O Jornal Tocha da Verdade é uma publicação independente que tem como objetivo resgatar os princípios cristãos em toda sua plenitude. Com artigos escritos por pastores, professores de algumas áreas do saber e por estudiosos da teologia buscamos despertar a comunidade cristã-evangélica para a pureza das Escrituras. Incentivamos a prática e a ética cristã em vistas do aperfeiçoamento da Igreja de Cristo como noiva imaculada. Prezamos pela simplicidade do Evangelho e pelo não conformismo com a mundanização e a secularização do Cristianismo pós-moderno em fase de decadência espiritual.

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terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Benevolência

O bom samaritano de José Tapiro y Baro
Na ilustração do Bom Samaritano, o homem meio morto à beira do caminho nos chama a atenção. Segundo a Bíblia, ele “caiu nas mãos dos salteadores, os quais o despojaram, e espancando-o, se retiraram, deixando-o meio morto” (Lucas 10:30). Noutras palavras, esse homem ficou à mercê da sorte. Sem o amparo de ninguém, ficou sujeito às intempéries sofrendo sem perceber sua dor solitária. O desprezo explícito dos outros e a terrível condenação provocada pelos maus, mas avalizada por alguns de quem se esperava algum favor, também compõem a parábola. Naquele contexto sombrio, sua inconsciência deveria ser a consciência de quem em potencial poderia ajudá-lo. Mas, os primeiros a vê-lo passaram de largo sem sequer pensarem em chegar perto; rejeitaram a ideia de haver motivos para ajudá-lo; julgaram-no como indigno, desprezível e vil. De modo que essa história tem muito a nos revelar sobre nossa conduta com respeito ao próximo. Afinal, Jesus estava estreitando o ensinamento de outrora, tornando-o ainda mais profundo, de modo que o segundo grande mandamento atualizado versou: “...que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei” (João 15:12). Notemos que Jesus modifica o Mandamento, tornando-o mais abrangente, inexplicável e incondicional.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Águas da fonte


As fontes de águas são verdadeiros referenciais de pureza. Em seu nascedouro, jorram sem acréscimos de impurezas, tornando aconselhável o beber e o saciar a sede despreocupadamente. Uma obra tão singela, mas tão robusta pelos seus efeitos, foi feita com o toque do Criador: “Fez sair fontes das rochas, e fez correr as águas como rios” (Salmos 78:16). O ribeiro formado conduz o frescor e a pureza das primeiras águas, caso não sofra qualquer interferência ao longo de sua jornada. Mas, quando as águas da fonte começam a sofrer acréscimos de resíduos da flora e da fauna sem vida, com possibilidades de outros resíduos da ação humana também se juntarem à corrente, o nível de pureza reduz sensivelmente devido à poluição, desencorajando qualquer um de fazer uso da água conspurcada.
Quando nos referimos aos princípios bíblicos, devemos ter em mente algo desta natureza. Examinarmos os postulados neotestamentários como sendo as águas da fonte permite-nos conhecer diretamente o ensino, inquieta-nos a refletir sobre a conduta a ser pratica após o exame e torna-nos, ou não, autênticos seguidores de Cristo. Concluímos sob essa perspectiva porque vemos a clareza das verdades contidas no texto sagrado, entendendo que o livre acesso ao texto deverá também nos conduzir pela interpretação coerente do Espírito que ilumina o coração piedoso para sair das sombras e das dúvidas. A busca pelo conhecimento cristão de forma individual foi ensinada por Cristo, mas também foi censurada quando não se fazia uso desta significante oportunidade: “Porventura não errais vós em razão de saberdes as Escrituras nem o poder de Deus?” (Marcos 12:24). Cristo também ensinou a dependência do Espírito para que a interpretação precisa fosse observada: “Mas, quando vier aquele, o Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade...” (João 16:13). A relevante crítica sobre a referida maneira de interpretação (individual) gerou uma celeuma teológica na qual se enfatizou a possibilidade de uma diversidade de interpretações. Certamente, existe a possibilidade em razão da má propensão de alguns homens, mas também uma garantia divina que se estes homens forem sujeitos à graça e à inspiração do Espírito a história terá o fim em conformidade com os anseios divinos de unidade e de mesma mentalidade. Afinal, está escrito: “E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum” (Atos 2:44), “E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações” (Atos 2:42), e “Procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz” (Efésios 4:3).


Ao longo da História do Cristianismo, muitos movimentos chamaram para si o ilustre título de únicos e verdadeiros intérpretes das Escrituras, proclamando a necessidade de seus seguidores observarem estritamente suas conclusões sobre os ensinos cristãos. Foi assim com o catolicismo romano que hoje defende a ideia de que qualquer interpretação fora do que as encíclicas papais determinam torna o suposto intérprete um herege. Aliás, é fazendo menção aos escritos patrísticos de Cipriano, no século III, de onde vem a máxima: extra Ecclesiam nulla salus (fora da igreja não há salvação), que o clero católico reclama o direito de ser sua instituição aquela formada por Cristo em Atos dos Apóstolos. Porém, o grande responsável pela sua criação foi o Imperador Constantino, sob a égide de que Cristo lhe tinha dado a vitória sobre seus inimigos através de um sinal nos céus de uma cruz. O percurso histórico católico revela a forma como foi se consolidando enquanto religião oficial do Estado romano para em seguida seguir os ideais expansionistas, todos orientados pela mentalidade imperial de César. Sua formação agregou às suas convicções religiosas: crendices populares, rituais de outras religiões, superstições, perseguições, obscurantismo, sangue derramado (homicídios inquisitoriais), acréscimos doutrinários e mentalidade circunstancial e sintonizadas com ideais políticos. Não é à toa que essa mistura de confusão classificou o catolicismo de a Grande Babilônia, como fora revelada em Apocalipse. Fica então evidente que o rio de onde o catolicismo partiu já estava contaminado, comprometendo todo o restante de seu percurso. Desta forma, não adianta qualquer outra ação, tipo ecumenismo, para remediar sua situação diante de Deus. Na verdade, o catolicismo já está julgado e condenado, pois o livro da revelação já indica sua situação no porvir.


Em meio a esse rio de barbáries religiosas foi que no fim da Idade Média surgiu a Reforma Protestante. Porém, surgiu com aspirações contaminadas pelo fermento farisaico do romanismo, tentando reformar o que não poderia ser reformado. As estruturas religiosas estavam comprometidas e a quem dos valores bíblicos, necessitando serem “destruídas” e não reformadas. Ulrich Zwinglio, Martinho Lutero e João Calvino exerceram um grande papel ao retiraram de Roma a autonomia e a centralização do Cristianismo, mas pecaram ao conservarem conceitos católicos, esquecendo-se dos princípios bíblicos. Quando recorreram a esses, embaraçaram-se criando uma nova perspectiva religiosas associada a dilemas do seu tempo, apesar de terem guardado o fundamental acerca da fé. Questões relacionadas ao batismo, a ceia do Senhor e a sistemas políticos tornaram a teologia protestante num misto entre ideais espirituais, sociais e políticos. A equiparação entre temas antagônicos (Reino de Deus e reino deste mundo), imposições circunscricionais na qual havia coação de civis a uma confissão protestante e a observância de uma herança parcial do dogmatismo papal privou as pessoas de exercerem plena autonomia e plena liberdade social, política e religiosa, apesar de essas ações terem sido bem cristalizadas no catolicismo medieval que deveria servir de referencial para a não prática dos resquícios observados pelos reformadores. De certa forma, essa “imitação” protestante de alguns elementos católicos tornou-se objeto de possibilidades para adesão ecumênica, de reivindicações sociais e políticas atualmente. Mais uma vez, um rio que se deixou contaminar por ideais distintos dos ideais de sua origem.
Caminhando contra a corrente, sem focar diretrizes religiosas ou políticas, segmentos de grande autoridade e força como mencionados, os anabatistas suíços distinguiram-se em razão de seu lema: “restauração do Cristianismo”. Eles não pretenderam criar mais um ramo da árvore religiosa cristã, preferiram caminhar paralelamente aos dogmas e teologias surgidas, seguindo fielmente os postulados bíblicos. Para demonstrar com maestria a conduta deste povo fiel, John Drive (p. 45-46) nos traz informações preciosas para refletirmos:
O movimento anabatista do século XVI herdou muito da tradição monástica espiritual da Idade Média, especialmente o seu entendimento e as suas práticas que nitidamente separaram a Igreja e o mundo. Mas os anabatistas rejeitaram a duradoura tradição litúrgico-sacramental assim como as traduções hierárquicas da igreja e do monastério. Ao invés disso, eles promoveram um estudo intenso da Bíblia em estruturas mais familiares, nas quais os seus encontros eram realizados nas suas casas e os seus relacionamentos eram como de família. Eles viam a si mesmos como irmãos e irmãs. Aqui, eles desenvolveram um senso forte de um chamado universal à missão e ao discipulado cristão, junto com a visão de livre arbítrio que isso implicava.
A visão anabatista foi modelada a partir da sua experiência de uma nova leitura das Escrituras no contexto das suas comunidades de fé. Ao invés de enfatizar a tão contemplada vida de meditação e oração, comum entre as ordens católicas, ou enfatizar a doutrina certa, como protestantes convencionais têm a tendência de fazer, os anabatistas perguntaram, “Como podemos ser obedientes ao evangelho de Jesus Cristo?”
Apesar do fato de que o monasticismo medieval e o anabatismo tinham muito em comum, os seus entendimentos diferentes a respeito da comunidade cristã, ou da igreja, resultaram em espiritualidades diferentes. Ao invés de um misticismo abstrato de outro mundo, os anabatistas enfatizaram a prática da obediência, do amor ativo, e da integração da fé e das obras. O seu foco não estava tanto na cultivação de uma vida espiritual em comum através da contemplação, quanto na prática de uma vida de oração, paz, integridade e humildade no contexto de relacionamentos sociais radicalmente coletiva. Era uma busca por conhecer e louvar a Deus centrada em Cristo. Além disso, a espiritualidade dos anabatistas era um presente da graça concedida pelo Espírito, não o resultado de esforços humanos.
Apesar de o movimento anabatista do século XVI ter sido claramente diverso, poucos grupos expressaram interesse na contemplação ou na introspecção solitária, ou em práticas ascéticas como essas. O que interessava a eles era a perspectiva de “andar em uma vida nova”. Graças à regeneração experimentada através da maravilhosa graça de Deus que se expressou através da integração da fé e as obras, do individual e da comunidade, e do serviço e do testemunho.
Em outra parte do livro Drive (p.48) expressa:
Ao insistir no papel poderoso do Espírito na interpretação bíblica, essas pessoas simples, não estudadas, estavam, pelo menos em parte, protestando contra o monopólio de uma religião estabelecida e as suas restrições sobre as interpretações das Escrituras à hierarquia da Igreja e o seu clero. Na tradição católica, a autoridade do clero se concentrava nos sacramentos. No clero do protestantismo a autoridade residia no poder do seu conhecimento acadêmico.
Depoimentos de anabatistas de todas as regiões onde o movimento teve início, em contraste, concordaram de forma unânime que era impossível entender as Escrituras por completo sem o batismo do Espírito.

      A grande diferença entre a água da fonte e as águas do rio formado é a interferência. Quanto mais estivermos próximos da água da fonte maior será a clareza e a pureza que constataremos. Entretanto, quanto maior for a distância da fonte, maior também será a possibilidade de elementos estranhos comprometerem a integridade do rio, transformando-o num depósito de tantas mazelas que suas águas turvadas e sujas revelarão suas impurezas. Por isso, bebamos sempre das águas da fonte!

Referência
Drive, John. Life Together in the Spirit. Institute for the Study of Global Anabaptism: 2018

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Agostinho de Hipona e a queda de Roma



Os acontecimentos justificam-lhe a previsão. Destruída Cartago, sufocada e sepulto em suas ruínas o eterno terror de Roma, então é que o destino engendra lamentável série de calamidades. O julgo da concórdia quebra-se e voa em pedaços; depois, sanguinolentas sedições e por encadeamento de causas funestas, as guerras civis, desastres espantosos, o sangue corre em torrentes; sede cruel de proscrições e rapinas aviva-se; os romanos, que, quando virtuosos, nada receavam senão dos inimigos, agora, decaídos dos costumes hereditários, tudo tem a sofrer dos concidadãos.

... queria que o medo reprimisse a libido, o mesmo freio contivesse a luxúria e o freio da luxuria fosse o da avareza, enfim, que a repressão do vício deixasse florir e desenvolver-se a virtude necessária à república e a liberdade necessária à virtude.

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Jovens valorosas de Moriá

Anualmente, o Colégio 7 de Setembro realiza sua exposição artístico-literária reunindo uma diversidade de produções de alunos, ex-alunos, funcionários e pais de alunos cujos trabalhos são selecionados para publicação após passarem por um criterioso exame de uma comissão julgadora de professores da língua portuguesa da Escola. Os trabalhos são poesias, contos, crônicas e desenhos artísticos através dos quais os participantes transmitem uma visão de mundo e despontam talentos. Este ano, o evento contabilizou sua décima nona edição e reuniu, nesta terça (04 de dezembro), na sede da Escola no Centro da capital, em seu amplo teatro, os agraciados, a diretoria, os professores e os parentes para entrega dos certificados e dos livros aos escritores e artistas que lograram êxito em seus segmentos.
Lívia Tôrres dos Santos (participante da comunidade da Igreja Batista Renovada Moriá) teve seu trabalho selecionado e publicado na edição em questão. Ela produziu uma crônica intitulada “o gato”, versando com sensibilidade sobre as percepções que um felino tem quando passeia sobre telhados alheios assistindo a diversas ações humanas, desde as mais infantes até as de terceira idade. É uma verdadeira jornada que “o gato” cumpre para descobrir que a vida só tem mais sabor quando se encontra guarida nas coisas mais simples.
O professor Fábio Delano, no prefácio da obra, acredita que “Essa possibilidade de ser e agir no mundo por meio dos textos é um dos objetivos do letramento literário que se trabalha na escola. É algo essencial, pois o humano que se deseja promover na escola é um humano completo e integral no qual as dimensões da ética, estética e política sejam desenvolvidas em seu pleno potencial. Este potencial surge primeiramente no mundo interior dos pensamentos, da sensibilidade e da emoção, trabalhados e revolucionados pelas reflexões e revelações que se formam ao produzirem suas obras, suas expressões de si”.
O livro no qual consta o texto tem direitos autorais concedidos para Editora Parole et vie e ISBN sob o Nº 978-85-67247-10-6, registrado na Fundação Biblioteca Nacional. 
Que este exemplo inspire outros de nossos jovens a deixarem suas marcas de fé e testemunhos por onde andam.








o livro

 

Azuza Street


O templo do grande avivamento dos Estados Unidos, ocorrido na Azuza Street, hoje se limita a um muro com placas e imagens dos áureos tempos do despertamento espiritual.



A comunidade da Azuza Street está tentando reconstruir um memorial semelhante àquele prédio para homenagear o evento do início do século sob a intervenção divina.




A imagem de um povo santo



A foto retrata a modéstia, a simplicidade, a humildade, a sobriedade, o pudor e a espiritualidade da mulher e do homem evangélicos da década de 50.
Diante dessa foto, o que pensar da mulher e do homem evangélicos atual?

foto do blog: http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2015/09/usos-e-costumes-um-pouco-mais-da.html

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Leveza e espiritualidade



Há quem diga existir um grande abismo entre o Antigo Testamento e o Novo no que diz respeito às virtudes espirituais. Mas, ao lermos alguns textos somos levados a entender algo bem diferente. O porquê disso pode ser respondido simplesmente pelo fato de Deus ser o mesmo tanto naquele como nesse tempo; desta forma, invariável nesse quesito.
Quando Moisés elevou ao Senhor seu último cântico, um sentimento profundo de valorização da realidade espiritual veio à tona: “Goteje a minha doutrina como a chuva, destile a minha palavra como o orvalho, como chuvisco sobre a erva e como gotas de água sobre a relva” (Deuteronômio 32:2). O grande profeta do Antigo Pacto demonstrou haver a possibilidade de sensibilidade para tudo quanto tinha proclamado para os Israelitas. Mesmo o Decálogo, com seu aparente rigor, deveria ser bem recepcionado em busca da perfeita interpretação.
Por tudo que foi revelado, vemos um Moisés muito bem-disposto à obediência ao Senhor. Sua trajetória e experiência de vida permitiu que a revelação fosse internalizada com efeitos duradouros, ao ponto de revelar a vontade de Deus com muita temperança. Seu anseio, demonstrado no texto de seu último livro, associa dois elementos da natureza que expressam uma beleza natural sem precedentes, por mais simples que pareça: gotas d’água sobre a relva.
Imaginemos uma terra árida, completamente devastada pela severa seca. Uma imagem assim não nos motiva a contemplar o cenário com aquele suspiro de enlevo, mas com um sentimento de pesar e lamentação cujos efeitos impõe uma tristeza e um desânimo sem igual. O contrário, segundo o texto mosaico, permiti-nos vê a beleza da natureza e sua grandeza se manifestar glorificando ao Deus criador. Por assim dizer, qual relva não espera ansiosa o orvalho e a chuva? Sabe ela que só poderá revelar seu verde viçoso com o banho do alto, emanado da boa vontade divina. A força do verde da relva nos campos e nas planícies encorajam o prazer pelos caprichos da vida e nos traz uma sensação de conforto e alento, criando um desejo de permanência onde aquele bendito milagre impera.
Pois bem! Assim foi com todos aqueles que almejaram a doutrina que vem do Senhor. Transformaram suas vidas em instrumentos para a glória do Nosso Deus, pelo prazer de cumprir seus preceitos entenderam todo o bem de sua vontade e pelos seus frutos demonstraram o toque do Todo-Poderoso sobre vidas de homens pequenos que se tornaram grandes. Moisés foi apenas um dos primeiros. Samuel, Elias, Davi... Simeão, João Batista também aprenderam o santo caminho. Ora, se eles aprenderam, quanto mais aprenderão os que estão na dispensação da graça e da plena comunhão!        

sábado, 1 de dezembro de 2018

Excelente Simpósio


As reuniões de universitários cristãos realizadas pela COMUNIE tem sido de alto nível. Tanto os cultos semestrais como os Simpósios têm atingido a juventude cristã com bastante eficácia. Na organização dos eventos, o Pastor Glauco Barreira Magalhães Filho trabalha para fomentar interesses pelas realidades espirituais nos cristãos acadêmicos para que os mesmos não sejam sobrepujados nem suas convicções aniquiladas pelos discursos opositores ao Evangelho nas Universidades.
Neste final de semana, desde sexta, a COMUNIE conseguiu congregar diversos jovens no templo da Igreja Batista Renovada Moriá para capacitá-los para diversos “conflitos” acadêmicos. O II Simpósio da COMUNIE sobre Filosofia, Educação e Cristianismo, realizado em parceria com o INTESI (Instituto de Estudos Independentes), trouxe temas atuais e novos desafios para os cristãos que desejam conservar sua fé, já que o embate com os valores cristãos passaram a ser algo muito corriqueiro em muitos centros universitários. Se as Igrejas evangélicas de Fortaleza e seus respectivos pastores que estão cientes da finalidade da COMUNIE enviassem seus membros que cursam universidades, certamente, todas as Igrejas seriam enriquecidas pelo significado da COMUNIE: zelar pelos valores cristãos nas Universidades. Muitos problemas seriam resolvidos e muitos jovens não seriam “abocanhados” pelos lobos vorazes que transitam pelos cursos acadêmicos. Infelizmente, a mentalidade evangélica de não compartilhar com outras igrejas ideais de fé, muito embora tenham determinadas diferenças doutrinárias, mas que não impedem a comunhão, transforma-se em um empecilho para criar uma mentalidade convicta em Cristo no universo acadêmico de nossa cidade. Apelos para que a COMUNIE pegue a estrada para outras cidades já foi feito porque os de longe conseguiram discernir bem melhor seus ideais do que os de perto.
Palestraram com grande desenvoltura e profundidade os professores Sílvia Martins (Mestre e presidente do INTESI), Débora Leite (Doutora), Jecsan Girão (Doutor), Rui Martinho Rodrigues (Doutor) e Glauco Barreira Magalhães Filho (Doutor).
O Rev. Glauco promove uma capelania entre esse grupo de universitário com o fim de ampará-los e orientá-los na caminhada acadêmica, sem, no entanto, se aproveitar desta tarefa. Aliás, muitos irmãos de outras igrejas têm se beneficiado de seu acompanhamento, inclusive, convidando-o para orientação de TCCs e como componente de bancas examinadoras. Enfim, a COMUNIE tem sido o amparo que muitos cristãos precisam. Quem quiser, basta participar e constatar muito mais do que estamos dizendo.

Prof(a) Ms. Sílvia Martins (INTESI)


Prof. Glauco Barreira, Prof(a). Débora Leite e Prof(a). Sílvia Martins

Prof(a). Débora Leite com suas alunas da UFC (Raquel, Maria Luísa e Amanda)

Prof. Dr. Jecsan Girão




Prof. Dr. Rui Martinho