos, no entanto, deveriam ver isso, não para
pronunciarem elogios aos praticantes, mas para se renderem aos grandes exemplos
em suas comunidades a fim de estabelecerem maior respeito, honra uns pelos
outros e abandono da desconfiança, pois esse último sentimento é muito
sorrateiro e é capaz de minar e arruinar vidas).
Debaixo da vívida unção,
o cristão, por reconhecer quem é e o que pode fazer, também pensa no outro,
independentemente do que tenha cometido ou cometa, como tenha vivido ou deixe
de viver. Aliás, Jesus nos ensinou a prática do bem ao próximo sempre,
incluindo, caso necessário, o ato mais altruísta. Afinal, este é o Cristianismo
prático, pois entender a doutrina é o mais elementar da trajetória cristã. Para
saber se o conteúdo doutrinário, no entanto, provocou o devido efeito, faz-se
necessária a consumação da prática através da relação com próximo, podendo ser
manifesta através do ato de compaixão na evangelização a um mendigo, a um
homossexual, a um orgulhoso, a um materialista, a uma pessoa normal, a um rico,
a um intelectual, a um desviado, a uma pessoa sem instrução convencional, a um
apóstata ou nas relações comunitárias a um irmão em Cristo. Qualquer uma dessas
pessoas carece de atenção, apesar de algumas delas acharem absurda a ideia. O
cristão vigilante, através da voz do Mestre, tem a honra de estender sua mão em
prol daquele por quem Cristo morreu na cruz, a fim de levá-lo para o aprisco do
bom pastor, por isso, ignorar o fato e a possibilidade de ajudá-los pode estar revelando
o fermento farisaico e a paixão mundana. Aliás, lembrando sobre os efeitos da
interação entre os membros da ecclessia,
é na proximidade entre os remidos que encontramos o ideal da koinonia (do grego
κοινωνία). Segundo a unidade proposta pelo apóstolo Paulo: “Vivei, acima de
tudo, por modo digno do evangelho de Cristo, para que, ou indo ver-vos ou
estando ausente, ouça, no tocante a vós outros, que estais firmes em um só
espírito, como uma só alma, lutando juntos pela fé evangélica” (Filipenses
1:27, tradução revista e atualizada).
Assim, aborrecer o mal
com a prática do bem parece ser uma boa expressão para essa conjuntura. Apesar
da forte expressão, revela-se também urgente em meio aos turbulentos tempos de
avançada penumbra, cujos efeitos penetram tão severamente na alma de alguns que
conseguem cegá-los para não enxergarem a necessidade dos que nos acenam insistentemente
sem perceberem, aguardando silenciosa e solitariamente quem os possa ajudar. A
simplicidade e a humildade, desta maneira, nos ajudam a compreender o outro
para assim prestarmos o que lhe for necessário e que esteja ao nosso alcance.
Saibamos disso, pois, é uma regra cristã. Como disse A.W. Tozer: “É preciso
simplicidade e humildade para servir a Deus de maneira aceitável”, para mais,
acrescento sensibilidade sem a qual não se gera empatia. Por isso, conclamamos:
cristãos vigilantes vivam para a glória de Deus!
Pr. Heládio Santos
segunda-feira, 14 de setembro de 2020
A seletividade social e a evangelização
sexta-feira, 11 de setembro de 2020
A política condenou Jesus
Os dons espirituais hoje?
O argumento comum dos que negam a atualidade da operação dos dons espirituais é falar de período de milagres. Será que isso tem base bíblica?
Jesus disse que estaria com seus
discípulos até a consumação dos séculos. Sabemos que isso é por meio do outro
consolador, o Espírito Santo. Segundo o texto de 1Co 12.4-6 as três pessoas da
Trindade fazem obras específicas. O Espírito dá a manifestação dos dons para o
que for útil (1Co 12.4). Ele é soberano nisso, como destaca Paulo em 1Co 12.11.
Os dons de serviços (pastor, evangelista e mestre) são dados por Cristo (1Co
12.5; Ef 4.11) não cessaram, já os apóstolos e profetas que puseram o
fundamento doutrinário fixado no texto do Novo Testamento (Ef 2.20; 3.5 e 1Co
3.10, 11) cessaram, mas sobrevivem pelo texto sagrado, enquanto os outros três
ministérios restantes são ricos e abundantes na igreja e no Reino de Deus. Já
as operações ou realizações por Deus-Pai (1Co 12.6) em sinais, prodígios,
visões, sonhos, e na direção geral e harmoniosa de tudo ainda se destaca, e
nada impede que possam ocorrer, e logo virão, em grande intensidade quando vier
o dia da sua ira, a chamada Grande Tribulação, mas os carismas, os chamados
dons espirituais, dados pelo Espírito (1Co 12.4, 7-11) não poderiam ter
cessado. Eles são para edificação da Igreja, e essa ainda está aqui. A atuação
deles sempre ocorreu e ocorrerá, mas muito mais agora. Se os dons ministeriais
são vigentes, quanto mais os espirituais. E Deus-pai na Pessoa de Jesus Cristo
é o Deus vivo Todo-poderoso que Jesus e O Espírito Santo nos dá acesso, então,
temam, filhos de Adão e filhas de Eva. Deus é o mesmo, ontem, hoje e o será
eternamente! Toda glória a Ele por Jesus Cristo seu Filho!
Não podemos dizer o que Deus fará ou
deixará de fazer. Dizer que Deus não opera mais, em qualquer uma das pessoas da
Trindade é estúpido, tolo e grosseiro. Isso é afirmar que Deus não é soberano.
Ironicamente quem ousa dizer essas abobrinhas, sem fundamento, são os que vivem
a enfatizar a soberania divina em suas doutrinas. Enfatizam tanto a soberania
que a virtude divina que é de fato mais enfatizada pelo próprio Deus em suas
Escrituras fica em segundo plano, que é o amor.
Luiz Souza
quarta-feira, 9 de setembro de 2020
O casamento judaico e o arrebatamento da Igreja
Com o apoio do irmão Paulo (membro da IBRM de Joaquim Távora)
Livro "Girolamo Savonarola e a República de Florença" de autoria do pastor Glauco Barreira Magalhães Filho
Uma das maiores
virtudes de excelentes escritores é sua inquietação para produção de novos
escritos, mormente, em razão do domínio e do conhecimento sobre os assuntos que
desejam escrever. Sendo exímio escritor, caracteriza-se também pelo bom senso,
pelo espírito apurado, pelo olhar atento às nuanças pelas quais passará sua
discussão e abordagem para que possa apresentar sempre algo não percebido,
talvez até ignorado anteriormente, preocupando-se, sobretudo, com o conteúdo
veraz de sua obra. Versando com a singularidade ou com a peculiaridade que o
tema requererá, pretende expressar sua afinidade com o tema e honestidade
literária, principalmente porque em assuntos de relevância histórica cujo eco
ainda persiste com audível clamor entre nós, há, constantemente, uma mensagem
para ser dita, para ser compreendida e para resgatar o que foi esquecido. Muito
embora venha do passado, faz-se presente em vistas de sua essência
profundamente profética.
Foi nesse ambiente
que o pastor e prof. Dr. Glauco Barreira Magalhães Filho produziu e publicou
mais uma preciosa obra: “Girolamo Savonarola e a República de Florença”,
trazendo à tona a vida intensa de um gigante da fé cristã que é considerado
precursor da Reforma Protestante. Não é uma obra tão somente biográfica. É
também uma obra na qual Savonarola tem liberdade de falar ao leitor e sem
arrodeios revelar quem foi e o que pretendia. A chama da sensatez e do apelo à
conservação da moral constituiu-se a base de suas pregações nas suas idas e
vindas pelas cidades italianas, no final do século XV. Sua pregação teve uma
característica muito particular, pois alertava e condenava com profunda
veemência as práticas de perdição de sua sociedade, não temendo, contudo, as
consequências pelas quais poderia passar e passou até chegar ao dissabor das
torturas e do martírio as quais se redenram a ele, porquanto as encarou com
fortitude e grandeza.
Elevando a
pregação de Savonarola ao patamar de inspirativa para os momentos atuais, o
pastor Glauco Barreira assevera:
É inconcebível que
o cristianismo que criou as universidades, deu plausibilidade para a ciência
moderna e formou as instituições do Ocidente deva agora se calar. Precisamos
voltar ao passado e ouvir as vozes daqueles que, depois de mortos, ainda falam.
Girolamo Savonarola é uma dessas vozes, uma poderosa voz! (p.99)
Mensagens como as
de Girolamo Savonarola precisam ser ouvidas hoje. Conheça sua história e
adquira logo seu examplar. Em Fortaleza-Ce, está disponível com o próprio autor
no templo da Igreja Batista Renovada Moriá, situada à rua Nogueira Acioli,
2195, Joaquim Távora, nos momentos anteriores e posteriores aos cultos de
Quinta-feira (19h30) e domingo (18h30). A Fonte Editorial disponibilizará o
livro em breve para venda on-line nos
sites com os quais trabalha.



