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segunda-feira, 11 de setembro de 2017

O ecumenismo nas mãos de Anibal Pereira Reis

Você sabia que a renovação carismática católica foi criada para atrair evangélicos pentecostais para o seio do catolicismo romano?
Você sabia que na década de 60 o clero católico enviou espiões para cultos evangélicos pentecostais a fim de entenderem suas práticas e assim criar um movimento similar dentro do catolicismo?
A grande investida católica estava sendo a busca pelo ecumenismo, através do qual propunha a quebra das barreiras doutrinárias evangélicas para um diálogo de integração para em seguida lhes colocarem submissas e “amigas”. Até hoje, o catolicismo tem tentado muitas igrejas ao enlace ecumênico. Infelizmente, tem alcançado êxito entre algumas. Num passado recente, ouvi de pastores que beijavam a mão do papa em sinal de submissão. Igrejas históricas como as dos valdenses e dos metodistas na Itália abraçaram a ideia e caíram no leito da prostituta das nações.
Por essas razões, aprecio as intenções e o trabalho do ex-padre Aníbal Pereira dos Reis que bravamente abdicou da batina, convertendo-se ao autêntico cristianismo numa igreja Batista e escreveu contra seus dogmas. Seu trabalho foi de desmascarar as más intenções católicas com seus laços e engodos, de modo que suas obras versaram também sobre o assunto ecumenismo. Segue abaixo parte de um desses para demonstrar a percepção e as informações que tinha o referido autor:

João Paulo II, repito pela milésima vez, é o sumo pontífice que o romanismo atual precisava. Veio na hora exata. Sua exuberante atuação e firmada no programa consciente de capitalizar o máximo em todos os espaços (políticos, sociais, financeiros e religiosos). Usufrutuário de prestígio multissecular do cargo de soberano pontífice da mais rica e poderosa religião do mundo, em benefício dela própria, João Paulo II se empenha ao extremo. Sua próxima viagem à Inglaterra, prevista para Agosto deste ano de 1982, visa a respaldar as últimas decisões dos encontros ecumênicos do clero das duas seitas: a vaticana e a anglicana. Com certeza o seu pontificado se assinalara na história do romanismo pela consumação do regresso dos anglicanos e parte dos luteranos ao seio da “santa madre”. Dado o seu desenvolvimento no meio das massas populares o pentecostalismo chamou a atenção da hierarquia vaticanista. Se a manobra do “dialogo” ecumenistizante vem dando certo com os anglicanos, luteranos e ortodoxos, pelo menos de início era inviável e improdutiva com os pentecostalistas. Distinguem-se estes pelo exercício dos “dons espirituais” ou “carismáticos” incentivados na exaltação das emoções. Destarte a hierarquia resolveu penetrar nas áreas pentecostalistas valendo-se de suas próprias práticas. Práticas estas, outrossim, próprias da atuação do clero romanista no decurso de sua existência.
A perspicácia clerical verificou com acerco ser a nação norte americana o lugar mais conveniente para o início de sua atual investida carismática... Começa por aí: para cada empreendimento específico tem o indivíduo específico preparado. Nesta empresa o indivíduo talhado foi o sacerdote jesuíta Edward O’Connor, da Universidade Católica de Notre Dame. Mentor espiritual de Steve Clark e Ralph Martin Keiter, considerando-os adequados instrumentos na sua investida, resolveu usá-los na explosão carismática vaticana tendente a ecumenistizar os pentecostalistas. Colocou-lhes nas mãos, em princípios de 1966, os dois livros: A CRUZ E O PUNHAL, de David Wilkerson, e ELES FALARAM EM OUTRAS LÍNGUAS, de John Sherril. Lendo-os, segundo as previsões de O’Connor, assimilaram sua orientação e passaram a freqüentar “reuniões de poder” dos pentecostalistas. Clark e Keifer, dois leigos católicos engajados nos Cursilhos de Cristandade, o movimento desencadeado pelo clero após o Concilio Vaticano II com o propósito de dinamizar as práticas religiosas entre os fiéis católicos em função do ecumenismo. Comprovaram ambos a sua acertada escolha pelo jesuíta O’Connor pois sentiam as mesmas experiências pentecostalistas influenciados que eram por aquelas “reuniões de poder”. O seu preparo excedeu as mais otimistas expectativas de seu mentor espiritual. Devidamente preparados, portanto, compareceram Keifere Clark, no Outono de 1966, à Convenção Nacional dos Cursilhos de Cristandade, celebrada em dependências da Universidade Católica Duquesne do Espírito Santo, na cidade de Pittsburg, Pennsylvania. Se os relatórios das atividades ecumenistas revelavam progresso em certos meios protestantes, em geral, também demonstravam o fracasso delas nos círculos pentecostalistas. Steve Clark e Ralph Keifer tiveram então a oportunidade de dar seu testemunho de atuação positiva nesses ambientes até então refratários ao “diálogo” ecumenista. Falaram sobre aqueles dois livros pentecostalistas e espalharam exemplares deles a muitos companheiros cursilhistas. À terminada Convenção dos Cursilhos sucedeu um espontâneo (?) encontro de pessoas despertadas pela palavra de Clark e Keifer e interessadas nas novas experiências. O ambiente daquela colina batida por constante brisa forte do Outono facilitou o cenário do pentecostal “vento impetuoso”. As reuniões, por seu turno, criaram o clima psicológico favorável à ocorrência do chamado batismo no Espírito Santo dos moldes pentecostalistas. Com efeito, as manifestações carismáticas não se fizeram retardar. E no ambiente de extrema excitação nervosa predominaram as línguas “estranhas”. Deu-se o início do novo surto pentecostalista nos horizontes romanistas. (1)

Que Deus nos guarde daquela que desviou o Cristianismo do seu sentido primeiro!

(1)  Reis, Anibal Pereira dos. Católicos carismáticos e pentecostais católicos. São Paulo: Edições Caminho de Damasco, 1992, 2ª. Edição.

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