O Jornal Tocha da Verdade é um periódico trimestral independente que tem como objetivo resgatar os princípios cristãos em toda sua plenitude. Com artigos escritos por pastores, professores de algumas áreas do saber e por estudiosos da teologia buscamos despertar a comunidade cristã-evangélica para a pureza das Escrituras. Incentivamos a prática e a ética cristã em vistas do aperfeiçoamento da Igreja de Cristo como noiva imaculada. Prezamos pela simplicidade do Evangelho e pelo não conformismo com a mundanização e a secularização do Cristianismo pós-moderno em fase de decadência espiritual.

Comunie

Comunie

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Tempos que não voltam

Tudo quanto fizermos devemos fazer para a glória de Cristo. Assim procedendo nossa obra terá consistência e significação. A ideia central da obra em Cristo através de nós é justamente a potencialidade de ela perdurar, redundando para recordações e memórias das mais aprazíveis.
Quando fazemos algo sem considerarmos seus efeitos, pesa-nos a irresponsabilidade, impondo ao pensamento o incômodo de algo mal feito que possivelmente seja uma mancha em nossa história. Pelo ato irrefletido, Pedro negou o Cristo após ter confirmado sua vinculação plena a Ele.

Pedro lamentou muito o infortúnio, de modo que vivenciou uma amargura de alma no interim entre a morte e a ressurreição de Jesus. Não fosse a graça e o perdão de Cristo ele não teria sido restaurado. Como apelou a suprema graça, recebendo o que lhe era necessário, foi consolado pelo favor divino. Porém, sua história foi narrada nas Escrituras e jamais será esquecida com uma finalidade: termos cuidado no agir já que isto significa nosso trato com o bom Senhor. 

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

O Adventismo é evangélico?

Para quem não sabia, a gênese adventista foi cheia de problemas interpretativos. Guilherme Miller, seu pretenso profeta das últimas coisas, marcou por três vezes a volta de Cristo, acreditando que o evento se daria conforme seus cálculos, baseado no texto de Daniel 8:14. Obviamente, Jesus não deu o ar de sua graça e “frustrou” muitos expectantes na época. O problema é que essa não foi à única tentativa de vê o movimento ganhar respaldo. Com os erros de Miller, surge Hiram Edson tentando amenizar o dano, informando que Jesus, na verdade, não viria a terra, mas havia entrado num santuário celestial para purifica-lo.
Com tanto descrédito adquirido com essas argumentações, surgiu Helen Harmon (aquela que ficaria conhecida como a Sra. White) numa tentativa de resgatar os discípulos frustrados através de profecias de “redescobrimento e reinterpretação” de algumas das doutrinas bíblicas, como o sábado. O sábado passou a ser o discurso mais utilizado entre os adventistas para desqualificar os evangélicos, pois em sua máxima diziam que aqueles que guardam o domingo, estes, têm o sinal da besta. Dentre outras distorções escriturísticas, encontramos: o sábado deve ser guardado; a lei também é instrumento de salvação, portanto deve ser guardada; Jesus não conquistou pleno perdão para o pecador devido sua obra inacabada; a morte física dos pecados não resulta numa imediata ida ao céu ou ao inferno, entre outras.
O que causa muita estranheza na consideração acima é vê crentes admirando o referido movimento como se fosse de mesmo pensamento. Assistindo suas programações televisivas e internalizando muito das doutrinas errôneas do movimento, muitos cristãos sinceros têm se deixado levar pelo vento da heresia. Enquanto religião que é deve ser respeitada já que todos tem liberdade de expressarem fé de alguma maneira, mas quando percebemos certas artimanhas pelas quais o movimento tenta dissuadir evangélicos néscios, precisamos alertá-los quanto à sua estratégia muito bem contextualizada. 

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Evangelizando Russas (CE)

Mais uma cruzada foi realizada pelos Evangelistas e comissão de missões da Igreja Batista Renovada Moriá neste último final de semana. Desta vez, o púlpito foi fincado em Russas (CE) onde pregadores ousados e desbravadores deram apoio àquela congregação cujo trabalho se iniciou há quase duas décadas.  
Desde algum tempo, a obra missionária tem recebido muitos irmãos da congregação do Mucuripe (bairro de Fortaleza) para integrarem as viagens às cidades do interior do Ceará onde funcionam ações da Moriá. São irmãos de fato envolvidos com o Ide do Mestre, não levando em consideração obstáculos ou empecilhos. Querem de todo o coração pregar o Evangelho e ajudar irmãos em início da carreira cristã a firmarem seus passos. O irmão Ferreira, responsável pela congregação de Russas, recebeu com muita satisfação todos os irmãos que chegaram à sua cidade já na madrugada de sexta-feira. Ele viu irmãos despertarem na alvorada para dar início aos trabalhos de evangelismos sem perda de tempo.
Evangelismo ocorreu durante o dia de sábado, preparando as pessoas para o evento à noite, mas também na praça central( momentos antes da cruzada), local onde há uma concentração de pessoas favorável para o trabalho de distribuição de folhetos e conversas sobre a salvação. As ações de evangelização procuram abranger o máximo de pessoas possível, desde crianças até idosos. Não há limitação de idades, antes um querer intenso para vê o maior número de pessoas sendo encaminhadas a Cristo.
O evangelista André Elias foi o pregador da noite. Com sua voz firme e bem direcionada apregoou as verdades do Evangelho sem embaraços, acertando o alvo dos corações carentes da graça inefável.

Muito embora a proposta da viagem seja a evangelização, algo fenomenal acontece pelas muitas ações vivenciadas entre os viajantes, o estreitamento dos laços fraternos entre os irmãos. A comunhão vivenciada entre os irmãos do grupo de missionários é mais um elemento promotor para o êxito das campanhas. Também é importante destacar a forma como o evangelista Maurício abraça as cruzadas mensais e promove o sentimento do ágape com seu jeito carismático e alegre de ser. Seu acolhimento tem sido fundamental no engajamento de novos irmãos para o serviço cristão, para a comunhão e para a integração entre as obras missionárias e a Igreja de Fortaleza. Uma bênção!






























Acerca do Jejum

Uma santa disposição é evocada para cumprir o rito particular, abnegado e devocional do cristão. Exalta-se a Cristo sem alarde, sem o próximo saber. Tudo por que o segredo da prática é o que alegra o coração de Deus. O cristão se entrega exclusivo ao Pai das luzes, o Deus triunfante, abstendo-se do palpável e agradável ao paladar. Abandona o prazer do alimento, pois sua fome natural não o incomoda, porquanto sua fome maior está em ser sustentado pelo pão da vida e pela água da vida.
Mas, não se ouve tanto acerca do jejum ultimamente. Pregações não abordam tanto o tema; somente em poucas linhas de uma fala expositiva o ato é lembrado com pouca ênfase. Por qual razão? Falta de devoção, falta de interesse ou será apatia para cumprir a instrução bíblica? Podemos até supor duas razões: o desleixo espiritual e o entendimento equivocado. Há uma displicência evidente para com os princípios instituídos há muito pelo Cristo. Sinal do fim dos tempos! A insensibilidade espiritual e o desvio dos padrões comportamentais são ações que não correspondem aos interesses do movimento cristão. Desta forma, os princípios verdadeiros não são mais honrados devido ao modo como o Cristianismo é enxergado. Muitos cristãos nominais olham para os preceitos, classificando-os como obsoletos, para depois incrementarem seus entendimentos fajutos e sem espiritualidade, provocando um empobrecimento conceitual dos valores que alimentam o espírito. Pensam o jejum como se isto fosse dever de monastério ou de penitente, desfigurando a proferição do Senhor que ordenava aos seus discípulos jejuarem em sua ausência.
Jejum é fidelidade ao princípio da dependência divina. É prática que desenvolve a comunhão com o Todo-Poderoso, fazendo o cristão desfrutar das delícias celestes antes mesmo de contemplá-las. É sentir a falta do Salvador para por Ele ser consolado; é anelo pela sua presença; é invocação para que seu Espírito flua no coração dorido, mas não é somente prática passiva. É também reativa. Sua reação é de promoção do dom da vida impetrado no coração fiel pela sua intensa busca e invocação. O poder divino encontra lugar para aumentar sua operação e ação, cumprindo a promessa do Cristo sobre os obedientes. Restando, então, que fujam os inimigos diante do jejuante, pois o brilho da aurora irradia mais e mais em seu devotado coração.

Noiva de Cristo busque o calor da comunhão através do jejum!

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

PRINCÍPIOS PARA UM NAMORO CRISTÃO

Por Janderson Jair da Silva Costa
O QUE SIGNIFICA O NAMORO?
A palavra namoro provém da expressão espanhola “estar em amor”, que acabou formando o verbo enamorar, originando a palavra namoro. O namoro é uma união entre duas pessoas do sexo oposto, no qual o casal será conduzido ao belo mar do noivado até que chegue a terra firme, chamado casamento. Não encontramos citações nas Sagradas Escrituras sobre o namoro, nem algo que o impeça, porém é necessário tratá-lo com decência e honra. 
COMO O CRISTÃO DEVE ENCHERGAR O NAMORO?
O namoro cristão deve ser visto como uma união parcial entre dois corações, um enlace para se conhecerem, tendo de Deus a permissão para que no futuro tornem-se um só coração: o casamento deve ser o final desta união.
QUAIS SÃO OS PRINCÍPIOS PARA UM NAMORO CRISTÃO?
Encontramos alguns princípios para um namoro cristão na vida do Patriarca Isaque. Deus afirmou para Abraão que lhe daria um filho, Isaque, e por meio dele lhe concederia uma descendência inumerável como as estrelas dos céus (Gn 15:4-5). Isaque foi filho concebido na velhice de Sara, mulher de Abraão (Gn 21:1-7), foi um filho amado por Abraão (Gn 22;2) e foi de sua descendência que veio o Salvador Jesus Cristo (Mt 1:1-2). Vejamos agora, na vida de Isaque, alguns princípios para um namoro cristão:
1. A ESPIRITUALIDADE:
Isaque cultivava uma vida de comunhão com Deus através da oração: “E Isaque saíra a orar no campo, à tarde, quando levantou os olhos e viu os camelos que se aproximavam” (Gn 24.63). Por ser um homem cheio de espiritualidade, pôde se tornar um grande apoio para o momento de angústia que assolou sua esposa por ser estéreo. Entretanto, foi por meio da oração que obteve êxito: “E Isaque orou insistentemente ao Senhor por sua mulher, porquanto era estéril e o Senhor ouviu as suas orações e Rebeca sua mulher concebeu” (Gn 25.21). O cristão deve possuir uma genuína e firme  espiritualidade para que assim possa conduzir seu relacionamento para mais próximo de Cristo. Um relacionamento próximo a Cristo glorificará o nome de nosso Soberano Deus. Uma genuína e firme espiritualidade é evidenciada pela comunhão com Deus por meio da leitura bíblica, da oração e da comunhão com os santos (os salvos). Um leitor diário e devoto da Bíblia se tornará um grande aconselhador no que diz respeito às orientações divinas.
Vejamos o exemplo de Catharine booth, esposa do fundador do Exército de Salvação, William Booth. Ela foi um exemplo de espiritualidade e exemplo a ser seguido. Vejamos uma bela narração sobre Catharine:
Foi na Bíblia que começou o seu aprendizado e, antes mesmo de completar doze anos, já havia lido oito vezes, de capa a capa, assentado assim o alicerce do profundo conhecimento que possuía dos ensinos da Palavra, que se tornou uma arma poderosa para Deus em sua batalha posterior. (EXÉRCITO DE SALVAÇÃO: ORIGEM E DESENVOLVIMENTO, Ed. Exército de Salvação, São Paulo, 2002, pg. 17)
Catharine, por ter um profundo conhecimento nas Escrituras Sagradas, pôde se tonar uma valiosa ajudadora idônea para seu esposo. Assim como Isaque, um homem espiritual, serviu como um grande apoiador para sua esposa, assim também fez Catharine.
Fazendo uma alegoria, podemos comparar o namoro cristão a um barco e a espiritualidade às velas que concedem a direção para ele. Os ventos das Sagradas Escrituras vão soprar sobre as velas (a espiritualidade) e conduzir o barco (o namoro) sobre o mar do perigo (o mundo) rumo à transformação de glória em glória na mesma imagem de nosso Salvador Jesus Cristo. Sem as velas (a espiritualidade) no barco (o namoro), esta embarcação poderá enfrentar grandes tempestades, vindo em seguida a naufragar. Uma união parcial de dois corações sem abundar neles a espiritualidade pode ser comparada a uma miragem no deserto, é apenas uma ilusão.
2. MATURIDADE EMOCIONAL 
O que é a maturidade emocional?
A palavra maturidade é proveniente da palavra latina maturinas, que vem da palavra maturus que por sua vez significa: “que vem cedo”, “em pleno desenvolvimento” e “em momento favorável”. A maturidade emocional é o estado desenvolvido no qual o ser humano se torna mais competente para lidar com as dificuldades apresentadas no decorrer da vida.
Isaque adquiriu a maturidade emocional no decorrer de sua vida. Essa maturidade foi de muita importância para que ele se tornasse um valente guerreiro a fim de enfrentar os desafios que se apresentavam. Não com imaturidade, mas sim com a pequena pedra da maturidade emocional que “derrubou” muitos gigantes pelo caminho. Se um cristão ou uma cristã que ainda não consegue suportar com paciência no Senhor, sabendo que ele a qualquer momento trará bonança a tempestade, como poderá enfrentar as adversidades em um namoro? Se não é maduro o suficiente para si mesmo, como poderá ser maduro o suficientemente para está junto à outra pessoa? Ou como poderá resistir ao inimigo que está pronto para levar relacionamentos para longe do Senhor e destruí-los?
Suas emoções semelhantes às de uma criança  são fortes por fora, mas por dentro são incapazes de encararem e ficarem de pé diante das adversidades.

Em Isaque encontramos um homem que transbordava espiritualidade, evidenciando uma pessoa de ilustre maturidade emocional. A menos que você possua estes princípios citados, não terá os requisitos necessários para um cristão ter um bom relacionamento. Aqueles que não possuem tais princípios, assemelhá-lo-ei a um soldado camicase cujo avião voa para o suicídio e aconselho a refletirem sobre sua situação. Certamente, você deverá se dedicar à seara do Senhor e ganhar multidões de almas para Cristo até o Senhor providenciar o seu Isaque ou a sua Catherine.