O Jornal Tocha da Verdade é uma publicação independente que tem como objetivo resgatar os princípios cristãos em toda sua plenitude. Com artigos escritos por pastores, professores de algumas áreas do saber e por estudiosos da teologia buscamos despertar a comunidade cristã-evangélica para a pureza das Escrituras. Incentivamos a prática e a ética cristã em vistas do aperfeiçoamento da Igreja de Cristo como noiva imaculada. Prezamos pela simplicidade do Evangelho e pelo não conformismo com a mundanização e a secularização do Cristianismo pós-moderno em fase de decadência espiritual.

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sexta-feira, 20 de setembro de 2019

O que a Bíblia diz sobre a existência de Deus


Por Henrique Ventura
Um dos temas mais controversos da contemporaneidade é o que trata da existência de Deus. Os ateus, por um lado, sejam militantes ou não, com seus pressupostos filosóficos ou científicos afirmando não existir um ser pessoal criador de todas as coisas denominado de Deus; e do outro, os religiosos que apelando para o pensamento cristão ou para o ramo do cristianismo científico (criacionismo) tentam convencer os contradizentes da real existência do Criador.
Resolvemos entrar neste debate, todavia, não com argumentos ontológicos ou científicos, mas buscando fundamentos na principal fonte que nos fala acerca de Deus: a Bíblia.  O raciocínio é simples. Se a Bíblia é apenas mais um livro de teor mítico ou de lendas e ficções como afirmam alguns não encontraremos nela nada mais do que afirmações vagas ou imprecisas sobre Deus ou relatos similares aos encontrados em religiões antigas mitológicas, como a dos sumérios e astecas sobre a existência de divindades. No entanto, se ela nos fornece argumentos claros, coesos e lógicos sobre a existência de Deus, então, teremos indícios dos quais a Bíblia merece credibilidade como fonte reveladora do Criador para a humanidade e, por conseguinte, a existência desse criador ficará evidenciada. Convidamos o leitor para uma análise sincera, desprovida de preconceitos e acima de tudo com honestidade intelectual acerca do que diz a Bíblia sobre a existência de Deus. Ao final da leitura, de modo inteligente e honesto, tire suas próprias conclusões. Comecemos pelo relato da criação.  
No princípio, Deus criou o céu e a terra. Ora, a terra estava vazia e vaga, as trevas cobriam o abismo, um vento de Deus pairava sobre as águas. Deus disse: 'Haja luz' e houve luz. Deus viu que a luz era boa, e Deus separou a luz e as trevas. Deus chamou a luz 'dia' e as trevas 'noite'. Houve uma tarde e uma manhã: primeiro dia. (...) Deus disse: 'Fervilhem as águas, um fervilhar de seres vivos e que as aves voem acima da terra, diante do firmamento do céu' e assim se fez. (...) Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus ele o criou, homem e mulher ele os criou. (Gênesis 1:1–27)
A afirmativa bíblica é clara, direta e objetiva. Por isso, original. Quando comparada com outras narrativas, percebe-se que o relato da Bíblia sobre a origem da terra e do universo não encontra relação direta com outros relatos míticos, como por exemplo o dos egípcios. Vejamos uma parte do relato mítico da origem do cosmos de acordo com a mitologia do Egito Antigo, datado de 310 a.C., embora os críticos reconheçam que se conserva intencionalmente uma linguagem que o antecede em mais de dois milênios.
O senhor-de-tudo disse, após ter vindo à existência: Eu sou o que veio à existência como Kepri. Quando vim à existência, foi o próprio existir que veio à existência, e todos os seres existiram depois de mim.
Muitos são os seres que saíram da minha boca antes de o céu, a terra, o campo e os répteis serem criados no seu lugar. Eu pus em conjunto alguns deles em Nun como seres incómodos, antes de eu poder encontrar um lugar onde pudesse estar. Parecia vantajoso para mim, cá no meu íntimo; eu planeei com a minha face; e concebi (fiz em conceito) cada forma, quando eu estava só, antes de eu ter desovado aquilo que foi Shu, antes de eu ter cuspido aquilo que foi Tefnut, e antes de qualquer outro ter vindo à existência e que pudesse actuar comigo.
Eu planeei no meu próprio coração e veio então à existência uma multidão de formas de seres, as formas das crianças e as formas dos seus filhos. Eu fui o único que pratiquei cópula com a minha mão fechada, masturbei-me com a minha mão. Depois vomitei com a minha boca. Eu desovei aquilo que foi Shu e cuspi aquilo que foi Tefnut. Foi meu pai Nun que os criou, e o meu olho seguiu-os desde as idades em que estavam distantes de mim. (O livro das criações de Re e de Apófis destruidor)
         Não precisamos de muito esforço para concluirmos que esses são relatos completamente diferentes quanto a origem de tudo a partir de um ato criador de um ser transcendente que a tudo ordenou. O relato bíblico aponta para existência de um ser que é do cosmos sua causa eficiente e necessária. Além de soberano e único. Já o relato mítico apresenta várias divindades e não possui lógica.
         Ora, se o relato bíblico se afasta do mito aos moldes de civilizações antigas e se apresenta uma lógica plausível, então, é possível através da origem de tudo se demonstrar a existência de Deus. Neste caso, a narrativa bíblica merece toda credibilidade. Ainda nesse sentido, vejamos outras passagens nas quais a lógica da criação aponta para existência de Deus.
Porque toda a casa é edificada por alguém, mas o que edificou todas as coisas é Deus. (Hebreus 3: 4) 
         A lógica bíblica nesta passagem é perfeita no sentido de demostrar a existência de Deus como Supremo Criador. Se uma casa pressupõe um construtor, pois não poderia surgir do nada, então, toda criação em sua ordem não poderia também surgir do nada; como obra inteligente e planejada precisaria ter o edificador que neste caso é o ser Todo-Poderoso e eficiente: Deus.  O texto de Hebreus encontra relação direta com a narrativa bíblica acerca da edificação do cosmos a partir de um ato criativo de Deus no princípio e confronta a limitação do homem perante a magnitude de Deus.
Agora cinge os teus lombos, como homem; e perguntar-te-ei, e tu me ensinarás.
Onde estavas tu, quando eu fundava a terra? Faze-mo saber, se tens inteligência.
Quem lhe pôs as medidas, se é que o sabes? Ou quem estendeu sobre ela o cordel? Sobre que estão fundadas as suas bases, ou quem assentou a sua pedra de esquina, Quando as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus jubilavam? Ou quem encerrou o mar com portas, quando este rompeu e saiu da madre; Quando eu pus as nuvens por sua vestidura, e a escuridão por faixa? Quando eu lhe tracei limites, e lhe pus portas e ferrolhos, E disse: Até aqui virás, e não mais adiante, e aqui se parará o orgulho das tuas ondas? Ou desde os teus dias deste ordem à madrugada, ou mostraste à alva o seu lugar.
(Jó 38:3-12)
         Outra observação importante é que quando se edifica uma casa é necessária a participação de um arquiteto ou mestre de obras, o que torna a casa edificada como tendo um motor que a faz surgir e que é sua causa. A Bíblia diz que quando Deus edificou todas as coisas, seu filho estava com ele como co-edificador e arquiteto, reforçando que tal afirmativa bíblica rompe com as narrativas míticas nas quais os deuses são rivais e que cada um seria responsável por dar origem a cada parte que compõe o cosmos.        
O Senhor me possuiu no princípio de seus caminhos, desde então, e antes de suas obras. Desde a eternidade fui ungida, desde o princípio, antes do começo da terra. Quando ainda não havia abismos, fui gerada, quando ainda não havia fontes carregadas de águas. Antes que os montes se houvessem assentado, antes dos outeiros, eu fui gerada. Ainda ele não tinha feito a terra, nem os campos, nem o princípio do pó do mundo. Quando ele preparava os céus, aí estava eu, quando traçava o horizonte sobre a face do abismo; quando firmava as nuvens acima, quando fortificava as fontes do abismo, Quando fixava ao mar o seu termo, para que as águas não traspassassem o seu mando, quando compunha os fundamentos da terra. Então eu estava com ele, e era seu arquiteto; era cada dia as suas delícias, alegrando-me perante ele em todo o tempo (Provérbios 8:22-30).
         Interessante que há uma sintonia entre a narrativa de Provérbios, escrito por Salomão, aproximadamente entre 450 e 180 a.C., e a narrativa citada acima do livro de Jó, escrito por Moisés, por volta de 1440 a.C. Portanto, não se “conheciam” para poder combinar o que escrever acerca da existência de Deus como criador de tudo. Outra observação pertinente acerca da passagem de Hebreus 3:4 está na expressão “... que edificou todas as coisas é Deus”. Note que não diz “foi Deus” mas sim, “é Deus”, ou seja, a Bíblia está falando em um linguajar ontológico que aponta Deus como aquele que é, ao mesmo tempo, criador e sustentador do universo. Tal afirmativa possui bases filosóficas fortes. Foi por esta razão que Paulo ao falar acerca da existência de Deus para os filósofos gregos disse:
Porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos; como também alguns dos vossos poetas disseram: Pois somos também sua geração. (Atos 17:28)
         Portanto, a Bíblia usa uma lógica para demonstrar a existência de Deus a partir do cosmos e não uma lógica empírica, mas racional capaz de ser comprovada por meio do exercício de dedução ou intuição, pois as coisas criadas racionalmente apontam para um criador que não é ela própria, mas sua causa e sustentáculo:
Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis. (Romanos 1:20)
         Tomando ainda a questão da criação como prova demonstrativa da existência de Deus, é de suma importância a explicação que nos dá Paulo sobre a ordem natural, em que cada ser existe conforme a sua espécie. Tal conclusão seria impossível sendo a Bíblia apenas um livro lendário e o Deus nela revelado apenas mais um dentre tantos? Vejamos o que diz Paulo:
Nem toda a carne é uma mesma carne, mas uma é a carne dos homens, e outra a carne dos animais, e outra a dos peixes e outra a das aves. (1 Coríntios 15:39) 
         A passagem acima bem poderia ser equiparada a qualquer citação científica sobre as diferenças entre as espécies dada a sua impressionante precisão. Outra coisa que salta aos olhos é a perfeita harmonia entre o texto supracitado e o relato de Gênesis sobre a origem da vida na terra.
E disse Deus: Produza a terra alma vivente conforme a sua espécie; gado, e répteis e feras da terra conforme a sua espécie; e assim foi. E fez Deus as feras da terra conforme a sua espécie, e o gado conforme a sua espécie, e todo o réptil da terra conforme a sua espécie; e viu Deus que era bom. (Gênesis 1:24,25)
         Diante do exposto é possível, por meio da Bíblia, encontrar demonstrações plausíveis, lógicas, coesas e claras sobre a existência de Deus de modo original, podendo a argumentação se manter de pé ante qualquer objeção de cunho racional ou científico. A Bíblia é suficiente em si mesma para demonstrar a existência de Deus. Por isso, ela pode categoricamente afirmar: 
Disse o néscio no seu coração: Não há Deus. Têm-se corrompido, e cometido abominável iniquidade; não há ninguém que faça o bem. (Salmos 53:1)
         Termino esse trabalho lançando a seguinte problemática: suponhamos que Deus não existe e os ateus estão certos. Nesse caso, tanto os ateus como os religiosos que acreditam na existência de um ser que só existe em sua cabeça estão em total pé de igualdade, pois ambos com a morte simplesmente deixariam de existir. A morte seria apenas o sono eterno desprovida de qualquer aspecto moral que exigisse responsabilidade. Suponhamos agora o contrário, ou seja, que existe Deus. Nesta situação, o ateu teria com que se preocupar, pois a morte não seria apenas o sono eterno desprovida de qualquer aspecto moral, pois exige uma responsabilidade ante um Deus real e justo. Você já pensou nisso? Vai pagar pra ver?


quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Simpósio da COMUNIE - Em breve

Glauco Neto, Heberth, Fabiano, Rogério, Jairo, Ênio, Pr. Glauco, Welderlan e Amanda


A organização da COMUNIE – Comunhão Universitária Evangélica, encabeçada pelo pastor Glauco Barreira Magalhães Filho, reforça seu compromisso com os acadêmicos cristãos em reunião para traçar os planos para seu simpósio anual. A reunião ocorreu na noite desta quarta (18/09/2019). As metas continuam sendo as mesmas: atrair evangélicos de qualquer igreja para capacitá-los a conservarem os valores cristãos dentro das universidades e para a defesa da fé. Como no ambiente acadêmico o cristão sofre com avalanches ideológicas, encontrando-se muitas vezes despreparado para os embates, seja pela inexperiência ou até mesmo pela falta de uma orientação neste sentido, o Rev. Glauco, também professor da Universidade Federal do Ceará (UFC), embarcou na jornada da capelania universitária a fim de poder assistir esses grupos de irmãos em Cristo.
A tarefa, entretanto, não tem sensibilizado os pretensos participantes. Lamentavelmente. As razões são desconhecidas, mas tememos que a febre da rejeição ou da dúvida aos valores do Evangelho, provocada pelo clima tenebroso em algumas aulas “progressistas” que tendem a menosprezar as verdades cristãs, tenha alcançado a prevalência em muitos. Esses tempos exigem uma reação dos cristãos de não conformismo e de exaltação aos pilares da verdade cristã (esse é o remédio). O cristão não deverá se omitir em proclamar sua fé muito embora seja, em alguns casos, coagido a negá-la. Enquanto as vozes de pensadores ecoam reestruturando as dimensões da vida, criando mecanismos ainda mais pecaminosos e inspirando o ateísmo, nós cristãos, deveremos zelar pelo bom Nome de Cristo, ousando navegar contra a corrente. Aliás, Jesus nos ensinou o caminho da resiliência para não sermos engolidos pelos ideais desta vida.
Por isso, crente, seja resoluto na sua fé, aprenda com a COMUNIE a ser firme em suas convicções, tanto na vida exemplar como na defesa dos valores cristãos através de seus trabalhos acadêmicos. Que sua vida seja usada para a glória de Deus e não para o capricho de muitos de seus professores e pensadores que enveredaram por caminhos sem moral.
Em breve, divulgaremos datas e programações do próximo Simpósio da COMUNIE.  

terça-feira, 17 de setembro de 2019

Homenagem ao João pela passagem de seu aniversário



Em 2014 ele nasceu,
Não sabia o que viria,
Tetralogia de Fallot,
APLV, Autismo ou apraxia?

Isaías já dizia
Que Deus é o oleiro
Ele quebra o vaso antigo,
Molda e o refaz,
Transformando em vaso novo,
Conforme Sua vontade,
Que é sempre boa e eficaz!

João é ferramenta
Nas mãos de um Deus santo
Trabalho, birra e berreiro
Nos fizeram aprender tanto
Assim quis o Grande Oleiro!

Ele quebra o vaso velho,
Parece uma enrascada,
E constrói um vaso novo
Dói um pouco ser moldada
mas o resultado é garantido,
e pode ser sentido,
Não é à toa que fui quebrada.

O vaso novo ficou vazio
de orgulho, egoísmo e vanglória
mas Deus o encheu com seu tesouro,
o conhecimento de sua Glória.

Felicidade na tribulação?
Parece  algo sem razão
Mas isso eu tenho visto,
É obra de Jesus Cristo!

Obrigada, Deus perfeito
Por essa grande alegria
O que em 5 anos  ensinou,
Em dez não aprenderia.

O vaso novo é mais bonito, é fruto da tua ação
Não tenho do que reclamar, é perfeita a tua mão!

Derramou tanto amor,
Que não tenho explicação,
Talvez ajude dizer
Que entre um parto e outro
Relembro o sorriso do João.


Por Márcia Davila (mãe)

domingo, 15 de setembro de 2019

Parceria com a Editora Carisma



Em breve, nossa banquinha (stand dentro do templo da Igreja Batista Renovada Moriá) estará disponibilizando outras literaturas da Editora Carisma. A Editora Carisma vem assumindo papel de destaque entre o segmento editorial brasileira publicando livros sobre o pentecostalismo clássico, nos quais encontramos vasta argumentação sobre a atualidade do batismo no Espírito Santo e dos dons, assim como um profundo trabalho de pesquisa histórico cujos resultados possibilitaram ao leitor conhecer um maior número de movimentos que reivindicaram a promessa do Espírito. Percebe-se pelo conteúdo e pelo volume de cada livro o compromisso que o pastor Renato Cunha, diretor da editora Carisma, abraçou ao oferecer conhecimento sobre o pentecostalismo, suprindo uma lacuna há muito detectada entre as editoras do Brasil que não mais buscavam literaturas com o viés de renovação espiritual carismática.

Aguarde...
Alguns títulos são apresentados abaixo para conhecimento dos pretendentes:     
PRÓLOGO
CAPÍTULO 1 - UMA ANÁLISE TEOLÓGICA DO PENTECOSTALISMO
Em busca de um padrão comum 
Dois padrões em conflito 
O padrão comum do pentecostalismo quadrangular
A hermenêutica pentecostal 
O movimento da “Chuva Serôdia” 

CAPÍTULO 2 - AS RAÍZES METODISTAS DO PENTECOSTALISMO 
A conexão Metodista 
O motivo primitivista em Wesley 
John Wesley: um teólogo do Espírito 
Wesley e os dons do Espírito 
A soteriologia de Wesley 
Perfeição cristã versus batismo no Espírito Santo 
A divisão crucial 

CAPÍTULO 3 - O AVIVAMENTO NORTE-AMERICANO DA PERFEIÇÃO CRISTÃ
O surgimento do Movimento de Santidade 
Novas correntes teológicas 
O Surgimento do imaginário pentecostal 
A Mudança para a retórica pentecostal 

CAPÍTULO 4 - O  TRIUNFO DA DOUTRINA PENTECOSTAL DO BATISMO DO ESPÍRITO
A mudança para a santificação Pentecostal Fletcher revivido 
“Poder” ou “Santidade”? 
O ensino das “três bênçãos”
A doutrina avivalista do “batismo do Espírito Santo” 
O Movimento de Keswick 
Os últimos precursores: Simpson e Gordon 

CAPÍTULO 5 - O SURGIMENTO DO MOVIMENTO DE CURA DIVINA
Wesley e a cura divina 
A influência do Pietismo
Desenvolvimento na Inglaterra e na América 
“Cura pela fé” 
“Cura na expiação” 
Outras considerações 
Discordâncias na “Holiness Association” 

CAPÍTULO 6 - O SURGIMENTO DO PRÉ-MILENISMO
Influências puritanas e pietistas 
Wesley versus Fletcher
Correntes milenistas nos avivamentos 
Profético versus apocalíptico 
Uma visão em mutação 
Pré-milenismo no Movimento Santidade 

EPÍLOGO - O SURGIMENTO DO PENTECOSTALISMO



Prefácio

Introdução 
Recuperando a história do cristianismo carismático 
Qual é a diferença? 
Crescimento fenomenal 
O desafio da legitimidade histórica 
O caminho para a recuperação histórica 

Capítulo 1
A igreja apostólica 
Cargos ou funções? 
Obras maiores ou menores? 2

Capítulo 2
A igreja antenicena 
Irineu de Lyon 
Tertuliano 
Orígenes 
Novaciano 
Cipriano 
Outros relatos da igreja primitiva 
Conclusão 

Capítulo 3
O declínio dos dons espirituais e a primeira Renovação Carismática 
O institucionalismo e os bispos 
Montano 
Montanismo: heresia ou cristianismo bíblico? 
Os toques finais 

Capítulo 4
O Impacto da conversão de Constantino no aspecto carismático da Igreja 
Fusão entre Estado e Igreja 
A religião exclusiva do Estado 
Adoção do modelo político romano 
Surgimento das batalhas doutrinais


Capítulo 5
Monasticismo: o surgimento de outro Movimento Carismático 
Antão 
Pacômio
Atanásio
Hilarião 
Ambrósio
Jerônimo
Agostinho
Bento de Núrsia 
Gregório Magno 
Conclusão 


Capítulo 6
Desenvolvimento interno do monasticismo e a igreja institucional 
Extremismos monásticos e misticismo 
Os milagres e a expansão missionária 
Santos ou feiticeiros? 
O Misticismo medieval era um modelo de espiritualidade? 


Capítulo 7
A renovação monástica 
Bernardo de Claraval 
Hildegarda de Bingen 
Domingos de Gusmão
Francisco de Assis 
Vicente de Ferrier 
Mais evidências 


Capítulo 8
Os cátaros 
O consolamentum 
Hereges ou heróis da fé?


Capítulo 9
Os valdenses 
Pedro Valdo 
Rejeição e perseguição 
Cristianismo neotestamentário
Cura divina 
Igualdade no ministério 
Conclusão 

Capítulo 10
Martinho Lutero e a Reforma 
Lutero e os milagres 
Lutero e a autoridade
Lutero e o dom profético
Lutero e a cura divina 
Johannes Brenz 
Lutero e o cessacionismo 
Bem-vindo, Espírito Santo!

Capítulo 11
Os anabatistas 
Os tais “reformadores radicais” 
O batismo do crente 
A iluminação das Escrituras 
A profecia como ministério de todos os crentes 
Exageros carismáticos e proféticos 
Pilgram Marpeck 
Menno Simmons 
O legado anabatista 

Capítulo 12
Os profetas franceses
Uma unção profética 
Falando em línguas 
Os camisards 

Capítulo 13
George Fox e os Quakers 
George Fox 
A batalha entre os símbolos externos e a luz interior 
Perseguição 
Os fenômenos carismáticos 
Conclusão 

Capítulo 14
O avivamento moraviano 
Conde Zinzendorf 
Em fervente oração
Um derramamento 


Capítulo 15
O avivamento metodista 
Fenômenos espirituais extraordinários 
Acusado de entusiasmo 
Falando em línguas 
Uma segunda obra da graça 
John Fletcher 


Capítulo 16
O grande despertamento (1726-1750) 
Jonathan Edwards 
George Whitefield 


Capítulo 17
O segundo Grande Despertamento (1800-1840) 
O avivamento na Costa Leste 
O avivamento em Kentucky 
Barton Stone e o avivamento de Cane Ridge 
Conclusão 


Capítulo 18
Edward Irving e a igreja católica apostólica 
O dom do Espírito Santo 
Um surto carismático na Escócia 
Eventos em Londres 
O sinal permanente 
Conclusão 


Capítulo 19
Os precursores do Movimento Pentecostal/Carismático no século 19 
Pheobe Palmer 
Charles Finney 
A. J. Gordon 
Dwight L. Moody 
Reuben A. Torrey 
Línguas e linguagem pentecostal 


Capítulo 20
Charles Parham e a Escola Bíblica Bethel (Bethel Bible College) 
A busca 
Escola Bíblica Bethel em Topeka, Kansas 
O derramamento 
A Importância da Escola Bíblica Bethel 
Parham era racista? 

Capítulo 21
William Seymour e o Avivamento da Rua Azuza 
O chamado para Los Angeles 
Oração 
O Espírito Santo e a liderança 
O caráter inter-racial 
Um fenômeno mundial 

Capítulo 22
Parham e o avivamento de Zion City 
Os problemas em Zion City 
“Até que o Reino venha” 
A conexão da cura divina 
Segadores empurrados à colheita 
Marie Burgess Brown 
F. F. Bosworth 
John G. Lake 
Conclusão 

Capítulo 23
A mensagem se espalha pelo mundo 
Índia 
América do Sul 
Europa 
China 
Proliferação 

Capítulo 24
Desenvolvimentos posteriores no Pentecostalismo 
O pacto da última chuva 
A tendência ao denominacionalismo 

Capítulo 25
O Avivamento de Cura 
Oral Roberts 
A voz da cura 
T. L. e Daisy Osborn 
Conclusão 

Capítulo 26
A segunda chuva de avivamento 
O derramamento na Faculdade Bíblica de Sharon 
A importância de Sharon 
Crescimento e oposição 

Capítulo 27
O Movimento Carismático 
Dennis Bennet e a renovação protestante 
O Movimento Carismático Católico 
Ecumenismo e cismas 
O problema da autoridade 

Capítulo 28
A Terceira Onda 
John Wimber e a vinha 
Diferenças doutrinais 

Capítulo 29
A última década do século XX 
A bênção de Toronto 
Divisões devido às manifestações 
O avivamento de Pensacola 
Divisões em Pensacola 
O vaivém do avivamento 
O problema das manifestações 
Tendências nas instituições 
O movimento de convergência 
As novas igrejas apostólicas 
A vanguarda da Igreja hoje 
Conclusão: Batalhando pela fé 
Na periferia? 
Os guardiães da verdade 

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Uma reflexão sobre o estudo da História da Igreja


Por Heberth Ventura

Há pessoas que desvalorizam o estudo da história da igreja por aceitarem, consciente ou inconscientemente, o equivocado pensamento de que o conhecimento histórico não é importante para sua vida cristã. É para esse grupo em específico que queremos nos dirigir.
Há razões para se dedicar pelo menos em um momento da nossa existência ao estudo das nossas raízes, registradas no passado. Mas alguém dirá, afinal por que estudar história da Igreja?
É oportuno nesse primeiro momento informar que há muitas razões que demonstram o alto valor de conhecer a história em seu sentido amplo, incluindo claro a do cristianismo. Uma das primeiras razões mais citadas é de que o cristianismo é essencialmente uma fé histórica.
Conforme afirmou Carlos Astorga: “A fé cristã repousa em fatos históricos específicos que possuem valor e transcendência eternos.”
No entanto, objeções a essa visão foram levantadas. Astorga nos transmite a razão para tais questões: “Ao longo dos séculos, os críticos do cristianismo têm procurado atacar, refutar e negar a realidade histórica (a ‘historicidade’) de eventos como a criação, o chamado de Abrão, o reino de Davi e o nascimento, a morte e a ressurreição de Jesus. Por que é tão importante para os não-cristãos negar esses eventos? O motivo é simples. Se esses eventos são historicamente falsos, o cristianismo também é falso.”
Fica claro que o que foi dito é sim importante. Abaixo gostaria de compartilhar um texto na íntegra sobre esse assunto. Que essa reflexão possa inspirá-lo a buscar conhecer, compreender e vivenciar o cristianismo tal como nos apresentou os apóstolos e o nosso Senhor Jesus Cristo. Portanto, estudemos a história da igreja.



quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Congresso de Jovens - Aviva o dom que há em ti


O grande desafio da Igreja, ao longo dos anos, foi saber transmitir as verdades e as experiências bíblicas de forma consistente para a geração subsequente, principalmente, quando aquela geração que tinha por obrigação preparar adquiriu intensa comunhão com o Senhor. Em muitos movimentos emblemáticos e Protestantes a chama do fervor residiu apenas nos iniciadores da obra, lamentavelmente. A Idade Moderna parece ter feito sucumbir o despertamento dos pais nos filhos, levando a Igreja consequente a uma mera religiosidade, sem vida e sem a dinâmica do início.
Não restam dúvidas que qualquer movimento pode passar por ocorrências similares. No Brasil, algumas Igrejas evangélicas já não expressam o brilho de outrora. A chama pentecostal parece ter se apagado não deixando nem as cinzas do passado, em razão da substituição acelerada pelos modismos e liberalismo pelo qual passaram todas. A nova geração destas Igrejas não são parecidos com seus antepassados, nem querem, preferem a sintonia referendada pela apostasia que assume um papel sem que os néscios percebam sua presença.
         Lutando contra isso, a juventude Moriá, inflamada pelos seus diversos lideres, procura alcançar o que cada homem de Deus alcançou a fim de poderem representar a Sã Doutrina inspirados nos pilares fincados no Monte da abnegação e santificação. É notório o espírito de respeito e anelo por imitar quem os instruiu. Os jovens corações incendeiam a congregação, seja na oração, seja no canto e até mesmo na pregação. Esses jovens fazem os velhos crentes espirituais se lembrarem com prazer dos feitos passados e nos permitem sonhar com os despertamentos futuros através destes luzeiros brilhantes e cheios de azeite.
Desde ontem (04/09/2019), no templo da Igreja Batista Renovada Moriá, está acontecendo o Congresso de Jovens de 2019. Evento cujo objetivo maior é o despertamento espiritual de nossa juventude. Aliás, desde o pensamento inicial do congresso a chama de avivamento já queima seus espíritos para realização do evento. São eles que estão realizando esta obra para refinamento espiritual com seriedade, com devoção e procurando agradar ao Senhor em tudo. Não temos dúvidas de que o Senhor despertará muitos homens e mulheres de Deus para sua obra, porquanto é perceptível a unção do Altíssimo em suas vidas.
Amanhã será o último dia. Não perca. Será mais uma grande oportunidade para ser tocado pelas vozes joviais, cheias do Espírito, do futuro de Moriá.