O Jornal Tocha da Verdade é uma publicação independente que tem como objetivo resgatar os princípios cristãos em toda sua plenitude. Com artigos escritos por pastores, professores de algumas áreas do saber e por estudiosos da teologia buscamos despertar a comunidade cristã-evangélica para a pureza das Escrituras. Incentivamos a prática e a ética cristã em vistas do aperfeiçoamento da Igreja de Cristo como noiva imaculada. Prezamos pela simplicidade do Evangelho e pelo não conformismo com a mundanização e a secularização do Cristianismo pós-moderno em fase de decadência espiritual.
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sexta-feira, 26 de junho de 2026

As duas faces da dúvida na caminhada cristã

A dúvida é uma companheira comum na jornada cristã, mas a forma como lidamos com ela define seu impacto. Ela pode ser uma força destrutiva, gerando amargura quando não respondida, ou um catalisador construtivo para a maturidade, nos encorajando a focar nas verdades eternas que nos sustentam.

A jornada da fé cristã é frequentemente descrita como um caminho de luz e convicção, mas a realidade da vivência espiritual é frequentemente marcada por vales de incertezas e momentos de silêncio aparente. Quando nos deparamos com crises existenciais, orações não respondidas ou dilemas modernos, a nossa primeira reação costuma ser o medo. Sentimos culpa por questionar e tentamos esconder nossas dúvidas sob um verniz de falsa certeza. No entanto, a maneira como processamos essas incertezas é o que determina a profundidade do nosso crescimento espiritual. A teologia cristã e as Escrituras nos mostram que a dúvida não precisa ser o ponto final da caminhada com Deus; muito pelo contrário, ela pode ser o catalisador para uma confiança muito mais profunda e madura.

Figuras bíblicas fundamentais viveram essas mesmas tensões. O apóstolo Tomé, por exemplo, precisou de evidências físicas para crer na ressurreição, e Jesus não o rejeitou por isso. Em vez disso, Cristo o acolheu e o guiou em direção a uma fé inabalável. Isso nos ensina que o oposto da fé não é a dúvida, mas a apatia. Quando enfrentamos nossas incertezas com honestidade diante de Deus, deixamos de lado uma crença cega e superficial. Passamos a construir uma fé baseada na busca ativa por respostas e na intimidade real com o Criador. Esse processo de lapidação espiritual nos leva a entender que confiar não é ter todas as respostas, antes é manter-se firme Naquele que garante o nosso futuro.

Diante disso, podemos classificar nossas dúvidas em duas categorias principais: as que ameaçam a nossa fé e as que nos impulsionam a buscar a Deus. A escolha entre elas dependerá exclusivamente da nossa postura espiritual diante do Sagrado.

A dúvida que corrói a fé é aquela que nasce da dor não resolvida e das expectativas frustradas. O exemplo mais comum desse tipo de crise é a clássica pergunta: Por que Deus não respondeu à minha oração? Quando clamamos por cura, por uma porta de emprego ou pela restauração de um relacionamento e não obtemos a resposta desejada, nosso coração é tomado pela angústia. É natural que a mente humana questione o silêncio divino. No entanto, permitir que essas perguntas sem resposta nos afastem do Criador é um erro fatal.

O abandono da fé diante do sofrimento não resolve a dor existencial, apenas nos rouba o nosso maior conforto e a única âncora segura em meio à tempestade. Ao nos afastarmos do Criador por não compreendermos Seus caminhos, trocamos o mistério Consolador pelo vazio absoluto da falta de propósito, esquecendo que Deus é soberano e que o Seu “não” ou o Seu “silêncio” não são sinais de ausência, mas respostas pedagógicas de proteção ou direções soberanas para algo infinitamente melhor, que nossa visão humana e limitada não consegue enxergar. Compreender essa soberania transforma a nossa perspectiva diante das crises, nos fazendo perceber que a maturidade espiritual não exige decifrar todos os detalhes do plano divino, mas descansar no caráter imutável, justo e amoroso de Deus, onde a verdadeira paz reside não na ausência de problemas, mas na certeza da presença Daquele que governa o universo.

Por outro lado, existe uma dúvida saudável e construtiva. Ela surge da nossa limitação intelectual e humana diante da grandeza de Deus. Esse tipo de dúvida não apaga a fé, mas estimula a nossa curiosidade santa, nos lembrando de que nem tudo precisa ser explicado aqui e agora. Um exemplo clássico dessa dúvida envolve a descrição da Nova Jerusalém, a cidade celestial, onde a Bíblia relata que as suas ruas são de ouro puro. A questão que frequentemente surge é: Esse ouro é o metal que conhecemos ou é uma metáfora para algo indescritivelmente precioso?

Muitos estudiosos e teólogos apontam que a linguagem do livro do Apocalipse é profundamente simbólica. O ouro, assim como os muros de jaspe e as portas de pérolas, é usado para ilustrar uma realidade que transcende a nossa imaginação. A intenção do autor não é nos ensinar sobre metalurgia ou geologia celestial, mas transmitir a ideia de pureza, incorruptibilidade, beleza e valor eterno da Nova Jerusalém.

Ainda que existam debates sobre o sentido literal ou metafórico, essa dúvida não abala a nossa esperança. Pelo contrário, ela aguça a nossa expectativa para o porvir. Existem mistérios que não conseguimos explicar hoje, mas a certeza que nos move é que estaremos na presença Daquele que criou todas as coisas. Muito mais do que andar sobre ruas de ouro, a verdadeira recompensa dos cristãos será a contemplação face a face da Glória de Deus.

A fé cristã não é a ausência de questionamentos, mas a decisão de continuar caminhando, mesmo quando o coração vacila e as respostas parecem distantes, uma postura exemplificada na vida de George Müller, o célebre evangelista que fundou cinco orfanatos na Inglaterra do século XIX sustentados exclusivamente pela oração e pela dependência diária da providência divina. Müller compreendia que a dúvida destrutiva exige respostas imediatas e puramente racionais, gerando ansiedade, enquanto a dúvida construtiva nos convida a descansar na graça e na soberania de Deus, transformando a escassez visível em solo fértil para milagres invisíveis. Em sua autobiografia, Muller registrou: Quando a visão se esvai, é a hora da fé agir. Quanto maiores as dificuldades, mais fácil é para a fé e complementou: A fé não opera no reino do possível. Não há glória para Deus naquilo que é humanamente possível. A fé começa onde termina o poder do homem. Enquanto houver possibilidades humanas de sucesso, a fé não realiza as coisas com a mesma facilidade que quando todas as perspectivas naturais falham. Assim, conforme disse, a verdadeira fé começava exatamente onde as possibilidades humanas terminavam, de modo que os enigmas da vida e as crises de provisão não serviam para apagar a devoção, mas funcionavam como degraus para uma entrega mais profunda, provando que a soberania de Deus é perfeitamente digna de confiança mesmo quando o amanhã é completamente incerto.


quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

Um ídolo chamado EU


Para Deus não há pecado maior ou menor. Todos são ofensivos e passivos de condenação, inclusive, a simples desobediência em comer um fruto previamente proibido (Gênesis 2:16-17). Porém, é notório que há uma fonte, uma raiz ou uma origem para todos os tipos de pecados: a idolatria. Percebe-se já na queda do homem, quando o diabo sugere que Deus poderia ser substituído, ignorado e desobedecido, a ideia de um culto distinto a Deus. Para esta conclusão, bastaria ler o texto de Gênesis 3:5: “vossos olhos se abrirão, e sereis como Deus, conhecendo o bem e o mal”.

O maior trabalho que Deus tem quando resolveu chamar o homem para si é tentar fazê-lo desistir de querer ser como “deus”, já que vive independente de suas orientações. Seu povo Israel foi chamado do meio da idolatria do Egito e o primeiro mandamento que recebeu no Sinai foi: "NÃO TERÁ OUTROS DEUSES DIANTE DE MIM" (Êxodo 20:3), pois quando isso aconteceu, abriu-se uma porta para todas as abominações conhecidas, já que o homem foi criado para Glória de Deus. Para tratar a nação israelita desse mal muitos meios foram utilizados, sendo as principais a perda da sua terra prometida, o distanciamento de seu templo, o impedimento para realizar seus rituais e a privação de suas poses após serem exilados para Babilônia (Jeremias 39:1-10). Esse remédio amargo resolveu a idolatria de Israel em buscar outros deuses de Nações pagãs, porém a face e fonte de toda idolatria continuou ocorrendo sorrateiramente e foi exposta por Jesus quando revelara que até os príncipes do seu povo havia abandonado a Deus, não obedeciam sua palavra e viviam com hipócritas (MT 23:12-19). Jesus mostra que o problema era no coração desse homem que abandonara ao SENHOR, como versa o texto de Mateus 15:19: “Porque do coração procedem os maus pensamentos, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias”.

Esse mal tornou-se muito mais complexo para ser resolvido, por isso Deus enviou seu Filho para tomar o lugar desse homem soberbo e para sacrificá-lo na cruz, ilustrando, de igual modo, que é o único lugar apropriado para quem quer viver como deus. Não obstante, sendo esse o desejo do homem arrependido, ou seja, de morrer com Cristo e ser crucificado com Ele (simbolicamente), lembremos que Deus o ressuscita com seu Filho para que não seja mais ele que viva, mas CRISTO que é sempre obediente em tudo possa reinar na vida desse indivíduo que creu. Assim Paulo ensinou em Romanos 6:5: “Porque, se temos sido unidos a ele na semelhança da sua morte, certamente também o seremos na semelhança da sua ressurreição; sabendo isto, que o nosso homem velho foi crucificado com ele, para que o corpo do pecado fosse desfeito, a fim de não servirmos mais ao pecado” e reforça a mesma ideia em Filipenses 1:21 ao dizer: “Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é lucro”.

Esse é um fato consumado para Deus que demonstrou a condenação do pecador e que providenciou para o crente (pecador arrependido) a justificação da culpa em seu Filho, nossa justiça. Por entender essa verdade, o crente, desde o início de sua vida nova em Cristo, é levado à santidade por amor a Deus. Assim, todos os dias o "EU" terá que ser crucificado e considerado morto para que o poder de Deus que ressuscitou Jesus possa se manifestar em nosso corpo mortal para a santificação (ROMANOS 6:12-14, HEBREUS 12:3-4). Somente assim poderemos vencer a idolatria que se manifesta sutilmente até mesmo nas atividades religiosas quando queremos a primazia.

Portanto, é necessária uma vigilância constante para que o "EU" não reine, tomando o lugar de Cristo e entristecendo o Espírito de Deus que veio para nos ajudar a glorificar a Jesus. Que os servos de Deus experimentem a comida de Cristo, conforme João 4:34: “Disse-lhes Jesus: A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e completar a sua obra”. Assim poderemos deixar o novo homem em Cristo se manifestar diariamente até que a vida instalada em nós possa absorver o corpo dessa morte. Por isso podemos dizer como Paulo em Romanos 7:24: “Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte? Graças a Deus, por Jesus Cristo nosso Senhor! De modo que eu mesmo com o entendimento sirvo à lei de Deus, mas com a carne à lei do pecado”.

 

Pastor Jander Lira


terça-feira, 16 de abril de 2019

Sentindo Deus

A sensibilidade cristã é muito importante em nossa caminhada, tanto para sentir os efeitos do pecado quanto para sentir à vontade de Deus. Na desobediência, um peso e desânimo assola o cristão, enquanto na obediência, a paz e a comunhão fluem como um rio sempre cheio cuja corrente não cessa, sendo referencial de vida para si, bem como para outros.
As muitas experiências pelas quais podemos passar servem para nos tornar mais habilitados a compreender a profundidade do amor e da graça divinos. De modo que não podemos menosprezar nenhuma das circunstâncias nas quais fomos inseridos. Se temos que passar por vales ou montanhas, façamos com igual desprendimento porque aquele que nos guia estará conosco em todos os lugares e em todos os momentos. Madame Guyon nos eleva a essa dimensão e entendimento ao comentar:

Receba pela fé o fato de que qualquer coisa que lhe aconteça é o desejo Dele para você, nesse momento. Quando for ao Senhor dessa maneira, verá que seu espírito estará em paz, não importando qual seja a sua condição. Os tempos de sequidão serão a mesma coisa que os tempos de abundância, porque você terá aprendido a amar a Deus somente porque você o Ama, não por causa de suas dádivas, nem mesmo por sentir sua presença.
        
Segundo Madame Guyon, essas circunstâncias da vida tentem a nos levar à “morte espiritual”, mas não aquela da qual estão condenados os infiéis. Seu sinônimo, na verdade, é despojamento, ou seja, tirar de sobre nós tudo aquilo que interfere na ação de Deus em nossa vida. É desprezando as obras carnais com um coração “mortificado” que superaremos as insinuações tentadoras para podermos continuar com a alegria da salvação. Trazendo para as palavras da ilustre senhora:    

A vida do devoto é como uma torrente que abre seu caminho descendo das altas montanhas aos vales e fendas da vida, passando por várias experiências, até finalmente chegar a experiência espiritual da morte. A partir daí a torrente experimenta a ressurreição e uma vida de acordo com a vontade de Deus, enquanto ainda passa por vários estágios de refinamento. Por fim, a torrente encontra seu caminho em direção ao vasto, ilimitado oceano. Mesmo aí, a torrente não se torna totalmente unificada com o vasto oceano, até que mais uma vez, passe pelas relações finais com Deus.


A maioria dos cristãos não percebem, mas há um chamado da parte de Deus sempre ecoando em nossos corações para tornarmos essa relação com Ele mais profunda, mais constante, mais efetiva e sem os embaraços da vida. Há uma vida profunda em Cristo aguardando ser descoberta, porquanto é mais valiosa que tesouros reluzentes deste mundo. Estejamos certos desta verdade para não deixarmos essa oportunidade passar.

quinta-feira, 11 de abril de 2019

A graça de Cristo presente no cristão



Dedico este livro à minha mãe, morta num acidente de ônibus em Israel em 1974. Eu contava 28 anos quando ela morreu. Durante os últimos dez anos de sua vida, ela me escreveu em média uma vez por semana, primeiro quando eu estava na faculdade em Illinois, depois na Califórnia, durante os meus estudos no seminário, a seguir na Alemanha, na época do meu doutorado, e por fim em Minnesota, quando comecei o meu ministério de ensino. Ela era implacável no seu amor. Era muito raro vir uma carta sem uma citação das Escrituras. Ela já me havia saturado com a Palavra quando menino. Ela continuaria a me saturar como homem. De todos os textos citados por ela, um predominava. Acho que deve ter sido o predileto dela. Ao menos era o que ela considerava de maior necessidade para mim, Provérbios 3.5,6: Confia no SENHOR de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas (RC). Ao longo dos anos, descobri que esse trecho é um chamado à vida pela fé na graça futura. O chamado a viver pela fé está nas palavras: “Confia no SENHOR de todo o teu coração”. A referência à graça futura está nas palavras: “Ele endireitará as tuas veredas”. Mês após mês a minha mãe me encorajava a viver pela fé na graça futura. Ela me desafiou a confiar no Senhor e me mostrou que o foco da minha confiança é o que Deus prometeu fazer por mim no futuro: “Filho, o Senhor vai dirigir os seus caminhos; confie nele, confie nele”. Este livro é um tributo ao legado da exortação da minha mãe. Ela me ensinou a viver a vida entre duas linhas do hino “Amazing Grace” (“Maravilhosa Graça”). A primeira linha: “É a graça que me trouxe até aqui”. A Prefácio 8 GRAÇA FUTURA segunda linha: “E é a graça que vai me levar para casa”. Antes que eu pudesse explicar, aprendi que crer na primeira linha fortalece a fé na segunda; e crer na segunda linha me capacita à obediência radical a Jesus. Este livro trata disso.

Quem se aventura pelas leituras inspiradas de John Piper sente um forte alento no coração. Sente encorajamento para viver mais experiências com Deus. Ruma pelo caminho da contemplação de forma agradável a Deus. Sinto este prazer ao ler mais este livro.

Vivendo o Cristianismo com prazer em Deus



Quando estava na universidade eu tinha uma noção vaga e difusa de que, se eu fizesse alguma coisa boa porque isso me deixaria feliz, eu estragaria o que havia de bom nela.
Descobri que o que havia de bom nas minhas ações morais era diminuído à medida que eu era motivado pelo desejo do meu próprio prazer. Naquela época, comprar sorvete na cantina dos estudantes apenas por prazer não me incomodava, porque as consequências morais dessa ação pareciam ser tão insignificantes. Mas ser motivado pelo anseio por felicidade ou prazer quando me apresentava como voluntário para o trabalho cristão ou quando ia ao culto —isso me parecia egoísta, utilitário, mercenário.
Isso era um problema para mim, porque não conseguia formular um motivo alternativo que funcionasse. Encontrei em mim um anseio imenso de ser feliz, um impulso tremendamente poderoso para buscar o prazer, mas a cada momento de tomar uma decisão moral eu dizia a mim mesmo que esse impulso não devia influenciar-me.
Uma das áreas de maior frustração era a de adoração e louvor. Minha noção vaga de que, quanto mais elevada fosse a atividade, menos deveria haver de interesse próprio nela, fazia-me pensar no louvor quase exclusivamente em termos de dever. E isso tira a essência da coisa.
Então fui convertido ao prazer cristão. Em questão de semanas vim a compreender que é antibíblico e arrogante tentar adorar a Deus por qualquer outra razão que não o prazer de estar nele. (Não passe por cima dessa última palavra: NELE. Não em seus dons, mas nele. Não em nós mesmos, mas nele.) Permita-me descrever a série de constatações que me levaram a buscar o prazer cristão. Ao longo do caminho espero que fique claro o que quero dizer com essa frase tão estranha.

Mais um livro excelente de John Piper publicado pela Editora Vida Nova. Uma leitura envolvente que não deixará de cumprir seu papel de edificação espiritual. Um livro como este não pode faltar na estante de quem deseja vivenciar o prazer de servir a Deus em plenitude. Adquira já!

Aprendendo com as aflições de Cristo



Quando, em 430 d.C., Agostinho entregou a liderança de sua igreja, seu sucessor ficou tão devastado pelo sentimento de inadequação para o cargo que declarou: “O cisne silenciou”, temendo que a voz do gigante espiritual se perdesse com o tempo. Mas, por mil e seiscentos anos, Agostinho não silenciou – nem aqueles que, depois dele, anunciaram fielmente a causa de Cristo. A vida deles tem inspirado todas as gerações de crentes e deve despertar em nós uma grande paixão por Deus.
William Tyndale
Entender a palavra de Deus na linguagem comum do homem foi a paixão propulsora de Tyndale. Ele foi combatido de forma cruel, acusado falsamente, preso e martirizado por causa de seu compromisso. Contudo, motivado pelo exemplo de Cristo, ele estava decidido a que toda pessoa tivesse acesso à verdade.
Adoniram Judson
Alcançar uma nação totalmente hostil para Cristo a despeito das devastadoras perdas, da mais sombria depressão e da tortura despótica foi o preço pago por Judson para revelar um Salvador poderoso. Sua dedicação inquebrantável à palavra e a fé em Deus moveram-o a ser o precursor de uma força cristã que permanece até hoje.
John Paton
Despertar a causa das missões mundiais foi o que motivou Paton a incitar colaboradores no mundo inteiro para a colheita e a viver corajosamente entre canibais para que eles pudessem conhecer Jesus. Seu ministério tornou-se uma história que anunciaria o chamado para as missões por gerações ainda por vir.
Esses três homens foram embaixadores fiéis que enfrentaram aflições momentâneas e a morte, diariamente, para que outros pudessem colher a eternidade no céu. Que sua fidelidade e sacrifício possam intensificar sua paixão por tornar o amor e o mérito de Cristo conhecidos entre as nações.

São exemplos como estes que valem a pena ser seguidos. Os livros biográficos nos servem para sermos encorajados e nos desvencilharmos dos empecilhos que muitas vezes nos cercam tentando impedir a inspiração de Deus em nossos corações. Lê livros como este nos darão o impulso que precisamos para sermos ainda mais triunfantes na carreira cristã. Mais um excelente livro publicado pela Editora Vida Nova. Adquira seu exemplar!

Como lidar com a tristeza na caminhada cristã?



Ao falar do tema da escuridão espiritual, estou ciente de entrar em um vasto oceano. Levanto-me da cadeira e contemplo estantes de livros que articulam com mais sabedoria do que eu acerca do cuidado e da cura de almas cristãs entristecidas. O simples ato de abrir esses livros me traz à memória muitas coisas sábias e valiosas que poderiam ser ditas — mas que não têm espaço num livro tão curto. Sempre será dessa forma. A Palavra de Deus é inexaurível, e o mundo que ele criou contém inúmeros tesouros esperando para serem encontrados por olhos límpidos que buscam a alegria que exalta a Cristo.
As necessidades daqueles que lutam para encontrar a alegria sempre serão tão diversas quanto as próprias pessoas. Por isso me contento em avançar neste oceano tanto quanto minhas limitações permitirem e oro para que o leitor procure alguns desses formidáveis livros antigos e avance em sua busca pela alegria muito mais longe do que sou capaz de levá-lo.
Meu objetivo é oferecer um pouco de orientação e de esperança àqueles para quem a alegria parece fora de alcance. Quase todos os médicos da alma encharcados de Bíblia falaram a respeito de prolongados períodos de escuridão e aflição. Na antiguidade eles se referiam a isso como melancolia. Richard Baxter, por exemplo, falecido em 1691, escreveu com surpreendente pertinência acerca da complexidade de lidar com cristãos que parecem incapazes de se alegrar em Deus. “Alegrar-se em Deus, em sua palavra e seus caminhos”, escreveu ele, “é o florescer e a vida da verdadeira religião. Mas aqueles de quem estou falando não conseguem se alegrar com nada — nem com Deus, nem com sua palavra, nem com qualquer ocupação”.

John Piper descortina algumas peculiaridades destes momentos sombrios através de conselhos sóbrios e espirituais. Mais um livro da Editora Vida Nova que não pode deixar de ser lido. Adquira!

Você quer ser moldado por Deus?



Ao analisarmos de que maneira podemos aprender a pensar e a sentir em sintonia com o livro de Salmos e como podemos ser moldados por Deus, é necessário saber três coisas a respeito dos salmos: São educativos, são poemas e provêm de Deus.
Em primeiro lugar, Salmos tem o propósito de instruir acerca de Deus e da vida e natureza do ser humano. Ao lermos Salmos, a ideia é aprender coisas acerca de Deus, da natureza humana e de como a vida deve ser vivida. Algumas poesias não se propõem a instruir a mente, mas essa é a natureza de Salmos.
A segunda característica que devemos saber a respeito dos salmos é que são poemas. Esse é o significado de salmo. Eles devem ser lidos ou cantados como poemas ou canções. A relevância dessa observação é que a poesia ou o canto tem a finalidade de incentivar e enlevar os sentimentos do coração. Os salmos, portanto, não devem ser somente estudados, mas também sentidos. Quem lê os salmos unicamente com propósitos doutrinários não o faz pelo que, de fato, eles são. São salmos, cânticos, poesia.
Eles têm características musicais, e a razão para os seres humanos expressarem verdades por meio da música e da poesia é despertar e exprimir emoções que condizem com a verdade. Uma das razões para Salmos ser apreciado de forma tão profunda por tantos cristãos está no fato de que seus poemas expressam um surpreendente leque de emoções.
A última questão importante para conhecer a respeito dos salmos, a título de introdução, é que eles são inspirados por Deus. Não são meramente palavras humanas, mas também expressões divinas. Isso significa que Deus orientou o que foi escrito e planejou que Salmos ensinasse a verdade e, caso compreendido adequadamente, indicasse o rumo correto para as emoções.

Esses trechos são de um dos últimos lançamentos da Editora Vida Nova, do autor John Piper. Basta uma simples leitura para vermos o nível espiritual do texto, razão que nos desperta a lê-lo por completo.
Adquira o seu!

quarta-feira, 10 de abril de 2019

A febre da alma



Alma doente te encontras
Febre insolente não poupas corações
Atordoada a mente sã de outrora se rende
Delírio jamais

Indução infeliz de um caminho tortuoso
Desastroso trouxe peso e sombras
Em escuridão não vês luz
Penúria desastrosa

Esperança que se desfaz
Angustiada pela falta de paz
Desnudada revela reais interesses
Não sabes quem és!

Revela-se, inesperadamente, o que era
Para ser o que é novamente
Remedia a consciência restaurando altares
Mestre amado, rendida seja sempre minha alma a ti!