O Jornal Tocha da Verdade é uma publicação independente que tem como objetivo resgatar os princípios cristãos em toda sua plenitude. Com artigos escritos por pastores, professores de algumas áreas do saber e por estudiosos da teologia buscamos despertar a comunidade cristã-evangélica para a pureza das Escrituras. Incentivamos a prática e a ética cristã em vistas do aperfeiçoamento da Igreja de Cristo como noiva imaculada. Prezamos pela simplicidade do Evangelho e pelo não conformismo com a mundanização e a secularização do Cristianismo pós-moderno em fase de decadência espiritual.
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sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Os dons espirituais hoje?


O argumento comum dos que negam a atualidade da operação dos dons espirituais é falar de período de milagres. Será que isso tem base bíblica?

Jesus disse que estaria com seus discípulos até a consumação dos séculos. Sabemos que isso é por meio do outro consolador, o Espírito Santo. Segundo o texto de 1Co 12.4-6 as três pessoas da Trindade fazem obras específicas. O Espírito dá a manifestação dos dons para o que for útil (1Co 12.4). Ele é soberano nisso, como destaca Paulo em 1Co 12.11. Os dons de serviços (pastor, evangelista e mestre) são dados por Cristo (1Co 12.5; Ef 4.11) não cessaram, já os apóstolos e profetas que puseram o fundamento doutrinário fixado no texto do Novo Testamento (Ef 2.20; 3.5 e 1Co 3.10, 11) cessaram, mas sobrevivem pelo texto sagrado, enquanto os outros três ministérios restantes são ricos e abundantes na igreja e no Reino de Deus. Já as operações ou realizações por Deus-Pai (1Co 12.6) em sinais, prodígios, visões, sonhos, e na direção geral e harmoniosa de tudo ainda se destaca, e nada impede que possam ocorrer, e logo virão, em grande intensidade quando vier o dia da sua ira, a chamada Grande Tribulação, mas os carismas, os chamados dons espirituais, dados pelo Espírito (1Co 12.4, 7-11) não poderiam ter cessado. Eles são para edificação da Igreja, e essa ainda está aqui. A atuação deles sempre ocorreu e ocorrerá, mas muito mais agora. Se os dons ministeriais são vigentes, quanto mais os espirituais. E Deus-pai na Pessoa de Jesus Cristo é o Deus vivo Todo-poderoso que Jesus e O Espírito Santo nos dá acesso, então, temam, filhos de Adão e filhas de Eva. Deus é o mesmo, ontem, hoje e o será eternamente! Toda glória a Ele por Jesus Cristo seu Filho!

Não podemos dizer o que Deus fará ou deixará de fazer. Dizer que Deus não opera mais, em qualquer uma das pessoas da Trindade é estúpido, tolo e grosseiro. Isso é afirmar que Deus não é soberano. Ironicamente quem ousa dizer essas abobrinhas, sem fundamento, são os que vivem a enfatizar a soberania divina em suas doutrinas. Enfatizam tanto a soberania que a virtude divina que é de fato mais enfatizada pelo próprio Deus em suas Escrituras fica em segundo plano, que é o amor.

 

Luiz Souza


quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

A segunda bênção



Não nos limitemos a pensar que salvação encerra as dádivas divinas para nós. Juntamente com todos os benefícios da salvação (perdão, reconciliação, nova vida, justificação) há outros que precisam ser explorados uma vez que vigoram até hoje. A Bíblia nos ensina que no momento em que aceitamos a Cristo o Espírito Santo passa a habitar em nós, como está escrito: “Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai. O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Romanos 8:15-16). Por conseguinte, o Espírito é quem opera em nós o anseio para obediência e piedade. Por Ele, somos direcionados a cumprir os princípios cristãos estabelecidos com graça e fervor, ajudando-nos a vencer os obstáculos que se apresentam em nossa caminhada para vivermos em santidade.
Entretanto, além de ser o crente um beneficiário do favor divino, ele também deve ser um proclamador das verdades bíblicas e de sua experiência particular de salvação. Ainda que não tenha versatilidade para falar em público, o Senhor nos concede uma grande bênção: o batismo no Espírito Santo (segunda bênção). Este batismo aconteceu pela primeira vez em Atos dos apóstolos, enquanto os discípulos estavam em oração, num cenáculo em Jerusalém (Atos 2:1-21). O objetivo foi capacita-los espiritualmente com poder sobrenatural (influência do Espírito Santo) para poderem pregar e sua pregação influenciasse os ouvintes. Aqueles discípulos que viram o Cristo ressurreto esperando que lhes desse alguma nova orientação receberam a seguinte promessa: “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria, e até os confins da terra” (Atos 1:8).
A promessa do Espírito ou revestimento de poder serviu para dar ousadia e encorajamento para pregação das verdades cristãs. Inclusive, a razão dos discípulos estarem no cenáculo orando era porque temiam a perseguição dos judeus que não aceitaram a mensagem de Cristo, não tendo coragem para proclama-la. Quando o vento impetuoso encheu aquele lugar, os discípulos foram cheios do Espírito e começaram a falar em outras línguas, evidência do batismo. Pedro foi o primeiro a sair do lugar e proclamar para os transeuntes a mensagem de salvação que após ouvirem suas palavras, compungidos em seu coração, perguntaram como alcançar a salvação, levando-nos a acreditar nos efeitos de convencimento do Espírito a partir da pregação de um cristão que foi revestido de poder. Ao evento, convencionou-se chamar de Pentecostes em razão do acontecimento ter sido verificado em plena Festa do Pentecostes (festa judaica de comemoração pela colheita). Por isso, todos os que aceitam a prática do batismo no Espírito Santo são chamados pentecostais.
Essa promessa do Espírito não se limitou ao tempo apostólico, pois o próprio Pedro justificou ao dizer: “Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe, a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar” (Atos 2:39). Para se receber este batismo, faz-se necessário uma busca convicta do dom e insistência. Jesus disse “pois se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?” (Lucas 11:13), já que “... eu vos digo a vós: pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á; porque qualquer que pede recebe; e quem busca acha; e a quem bate abrir-se-lhe-á” (Lucas 11:9-10).
O batismo no Espírito Santo representa a perpetuidade da manifestação espiritual de Deus porquanto é uma promessa para o crente. O revestimento de poder o capacita para testemunhar sobre Cristo e sobre as verdades inerentes ao Salvador de modo que passa a participar efetivamente da obra de Deus. Para tanto, faz necessária uma busca ininterrupta até recebê-lo com evidência no falar outras línguas (línguas espirituais ininteligíveis) através da fé e da mesma ousadia que tiveram os cristãos da Igreja Primitiva.

Pr. Heládio Santos

domingo, 15 de setembro de 2019

Parceria com a Editora Carisma



Em breve, nossa banquinha (stand dentro do templo da Igreja Batista Renovada Moriá) estará disponibilizando outras literaturas da Editora Carisma. A Editora Carisma vem assumindo papel de destaque entre o segmento editorial brasileira publicando livros sobre o pentecostalismo clássico, nos quais encontramos vasta argumentação sobre a atualidade do batismo no Espírito Santo e dos dons, assim como um profundo trabalho de pesquisa histórico cujos resultados possibilitaram ao leitor conhecer um maior número de movimentos que reivindicaram a promessa do Espírito. Percebe-se pelo conteúdo e pelo volume de cada livro o compromisso que o pastor Renato Cunha, diretor da editora Carisma, abraçou ao oferecer conhecimento sobre o pentecostalismo, suprindo uma lacuna há muito detectada entre as editoras do Brasil que não mais buscavam literaturas com o viés de renovação espiritual carismática.

Aguarde...
Alguns títulos são apresentados abaixo para conhecimento dos pretendentes:     
PRÓLOGO
CAPÍTULO 1 - UMA ANÁLISE TEOLÓGICA DO PENTECOSTALISMO
Em busca de um padrão comum 
Dois padrões em conflito 
O padrão comum do pentecostalismo quadrangular
A hermenêutica pentecostal 
O movimento da “Chuva Serôdia” 

CAPÍTULO 2 - AS RAÍZES METODISTAS DO PENTECOSTALISMO 
A conexão Metodista 
O motivo primitivista em Wesley 
John Wesley: um teólogo do Espírito 
Wesley e os dons do Espírito 
A soteriologia de Wesley 
Perfeição cristã versus batismo no Espírito Santo 
A divisão crucial 

CAPÍTULO 3 - O AVIVAMENTO NORTE-AMERICANO DA PERFEIÇÃO CRISTÃ
O surgimento do Movimento de Santidade 
Novas correntes teológicas 
O Surgimento do imaginário pentecostal 
A Mudança para a retórica pentecostal 

CAPÍTULO 4 - O  TRIUNFO DA DOUTRINA PENTECOSTAL DO BATISMO DO ESPÍRITO
A mudança para a santificação Pentecostal Fletcher revivido 
“Poder” ou “Santidade”? 
O ensino das “três bênçãos”
A doutrina avivalista do “batismo do Espírito Santo” 
O Movimento de Keswick 
Os últimos precursores: Simpson e Gordon 

CAPÍTULO 5 - O SURGIMENTO DO MOVIMENTO DE CURA DIVINA
Wesley e a cura divina 
A influência do Pietismo
Desenvolvimento na Inglaterra e na América 
“Cura pela fé” 
“Cura na expiação” 
Outras considerações 
Discordâncias na “Holiness Association” 

CAPÍTULO 6 - O SURGIMENTO DO PRÉ-MILENISMO
Influências puritanas e pietistas 
Wesley versus Fletcher
Correntes milenistas nos avivamentos 
Profético versus apocalíptico 
Uma visão em mutação 
Pré-milenismo no Movimento Santidade 

EPÍLOGO - O SURGIMENTO DO PENTECOSTALISMO



Prefácio

Introdução 
Recuperando a história do cristianismo carismático 
Qual é a diferença? 
Crescimento fenomenal 
O desafio da legitimidade histórica 
O caminho para a recuperação histórica 

Capítulo 1
A igreja apostólica 
Cargos ou funções? 
Obras maiores ou menores? 2

Capítulo 2
A igreja antenicena 
Irineu de Lyon 
Tertuliano 
Orígenes 
Novaciano 
Cipriano 
Outros relatos da igreja primitiva 
Conclusão 

Capítulo 3
O declínio dos dons espirituais e a primeira Renovação Carismática 
O institucionalismo e os bispos 
Montano 
Montanismo: heresia ou cristianismo bíblico? 
Os toques finais 

Capítulo 4
O Impacto da conversão de Constantino no aspecto carismático da Igreja 
Fusão entre Estado e Igreja 
A religião exclusiva do Estado 
Adoção do modelo político romano 
Surgimento das batalhas doutrinais


Capítulo 5
Monasticismo: o surgimento de outro Movimento Carismático 
Antão 
Pacômio
Atanásio
Hilarião 
Ambrósio
Jerônimo
Agostinho
Bento de Núrsia 
Gregório Magno 
Conclusão 


Capítulo 6
Desenvolvimento interno do monasticismo e a igreja institucional 
Extremismos monásticos e misticismo 
Os milagres e a expansão missionária 
Santos ou feiticeiros? 
O Misticismo medieval era um modelo de espiritualidade? 


Capítulo 7
A renovação monástica 
Bernardo de Claraval 
Hildegarda de Bingen 
Domingos de Gusmão
Francisco de Assis 
Vicente de Ferrier 
Mais evidências 


Capítulo 8
Os cátaros 
O consolamentum 
Hereges ou heróis da fé?


Capítulo 9
Os valdenses 
Pedro Valdo 
Rejeição e perseguição 
Cristianismo neotestamentário
Cura divina 
Igualdade no ministério 
Conclusão 

Capítulo 10
Martinho Lutero e a Reforma 
Lutero e os milagres 
Lutero e a autoridade
Lutero e o dom profético
Lutero e a cura divina 
Johannes Brenz 
Lutero e o cessacionismo 
Bem-vindo, Espírito Santo!

Capítulo 11
Os anabatistas 
Os tais “reformadores radicais” 
O batismo do crente 
A iluminação das Escrituras 
A profecia como ministério de todos os crentes 
Exageros carismáticos e proféticos 
Pilgram Marpeck 
Menno Simmons 
O legado anabatista 

Capítulo 12
Os profetas franceses
Uma unção profética 
Falando em línguas 
Os camisards 

Capítulo 13
George Fox e os Quakers 
George Fox 
A batalha entre os símbolos externos e a luz interior 
Perseguição 
Os fenômenos carismáticos 
Conclusão 

Capítulo 14
O avivamento moraviano 
Conde Zinzendorf 
Em fervente oração
Um derramamento 


Capítulo 15
O avivamento metodista 
Fenômenos espirituais extraordinários 
Acusado de entusiasmo 
Falando em línguas 
Uma segunda obra da graça 
John Fletcher 


Capítulo 16
O grande despertamento (1726-1750) 
Jonathan Edwards 
George Whitefield 


Capítulo 17
O segundo Grande Despertamento (1800-1840) 
O avivamento na Costa Leste 
O avivamento em Kentucky 
Barton Stone e o avivamento de Cane Ridge 
Conclusão 


Capítulo 18
Edward Irving e a igreja católica apostólica 
O dom do Espírito Santo 
Um surto carismático na Escócia 
Eventos em Londres 
O sinal permanente 
Conclusão 


Capítulo 19
Os precursores do Movimento Pentecostal/Carismático no século 19 
Pheobe Palmer 
Charles Finney 
A. J. Gordon 
Dwight L. Moody 
Reuben A. Torrey 
Línguas e linguagem pentecostal 


Capítulo 20
Charles Parham e a Escola Bíblica Bethel (Bethel Bible College) 
A busca 
Escola Bíblica Bethel em Topeka, Kansas 
O derramamento 
A Importância da Escola Bíblica Bethel 
Parham era racista? 

Capítulo 21
William Seymour e o Avivamento da Rua Azuza 
O chamado para Los Angeles 
Oração 
O Espírito Santo e a liderança 
O caráter inter-racial 
Um fenômeno mundial 

Capítulo 22
Parham e o avivamento de Zion City 
Os problemas em Zion City 
“Até que o Reino venha” 
A conexão da cura divina 
Segadores empurrados à colheita 
Marie Burgess Brown 
F. F. Bosworth 
John G. Lake 
Conclusão 

Capítulo 23
A mensagem se espalha pelo mundo 
Índia 
América do Sul 
Europa 
China 
Proliferação 

Capítulo 24
Desenvolvimentos posteriores no Pentecostalismo 
O pacto da última chuva 
A tendência ao denominacionalismo 

Capítulo 25
O Avivamento de Cura 
Oral Roberts 
A voz da cura 
T. L. e Daisy Osborn 
Conclusão 

Capítulo 26
A segunda chuva de avivamento 
O derramamento na Faculdade Bíblica de Sharon 
A importância de Sharon 
Crescimento e oposição 

Capítulo 27
O Movimento Carismático 
Dennis Bennet e a renovação protestante 
O Movimento Carismático Católico 
Ecumenismo e cismas 
O problema da autoridade 

Capítulo 28
A Terceira Onda 
John Wimber e a vinha 
Diferenças doutrinais 

Capítulo 29
A última década do século XX 
A bênção de Toronto 
Divisões devido às manifestações 
O avivamento de Pensacola 
Divisões em Pensacola 
O vaivém do avivamento 
O problema das manifestações 
Tendências nas instituições 
O movimento de convergência 
As novas igrejas apostólicas 
A vanguarda da Igreja hoje 
Conclusão: Batalhando pela fé 
Na periferia? 
Os guardiães da verdade 

terça-feira, 21 de maio de 2019

Enquanto o Espírito esteve orientando a Igreja


Os grandes avivamentos espirituais da Igreja Cristã foram marcados pela presença do Espírito Santo agindo efetivamente na comunidade. Através de pregadores abnegados e cheios do seu poder, as pregações continham um vigor sobre-humano, influenciando muitos pecadores ao arrependimento, principalmente, pela operação de convencimento majestoso do Espírito. Ao constatar essa realidade, a Igreja temia e se colocava à mercê da fluência do Consolador prometido, sujeitando-se a Ele e triunfando através da vida de santidade.
Como o passar do tempo, o esfriamento, a apatia, a falta de memória dos feitos anteriores, alteraram o quadro, deslocando-se a Igreja “do vinho para a água”. Parece que a chama de uma geração não era recepcionada pela outra seguinte, fazendo com que o despertamento tão eficiente de outrora fosse substituído pelo desprezo humano. Mas, não se restringe apenas a tais situações. A partir do momento que cristãos passaram a observar o conhecimento das Escrituras pelas vias seculares, a chama espiritual também foi afetada, visto o suposto estudioso ter se encontrado como fonte da diretriz espiritual, reorientando, inclusive, doutrinas fundamentais há muito defendidas para propor uma visão mais achegada à contemporaneidade. Quando o conhecimento assume o papel da experiência bíblica, qualquer movimento se coloca no caminho da apostasia.
Por isso, quanto mais formos estimulados pelas Sãs Palavras em seu relato e doutrinamento da experiência pentecostal sigamos em busca de um novo avivamento. A Igreja que se preza não deixa para trás os marcos fincados, antes, traz sempre à memória e procura vivenciá-los como no passado, pois jamais se tornará obsoleto.    

terça-feira, 7 de maio de 2019

Livro "de Aldergate a Azuza" da Editora Sal Cultural


O livro narra histórias de mulheres e homens que, por causa de sua preocupação comum pela apropriação em fé da santidade pessoal e comunal, sob a ação poderosa do Espírito Santo, se esforçaram não só por uma vida de intensa piedade interior, mas também por um testemunho público no mundo a fim de corrigir problemas de injustiça sistêmica, a ponto de acolherem lideranças clérigas e leigas que frequentemente desafiaram as prevalecentes exclusões de raça e gênero na sociedade norte-americana. Infelizmente, historiadores da igreja em geral, e do metodismo e do pentecostalismo em particular, não têm dado suficiente atenção a esses históricos antecedentes teológicos do Movimento Pentecostal. O livro editado por Henry Knight III procura preencher essa lacuna e deve despertar entre estudiosos brasileiros o interesse acadêmico renovado nesta negligenciada trajetória de metodistas e pentecostais.
Num tempo de grande confusão identitária entre metodistas e pentecostais brasileiros no caldo da pós-modernidade desvairada dos neopentecostalismos que nos invadem por todos os lados, a publicação em português pela Editora Sal Cultural de “De Aldersgate a Azusa”, deve ser saudada com grande entusiasmo (sem trocadilhos!) por todas as pessoas interessadas em aprofundar seus conhecimentos histórico-teológicos sobre o metodismo e o pentecostalismo e deve passar a ser bibliografia obrigatória em todo e qualquer curso de graduação e pós-graduação que preze sua credibilidade acadêmica. 
Este livro estará disponível no templo da Igreja Batista Renovada Moriá para compra por ocasião da palestra do ministro e teólogo Eduardo Vasconcelos, editor chefe da Editora Sal Cultural no dia 27/05/2019.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

O tom das pregações do retiro - Itaitinga-Ce


As pregações foram uníssonas. Caminharam numa mesma direção: consagração para alcançar a unção divina. Fazendo soar o toque da trombeta, o evangelista Jean Carlos abriu o retiro pregando sobre santidade e sobre o poder espiritual.
Veja um breve desenrolar de sua pregação...



A atualidade do batismo com o Espírito Santo - retiro em Itaitinga-Ce


O batismo com o Espírito Santo é o revestimento de poder para pregar o Evangelho, prometido nas Escrituras no livro de Atos dos Apóstolos. É a promessa que diz: “Nos últimos dias derramarei do meu Espírito...”, logo, contemplando-nos no período temporal para recebermos essa bênção, portanto, uma promessa que continua em vigor, muito embora muitos cristãos acreditem na cessação dos dons do Espírito. Lamentável! A questão é: quem a maior para se pronunciar sobre o assunto, as Escrituras ou uma má interpretação das Escrituras?
Nestes dias de retiro, foram inúmeros batismos com o Espírito Santo. Crianças, jovens e adultos provaram do dom celestial e sentiram o calor espiritual do poder que emana de Cristo, pois enquanto João, o Batista, batizava com água, Jesus batiza com o Espírito e fogo!
Veja os vídeos de alguns momentos intensos na busca pelo revestimento de poder...








Itaitinga sentiu o peso da glória de Deus


Sinceramente, não consigo traduzir em palavras as muitas ocorrências que vi durante esses dias de retiro em Itaitinga-Ce. Posso apenas me utilizar de uma linguagem muito simples para apresentar alguns eventos tremendos nas vidas dos irmãos participantes porque esse retiro foi muito diferente. A percepção de Deus estava, talvez, em um grau elevadíssimo. Certamente as consagrações anteriores aos dias do feriado alimentaram a porção do espiritual que caiu sobre nós. Já vi muitas manifestações sobrenaturais, mas há muito não vivenciava Deus atingindo seu povo com tanto poder e vigor.

Para nós pregadores, sempre foi normal pregarmos intensamente durante uma hora nos retiros, esforçando-nos segundo as expectativas que tínhamos, mas também porque estávamos cheios do Espírito. Nestes dias, as pregações tiveram um tom mais forte e poderoso, não devido a nós mesmos e sim porque aprouve a Deus usar seus servos com maior intensidade e fervor. As pregações superaram em muito o tempo dos outros retiros e o mais impressionante é que o povo parecia não querer vê a pregação terminar. Quanto mais era alimentado maior era a ânsia pela instrução e fervor. Estávamos sedentos de Deus. E continuamos sedentos! A expectativa de ver e receber mais de Deus não cessa.
Os louvores tão simples, conduzido por diversos grupos de irmãos que se revezavam entre os cultos, tocavam profundamente a alma. Por mais que os hinos e corinhos sejam bastante conhecidos, pois já são utilizados há décadas, tornaram-se novos e fizeram com que novos cânticos fluíssem dos lábios dos adoradores.
Bastava o culto começar para vermos a liberdade espiritual na qual estava o povo deleitando-se nos braços do Pai das luzes. Olhar centenas de crentes expressando esse comportamento era tocante, persuadia aos mais desatentos à voz divina para tomarem o rumo do trono de glória de modo a vermos uma multidão de, em determinados momentos, mais de 500 pessoas elevando a Deus o júbilo pela sua presença, a contrição pelos seus pecados, o alívio pelo perdão e a empolgação pela renovação e restauração.
Foi maravilhosa a presença de Deus nestes dias: renovação espiritual, salvação, batismos no Espírito Santo, profecias, crianças aos pés da cruz e recebendo a segunda bênção, reconciliações...

Veja algumas fotos... vídeos serão postados em artigo posterior!



































segunda-feira, 11 de setembro de 2017

O ecumenismo nas mãos de Anibal Pereira Reis

Você sabia que a renovação carismática católica foi criada para atrair evangélicos pentecostais para o seio do catolicismo romano?
Você sabia que na década de 60 o clero católico enviou espiões para cultos evangélicos pentecostais a fim de entenderem suas práticas e assim criar um movimento similar dentro do catolicismo?
A grande investida católica estava sendo a busca pelo ecumenismo, através do qual propunha a quebra das barreiras doutrinárias evangélicas para um diálogo de integração para em seguida lhes colocarem submissas e “amigas”. Até hoje, o catolicismo tem tentado muitas igrejas ao enlace ecumênico. Infelizmente, tem alcançado êxito entre algumas. Num passado recente, ouvi de pastores que beijavam a mão do papa em sinal de submissão. Igrejas históricas como as dos valdenses e dos metodistas na Itália abraçaram a ideia e caíram no leito da prostituta das nações.
Por essas razões, aprecio as intenções e o trabalho do ex-padre Aníbal Pereira dos Reis que bravamente abdicou da batina, convertendo-se ao autêntico cristianismo numa igreja Batista e escreveu contra seus dogmas. Seu trabalho foi de desmascarar as más intenções católicas com seus laços e engodos, de modo que suas obras versaram também sobre o assunto ecumenismo. Segue abaixo parte de um desses para demonstrar a percepção e as informações que tinha o referido autor:

João Paulo II, repito pela milésima vez, é o sumo pontífice que o romanismo atual precisava. Veio na hora exata. Sua exuberante atuação e firmada no programa consciente de capitalizar o máximo em todos os espaços (políticos, sociais, financeiros e religiosos). Usufrutuário de prestígio multissecular do cargo de soberano pontífice da mais rica e poderosa religião do mundo, em benefício dela própria, João Paulo II se empenha ao extremo. Sua próxima viagem à Inglaterra, prevista para Agosto deste ano de 1982, visa a respaldar as últimas decisões dos encontros ecumênicos do clero das duas seitas: a vaticana e a anglicana. Com certeza o seu pontificado se assinalara na história do romanismo pela consumação do regresso dos anglicanos e parte dos luteranos ao seio da “santa madre”. Dado o seu desenvolvimento no meio das massas populares o pentecostalismo chamou a atenção da hierarquia vaticanista. Se a manobra do “dialogo” ecumenistizante vem dando certo com os anglicanos, luteranos e ortodoxos, pelo menos de início era inviável e improdutiva com os pentecostalistas. Distinguem-se estes pelo exercício dos “dons espirituais” ou “carismáticos” incentivados na exaltação das emoções. Destarte a hierarquia resolveu penetrar nas áreas pentecostalistas valendo-se de suas próprias práticas. Práticas estas, outrossim, próprias da atuação do clero romanista no decurso de sua existência.
A perspicácia clerical verificou com acerco ser a nação norte americana o lugar mais conveniente para o início de sua atual investida carismática... Começa por aí: para cada empreendimento específico tem o indivíduo específico preparado. Nesta empresa o indivíduo talhado foi o sacerdote jesuíta Edward O’Connor, da Universidade Católica de Notre Dame. Mentor espiritual de Steve Clark e Ralph Martin Keiter, considerando-os adequados instrumentos na sua investida, resolveu usá-los na explosão carismática vaticana tendente a ecumenistizar os pentecostalistas. Colocou-lhes nas mãos, em princípios de 1966, os dois livros: A CRUZ E O PUNHAL, de David Wilkerson, e ELES FALARAM EM OUTRAS LÍNGUAS, de John Sherril. Lendo-os, segundo as previsões de O’Connor, assimilaram sua orientação e passaram a freqüentar “reuniões de poder” dos pentecostalistas. Clark e Keifer, dois leigos católicos engajados nos Cursilhos de Cristandade, o movimento desencadeado pelo clero após o Concilio Vaticano II com o propósito de dinamizar as práticas religiosas entre os fiéis católicos em função do ecumenismo. Comprovaram ambos a sua acertada escolha pelo jesuíta O’Connor pois sentiam as mesmas experiências pentecostalistas influenciados que eram por aquelas “reuniões de poder”. O seu preparo excedeu as mais otimistas expectativas de seu mentor espiritual. Devidamente preparados, portanto, compareceram Keifere Clark, no Outono de 1966, à Convenção Nacional dos Cursilhos de Cristandade, celebrada em dependências da Universidade Católica Duquesne do Espírito Santo, na cidade de Pittsburg, Pennsylvania. Se os relatórios das atividades ecumenistas revelavam progresso em certos meios protestantes, em geral, também demonstravam o fracasso delas nos círculos pentecostalistas. Steve Clark e Ralph Keifer tiveram então a oportunidade de dar seu testemunho de atuação positiva nesses ambientes até então refratários ao “diálogo” ecumenista. Falaram sobre aqueles dois livros pentecostalistas e espalharam exemplares deles a muitos companheiros cursilhistas. À terminada Convenção dos Cursilhos sucedeu um espontâneo (?) encontro de pessoas despertadas pela palavra de Clark e Keifer e interessadas nas novas experiências. O ambiente daquela colina batida por constante brisa forte do Outono facilitou o cenário do pentecostal “vento impetuoso”. As reuniões, por seu turno, criaram o clima psicológico favorável à ocorrência do chamado batismo no Espírito Santo dos moldes pentecostalistas. Com efeito, as manifestações carismáticas não se fizeram retardar. E no ambiente de extrema excitação nervosa predominaram as línguas “estranhas”. Deu-se o início do novo surto pentecostalista nos horizontes romanistas. (1)

Que Deus nos guarde daquela que desviou o Cristianismo do seu sentido primeiro!

(1)  Reis, Anibal Pereira dos. Católicos carismáticos e pentecostais católicos. São Paulo: Edições Caminho de Damasco, 1992, 2ª. Edição.