O Jornal Tocha da Verdade é um periódico trimestral independente que tem como objetivo resgatar os princípios cristãos em toda sua plenitude. Com artigos escritos por pastores, professores de algumas áreas do saber e por estudiosos da teologia buscamos despertar a comunidade cristã-evangélica para a pureza das Escrituras. Incentivamos a prática e a ética cristã em vistas do aperfeiçoamento da Igreja de Cristo como noiva imaculada. Prezamos pela simplicidade do Evangelho e pelo não conformismo com a mundanização e a secularização do Cristianismo pós-moderno em fase de decadência espiritual.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Os valdenses eram adventistas?



Ao analisarmos a História da Igreja Cristã nos deparamos com um grande número de pequenos movimentos, chamados marginais, cuja maior característica era o retorno ao primitivismo cristão. Os Valdenses, habitantes dos vales piemonteses e de outros vales circunvizinhos na Itália, do século XII, foram um desses grupos.
Existem pelo menos três teorias que tentam explicar as origens dos Valdenses. A primeira informa que os valdenses são provenientes da Lombarbia cuja Igreja tinha uma forte influência de Agostinho, de Ambrósio, de Vigilantius e de Cláudio, bispo de Turim, no século X. Na segunda, Pedro Valdo é citado como o fundador deste movimento no século XII. E a terceira aponta sua origem para um remanescente de Albingenses da França em fuga devido às perseguições nesse país no século XIV. De uma forma ou de outra foram severamente perseguidos por causa de suas convicções, ganhando renome histórico.
Numa tentativa de aproximar o adventismo desse movimento tão nobre, Ellen G. White, considerada profetiza, proferiu que os Valdenses foram a igreja verdadeira de Deus para depois associá-los aos seus seguidores sabatistas. Desta feita, ensinou sua profecia como sendo a verdade de Deus revelada. Ellen White teria recebido informações diretas de Deus sobre os perseguidos valdenses, não necessitando fazer nenhum apurado histórico para confirmá-las. Segundo ela, a história do povo de Deus durante os séculos de trevas que se seguiram à supremacia de Roma, está escrita no Céu, mas pouco espaço ocupa nos registros humanos. Veja o texto onde ela compara e declara os Valdenses como a verdadeira igreja de Cristo com pretensões adventistas:

A fé que durante muitos séculos fora mantida e ensinada pelos cristãos valdenses, estava em assinalado contraste com as falsas doutrinas que Roma apresentava. Sua crença religiosa baseava-se na Palavra escrita de Deus – o verdadeiro documento religioso do cristianismo. Mas aqueles humildes camponeses, em seu obscuro retiro, excluídos do mundo e presos à labuta diária entre seus rebanhos e vinhedos, não haviam por si sós chegado à verdade em oposição aos dogmas e heresias da igreja apóstata. A fé que professavam não era nova. Sua crença religiosa era a herança de seus pais. Lutavam pela fé da igreja apostólica - a "fé que uma vez foi dada aos santos". Judas 3. "A igreja no deserto" e não a orgulhosa hierarquia entronizada na grande capital do mundo era a verdadeira igreja de Cristo, a depositária dos tesouros da verdade que Deus confiara a Seu povo para ser dada ao mundo.

Após apresentar o movimento de forma elogiosa, ainda no capítulo 4 do livro “O Grande Conflito”, talvez o mais conhecimento escrito da Sra. White, ela declara que os valdenses eram guardiões do sábado: Entre as principais causas que levaram a igreja verdadeira a separar-se da de Roma, estava o ódio desta ao sábado bíblico… rejeitavam o culto às imagens como idolatria e guardavam o verdadeiro sábado.

Nobla Leycon
A tentativa de unir uma Igreja histórica, marcada pelo zelo e pelo sofrimento, ao adventismo se mostra mais explícito neste momento. No entanto, a grande questão é saber mesmo se os valdenses guardavam o sábado. No Nobla Leycon, um poema, mas na realidade, uma confissão de fé ou um estudo memorável do sistema da cristandade em contraste com os erros de Roma, escrito de grande reputação pelos valdenses, abaixo apenas da Bíblia Sagrada, não há nenhuma referência ao sábado. Este credo apresentava a necessidade de praticar as virtudes cristãs apesar do fim iminente. A conduta consciente e convicta levou sua irrepreensibilidade se tornar um provérbio, de modo que se alguém que normalmente fosse isento de vícios do seu tempo era suspeito de ser um Vaudes(valdense). O Nobla Leycon tem a seguinte passagem: - "Se há um homem honesto, que deseja amar a Deus e reverenciar Jesus Cristo, que não faça calúnia, nem jure, nem minta, nem cometa adultério, nem mate, nem roube, nem se vingue de seus inimigos, eles num instante dizem que ele é umVaudes(valdense) e digno de morte".
Para não ficarmos apenas com os textos valdenses, encontramos uma correspondência entre um pesquisador húngaro e um pastor valdense da Itália discutindo sobre o tema “a guarda do sábado pelos valdenses”. Vejamos e concluamos:

O seguinte texto foi publicado por Andras Szalai e Thomas Soggin: 

19 de Junho de 2006

Queridos irmãos,
O meu nome é Andras Szalai, sou diretor de um centro de pesquisa de apologética evangélica na Hungria e preciso de sua ajuda – ajuda profissional de um teólogo Valdense – num certo projeto de pesquisa no qual estou trabalhando.
É sobre a Igreja Adventista do Sétimo Dia, que afirma que os Valdenses guardaram a lei do sábado. Pelo que eu saiba, isso não é verdade, mas eu gostaria de saber a sua opinião. Se os Valdenses guardavam ou chegaram a guardar o sábado em algum momento, por favor me dê fontes históricas.
Andras Szalai 
Apologia Research Center (CFAR Hungary)
Pf. 22, 1576 Budapest. Hungria
www.apologia.huwww.thecenters.org

21 de Junho de 2006
          
Querido irmão Andras,
Meu nome é Thomas Soggin, um ministro Valdense em Bérgamo (norte da Itália), apontado pelo nosso Conselho–o Valdese Tavola–para responder a sua carta.

Se você está interessado nas Igrejas Valdenses na Itália (Norte, Centro e Sul da Itália), no Uruguai e na Argentina, do passado e do presente, você pode dar uma olhada no site da nossa Casa Publicadora: 
Claudiana (Torino), email. Você pode também tentar encontrar e estudar o seguinte livro: Giorgio Tourn, Vocês são minhas testemunhas – os valdenses em 800 anos, Claudiana Editor 1989 – Distribuído na América do Norte pelo P.O. Box 37844 – CINCINNATI, OH 45222 (EUA).

Em seus 350 anos antes da Reforma, o verdadeiro problema foi o batismo – a conexão entre o batismo e o constantinianismo da Igreja Católica Romana, não o problema do batismo (por imersão ou por aspersão), nem o problema do sábado ao invés do domingo.
Você pode tentar encontrar numa grande biblioteca os seguintes livros:

1) Jean Gonnet - Amedeo Molnar, Les vaudois au moyen age, Claudiana, Torino 1974 (em Francês): No século XV todos os Valdenses (França, Itália: Piemonte, Calábria) estavam unidos ao movimento Hussita: os tchecos Taboritas (c/o Jan Hus). Nesse tempo também existiam alguns documentos Valdenses sobre o batismo: pág. 434-437).

2) Amedeo Molnar, Storia dei valdesi/1, Dalle origini all’adesione alla Riforma, Claudiana, Torino 1974 (em Italiano). (Eles não tinham interesse no batismo como escreveu o apóstolo Paulo em 1 Cor. 1:17); pág. 274.

3) Carlo Papini, Valdo di Lione e i «poveri nello spirito», Claudiana, Torino, 2001. Eles foram chamados: Mater Reformationis (Mãe da Reforma), quando antes eles eram como você sabe, durante a Idade Média apenas um movimento, mas não uma igreja. Após o Sínodo dos Chanforan em Angrogne (1532) e mais tarde, os Valdenses se tornaram uma Igreja Presbiteriana Reformada, como em Genebra. Adotaram a Confissão de fé Reformada de Huguenote, do chamado Sínodo “De la Rochelle” de 1559 (mas foi realmente o Sínodo Paris a sua primeira Assembleia Geral Huguenot).

Mas em 1655, as Igrejas Valdenses tiveram a sua própria Confissão de Fé, feita às pressas em italiano, imediatamente após o massacre dos Valdenses, chamada “Piedmonts Easters” (veja Milton’s Avange o Lord…!). Essa confissão de fé era simplesmente uma versão abreviada em italiano da Confissão de Fé Huguenote de 1559:confirmava que teologicamente os Valdenses estavam no calvinismo presbiteriano. Ainda hoje é a base das crenças dos Valdenses, a qual os candidatos têm que assinar na frente da Assembleia Geral antes de se tornarem Ministros ordenados (VDM) nas nossas igrejas (sem qualquer tipo de anabatismo, ou sábado em vez de domingo!).

Portanto, os Valdenses não guardavam o sábado (no sentido de sábado em vez de domingo) e não eram guardiões da “verdade do sábado”, como dizem. Os Valdenses nunca seguiram o sábado dos Adventistas do Sétimo Dia, mas seguiram a Paulo como em Romanos 14:5-8.

Podemos, portanto, dizer muito claramente que os Valdenses não eram os guardiões do Sábado, sétimo dia, e eles não foram perseguidos por guardar o sábado! Eles foram perseguidos, (a partir de 1532–quando fizeram parte da Reforma Sínodo Angrogna–a 1848–quando receberam a liberdade religiosa), por causa de sua fé calvinista-reformada em Cristo.

Com os meus melhores sentimentos, Thomas Soggin

22 de Junho de 2006

Querido irmão Thomas,
Só mais uma coisa. Posso usar a sua carta como uma resposta oficial da Igreja Valdense para refutar a alegação dos Adventistas do Sétimo Dia? (Como escrevi antes, eles afirmam que os Valdenses guardaram o sábado assim como eles; desta forma eles querem estabelecer uma continuidade histórica com a sua igreja...)
No caso que você permita que eu use a sua carta, eu também gostaria de enviá-la para alguns pesquisadores americanos, os quais fariam apenas o que fizemos, dizendo aos Adventistas que não podem usar os Valdenses para provar o passado histórico do ensino deles.
Que Deus o abençoe! Andras

23 de Junho de 2006

Querido irmão Andras,
Certamente você pode usar a minha carta com toda a documentação, porque o velho movimento Valdense e a alegação dos Adventistas do Sétimo Dia, têm, historicamente falando, nada a ver um com o outro, nem com a Igreja Valdense reformada depois da Reforma (1532).
Que Deus o abençoe também, Thomas Soggin
Cartas publicadas por Life Assurance Ministries

Heládio Santos

Prof.IPC

22 comentários:

  1. Os valdenses do norte da Itália foram um povo remanescente da era apostólica e a prova disso, além deles não terem sido alcançados pelo catolicismo, eram ferozes combatentes das heresias romanas, além disso, somente com a bíblia conseguiram confeccionar um conjunto de doutrinas, dignos de admiração, conforme um livro antigo valdense chamado Nobla Leycon pode testificar

    Eles criam:

    -Na morte expiatória e a justificação de Cristo foi a sua verdade cardeal.

    -Na doutrina da Trindade

    - A queda do homem, a encarnação do Filho

    - Na autoridade perpétua do Decálogo como dado por Deus

    - Na necessidade da graça divina para praticar boas obras, a necessidade de santidade, a instituição do ministério, a ressurreição do corpo e a bem-aventurança eterna do céu.

    Essas informações vocês podem encontrar em:
    http://elescreram.blogspot.com.br/2013/04/a-historia-dos-valdenses-jawylie.html
    ou ainda:
    A HISTÓRIA DOS VALDENSES
    Por J. A. Wylie (1808-1890)
    London: Cassell and Company, 1860


    Pode ser que a interpretação de vocês,seja o decálogo do catecismo romano, mas prefiro acreditar que o decálogo mencionado pelos valdenses, seja o verdadeiro, aquele escrito pelo próprio dedo de Deus. Exodo 31:18
    "E deu a Moisés, quando acabou de falar com ele no monte Sinai, as duas tábuas do testemunho, tábuas de pedra, escritas pelo dedo de Deus".

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    1. Caro Ricardo,
      Entendemos que os Valdenses não guardavam o sábado como acima destacamos. As doutrinas que você mencionou fazem parte do conjunto teológico daquele grupo, exceto o sábado. Nossa investigação também fez uso do livro que você citou, além de “We are my Witnesses: The Waldensians across 800 years” e outros de História da Igreja de autores renomados pela academia. Nossa crítica, no entanto, girou em torno da suposta profecia da Sra. White (destaco que não a tenho como profetiza). Ela elencou um movimento tão puro que buscava viver a experiência comunitária segundo o modus da Igreja Primitiva, tentando respaldar a antiguidade do seu movimento (adventista), ação digna de censura já que não se confirmou pelos Valdenses de hoje, pois acredito conhecerem mais de sua história do que nós mesmos.
      Meu caro, não sei quais outros comentários você fez acima. Não me recordo de tê-los apagado. Entenda comigo, se disponibilizei o campo para comentários foi para que os mesmos fossem utilizados e internautas como você apresentem suas opiniões, sejam elas a favor ou contra. Peço desculpas se houve essa impressão e fique à vontade para qualquer outro comentário.
      Abraços,
      Heládio Santos

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  2. Excelente comentário! Não percebi nada de ofensivo em seu comentário e suponho que, se os anteriores foram removidos pelo autor, provavelmente haviam verdades que ele fez questão de esconder. Que Deus continue te dando essa sabedoria! Contra fato, não há argumento! Um abraço!

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    1. Mill,
      seus questionamentos foram respondidos no comentário do Ricardo.
      Abraços.

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    2. Mill, fui informado, por quem apagou os comentários que os mesmos eram iguais ao comentário que restou do Ricardo Megda, datado de 22/01/2015 às 08h08. Portanto, não houve qualquer perda do comentário feito.

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  3. Excelente comentário! Não percebi nada de ofensivo em seu comentário e suponho que, se os anteriores foram removidos pelo autor, provavelmente haviam verdades que ele fez questão de esconder. Que Deus continue te dando essa sabedoria! Contra fato, não há argumento! Um abraço!

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    1. Mill,
      seus questionamentos foram respondidos no comentário do Ricardo.
      Abraços.

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  4. Os valdenses, em 1120: “A observância do sábado... é uma fonte de alegria.” [Blair, “History of the Waldenses”, vol.1, pág. 220.]

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  5. Os valdenses, em 1120: “A observância do sábado... é uma fonte de alegria.” [Blair, “History of the Waldenses”, vol.1, pág. 220.]

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  6. Alemanha: “Em 1310, duzentos anos antes das teses de Lutero, os irmãos boêmios constituíam um quarto da população da Boêmia, e estavam em contato com os valdenses, que havia em grande número na Áustria, Lombárdia, Boêmia, norte da Alemanha, Turíngia, Brandenburgo e Morávia. Erasmo enfatizava que os valdenses da Boêmia guardavam o sétimo dia (sábado) de uma maneira estrita.” [Robert Cox, “The Literature of the Sabbath Question”, vol. 2, págs. 201 e 202.]

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  7. Alemanha: “Em 1310, duzentos anos antes das teses de Lutero, os irmãos boêmios constituíam um quarto da população da Boêmia, e estavam em contato com os valdenses, que havia em grande número na Áustria, Lombárdia, Boêmia, norte da Alemanha, Turíngia, Brandenburgo e Morávia. Erasmo enfatizava que os valdenses da Boêmia guardavam o sétimo dia (sábado) de uma maneira estrita.” [Robert Cox, “The Literature of the Sabbath Question”, vol. 2, págs. 201 e 202.]

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    1. Caro Dannyel Balbino, agradeço sua participação em nosso blog. Gostaria de perguntar se você leu essas obras citadas ou se apenas reproduziu os textos traduzidos e utilizados isoladamente em alguns sites na internet? Informo ser necessário o conhecimento do contexto para assim podermos validar a sentença. Verifiquei que suas obras estão disponíveis na internet em inglês e tive a curiosidade de fazer uma leitura desse contexto que lhe falei. Faço uma crítica aos autores, pois eles não citam qualquer fonte histórica e convincente para o tema, por isso, não devemos aceitar uma mera especulação ou achismo. Acrescento que muitos historiadores dos quais dispomos e que estudam o assunto não fazem referência a tal prática pelos Valdenses. Alguns deles: Justo L. Gonzales, John Driver, W. Walker, E.H. Broadbent, H. H. Muirhead, Giorgio Tourn, Donald F. Durnbaugh, entre outros. Gostaria de fazer uma citação do livro de John Driver (versão em espanhol), intitulado "Fe en la periferia de la historia", para demonstrar as práticas dos valdenses, citando a fonte de onde extraiu:
      "Se les puede reconocer por sus costumbres y por su modo de hablar. Regulados y modestos, evitan el lujo en el vestido. … Viven como obreros, del trabajo de sus manos. Sus propios maestros son tejedores o zapateros. No acumulan dinero y se contentan con lo necesario. Son castos, … moderados en las comidas, no frecuentan ni las hosterías ni los bailes, porque no gustan de tales frivolidades. Siempre aplicados al trabajo, sin embargo, encuentran tiempo para enseñar y estudiar. Destinan también algún tiempo a la oración. Van a la iglesia, participan del culto, se confiesan, comulgan y asisten a las predicaciones, aunque lo hacen con la finalidad de advertir errores en el predicador. Se les reconoce también por su conversación sobria y discreta. Rehuyen la maledicencia, se abstienen de chácharas ociosas y bufonescas como también de las mentiras. (Seudo Rainerio, observaciones hechas por los inquisidores de Europa Central en el año 1270.)" - Citado en Amedeo Molnár, op. cit., pp. 21, 29.
      Lembro que os conflitos doutrinários dos valdenses eram com os dogmas católicos, nos quais não havia qualquer referência ao sábado. John Driver menciona tal situação:
      El biblicismo de los valdenses influyó poderosamente en la formación de una espiritualidad altamente bíblica, que contrastaba notablemente con la espiritualidad católica medieval. No respetaban las disposiciones oficiales sobre los ayunos, las festividades estipuladas en el calendario litúrgico, las oraciones por los muertos, la veneración de María y los santos, la jurisdicción pontificia, etc. Cuestionaban una buena parte de las formas litúrgicas populares de la época: lugares e instrumentos considerados sagrados, imágenes de Cristo, las campanas, los órganos, las peregrinaciones y procesiones en honor a los santos y mártires, etc. Solían comparar los cantos litúrgicos del catolicismo medieval con el «ladrido de los perros».
      Según un informe inquisitorial del año 1388, durante una comida valdense «uno de ellos puso en manos del ministro un pan de trigo y éste lo bendijo, lo partió y dio de él a cada uno de los presentes ... y todos besaron uno por uno aquel pan, luego comieron. Después de esto, una anciana, tras haber bebido primero, pasó a todos la vasija». De modo que, entre los valdenses la eucaristía era un acto profundamente comunitario en el que todos participaban y, en principio, cualquier hermano o hermana podía presidir." Amedeo Molnár, op. cit., p. 15l.
      Além disso, lembro as palavras de Thomas Soggin (ministro valdense), texto acima, em que faz referência ao fato dos valdenses não serem sabatistas.
      Abraços.

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  8. Caro Dannyel Balbino, agradeço sua participação em nosso blog. Gostaria de perguntar se você leu essas obras citadas ou se apenas reproduziu os textos traduzidos e utilizados isoladamente em alguns sites na internet? Informo ser necessário o conhecimento do contexto para assim podermos validar a sentença. Verifiquei que suas obras estão disponíveis na internet em inglês e tive a curiosidade de fazer uma leitura desse contexto que lhe falei. Faço uma crítica aos autores, pois eles não citam qualquer fonte histórica e convincente para o tema, por isso, não devemos aceitar uma mera especulação ou achismo. Acrescento que muitos historiadores dos quais dispomos e que estudam o assunto não fazem referência a tal prática pelos Valdenses. Alguns deles: Justo L. Gonzales, John Driver, W. Walker, E.H. Broadbent, H. H. Muirhead, Giorgio Tourn, Donald F. Durnbaugh, entre outros. Gostaria de fazer uma citação do livro de John Driver (versão em espanhol), intitulado "Fe en la periferia de la historia", para demonstrar as práticas dos valdenses, citando a fonte de onde extraiu:
    "Se les puede reconocer por sus costumbres y por su modo de hablar. Regulados y modestos, evitan el lujo en el vestido. … Viven como obreros, del trabajo de sus manos. Sus propios maestros son tejedores o zapateros. No acumulan dinero y se contentan con lo necesario. Son castos, … moderados en las comidas, no frecuentan ni las hosterías ni los bailes, porque no gustan de tales frivolidades. Siempre aplicados al trabajo, sin embargo, encuentran tiempo para enseñar y estudiar. Destinan también algún tiempo a la oración. Van a la iglesia, participan del culto, se confiesan, comulgan y asisten a las predicaciones, aunque lo hacen con la finalidad de advertir errores en el predicador. Se les reconoce también por su conversación sobria y discreta. Rehuyen la maledicencia, se abstienen de chácharas ociosas y bufonescas como también de las mentiras. (Seudo Rainerio, observaciones hechas por los inquisidores de Europa Central en el año 1270.)" - Citado en Amedeo Molnár, op. cit., pp. 21, 29.
    Lembro que os conflitos doutrinários dos valdenses eram com os dogmas católicos, nos quais não havia qualquer referência ao sábado. John Driver menciona tal situação:
    El biblicismo de los valdenses influyó poderosamente en la formación de una espiritualidad altamente bíblica, que contrastaba notablemente con la espiritualidad católica medieval. No respetaban las disposiciones oficiales sobre los ayunos, las festividades estipuladas en el calendario litúrgico, las oraciones por los muertos, la veneración de María y los santos, la jurisdicción pontificia, etc. Cuestionaban una buena parte de las formas litúrgicas populares de la época: lugares e instrumentos considerados sagrados, imágenes de Cristo, las campanas, los órganos, las peregrinaciones y procesiones en honor a los santos y mártires, etc. Solían comparar los cantos litúrgicos del catolicismo medieval con el «ladrido de los perros».
    Según un informe inquisitorial del año 1388, durante una comida valdense «uno de ellos puso en manos del ministro un pan de trigo y éste lo bendijo, lo partió y dio de él a cada uno de los presentes ... y todos besaron uno por uno aquel pan, luego comieron. Después de esto, una anciana, tras haber bebido primero, pasó a todos la vasija». De modo que, entre los valdenses la eucaristía era un acto profundamente comunitario en el que todos participaban y, en principio, cualquier hermano o hermana podía presidir." Amedeo Molnár, op. cit., p. 15l.
    Além disso, lembro as palavras de Thomas Soggin (ministro valdense), texto acima, em que faz referência ao fato dos valdenses não serem sabatistas.
    Abraços.

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  9. http://www.igrejaadventista.org.br/Osabado/temas10.asp

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    1. Olá Marcondes Ribeiro! Presumo que você colocou o endereço acima para indicar onde consta informações sobre a guarda do sábado nos livros históricos. Esse argumento já foi respondido acima.
      Para nossa reflexão, a Bíblia Sagrada é o livro que irá trazer luz para a compreensão do assunto. Ela apazigua qualquer dilema. Para ser mais objetivo, sugiro a leitura do livro "Sabatismo no tribunal das Escrituras". É esclarecedor, apesar de ser uma síntese. Caso queira, posso enviar para você.
      Abraços,

      Heládio Santos

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  10. Qual a referência da profetiza ? Essa citação foi quando?

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    1. Olá Franks Ramoon,
      Você pode encontrar essa informação facilmente na internet:
      http://digitalcommons.andrews.edu/cgi/viewcontent.cgi?article=1006&context=books
      Arquivo denominado: The Waldenses: Historical Perspectives from the Writings of Ellen White
      Em textos de seminários adventistas:
      http://www.unasp-ec.edu.br/unasp/departamento/atividade/files/_560.pdf
      Além de também encontrar no livro "o grande conflito":
      http://www.end-times-prophecy.org/GreatControversy.pdf
      http://centrowhite.org.br/files/ebooks/egw/O%20Grande%20Conflito.pdf

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  11. Há muitos mitos em torno dos Homens dos Vales (valdenses) que não corroboram para respaldar a doutrina de Jesus. uns vão dizer que eram precursores protestantes; outros adventistas. Mas isso é lenda. Infelizmente quem divulga essas blasfêmias contra eles estão no mesmo espírito dos que os perseguiram . Portanto, se você quer saber a respeito da pureza de fé desses homens fiéis a Jesus, pesquise em fontes IMPARCIAIS. Que não seja nem ateu, nem católico, nem evangélicos nem de algum outro segmento , pois se assim não for, irão caçar na história dos valdenses trechos a fim de apoiar suas crenças. E isso torna-se engano . sam.file@hotmail.com

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    1. Sam, sua colocação é muito pertinente, mas gostaria de deixar claro que mesmo as fontes "imparciais" tem algum interesse na referência, não necessariamente trazendo o movimento para seu seio. O que gosto de fazer quando analiso o movimento é recorrer às fontes próprias e aos descendentes (existem ainda hoje, um tanto diferentes, mas carregam a sua História pela qual podemos ter certezas).
      Abraços e agradecido pela participação.

      Heládio

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