O Jornal Tocha da Verdade é uma publicação independente que tem como objetivo resgatar os princípios cristãos em toda sua plenitude. Com artigos escritos por pastores, professores de algumas áreas do saber e por estudiosos da teologia buscamos despertar a comunidade cristã-evangélica para a pureza das Escrituras. Incentivamos a prática e a ética cristã em vistas do aperfeiçoamento da Igreja de Cristo como noiva imaculada. Prezamos pela simplicidade do Evangelho e pelo não conformismo com a mundanização e a secularização do Cristianismo pós-moderno em fase de decadência espiritual.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

Nosso repúdio à aprovação do aborto pelo senado da Argentina


        A insensatez humana que atenta contra a vida, sobretudo a dos indefesos, reflete uma crise profunda de compaixão. Quando o egoísmo se sobrepõe ao amor ao próximo, a sociedade perde o seu rumo ético e moral, justificando atos de extrema violência em nome da conveniência, do lucro ou da ideologia.

O documentário O Grito Silencioso (The Silent Scream), lançado em 1984 pelo médico estadunidense Dr. Bernard Nathanson, tornou-se um marco divisor de águas no debate ético global. O Dr. Nathanson era conhecido como o “Rei do Aborto”. Ele supervisionou e realizou dezenas de milhares de procedimentos ao longo de sua carreira na indústria do aborto.

Com o avanço e a popularização da tecnologia de ultrassom na década de 1970, o Dr. Nathanson pôde observar, em tempo real, o comportamento do feto no útero durante um procedimento. As imagens mostraram uma criança em desenvolvimento se esquivando dos instrumentos cirúrgicos e abrindo a boca em um movimento de extremo pânico, que ele descreveu como um grito silencioso. Isso o fez confrontar a realidade biológica e moral da vida intrauterina.

Chocado com a própria trajetória, ele abandonou a prática abortista, converteu-se em um dos maiores ativistas provida do mundo e dedicou sua vida a denunciar a violência contra os nascituros.

A trajetória de Nathanson e as discussões geradas pelo vídeo expõem o contraste entre a insensatez e a sacralidade da existência. A vida humana é o bem mais fundamental e inviolável que possuímos. Quando escolhemos fechar os olhos para o sofrimento ou para a vulnerabilidade dos que não podem se defender — sejam eles nascituros, idosos, doentes ou marginalizados —, a humanidade regride.

A verdadeira grandeza de uma sociedade é medida pelo modo como ela protege os seus membros mais frágeis. Reconhecer a dignidade em cada ser humano, desde a sua concepção, exige coragem, empatia e um compromisso ativo com a preservação da vida.


sábado, 26 de dezembro de 2020

Histórias de pescador do meu sogro: ilustrações para o Reino de Deus

Meu sogro sempre foi uma pessoa muito simples e humilde. Por seu comportamento gracioso, conquistou muitas posições no labor secular da pesca e na obra do mestre. Certa vez, ao ficar doente e retornar para casa por orientação do seu mestre de pesca, foi chamado, no dia seguinte, pelo dono da empresa onde trabalhava para uma entrevista, a fim de assegurar ao homem de negócios que ele poderia assumir o posto mais elevado entre os pescadores sem lhe causar prejuízo numa embarcação recém-liberada para pesca da lagosta. Segundo ele, a enfermidade foi embora em razão do susto repentino logo ao ser noticiado sobre o interesse daquele empresário em querer falar-lhe e por saber que poderia assumir o barco que clamava por um capitão, pois antigo mestre havia assumido um barco maior.

No gabinete na sede da empresa, o empresário viu um homem de roupas singelas e chapéu de palha entrar, contrastando com o escritório e com os demais participantes da reunião. Então, perguntou-lhe o empresário: “Zé Américo, você me garante trazer quantos quilos de lagosta se eu te entregar o Gaivota?” – ao que meu sogro respondeu: “Nenhum!!!”. “Como assim?!”, retrucou o homem com ar de observação. Respondeu-lhe meu sogro, então, com segurança e honestidade: “a lagosta que cair no manzuá[1], eu trarei para o senhor, mas aquela que não cair, não tenho como garantir trazer”. Aquele empresário se agradou da resposta e promoveu meu sogro para o ofício. Antes dele, haviam sido entrevistados outros dois pescadores que prometeram trazer mais lagosta do que o barco era capaz de suportar, demonstrando, assim, imperícia e falta de conhecimento necessário para aquele serviço. Em meio à satisfação pelo reconhecimento e confiança, também se deparou com a insatisfação dos pescadores antigos e mais velhos (sua tripulação) que deveriam se submeter àquele que fora anteriormente um com eles, porquanto havia sido colocado em nível superior como mestre. Foi, talvez, o primeiro grande obstáculo. Contudo, Deus tinha seus propósitos e foi nas duas primeiras viagens que qualquer estigma foi superado.

Geralmente, a viagem até o talude, circunvizinhando as regiões onde se assentavam cardumes daquele animal que era como ouro do mar (pelo menos naquela época), durava cerca de quinze dias, pois essa era a estimativa para os frigoríficos encherem. Na sua primeira viagem, como mestre de embarcação, ele pescou uma tonelada e duzentos quilos em oito dias, obrigando-o a retornar ao porto para descarregar a produção e recarregar de provisões para o restante dos dias de pescaria. Ao retornar, ainda pescou quase uma tonelada de lagosta em quatro dias ao que a empresa ordenou que ele retornasse para o porto imediatamente. O resultado foi uma produção de duas toneladas numa navegação de pequeno porte em doze dias, enquanto aquelas de maior capacidade, mesmo passando um mês no mar, não conseguiram superar uma tonelada. Foi com esses atos providenciais que meu sogro acumulou algum recurso para expandir a mensagem do Evangelho em vários distritos de Beberibe-CE: realizou centenas de cultos campais em vários lugarejos, incluindo alguns à base de luz de lamparina, proveu de equipamento de som esses cultos e os carregava nas costas nos dias marcados que eram muitos durante a semana, organizou e realizou cruzadas nos lugares centrais, comprou terrenos, construiu vários templos na região e supriu de bancos, cadeiras e outros utensílios esses templos.

Duas reflexões poderemos extrair da narrativa acima:

Essa história é um entrave para os prepotentes, para os soberbos, para os que se acham superiores, para os que não se dobram nem gostam de se submeter, para os que não respeitam e desconfiam dos humildes, para os que se fazem senhores de igrejas, para aqueles que escravizam e dominam suas igrejas para usufruto próprio.

Moral da história, a humildade é o segredo de todo o sucesso espiritual, é uma das mais encantadoras virtudes cristãs, é poder querer ajudar o próximo mesmo quando este próximo não o considera, ou o menospreza ou age com desconfiança, é poder olhar nos olhos de quem quer que seja para ser honesto (tanto homem ou mulher, autoridade ou não etc), é conhecer seu lugar no propósito de Deus e colocar seu coração à mercê de sua vontade.

Que Deus nos torne plenos de tão profunda e verdadeira virtude.

Pr. Heládio Santos

 



[1] Rede para pescar lagosta.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2020

Enxergando além

 


Oh, que alma feliz eu sou,
Embora eu não possa ver,
estou decidida que neste mundo
ficarei feliz.

Quantas bênçãos eu gozo
Que outras pessoas não
Pra chorar e suspirar porque sou cega
Não posso nem vou.

§

Bíblia bendita, tesouro sagrado,
  Livro precioso, de todos os melhores,
Há conforto que nunca falha,
  E um repouso permanente e tranquilo.
Leia com reverência, e pratique-a,
  versículo por versículo, dia a dia;
 a palavra que Deus falou,
  E não pode passar.

Poemas de Fanny Crosby

Fonte: https://www.wholesomewords.org/poetry/crosby2.html


terça-feira, 15 de dezembro de 2020

Colóquio - COMUNIE 5 ANOS

Como parte da programação dos 5 anos da COMUNIE, no sábado à tarde (12/12/2020), participaram do Colóquio os professores Rui Martinho, Débora Leite, João Batista, Phyllipe Santos, Daniel Cassiano e o Dr. Glauco Barreira Magalhães Filho (organizador do evento).

Em cada fala, os professores demonstraram os desafios de trabalhar no ambiente acadêmico com sua perspectiva cristã, assim como traduziram em palavras suas angústias pelas muitas incompreensões e até perseguições sofridas. Como cristãos, afirmaram nas entrelinhas, não poder retroceder diante dos empecilhos e falaram de suas ações ousadas pelas quais os universitários presentes puderam encontrar referenciais para suas condutas e não pestanejarem quando forem inquiridos sobre sua fé. Nas falas, os professores abordaram temas como a solidariedade que devem demonstrar com o próximo, seguindo especificamente o exemplo da parábola do bom samaritano e não uma solidariedade forjada pela estatização da ação, a convicção que gera empatia, a perseguição que gera santificação, prudência e maior zelo pela doutrina cristã, a experiência de preparação pela qual passaram alguns para o enfrentamento das tenebrosas situações as quais estão sujeitos e o brado inspirado para que a universidade seja retomada para assim voltar a ser o lugar do saber prudente e equilibrado.

Ao final, o reverendo Glauco Filho agradeceu aos participantes a preciosa colaboração e serviu um coffee-break antes do culto da noite.




Professor Rui Martinho

Prof. Glauco Barreira

Prof(a). Débora Leite


Prof. Daniel Cassiano

Prof. João Batista




Prof. Phyllipe Santos

segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

COMUNIE 5 ANOS

O pastor Glauco Barreira Magalhães Filho, respeitado professor universitário, e sua equipe promoveram evento anual da COMUNIE (Comunhão Universitária Evangélica) no qual também celebraram 5 (cinco) anos de atividades de capelania para cristãos universitários. Nos Cultos de Integração Cristã, como foram designadas as programações, os participantes ouviram sábias palavras e estímulos edificantes, tendo em vistas serem necessários na conduta acadêmica de um genuíno cristão. Os temas das pregações do pastor Glauco Filho foram extraídos de suas reflexões sobre o livro de Eclesiastes, daí os títulos de “A filosofia bíblica e existencial no livro de Eclesiastes”, parte I e II. Participantes testemunharam da inspiração pastoral na exposição da verdade apresentada.








terça-feira, 8 de dezembro de 2020

Grupo familiar de Messejana reúne casais para aconselhamento e fortalecimento na fé

Na noite desta segunda (07/12/2020), o diácono Raimundo e sua esposa Lucilene reuniram casais de algumas congregações da Igreja Batista Renovada Moriá, de Igrejas evangélicas e parentes com objetivo de orientá-los a fortalecer seus laços matrimoniais. Segundo o diácono Raimundo, essa era uma atividade que estava em seu coração há bastante tempo. Sentia firmemente um propósito de ceder sua casa para uma reunião na qual casais pudessem provar do aprimoramento e de experiências profundas com a vontade de Deus. A irmã Lucilene (esposa) conseguiu preparar o ambiente perfeito para recepcionar todos os irmãos participantes e, esses, por sua vez, sentiram-se acolhidos e prontos para ouvir e aprender o que na noite havia sido reservado. O pastor Heládio e sua esposa Maninha participaram trazendo uma palavra direcionada para a representatividade dos pais dentro do lar, acreditando, por exemplo, que os filhos não conseguiriam ser obedientes aos pais se não enxergassem neles o testemunho fidedigno da fé em suas próprias vidas e nas suas relações conjugais. Aproveitando a palavra que versou ainda sobre diversas particularidades desta bendita união, a irmã Maninha propôs uma dinâmica na qual tanto maridos como esposas puderam revelar em bilhete confidente o que despertou a atenção e o amor um pelo outro. Após a escrita, ambos trocaram bilhetes dedicando palavras de afeto e amor. Palavras sinceras e verdadeiras foram reveladas, demonstrando ainda aquele sentimento primeiro motivador da chama do verdadeiro amor ajuda a superar os desafios e obstáculos do ser um casal nos moldes bíblicos. Ora, o objetivo do casal é conservar, internalizar e praticar agradavelmente os valores ensinados pela Palavra de Deus para que sua família encontre no Senhor todo o amparo devido para a vida feliz.

Deus abençoe ao diácono Raimundo e a irmã lucilene pelo apoio que prestaram aos casais participantes. Oportunidade como esta redundará em glória para o casal, para suas famílias e para a Igreja do Senhor.











sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

Ministro da Justiça defende cristãos contra perseguições em razão de suas convicções

"Respeito os homossexuais. Aliás, respeito é um princípio cristão! Contudo, isso não significa que o cristão deva concordar ou não possa questionar o homossexualismo com base em suas convicções religiosas... Os direitos às liberdades de expressão e religiosa são inalienáveis!!! Por isso não aceito o processo de perseguição a que está sendo submetida a cantora e evangelista Ana Paula Valadão. Espero que a Justiça garanta os direitos desta cidadã brasileira, assim como tem garantido os direitos à liberdade de expressão de quem pensa em sentido contrário"

André Mendonça

Ministro da Justiça



Fonte:https://twitter.com/AmendoncaMJSP?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1334642547625504770%7Ctwgr%5E%7Ctwcon%5Es1_&ref_url=https%3A%2F%2Fwww.metropoles.com%2Fbrasil%2Fjustica%2Fandre-mendonca-defende-que-cristao-possa-discordar-do-homossexualismo

 

O Supremo, a porta dos fundos e o Evangelho

Há algumas semanas, o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a exibição da sátira sobre Jesus gay por determinada plataforma de transmissão streaming, após julgamento em última instância do judiciário. A segunda turma, assim, acatou por unanimidade a reivindicação do canal em vistas de postulados constitucionais os quais valorizam a não-censura, a liberdade de expressão e os fundamentos da democracia, segundo o STF. Obviamente, grupos religiosos não acharam a decisão sensata e, por isso, manifestaram-se reagindo com críticas, justificadas, principalmente, pelos seus valores morais e sagrados da fé cristã que não permitem tratar o Cristo como o foi no filme. A grande questão, talvez, não seja a decisão em si, mas o que ela manifesta ou deixou de manifestar.

Segundo declarou o relator e ministro Gilmar Mendes: “retirar de circulação material apenas porque seu conteúdo desagrada parcela da população, ainda que majoritária, não encontra fundamento em uma sociedade democrática e pluralista como a brasileira”. Concluindo, disse: “Concluo que a obra Especial de Natal Porta dos Fundos não incita violência a grupos religiosos, mas constitui mera crítica realizada por meio de sátira, a elementos caros ao cristianismo. Por mais questionável que possa vir a ser a qualidade desta produção artística, não identifico em seu conteúdo fundamento que justifique qualquer tipo de ingerência estatal”.

Acreditamos que a questão não está apenas na exibição ou não do programa. Vai além! Há certo privilégio para a fomentação da ideologia de gênero que não vem respeitando ninguém (basta assistir ao filme) e que, contraditoriamente, reclama, em uma de suas bandeiras, o respeito pelas diferenças. Reforçamos que o propósito do Cristo foi sublime e está além de qualquer celeuma ideológica (mas Ele não precisa que o defendamos). Outro ponto digno de referência é a questão da desproporcionalidade, pois se um pregador censura a prática homossexual que faz parte de sua instrução bíblica, é logo taxado de homofóbico e fica sujeito a responder por crime de discriminação (como querem muitos movimentos sociais ao apelarem para as autoridades). A pregação, contudo, não carrega em si um tom de rejeição nem compactua com a violência que certos indivíduos lgbts têm sofrido. A pregação singular do Evangelho é de boas novas, sendo sua essência promover a ideia de liberdade dos grilhões do pecado para uma nova vida em Cristo, visto que todos os homens caíram em desgraça e carecem das dádivas divinas através da profissão de fé. É uma mensagem de não violência, mesmo que a mídia tente inserir pelo seu processo massificador o contrário.

Mas, vejamos, para o primeiro, a arte cinematográfica, muito embora bastante carente de criatividade e daquela sacada de boas produções, recebe consideração mais elevada do que a doutrina cristã, mesmo que essa se demonstre transformadora de vidas e manifeste a superação de situações que foram esquecidas pelo Estado, mas por força da atividade eclesiástica, indivíduos receberam acolhimento para redirecionarem suas vidas e transformá-las. A cultura moral do Evangelho, se podemos chamar assim, reflete o ponto de equilíbrio onde os sujeitos devem estar para tornar a vida em sociedade, da mesma forma, equilibrada. Com o avanço dos “quereres” (certamente outra palavra para ilustrar ou desmistificar a volúpia do ego humano), pois “querer é poder” na atual conjuntura, as mais íntimas paixões tem erupcionado, provocando uma quebra dos valores que regem a conduta humana. Imagine daqui a alguns anos se isto continuar a acontecer: políticos corruptos serão ovacionados e tidos como heróis; estupradores e pedófilos serão os ousados e os desbravadores. Alguém pode até dizer que isso jamais acontecerá ou é retórica exagerada, mas olhando para a onda de reinvenção do homem contemporâneo não duvidamos de nada!

Enfim, para sociedade na qual vivemos o errado, o desvio de padrão, o amoral e tantos outros conceitos semelhantes ganham prevalência. Essa mesma sociedade, sobretudo, achando-se portadora da luz nietzschiana sufoca a verdade tentando esquecê-la. Realmente, uma decisão como esta só dá pra sair mesmo se for pela porta dos fundos.    


sexta-feira, 20 de novembro de 2020

De tijolo em tijolo chegaremos lá!

A congregação da Igreja Batista Renovada Moriá-Maracanaú cria mais uma ação para arrecadar fundos para finalizar seu templo. Com a venda de chaveiros personalizados (em um dos lados está impresso a imagem do projeto de como ficará a fachada do templo), pretendemos disponibilizar uma singela recordação de participação para quem comprá-los.

O chaveiro constitui-se de um tijolo (como consta na foto) e remete à ideia da construção. Estamos construindo um templo para que seja referencial de nossas convicções, não simplesmente de estética arquitetônica ou mera vaidade. Nossa construção, muito embora singela, tem procurado afirmar os valores eternos da grandeza de Deus produzidos pela Igreja. O grande espaço no interior do templo reforça a necessidade da presença de Deus, os móveis, dentro de um padrão clássico, remetem ao zelo e à seriedade, a plataforma na qual é anunciada a Palavra de Deus agrega elementos em vermelho, representando o sangue do Cordeiro de Deus e os muitos sacrifícios pelos quais o caminho da fé privilegia os discípulos, o púlpito carrega em si a firmeza e a sustentação da verdade e o pregador como um instrumento nas mãos de Deus.

Por isso, convidamos aos nossos irmãos, amigos e parentes a nos ajudarem nessa empreitada. O chaveiro custa apenas R$ 5,00 (cinco reais). Informamos que pessoas descrentes, irmãos de outras denominações evangélicas e outras estão sendo solidárias neste projeto.

Um gracioso abraço e que o Senhor nos abençoe!    

 





domingo, 1 de novembro de 2020

Culto de celebração no Barroso

Os anos passam tão rapidamente que, aparentemente, só percebemos quando já estão avançados. As memórias, então, vão sendo contadas com maior dinamismo; talvez, com maior saudosismo ou, quem sabe, rememorando aliviado o tempo passado pelas marcas que deixou, pois sempre a providência divina esteve presente provendo e criando aspirações para o futuro que ainda reserva muito a se fazer. Neste envolvente clima, a congregação da Igreja Batista Renovada Moriá – Barroso celebrou a Deus culto de ação de graças neste sábado (31/10/2020) por mais um ano de existência.

Os anos desde sua fundação não foram apenas de bênçãos, foram também de grandes desafios. Provocaram o surgimento de irmãos e irmãs valorosos, fez a Igreja de Fortaleza enxergar fortes convicções e apreço pela sã doutrina entre aqueles que compõem a comunidade seleta em questão. Ministros e obreiros se revezaram numa luta valente para erguer uma obra que inspirava muitos cuidados (muitos soldados feridos ainda sentiam o abalo das tribulações que caíram sobre si). Contudo, Deus ama o seu povo e a prova mais concreta da providência divina é podermos hoje estar celebrando o triunfo do Senhor.

Estiveram participando do culto, irmãos de outras congregações da IBRM de Fortaleza: Santa Fé, Pôr do Sol, Caça-e-Pesca, Siqueira, Piedade, Maracanaú e Mucuripe, trazendo alegria aos membros do Barroso. O presbitério de Fortaleza também participou com a presença do pastor Heládio Santos pregando a Palavra. No final, o atual líder, irmão Horácio, destacou seu anseio de contribuir para o crescimento da obra, dando apoio e assistência aos irmãos. Testemunhou sobre fases da vida que o fizeram depender da providência de Deus para ser formado em si um obreiro valoroso na Seara do Mestre. Sem dúvida, a congregação tem um grande referencial na liderança, como também foram os membros da Igreja que passaram outrora pela função.

Seja o Senhor gracioso e continue abençoando os irmãos!







sábado, 24 de outubro de 2020

O bode, as ovelhas e o caju azedo

 



Na castigada região sertaneja, havia um cajueiro que se sobressaía em meio à devastação campestre. Frondoso, robusto e até ousado resistiu às intempéries e danos causados pelo monstro da seca, enquanto a relva e tantas outras árvores sucumbiram ante o poder agressivo do tempo de escassez. Mesmo contra as expectativas, o “pé” de caju continuava firme e resiliente, também solitário, mas solícito. Continuava a produzir seus frutos, sustentar suas folhas e proporcionar sombra para os caminhantes enfadados pelo árduo calor da insolação. Lamentavelmente, não era muito apreciado pelos homens porque seu fruto era extremamente azedo, abrindo maior oportunidade para os animais à procura de pastagem e alimento durante a severa seca.

Por sinal, um bode e algumas ovelhas eram os únicos que se achegavam para comer daquela fruta e descansar à sombra de sua folhagem. Por alguma razão a ser dita, sempre que o bode se servia dos suculentos frutos emitia um berro estrondoso e assustador. Tamanha era sua intensidade que afastava as ovelhas e chamava à atenção quem passava pelos arredores, deixando-os apavorados e fazendo-os pensar que alguém estaria maltratando o animal. Sua forte insatisfação ecoava longe e até onde podia ser ouvida. Trazia um espanto afugentador entre todos, diga-se com grande propriedade, em virtude da mentalidade mística do agreste que indicava algum presságio avassalador. O rebanho também se afastava e não podia estar com aquele bicho murmurante e irreconciliável porque era avesso à sua tendência e índole. Com a repetição e a observação da ocorrência, percebeu-se que aquele berro se tratava tão somente de uma reclamação do animal. Reclamava com veia injuriosa do azedume do fruto que o estava salvando a vida, desprezando, de certa forma, a benfeitoria e a provisão.

As ovelhas, sabiamente, não se deixavam contaminar pelos alardes repugnantes do bode. Distanciavam-se e aguardavam chegar o cansaço no bicho bruto. Eram pacientes em ouvir aquele “praguejar”, mas não se deixavam dissuadir do propósito à frente. Quando, enfim, o bicho saía, as ovelhas achegavam-se à sombra do seu provedor. Comiam à mercê do vento abafado sem esboçar qualquer insatisfação. Muitas vezes aproveitavam os frutos caídos, outrora desprezados pelo rude murmurador, para lhes dar significado e importância, alimentando-se para o próprio benefício e ficando capacitadas para encarar novos percalços. Parecia que as ovelhas sabiam como aproveitar melhor o fruto, muito embora aquele azedo desencorajasse. O ritual da coleta era deslumbrante. À semelhança da curvatura que se faz no ato de reverência, baixavam-se e erguiam-se num impulso para tomar dos braços estendidos do cajueiro sua dádiva mais preciosa. Com o fruto na boca, mastigavam lentamente. Demoravam minutos em um só fruto azedo, mas nada desperdiçavam. Imagino que o líquido azedo do fruto misturado com a salivação era por essa atenuado, sendo absorvido e convertido em algo “doce”. Em seguida, a massa frutífera era ingerida de forma mais prazerosa para apaziguar o drama do estomago. Ambos supriram a necessidade de suster com eficácia aqueles animais durante os dias em que ali se serviram. Como disse, talvez porque soubessem como comê-lo na referida circunstância. Outrossim, a própria natureza se encarregou de criar a harmonia para se auto preservar.

Essa narrativa foi adaptada a um conto que ouvi do Chico, morador do “Até que fim”. Podemos extrair diversas lições nesta alegoria para tornar nossa caminhada cristã mais interessante, equilibrada e coerente.

Que o Senhor nos abençoe!

 

Pr. Heládio Santos     

terça-feira, 20 de outubro de 2020

A manutenção da paz na prática da reconciliação

 


Viver em uma comunidade de crentes requer de modo prático ações sábias de empatia e de amor. Uma comunidade local reúne pessoas heterogêneas, logo é necessária uma aprendizagem sadia do viver juntos, mas isso muitas vezes não é fácil. Como pecadores agraciados pelo favor divino, ainda somos sujeitos a cometer erros e ofensas uns para com os outros. Juntos, estamos em uma jornada na qual os erros e incompatibilidades, às vezes, são inevitáveis.

Quando estudamos um pouco as comunidades cristãs dos primeiros séculos do cristianismo, nós as vemos se reunindo constantemente em cultos semanais, onde oravam, realizavam a Ceia do Senhor, celebravam a unidade em Jesus Cristo e pediam perdão pelos seus pecados quando ofendiam ou feriam uns aos outros.

Um dos chamados pais da igreja, Cipriano chamava a prática de pedir perdão por uma ofensa como “manutenção da paz”. De acordo com Alan Kreider em seu livro “O paciente fermento da igreja primitiva”, página 208, escreveu:

“Citando a sétima Bem-aventurança de Jesus, Cipriano observou que os filhos de Deus são por definição ‘fazedores da paz’”.

E também são

“gentis de coração, sinceros no falar, harmoniosos de sentimento, sinceramente afeiçoados um ao outro pelo vínculo de uma mente comum.”

Essa descrição de Cipriano me comove profundamente. Sua observação atesta para ações que enobrecem o caráter cristão e o diferencia das ações comuns entre os não crentes. Mas embora isso seja excelente, na realidade, conflitos e querelas podem prejudicar o viver em comunidade trazendo consequências ruins.

Abaixo cito o que Cipriano falou em relação a isso:

“Deus não aceita sacrifício de alguém que está em litígio”

“Deus o faz voltar ao altar, ordenando-lhe primeiro que se reconcilie com o irmão, para que ele possa satisfazer a Deus orando como um pacificador” (Cyprian, Dom. Or, 23 – Stewart-Sykes, Lord’s Prayer, 83).

Um outro que trovejou em prol da unidade e paz foi Tertuliano, que estava certo de que Deus não ouviria as orações de Cristãos irados cujas relações com os outros estavam rompidas. Tanto Tertuliano como Cipriano são exemplos de promotores da paz e da reconciliação que devem ser reconsiderados ou levados em questão. Mas acima de tudo, lembremos das palavras de Jesus e de Paulo

“Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua oferta” (Mateus 5.23,24)

“Suportando-vos uns aos outros, e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também” (Colossenses 3.13)

No amor e na paz do Espírito,

Heberth Ventura

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Conferência de missões 2020

A Comissão Executiva de Missões (CEM) promoveu encontro para reforçar o ensinamento da missão evangelística da Igreja. Testemunhos, histórias de grandes homens da comunidade e pregação foram o diferencial do evento. Muito embora tenham revelado poucas ocorrências e de forma limitada (um relatório sucinto, mas empolgante), falaram profundamente aos ouvintes que se desprenderam para enxergar o que não fora dito quanto ao trabalho nos diversos pontos aonde tem chegado a mensagem do Evangelho e de Moriá.

Além dos membros da CEM à frente da programação, contribuíram substancialmente com a mesma os seguintes irmãos: evangelista Maurício, Pastor Edilardo Messias, irmão Ferreira (futuro pastor de Russas-CE) e o pastor Glauco Filho. No louvor, o grupo de irmãos organizados pelo irmão Fabiano Santiago, novamente, conseguiu elevar a Igreja para adorar a Deus mui fervorosamente.

Ao final, a ênfase evangelística girou sempre em torno das máximas bíblicas sobre o assunto, conseguindo, a partir da fala de um dos grandes missionários contemporâneos, explicitar a essência da missão da Igreja: “A grande comissão não é uma opção a ser considerada, é um mandamento a ser obedecido” (Hudson Taylor).      


sexta-feira, 25 de setembro de 2020

O ofício da mulher na Igreja

 


Desde a criação do homem e da mulher o Senhor designou, para cada um, funções específicas. Ao homem cabe o exercício de domínio (Gênesis 1:26) e à mulher ser sua ajudadora (Gênesis 2:18). Por ser uma regra absoluta, enquadrada dentro do padrão moral divino, importa reconhecermos sua perpetuidade. Contudo, nesses tempos contemporâneos, tais conceitos foram depreciados e, em ritmo acelerado, suscitaram-se exigências para as quais a mulher cristã, por exemplo, deveria ocupar e exercer funções tipicamente masculinas na Igreja, muito embora não haja prescrição bíblica para tanto. Por esta razão e através de uma sucinta reflexão, tentaremos mostrar onde a mulher cristã se encaixa melhor com seus inspirativos talentos.

O “magnificat” (Lucas 1:46-55) de Maria demonstrou qual o grau de envolvimento possível dentro do propósito de Deus para a serva do Senhor, ou seja, através do sentimento de sujeição quanto a vontade divina, da devoção e da sensibilidade para comunhão; todas extraindo suas virtudes como referencial da graciosa espiritualidade, servindo, deste modo, como retaguarda extremamente necessária para o efetivo trabalho de auxílio. Como desdobramento, o servir de apoio para aqueles que segundo a vontade de Deus foram vocacionados para ministérios específicos, qualificam-nas como personalidades de grande referencial no contexto eclesiástico. Por exemplo, foi registrado que a sogra de Pedro servia a Cristo e a seus discípulos (Marcos 1:31). Da mesma forma quando a mulher com vaso de alabastro (Lucas 7:36-49) “banhou” a Cristo, antes de sua morte, preparando-o para o momento fatídico de sua missão, revelou seu apreço e o cuidado de seu coração pelo Salvador. Ação semelhante foi notificada no domingo da ressurreição, enquanto os discípulos ficaram acuados num cenáculo, mulheres foram revestir o corpo de Cristo de acordo com prática dos rituais fúnebres, mais uma vez, demonstrando singeleza de coração, ousadia e fé para o servir (não foi sem motivo que foram privilegiadas por terem sido as primeiras testemunhas da ressurreição de Cristo). Ou seja, a mulher tem uma sensibilidade e virtudes tão preciosas para auxiliar que a idoneidade lhe identifica definitivamente melhor com os propósitos de sua criação. Assim, ela foi designada por Deus para o exercício de atividades mais relacionadas às suas virtudes porque requerem delas sua perspicácia inata, não sendo assim tão robustas e espinhosas como foram aquelas destinadas a homens.

No desdobramento do Reino de Deus, no período apostólico, a ênfase de Paulo quanto ao trabalho feminino dá sequência ao mesmo modus praticado pelo Senhor. De semelhante modo, sentiu-se privilegiado pelo apoio feminino e exalta este trabalho com a grandeza que as cristãs das diversas Igrejas de seu trabalho mereciam (Romanos 16:1, 6, 12; Filipenses 4:3).  

Desta maneira, atribuições que são destinadas aos homens, inclusive, ensinadas nas Escrituras, jamais deveriam ser praticadas pelas mulheres, pois são incompatíveis com a natureza do seu ser. Mulheres pastoras, exercendo autoridade como a de homem, realizando batismos, ensinando como se tivesse uma vocação específica para isto contrariam o ensino bíblico e a própria atribuição. Não queremos menosprezar a potencialidade feminina, contudo, procuramos tecer alguns comentários breves para uma reflexão sobre onde a mulher cristã se enquadra melhor em virtude de quem é. As vocações e as ordenanças, por exemplo, estão referenciadas na Bíblia e foram praticadas apenas por homens (Efésios 4:11 e João 4:1-2), restando para nós o pensamento de que somente eles podem exercer tais papéis. Preocupando-se com este problema e pela disseminação de ensinos contrários às Escrituras, contidos no apócrifo de Paulo (Atos de Paulo e Tecla), em sua época Tertuliano fez algumas recomendações e alertas:

Mas a petulância da mulher, que já usurpou o direito de ensinar, não se arrogue também o direito de batizar. Não! A menos que surgissem algumas novas bestas semelhantes à antiga. Aquela pretendia suprimir o batismo; uma outra quer administrá-lo ela mesma. E se essas mulheres invocam os escritos, que erroneamente levam o nome de Paulo, e citam o exemplo de Tecla para defender o direito de ensinar e batizar, saibam que foi um presbitério da Ásia que elaborou este escrito, como que cobrindo sua própria autoridade com a de Paulo. Depois de conhecida a fraude e tendo confessado que agiu por amor a Paulo, foi deposto. De fato, como seria fidedigno que o apóstolo desse à mulher o poder de ensinar e batizar, ele, que só com restrição permitiu às esposas que se instruíssem? Disse: devem silenciar e perguntar a seus maridos em casa. (De Baptismo, XVII)

   

Pr. Heládio Santos       


sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Comentários sobre o novo livro do pastor Glauco Barreira Magalhães Filho

 


Já conhecia a história de Girolamo Savonarola, mas nem tanto. Li livros com sua biografia que testemunham quão bravo e solitário foi na luta pela exposição das verdades cristãs para convencer seus ouvintes a adotarem um padrão de vida piedoso, diferente daquele experimentado entre os prazeres e devaneios mundanos da cidade de Florença, na Itália, no século XV. Savonarola era um arauto e tocava a trombeta da denunciação contra o pecado sem temer a sociedade, os príncipes, os reis e até o papa, personalidade cuja influência superava aos dos monarcas locais.

Mas, não quero discorrer sobre aspectos deste gigante da fé; pretendo mostrar como a leitura do novo livro do reverendo Glauco Barreira Magalhães Filho poderá servir para ampliar e majorar a instrução sobre o assunto, estimulando maior ousadia, aprimorando a maneira e a forma de pregar e, acima de tudo, levando o leitor (inclusive eu), tanto pelo objeto da obra como pelo espírito aguçado e espiritual do autor em revelar suas nuances, a estar posicionando-se melhor na presença de Deus.

Recentemente, conversando com o autor lhe disse: “quando pego seu livro para ler, ‘sinto’ minhas mãos ‘pegando fogo’, pois fazia tempo que queria ler um livro que me impactasse também a alma e o coração”. Destaquei, dentre outros, como o pastor soube ler a alma de Savonarola e de seu comportamento, destacando-o muito acertadamente de “extremos simultâneos”, ou como ele mesmo explica: “Assim como Jesus não era meio homem e meio Deus, mas totalmente homem e totalmente Deus, Savonarola era intenso no intelecto e nas emoções, o mestre o pregador, o radical moral e o conselheiro sensível, o profeta e o reformador das instituições, o filósofo e o biblicita” (pgs.9-10). Talvez, quem não esteja ambientado a determinados termos teológicos e usados pelas ciências humanas com fins de categorização dos objetos de estudos pode pensar ser algo que torna a obra de difícil leitura e entendimento. O conteúdo do livro é sensivelmente democrático, pois atende as expectativas do leitor convencional e também as de teólogos. É uma obra rica na língua portuguesa cujo assunto era quase escasso, contudo, agora o público evangélico se torna privilegiado por ter um aprofundamento muito bem direcionado nas páginas desta publicação da Fonte Editorial.

Aproveitando nossa conversa, disse-lhe também que à medida que leio, sinto vontade de voltar a ler novamente, já projetando uma nova leitura da obra. Às vezes, sentimos tanta curiosidade sobre o assunto que ficamos “afoitos” (referindo-me à pressa de ler logo o conteúdo desconhecido, conhecer o olhar clínico do autor e entender os porquês da “revolução” savonaroliana) que perdemos determinadas conteúdos pelo caminho. Razão que nos motiva a um retorno sem enfado para uma segunda e até uma terceira leitura consequente, pois a obra é muito instigante, atrativa e agradável.

Por fim, a Igreja Batista Renovada Moriá, onde o pastor Glauco Barreira Magalhães Filho exerce seu ministério, tem uma pérola de considerável valor à sua disposição. Fica a dica tanto para a membresia como para os demais obreiros adquirirem a obra. Façam bom uso como estou fazendo.

 

Pr. Heládio Santos

quarta-feira, 16 de setembro de 2020

Vivendo na simplicidade, na humildade e servindo ao outro

 


Numa era de consumo e da libertação do imoral que privilegia o ego, quem não se rende às suas imposições? Quem não cede aos impulsos e inquietações sucintas, aspergidas pelo ímpio e pela infâmia? Quem não se vê coagido a prestar um (des)favor ao inusitado porque cedeu ao inadequado, julgando-se minorado pela usurpação do mal? Certamente, o crente vigilante cujo barco veleja para o norte.

O crente vigilante não é qualquer cristão, mas alguém consciente dos arrodeios pelos quais passam as ideias e tendências voluptuosas da vida cujo fim é a perdição, sem, contudo, provocar em si um desvanecer de suas autênticas convicções, outrora firmadas na rocha inabalável. Muito embora haja embates constantes (sobre isso Jesus havia alertado), a conservação do que sempre foi e continuará sendo não depende da sua essência ou de seu bom caráter simplesmente. Decorre de MAIOR comunhão com o Senhor, a fim de produzir uma majoração do bem, do belo, do sereno, do harmônico, e uma minoração do mal, principalmente, no que diz respeito ao desvencilhamento da vida efêmera com seus valores e ao apreço desmedido aos pensamentos medonhos do ser humano, desabonado tantas vezes na insigne Escritura.

Com esse comportamento, reconhecemos nossa dependência ao Autor da nossa fé e asseveramos nosso consentimento para operação dele em nós. Deixar seu Espírito nos guiar pelos caminhos de sua vontade, pela operacionalização dos nossos talentos e pela distribuição de nossos bens para os necessitados, confere ao final a certeza da grandiosa experiência interior não vista pela maioria dos que estão ao nosso redor, mas certamente satisfez àquele que está no alto e no sublime trono com olhar perscrutador sondando mentes e corações para encontrar verdade, sinceridade e honestidade (muitos cristãos, no entanto, deveriam ver isso, não para pronunciarem elogios aos praticantes, mas para se renderem aos grandes exemplos em suas comunidades a fim de estabelecerem maior respeito, honra uns pelos outros e abandono da desconfiança, pois esse último sentimento é muito sorrateiro e é capaz de minar e arruinar vidas).

Debaixo da vívida unção, o cristão, por reconhecer quem é e o que pode fazer, também pensa no outro, independentemente do que tenha cometido ou cometa, como tenha vivido ou deixe de viver. Aliás, Jesus nos ensinou a prática do bem ao próximo sempre, incluindo, caso necessário, o ato mais altruísta. Afinal, este é o Cristianismo prático, pois entender a doutrina é o mais elementar da trajetória cristã. Para saber se o conteúdo doutrinário, no entanto, provocou o devido efeito, faz-se necessária a consumação da prática através da relação com próximo, podendo ser manifesta através do ato de compaixão na evangelização a um mendigo, a um homossexual, a um orgulhoso, a um materialista, a uma pessoa normal, a um rico, a um intelectual, a um desviado, a uma pessoa sem instrução convencional, a um apóstata ou nas relações comunitárias a um irmão em Cristo. Qualquer uma dessas pessoas carece de atenção, apesar de algumas delas acharem absurda a ideia. O cristão vigilante, através da voz do Mestre, tem a honra de estender sua mão em prol daquele por quem Cristo morreu na cruz, a fim de levá-lo para o aprisco do bom pastor, por isso, ignorar o fato e a possibilidade de ajudá-los pode estar revelando o fermento farisaico e a paixão mundana. Aliás, lembrando sobre os efeitos da interação entre os membros da ecclessia, é na proximidade entre os remidos que encontramos o ideal da koinonia (do grego κοινωνία). Segundo a unidade proposta pelo apóstolo Paulo: “Vivei, acima de tudo, por modo digno do evangelho de Cristo, para que, ou indo ver-vos ou estando ausente, ouça, no tocante a vós outros, que estais firmes em um só espírito, como uma só alma, lutando juntos pela fé evangélica” (Filipenses 1:27, tradução revista e atualizada).

Assim, aborrecer o mal com a prática do bem parece ser uma boa expressão para essa conjuntura. Apesar da forte expressão, revela-se também urgente em meio aos turbulentos tempos de avançada penumbra, cujos efeitos penetram tão severamente na alma de alguns que conseguem cegá-los para não enxergarem a necessidade dos que nos acenam insistentemente sem perceberem, aguardando silenciosa e solitariamente quem os possa ajudar. A simplicidade e a humildade, desta maneira, nos ajudam a compreender o outro para assim prestarmos o que lhe for necessário e que esteja ao nosso alcance. Saibamos disso, pois, é uma regra cristã. Como disse A.W. Tozer: “É preciso simplicidade e humildade para servir a Deus de maneira aceitável”, para mais, acrescento sensibilidade sem a qual não se gera empatia. Por isso, conclamamos: cristãos vigilantes vivam para a glória de Deus!

Pr. Heládio Santos

 


sexta-feira, 11 de setembro de 2020

A política condenou Jesus


Edição e apoio do irmão Paulo (membro da IBRM de Joaquim Távora)

Os dons espirituais hoje?


O argumento comum dos que negam a atualidade da operação dos dons espirituais é falar de período de milagres. Será que isso tem base bíblica?

Jesus disse que estaria com seus discípulos até a consumação dos séculos. Sabemos que isso é por meio do outro consolador, o Espírito Santo. Segundo o texto de 1Co 12.4-6 as três pessoas da Trindade fazem obras específicas. O Espírito dá a manifestação dos dons para o que for útil (1Co 12.4). Ele é soberano nisso, como destaca Paulo em 1Co 12.11. Os dons de serviços (pastor, evangelista e mestre) são dados por Cristo (1Co 12.5; Ef 4.11) não cessaram, já os apóstolos e profetas que puseram o fundamento doutrinário fixado no texto do Novo Testamento (Ef 2.20; 3.5 e 1Co 3.10, 11) cessaram, mas sobrevivem pelo texto sagrado, enquanto os outros três ministérios restantes são ricos e abundantes na igreja e no Reino de Deus. Já as operações ou realizações por Deus-Pai (1Co 12.6) em sinais, prodígios, visões, sonhos, e na direção geral e harmoniosa de tudo ainda se destaca, e nada impede que possam ocorrer, e logo virão, em grande intensidade quando vier o dia da sua ira, a chamada Grande Tribulação, mas os carismas, os chamados dons espirituais, dados pelo Espírito (1Co 12.4, 7-11) não poderiam ter cessado. Eles são para edificação da Igreja, e essa ainda está aqui. A atuação deles sempre ocorreu e ocorrerá, mas muito mais agora. Se os dons ministeriais são vigentes, quanto mais os espirituais. E Deus-pai na Pessoa de Jesus Cristo é o Deus vivo Todo-poderoso que Jesus e O Espírito Santo nos dá acesso, então, temam, filhos de Adão e filhas de Eva. Deus é o mesmo, ontem, hoje e o será eternamente! Toda glória a Ele por Jesus Cristo seu Filho!

Não podemos dizer o que Deus fará ou deixará de fazer. Dizer que Deus não opera mais, em qualquer uma das pessoas da Trindade é estúpido, tolo e grosseiro. Isso é afirmar que Deus não é soberano. Ironicamente quem ousa dizer essas abobrinhas, sem fundamento, são os que vivem a enfatizar a soberania divina em suas doutrinas. Enfatizam tanto a soberania que a virtude divina que é de fato mais enfatizada pelo próprio Deus em suas Escrituras fica em segundo plano, que é o amor.

 

Luiz Souza


quarta-feira, 9 de setembro de 2020

O casamento judaico e o arrebatamento da Igreja





Com o apoio do irmão Paulo (membro da IBRM de Joaquim Távora)

Livro "Girolamo Savonarola e a República de Florença" de autoria do pastor Glauco Barreira Magalhães Filho

 


Uma das maiores virtudes de excelentes escritores é sua inquietação para produção de novos escritos, mormente, em razão do domínio e do conhecimento sobre os assuntos que desejam escrever. Sendo exímio escritor, caracteriza-se também pelo bom senso, pelo espírito apurado, pelo olhar atento às nuanças pelas quais passará sua discussão e abordagem para que possa apresentar sempre algo não percebido, talvez até ignorado anteriormente, preocupando-se, sobretudo, com o conteúdo veraz de sua obra. Versando com a singularidade ou com a peculiaridade que o tema requererá, pretende expressar sua afinidade com o tema e honestidade literária, principalmente porque em assuntos de relevância histórica cujo eco ainda persiste com audível clamor entre nós, há, constantemente, uma mensagem para ser dita, para ser compreendida e para resgatar o que foi esquecido. Muito embora venha do passado, faz-se presente em vistas de sua essência profundamente profética.

Foi nesse ambiente que o pastor e prof. Dr. Glauco Barreira Magalhães Filho produziu e publicou mais uma preciosa obra: “Girolamo Savonarola e a República de Florença”, trazendo à tona a vida intensa de um gigante da fé cristã que é considerado precursor da Reforma Protestante. Não é uma obra tão somente biográfica. É também uma obra na qual Savonarola tem liberdade de falar ao leitor e sem arrodeios revelar quem foi e o que pretendia. A chama da sensatez e do apelo à conservação da moral constituiu-se a base de suas pregações nas suas idas e vindas pelas cidades italianas, no final do século XV. Sua pregação teve uma característica muito particular, pois alertava e condenava com profunda veemência as práticas de perdição de sua sociedade, não temendo, contudo, as consequências pelas quais poderia passar e passou até chegar ao dissabor das torturas e do martírio as quais se redenram a ele, porquanto as encarou com fortitude e grandeza.

Elevando a pregação de Savonarola ao patamar de inspirativa para os momentos atuais, o pastor Glauco Barreira assevera:

É inconcebível que o cristianismo que criou as universidades, deu plausibilidade para a ciência moderna e formou as instituições do Ocidente deva agora se calar. Precisamos voltar ao passado e ouvir as vozes daqueles que, depois de mortos, ainda falam. Girolamo Savonarola é uma dessas vozes, uma poderosa voz! (p.99)

Mensagens como as de Girolamo Savonarola precisam ser ouvidas hoje. Conheça sua história e adquira logo seu examplar. Em Fortaleza-Ce, está disponível com o próprio autor no templo da Igreja Batista Renovada Moriá, situada à rua Nogueira Acioli, 2195, Joaquim Távora, nos momentos anteriores e posteriores aos cultos de Quinta-feira (19h30) e domingo (18h30). A Fonte Editorial disponibilizará o livro em breve para venda on-line nos sites com os quais trabalha.