O Jornal Tocha da Verdade é um periódico trimestral independente que tem como objetivo resgatar os princípios cristãos em toda sua plenitude. Com artigos escritos por pastores, professores de algumas áreas do saber e por estudiosos da teologia buscamos despertar a comunidade cristã-evangélica para a pureza das Escrituras. Incentivamos a prática e a ética cristã em vistas do aperfeiçoamento da Igreja de Cristo como noiva imaculada. Prezamos pela simplicidade do Evangelho e pelo não conformismo com a mundanização e a secularização do Cristianismo pós-moderno em fase de decadência espiritual.

quinta-feira, 14 de junho de 2018

A que ponto chegou o homem


Percebe-se que as pessoas perderam o mínimo de temor a Deus que ainda resistia. Não se leva em consideração mais os valores cristãos, aliás quase nenhum valor, pois há um conluio, ora velado, ora explícito, tentando minorar cada dia mais o bom senso. É uma mentalidade de opressão ao equilíbrio, crescendo para estabelecer o reino do homem, porém do homem ímpio.
No mundo impera a ideologia da paixão que se apresenta como misto de hedonismo, narcisismo, egoísmo e promiscuidade. Muito embora falem de conduta ética e moral, há muito se esqueceram do seu significado. A moral é reduzida à medida que essa paixão, outrora ocultada, vem alcançando maior notoriedade através de suas propostas que obrigam a coletividade à tirania do pecado. Elas mal perceberam o portal pelo qual o mundo foi transportado para chegar ao ápice do leviano, visto que caminha para o fracasso absoluto de seu iminente e breve domínio simplesmente por ceder suas paixões (estado que se configura como a de animais já que a racionalidade também foi deixada de lado). As formas de condutas instauradas a partir dos propósitos de quem quer viver a vida ao extremo, experimentando todas as formas de aparente prazer, conduz seus transeuntes para a ruína completa, visto que ao vermos a autorização do aborto, a irreverência quanto ao Estado de democracia, ora suplantado pelos interesses da minoria, a profanação dos símbolos sagrados, a corrupção política por amor ao dinheiro, as mais loucas ideologias e práticas sexuais proliferando, as propostas para legalização de drogas, a insistente apelação de crianças serem introduzidas em práticas sexuais promiscuas, abrindo precedente para a pedofilia, entre outras, somos impelidos a perceber que o homem não sabe o que é liberdade.
Liberdade não é poder fazer tudo que apetece a alma, muito embora alguns pensem assim. Liberdade é prevalência sobre a paixão para usufruto de comunhão com Deus. Pode o homem ou o filósofo mundano tentar rejeitar esse conceito cristão, mas jamais poderão apagar a verdade absoluta. Mal percebem como suas vidas se tornaram repulsivas ao moderado e ao equilibrado já que cederam ao irracional, por isso denigrem as virtudes cristãs com o ávido sentimento do anticristo.
É lamentável ver o gênero humano caminhando sem rumo achando eles que estão em caminho capaz de solucionar todos os dilemas da vida. Engano! Andam para o abismo. Cairão e não terão quem os resgate, pois, o redentor opera neste momento, instante que o estão menosprezando.

Maranata!

Retiro de jovens


A Igreja Batista Renovada Moriá promoverá no período de férias (jul/2018) acampamento (retiro) para jovens. A única finalidade é elevar os jovens cristãos a um patamar de comunhão com Deus, razão pela qual muitos irmãos têm trabalhado para a realização do evento. O local do retiro será em lugar apropriado, em Aquiraz (CE), com toda infraestrutura necessária para o sucesso do evento.

Para quem está em dúvidas sobre os prognósticos sobre os efeitos positivos do retiro, saibam que:

1) Há uma comissão formada por adultos que serão os responsáveis pela segurança e interação dos jovens;
2) Haverá normas que deverão ser obedecidos para disciplina e devoção no lugar;
3) A programação voltada para atividades espirituais através de cultos pela manhã, tarde, noite e vigília, não sobrando espaço para futilidades;
4) Todos os pregadores são do quadro da Igreja Batista Renovada Moriá;
5) O objetivo do retiro é fomentar espiritualidade no coração de nossos jovens cristãos;



Maiores informações: Templo da Igreja Batista Renovada Moriá
Rua Nogueira Acioli, 2195 – Joaquim Távora
às quintas, a partir de 18h30, e aos domingos, a partir das 18h.

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Dá-nos a religião dos velhos tempos


Os Montanistas e o Cristianismo genuíno


Quando Jesus encontrou Mateus, ordenando, em seguida, que deixasse seu posto fiscal para segui-lo; quando Pedro, João e Tiago foram chamados para deixarem de lado a pescaria a fim de se tornarem pregadores exclusivos do Evangelho; quando competiu a Igreja se concentrar durante dez dias em Jerusalém para orar, em intenso clamor, pelo Espírito da promessa; quando Paulo abnegou sua posição religiosa e cultural, tendo em vista se dedicar ao ministério vocacional de apóstolo; todos não viveram experiências “exageradas” aos olhos convencionais e seculares? Quando o próprio Cristo, enquanto homem, jejuou durante quarenta dias; quando não descansava durante as noites, pretendendo dedicar-se à oração; quando pregava duramente contra a hipocrisia farisaica, desnudando o caráter medonho desse grupo religioso; não estava ele propondo um caminho a seguir bem diferente do convencional e tradicional? Esse comportamento incomodou as tendências religiosas porque se erigia contra o marasmo religioso reinante.   
A internalização daqueles comportamentos prenunciou doutrinas como a renúncia aos bens materiais (Mateus 19:16-24), sobre a renúncia à própria vida (Mateus 16:24-26), com a máxima que dizia o modo de ser verdadeiro de um discípulo de Cristo: “Assim, pois, qualquer de vós, que não renuncia a tudo quanto tem, não pode ser meu discípulo” (Lucas 9:33); também revelou as intenções divinas sobre a negação das paixões carnais (Colossenses 3:5) e o apego àquilo que estava sendo revelado e, ainda, por ser revelado em posteriores eventos.    
          Diante do exposto, percebe-se que o Cristianismo foi fundado sobre princípios bem diferentes da vida cotidiana, sendo privilegiados aqueles que tiveram a oportunidade de ouvir a pregação do Evangelho direto da fonte. Esses princípios não se restringiram ao modus daquele tempo, já que se tratava da apresentação de conceitos absolutos e imutáveis, regidos pelos atributos invariáveis da Divindade. Apesar disso, o pensamento reinante dentre a maioria das vertentes cristãs modernas foi de que essa visão e seu conjunto de práticas estavam limitados ao cânon bíblico, não devendo ser aplicada sua regra no todo aos seguidores posteriores, mas em parte, muito embora esteja claro no texto bíblico a abrangência e a amplitude da soberana vontade sobre seus preceitos. Deste modo, por razões alheias e diversas, preferiram deixar de lado a possibilidade de reprodução daquelas práticas nos movimentos posteriores ao Cristianismo Primitivo (certamente, essa mentalidade em muito contribuiu para a corrente “cristã” de liberalismo teológico e se mostrou contraditória já que muitos destes movimentos reivindicam ligação com o primitivismo sem guardarem seus postulados). Afora isso, somos impelidos a acreditar que esta aceitação restritiva rejeita também a pura pregação, o puro comportamento e as muitas ações neotestamentária, pois, através das diversas tentativas, fazem releituras daqueles eventos dando outras interpretações a que pretendiam os protagonistas bíblicos e readaptam os preceitos segundo a própria conveniência. O erro de tomar a revelação divina e sujeita-la à mentalidade humana com seus incrementos produziu o misto entre Cristo e belial, prática rejeitada pelo apostolado severamente, visto que essa mistura provocou um hibridismo ocasional, diminuindo o poder de subsistência das verdades bíblicas, incorrendo na ausência da providência divina e abrindo precedentes para a formação de um “cristão” adaptado, modelado e sujeito às tendências culturais, aos processos de inovação temporal e às políticas eclesiásticas dominadoras.
         Essa impressão herdada da teologia das reinvenções (termo nosso referente à maneira de pensar a teologia com adaptações) projetou a possibilidade e a necessidade de algo que não deveria ser possível nem necessário: alterar sensivelmente o legado de Cristo e de seus apóstolos. Quem olha o Cristianismo de hoje verifica um movimento profundamente alterado, modificado e recriado, confirmando a tese de que o hidridismo evolutivo do cristianismo produziu outro movimento, fugindo à regra primordial de ser o que era no princípio. Essa regra de conservação, apesar de rejeitada pela corrente híbrida, repousou serena nos grupos marginalizados que viveram paralelamente àqueles impostores da fé cristã. Logo, quando tratamos de movimentos como o Montanismo, devido à rejeição aos postulados apostólicos e não somente a sua história, faz-se ouvir aquele eco ensurdecedor de que ele não representou o puro Cristianismo. Por qual razão? Em razão de Eusébio de Cesareia, um historiador bajulador de Constantino e adepto da teologia das adaptações, assim ter falado? Então, é preferível acreditar em alguém que não foi fiel ao paradigma da eclesiologia primitiva a acreditar em quem queria viver segundo aqueles preceitos?
         A rejeição aos montanistas é tão grande que foram taxados como a heresia mais antiga que surgiu na História da Igreja. Apesar disso, devemos fazer uma pergunta: eles foram heréticos ou reacionários? Quais diferenças devem ser apresentadas para podermos extrair uma compreensão mais coerente dentro da pretensão do texto? O parecer de alguns estudiosos sobre o assunto poderá nos amparar nesse desafio.
         Para John de Soyres: Nossa conclusão é que não havia nada [no Montanismo] oposto ao credo. Anne Jensen afirmou: A erudição moderna demonstrou a ortodoxia essencial do movimento original da Frígia. Sheila E. McGinn reforça a informação quando, referindo-se aos oráculos, enfatizou: Estes poucos oráculos demonstram a ortodoxia doutrinária da Nova Profecia – um ponto que agora é uma questão de consenso entre os estudiosos montanistas. Mesmo quem se opunha religiosamente ao movimento, mas dedicou-se a uma compreensão sensata do movimento soube reconhecer seus valores. O estudioso jesuíta Walter J. Burghardt asseverou: Não posso encontrar evidências convincentes de que o Montanismo primitivo fosse culpado de heresia. David Wrigth confere mais um entendimento equilibrado: Sem demora, é óbvio que [o Paráclito do Montanismo] não tem nada a ver com o complemento da regra de fé ou a apresentação de novas revelações.
A evidência mais concreta que podemos aplicar ao nosso raciocínio para validar o Montanismo como autêntico movimento cristão, oriundo do anseio de querer ser a Igreja Primitiva de seu tempo, é Tertuliano. Tertuliano se apresenta não apenas como teólogo que vai confirmar as convicções montanistas, alinhando-as com as de Atos e das Epístolas, mas como membro efetivo de uma Igreja pura. Tertuliano rejeitou a Igreja em caminhos de desvio pelo seu envenenamento com o mundanismo da época, desqualificando-a como uma instituição séria com veia espiritual. A sensibilidade tertulianista foi tão profunda que conseguiu absorver a pregação de Montano, Maximila e Priscila sem se opor, visto que era a mesma pregação de Atos, e assim que pode rumou para a comunidade montanista sem pestanejar. 
Portanto, muitos estudiosos do assunto e não meros expectadores que se deixam alienar por opiniões diversas têm confirmado as orientações do Montanismo, versando sobre seu apego ao conceito primeiro da fé cristã. Essa corrente minoritária de pensadores têm tido a sensatez para compreender um dos movimentos mais incompreendidos da História do Cristianismo e demonstrar pela argumentação consistente a coerência de Montano e de seu grupo.

Heládio Santos
Prof. Instituto Pietista de Cultura

Referências
Burghardt, Walter J. Primitive Montanism: Why Condemned? in Dikran Y. Hadidian (ed.), From Faith to Faith: Essays in Honor of Donald G. Miller on his Seventieth Birthday (Pittsburgh: The Pickwick Press, 1979), p. 340.
Jensen, Anne. Prisca - Maximilla - Montanus: Who was the Founder of ‘Montanism’? in Elizabeth Livingstone (ed.), Studia Patristica, vol. 26 (Leuven: Peeter's Press, 1993), p. 148.
Soyres, John De, Montanism and the Primitive Church (Cambridge: Deighton, Bell and Co., 1878), p. 31.
Mcginn, Sheila E. The Montanist Oracles and Prophetic Theology, in Elizabeth A. Livingstone (ed.), Studia Patristica, vol. 31 (Leuven: Peeter’s Press, 1997), p. 132.
Wright, David F. Why were the Montanists Condemned? Themelios, 2, 21-22 (1970).

quinta-feira, 31 de maio de 2018

Segunda Cruzada na LBA

A comunidade que reside no entorno da quadra da LBA, no Joaquim Távora, foi impactada novamente pela Cruzada da Igreja Batista Renovada Moriá. No segundo ano no qual a Igreja realiza o evento, muitos vizinhos ficaram às portas espreitando aquele movimento diferente para o propósito do equipamento esportivo, além dos que estavam assentados nas cadeiras enfileiradas. O objetivo? Pregar a Palavra para formação de discípulos, segundo o Ide de Cristo já que o local proporciona a condição de anunciar as boas novas com grande liberdade.   
Para tanto, uma multidão de irmãos da Piedade e de outras congregações lotou o local de culto, fortalecendo a programação cujo pregador foi pastor Glauco Barreira. Pessoas foram evangelizadas durante à tarde, crianças tiveram a atenção de professores de escolinhas bíblicas e todos ouviram a mensagem de Cristo nesta noite. Não houve qualquer transtorno ou reivindicação dos moradores por se acharem incomodados, ao que imaginamos que eles se sentiram mais uma vez honrados por receberem o evento cujos fins são realmente dignos de atenção.
No final, duas pessoas entregaram a Cristo suas vidas. Carlos André, o cidadão que foi à frente, passou a infância e parte da juventude frequentando o salão do reino das testemunhas de Jeová, sendo educado em suas doutrinas, porém, nesta noite, rendeu-se a Cristo, elegendo-o como único Salvador e Senhor.
Oremos pelos frutos deste trabalho, apesar de terem sido poucos. Lembremo-nos que, segundo o preceito bíblico, bastaria uma só ovelha para que o fiel pastor se dispusesse a buscá-la como o intento de resgatá-la. Nesta noite, tivemos duas. Glórias a Deus.


















quinta-feira, 24 de maio de 2018

Noite do Musical: Dá-nos a religião dos velhos tempos


O manto de luz que cobria o público, ouvinte atento e despertado para a introspecção em cada hino entoado pelo conjunto de devotados crentes posicionados na sóbria tribuna, emanava das arandelas e lustres, sustentados pelas paredes e teto cujos locais devidamente pensados assim o foram para que sua irradiação branco-amarela remetesse ao contexto medieval de reverência e contemplação. Esse elemento tornou o objetivo do evento ainda mais venerável, de modo que sob aquela iluminação incandescente fomos remetidos ao cenário contemplativo, aquele de ver somente a Jesus. Nesse ambiente, “espíritos” foram tocados pela beleza musical das melodias, enquanto suas almas se achavam imersas nas letras de pura expressão do verdadeiro canto a Deus. Percebendo o valor dos conceitos apresentados, esclarecidos pela iluminação e pela elucidação de quem fazia uso da oratória, a grande plateia vivenciou um misto de humilhação e grandeza, visto que assumiu sua pequenez diante da majestade do Todo-Poderoso, o Deus supremo presente na reunião entre “pecadores”. Esse era um dos sentidos do evento, pois além de focar o quesito música cristã reverente para a perfeita adoração a Deus a pronunciação de cada estrofe e refrão fazia arrepiar os corpos tocados pelo esclarecimento advindo da poesia fundamentada nas verdades bíblicas, uma pregação musicada, inspirada na verdade absoluta e inalterável das Escrituras, fonte de vida espiritual para nossa comunhão com o Senhor, ou seja, a proposta para o resgate dos hinos tradicionais.

Quantos rostos vistos entre a multidão expressavam essa experiência? Foram muitos, para não dizer todos, já que não havia clima para distração e entretenimento, mas somente uma ânsia para adorar a Deus em espírito e em verdade. Jovens, adultos e velhos, nós todos fomos envolvidos e elevados a um patamar altíssimo no qual se encontrava de fato Deus. Foi uma noite em que os céus se abriram e fizeram jorrar dádivas pelas quais, nós cristãos, devemos nos apropriar delas para conservar o paradigma bíblico da reverência a Deus quando nos reunimos em nossos cultos.
Fabiano Santiago (organizador) estava ansioso para ver os resultados do trabalho de sua equipe de músicos (Lívia, Ivanilson, Karla, Daniel, Paulo e Alysson), porquanto foram meses de dedicação e preparação para apenas um fim: a glória de Deus. Muito embora não estivesse preocupado com a repercussão positiva para si e para os demais componentes, lembrou com insistência que somos meros instrumentos que refletem as virtudes cristãs, de modo que cabe a nós sabermos distinguir entre o adorador e o adorado, cabendo a honra àquele que realmente é digno de louvor: o nosso Deus. O trabalho esmerado de toda equipe é a prova de que se pode resgatar os valores esquecidos com pessoas jovens que amam esses mesmos valores. Essa mentalidade faz com que a hinódia tradicional seja considerada necessária para a Igreja, não sendo subestimada como obsoleta, mas como algo consistente e de uma representação superior a qualquer single cantado hoje em dia. Os hinos tradicionais têm maior profundidade, espiritualidade, consistência, melodia e são mais eloquentes. Reivindicam para si uma atenção maior em razão de serem mais aptos para os lábios daqueles que temem a Deus nos cultos.   
A COMUNIE – Comunhão Evangélica, pensando nesse fato, tem o privilégio de promover encontros como esse para esclarecer sobre os problemas modernos que afetam o movimento evangélico. A causa de tantos males? O liberalismo teológico que tenta incutir nas massas outro cristianismo, enquanto a iniciativa da COMUNIE é criar um espírito mais crítico com respeito a tais inovações. Não é só o problema do ceticismo acadêmico que vem atingindo os jovens cristãos universitários, mas também o fato de muitas igrejas estarem saindo do prumo, de modo que o Rev. Glauco Barreira Magalhães Filho (organizador geral) vem despertando essa comunidade para um retorno aos valores genuinamente cristãos a fim de que possam ser apresentados ao universo que isso remete e remediá-lo pela Palavra de Cristo.

















Amazing Grace


A graça de Cristo


John Newton acumulou muitas experiências em vida de 82 anos. Sua mãe morreu quando ele tinha seis anos de idade, obrigando-o a se juntar ao pai no mar quando ele tinha onze anos. Ele serviu como aprendiz de marinheiro, e progrediu nas fileiras até se tornar o capitão de um navio negreiro. Abandonou o treinamento religioso que havia experimentado quando criança e se divertiu com a vida dissoluta de um comerciante de escravos. Ele ficou conhecido por sua vida profana e crueldade.
Mas uma noite tempestuosa, quando seu navio corria o risco de afundar e ele corria o risco de morrer, Newton teve uma verdadeira mudança de vida. Poderia ter sido seu treinamento religioso influenciado pelas orações de sua mãe depois de todos esses anos - ou pode ter sido o amor dele por Mary Catlett, uma mulher cristã com quem ele se casou mais tarde - ou poderia ter sido sua leitura do livro, Imitação de Cristo - ou poderia ter sido todos os três. Em qualquer caso, Newton teve uma experiência de conversão real.
Por um tempo, Newton continuou trabalhando no seu navio de escravos, mas começou a tratar tanto os escravos quanto sua tripulação com muito mais compaixão. Finalmente, convencido de que o tráfico de escravos estava errado, ele deixou seu navio e conseguiu um emprego em terra.
Ele então sentiu um chamado para o ministério e foi ordenado aos quarenta anos e designado para uma igreja em Olney, Inglaterra. Ele continuou no ministério durante o resto de sua longa vida, mesmo depois da cegueira que o assolou, impossibilitando-o de ler.
O hino Amazing Grace é, em certo sentido, a própria história de Newton. Foi uma graça incrível que o salvou, e foi a graça surpreendente que foi o foco de sua pregação. Mas Amazing Grace é a história de todo cristão. É uma graça surpreendente que nos salva - nada mais - sem obras de nossas mãos ou presentes de nossa riqueza. Foi incrível que Deus amaria e salvaria John Newton, mas é incrível que Deus ame e salve qualquer um de nós. É realmente algo maravilhoso ouvir o doce som de sua melodia e entender sua legra, mas é tão surpreendente que é difícil de acreditar. Acredite, porque é verdade.

Autor: Richard Niell Donovan (com adaptações)
Disponível em: https://www.sermonwriter.com/hymn-stories/amazing-grace/