O Jornal Tocha da Verdade é uma publicação independente que tem como objetivo resgatar os princípios cristãos em toda sua plenitude. Com artigos escritos por pastores, professores de algumas áreas do saber e por estudiosos da teologia buscamos despertar a comunidade cristã-evangélica para a pureza das Escrituras. Incentivamos a prática e a ética cristã em vistas do aperfeiçoamento da Igreja de Cristo como noiva imaculada. Prezamos pela simplicidade do Evangelho e pelo não conformismo com a mundanização e a secularização do Cristianismo pós-moderno em fase de decadência espiritual.
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terça-feira, 24 de dezembro de 2019

Culto de Natal 2019

Anualmente, a Igreja Batista Renovada Moriá promove o Culto de Natal. A pretensão não é celebrar o Natal nas formas pelas quais é propagado pela mídia ou por determinada religião, antes, faz valer as prescrições bíblicas sobre o assunto e sobre a razão do nascimento de Cristo. Participe!



Assista à pregação do culto de Natal do ano de 2016.


terça-feira, 18 de junho de 2019

Nunca é tarde para estudar


Você nunca fará nada neste mundo sem coragem.
É a melhor qualidade da mente ao lado da honra.
Aristóteles

O sonho era antigo. Talvez remonte a juventude quando por influência da irmã Helena (formada em Letras e professora de línguas antigas na Assembleia de Deus) foi instigada a prestar vestibular para ingressar na faculdade e ter uma profissão. Algo um tanto quanto inusitado na época para muitos evangélicos cujas igrejas não consideravam o estudo acadêmico importante. Era o final da década de 80, instante no qual essas mesmas Igrejas ainda usufruíam de espiritualidade intensa e devotada para o fiel cumprimento da vocação inspirada pelo bom Salvador. Por isso, o sonho não se realizou naquele momento, na verdade, foi substituído por um “chamado” de Deus para ajudar o pai (José Silva Tôrres) numa ousada investida: abrir um trabalho missionário em lugar avesso à pregação do puro Evangelho, rebelde e tantas vezes perseguidor.
Passaram-se anos e através de sua ajuda incansável o trabalho prosperou, ganhando aquela obra considerada referência na região; passando a ser, então, uma Igreja e não mais um ponto de pregação, apesar da existência de um templo desde o começo. Durante aqueles anos, também serviu nos negócios da família, tendo dores de cabeça e alegrias como frutos do labor secular, mas sempre prestando o melhor trabalho possível. Foi de fato um grande apoio para o pai. Uma década passou laborando na região de Beberibe, aproveitando também as belezas naturais das ensolaradas praias ali existentes, ainda puras e não tocadas pela exploração turística e imobiliária. Um bálsamo para quem lutava desde o raiar do dia (literalmente falando) até à noite, no apagar da luz do quarto quando era vencida pelo cansaço já na madrugada.
Este tempo só cessou quando retornou para a capital devido seu enlace matrimonial. A labuta passou a ser a da sua própria casa, mas como sempre se mostrou uma pessoa com muita resiliência queria algo mais. Retornou ao SENAC para aprender a trabalhar com o pacote OFFICE da Microsoft. Recebeu seu certificado após a conclusão de seu curso. Vieram as filhas para as quais dedicou cada momento, aproveitando o vínculo e exercendo o papel de mãe com esmero. Em nenhum momento pestanejou ou relutou pelas dádivas que o Senhor Deus havia lhe confiado. Quando as meninas cresceram, tornando-se um pouco mais independentes, resolveu buscar cursos de formação de nível médio para, quem sabe, cursar uma graduação. Foi em busca do CEJA (Centro de Educação de Jovens e Adultos) em Messejana, local no qual recebeu grandes estímulos para realizar seu antigo sonho. Nesse ínterim, sentiu-se na responsabilidade de fazer um curso de secretariado (CETREDE) para que no final pudesse buscar um emprego e ajudar em casa, uma vez que naquele momento seu marido não gozava de vínculo empregatício. Foi resoluta em seu curso. Aproveitou oportunidades como secretária na PRF (Polícia Rodoviária Federal) tirando a folga de uma amiga de curso para ganhar algum dinheiro e assim poder ajudar nas despesas do lar. Mas, não esquecia de seu sonho. Prestou vestibular na UECE. Não foi aprovada. Fez suas primeiras tentativas no ENEM, mas sem uma boa preparação também não logrou êxito. Conciliou a ida para deixar as filhas na escola, na época no Centro, para fazer um cursinho de preparação para o ENEM. Conseguiu um curso acessível para as condições financeiras da família: APESC (Associação dos Professores do Ensino Superior do Ceará). Recebeu muito apoio dos professores. Cumpriu novamente seu papel de estudante 30 (trinta) anos após concluir o ensino médio. Dedicou-se. Estudou. Fez inúmeras redações, ora com notas não tão boas, ora com algumas que motivaram esperanças. Desejou caminhar pelo meio ambiente, tendo a primeira aprovação no IFCE, no curso de Técnico em Meio Ambiente, mas algo mais forte lhe chamava para outro caminho. Enfrentou novamente a fera do ENEM com bravura a fim de derrubar aquele bicho papão que já lhe tinha derrubado em momentos passados, mas não a tinha desanimado... Enfim, a fera não resistiu sua força interior e entregou o prêmio pela sua determinação: a aprovação no curso de Pedagogia da Universidade Federal do Ceará, um dos cursos cujas notas de corte têm sido muito altas desde que o ENEM foi adotado como forma de ingresso.
Hoje, Maria Luísa (carinhosamente conhecida como Maninha) conclui sua graduação, defendendo seu aprendizado ao longo dos anos na academia. Seu olhar voltou-se para aqueles que como ela tiveram muita dificuldade para ingressar na Universidade. Estudou, para realizar sua monografia e concluir seu curso, “o ensino cooperativo entre surdos”, entendendo seus anseios, suas paixões, seus desafios e suas esperanças. Identificou-se com eles. Adora se comunicar conosco através de sinais. Não gosto porque nada entendo (preciso fazer mais algum curso de libras), mas percebo sua sensibilidade e seu envolvimento com seu objeto de estudo. Nada mais louvável.
A fé, portanto, tem o poder de transportar montes como bem disse Jesus e cumprir nosso papel enquanto cristãos, pois somos instigados a buscar conhecimentos salutares para o desenvolvimento humano para também podermos exercer nossa influência ética, moral, disciplinada e compromissada com valores que exaltam o ser humano enquanto piedosos em Cristo. Como membro da Igreja Batista Renovada Moriá, Maninha passa a ser referência e estimula os congregados que desejam chegar mais longe a sonharem. Aos 50 (cinquenta) anos, começa uma nova fase de sua vida. Agora, com a certeza do dever cumprido e com uma profissão em mãos, alcançada pela pura determinação de um nobre coração; daqui há alguns dias, após o reitor lhe conferir o título, será graduada.
Ao longo de sua caminhada na Universidade fez muitas amizades, certamente pelo jeito simples e cativante de ser. Criou vínculos. Amparou muitas colegas de turma. Aconselhou. Soube caminhar por cada situação confirmando e nunca deixando de ser esta pequena grande mulher cristã.

Agradecimentos à prof(a). Dra. e Diretora (Faculdade de Educação) Maria Isabel Filgueiras Lima Ciasca, ao Prof. Doutorando Hermany Vieira, à Prof(a) e Doutoranda Nágila Rabelo e à Pedagoga Amanda Rodrigues pelo apoio na construção do conhecimento e desenvolvimento da monografia.

Essa matéria é uma singela homenagem de seu marido e de suas filhas (Heládio, Hévila e Lívia)

Glórias, honras e louvor sejam sempre ao nosso grande e amoroso Deus cujo Filho, Jesus, através do Santo Espírito, nos faz triunfar!






































quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Celebração de Moriá 30 anos

30 anos representa amadurecimento. Afinal, quem viveu tantas experiências individuais e coletivas, ao longo desta jornada, se sente seguro para atestar esse fato. Embora o preço pago tenha sido alto, Moriá não se sente enfadada nem muito menos adestrada aos padrões modistas; muito pelo contrário, continua vivendo as experiências do início com um vigor quase inesgotável, perpetuado pela chama do iniciador da obra e de quem foi contagiado pelas suas pregações e unção.
Moriá cresceu, levando consigo inúmeras vidas identificadas com os ideais puríssimos, genuinamente cristãos, avivados pelo fogo do Espírito, dádiva inextinguível em nossos corações. Cresceu qualitativamente, visto que tantos irmãos cientes e convictos estão engajados e empenhados para realizar sua missão, propagando a Sã Doutrina, seja em sua seara seja em seara alheia. A ousadia destes bravos crentes contagia multidões, levando muitos a admirarem esta obra, apesar de não estarem plenamente vinculados a ela. Somos centenas hoje, mas poderíamos ser milhares. Não o somos porque ser Moriá exige compromisso e abnegação, virtudes esquecidas in hoc tempore. Diversas razões poderiam ser apresentadas, mas, para não desprestigiarmos alguém nem sermos injustos num julgamento equivocado, preferimos apenas orar por quem já foi e hoje já não é, além de interceder para que outras almas conquistadas no futuro sintam elevado amor por esta obra, firmem-se e levem à frente para posteriores gerações o apreço pelo sagrado encontrados nestes trinta anos.
Moriá se renova, pois desejamos fortalecer ainda mais os pilares que nos sustentaram até hoje. Desejamos fazer o que é para ser feito com devoção e piedade. Para tal, não atendemos caprichos humanos de leviandade cujo sentido desvirtuam os preceitos da prática cristã; antes procuramos com zelo efetivar a mais profunda e pura vida de santidade. Esta vida exige muito diante do mundo de praticidade no qual estamos inseridos, levando muitos cristãos a não entenderem nossas motivações. Mas, somos renovados para conservar, para não perdermos o foco, para continuarmos com nosso crescimento espiritual e, enfim, vermos um grande avivamento atingir nossa geração por instrumentalidade de nossos membros.
Hoje começam as comemorações de nossos 30 anos. Venha participar deste grande momento para a História de Moriá!

Rua Nogueira Acioli, 2195 – Joaquim Távora
Fortaleza – Ceará

Conferências 30 anos Moriá: luz que não se apaga
Quinta-feira (22/11/2018) às 19h30
Sexta-feira (23/11/2018 às 19h30
Sábado (24/11/2018) às 19h
Domingo (25/11/2018) às 9h e às 18h30
Segunda-feira (26/11/2018) a partir das 19h (Buffet Via Sul)

O JORNAL TOCHA DA VERDADE
Cumprimenta e felicita a todos os
Pastores
Evangelistas
Diáconos

Líderes de congregação
Pregadores itinerantes
Líderes de grupos familiares
Professoras de crianças
Professores de escola dominical
Comissão Executiva de Missões
Músicos
Membros

Pelo trigésimo ano de existência,
Pela perseverança na guarda dos valores cristãos,
Pelos trabalhos desenvolvidos,
Pelo acolhimento a todos os que querem viver piedosamente em Cristo
Enfim, por tudo o que é promovido e leva o selo MORIÁ.


quinta-feira, 3 de maio de 2018

Muitas igrejas evangélicas não tem reputação para pregar o arrependimento


“Arrependei-vos” foi estabelecido como princípio norteador da pregação cristã e a máxima utilizada pela voz que clamava no deserto, João Batista, para prenunciar a chegada do Messias e sua doutrina. Essa mensagem, entretanto, não se limitou ao contexto primitivo cristão, mas ecoa pelos séculos objetivando as mesmas orientações transmitidas no momento. Portanto, a mensagem cristã de arrependimento deverá ser a mesma, buscando pecadores que se disponham a cumprir o ideal de “Metanoeo”(palavra em grego que deu origem ao termo arrependimento) cujo sentido implica reflexão e contemplação para a mudança de mente, estabelecendo o padrão moral cristão. No arrependido, como consequência espiritual do seu ato, não sente mera tristeza pelo pecado, mas há um estímulo para o constrangimento constante que lhe impulsiona a temer a Deus, mudando radicalmente seu modo de vida, seu modo de pensar e de agir. É uma consequência que o distingue e chancela sua vocação de discípulo de Cristo. As velhas coisas passaram e tudo se fez novo, como menciona Paulo, o apóstolo.
Porém, essa mensagem de mudança não está presente em muitas das pregações proclamadas nos púlpitos evangélicos. Por qual razão? Por causa da mudança indecente do primeiro conceito de arrependimento. Em muitas dessas igrejas, houve uma readaptação para agregar mais pessoas e aumentar os rendimentos provenientes de suas contribuições (pelo menos é o que parece). Hoje, não se prega mais “arrependei-vos” e deixe o pecado para servir a Deus em santidade, mas prega-se um arrependei-vos aleijado que estimula a vaidade e que diz “aceite a Cristo e continue a fazer tudo o que você faz no mundo, mudando apenas a roupagem de seus atos”. Dizem, por exemplo, o seguinte:
Deixe de ouvir rock mundano para ouvir rock evangélico;
Deixe de ser vaidosa para o mundo para “ficar mais bonita”, usando toda sorte de maquiagens, adornos e atavios, para Jesus;
Abandone os shows mundanos para ir aos shows evangélicos (que são verdadeiros cultos a deuses estranhos e idólatras);
Dizem que não há problemas em mulheres usarem calças compridas (vestes peculiares masculinas) e homens terem cabeleira cumprida, peculiaridade feminina. Acham isso muito pertinente para quem “tem liberdade”;
Dizem que não há problemas no divórcio, por isso aceitam muitos casais divorciados sem o devido trâmite e julgamento das Escrituras;
Não há problemas em apoiar candidaturas, pois os futuros políticos nos representarão (como se as nossas armas fossem carnais e não espirituais em Deus), muito embora tenha se visto como essas igrejas caíram na malha do engano de seus “ilustres” representantes devido a muitas falcatruas;
Não vamos pregar Palavra de Deus na sua pureza, mas façamos um misto fermentado por objetivos mundanos e por ideologias para atrair mais público, inserindo formas de ganhar dinheiro, ter sucesso na vida, ser feliz e ter autoestima à mensagem do púlpito. Segundo eles, isso desperta mais interesse do público para igrejas, pois visam uma realização material, entretanto, esquecem-se que em primeiro lugar vem o Reino e a sua justiça;
Escondam sua honra, pintem seus cabelos e seus bigodes, criem uma pessoa artificial que não são vocês mesmos (com isso, não percebem que menosprezam a identidade criada pelo Senhor);
A serpente do mundanismo deu um bote tão certeiro cujo veneno inoculou cegueira espiritual nessas igrejas evangélicas que elas não aceitam nossa exortação, acreditando que isso é legalismo. Seria legalismo cumprir exatamente o que está escrito? Está errado seguir o que está escrito? Se estiver, caro leitor, é importante dizer que em muitas circunstâncias da vida precisamos cumprir determinados preceitos. Precisamos cumprir as ordenações da lei, do contrário seremos punidos: entre na contramão de uma rua, ultrapasse um sinal vermelho ou estacione em fila dupla onde exista um agente da autoridade de trânsito ou câmeras de vídeo monitoramento para ver se em alguns dias não chega na sua residência o auto de infração que é um instrumento disciplinador que o obriga a seguir determinado procedimento. No Enem, por exemplo, se você não marcar a opção verdadeira, julgando que sua mera ponderação pela errada deverá ser considerada, você também incorrerá em problemas, pois não chegará à Universidade. Ou seja, precisamos entender a necessidade de estarmos sujeitos a determinados conceitos para termos equilíbrio e equidade na vida. Ser cristão não é mera opção de nomenclatura. É comportamento decente em conformidade com o texto sagrado.
Além disso, uma das razões para estarmos vivendo a crise moral de inversão de valores é culpa dessas igrejas que abandonaram os bons costumes. Preferiram ceder ante os dilemas de uma fé fragilizada pela não opção de renunciar a tudo para viverem similarmente ao mundo. Ao viver desta maneira, assumiram um papel sem moral, sem reputação, sem a dignidade de poder censurar o erro e o pecado, pois acobertaram o pecado sob um teto evangélico da suposta proteção divina. Tem crente que acha que pode pecar livremente simplesmente por estar dentro de quatro paredes, como se isso lhe garantisse o benefício divino. O autêntico crente deseja viver sem pecado, por mais que isso pareça difícil, mas é mais fácil fazer o certo do que o errado, principalmente porque a graça de Deus nos assiste.

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Gigantes da Bíblia, mito ou verdade?

Veja as fotos abaixo:





Robert Pershing Wadlow (22 de fevereiro de 1918 - 15 de julho de 1940). Wadlow atingiu 8 ft 11,1 polegadas (2,72 m) de altura e pesava 439 libras (199 kg) em sua morte aos 22 anos. Seu grande tamanho e seu crescimento continuado na idade adulta foi devido à hipertrofia de sua glândula pituitária, o que resulta em um anormal alto nível de hormônio de crescimento humano. Ele não mostrou nenhuma indicação de um fim ao seu crescimento, mesmo no momento de sua morte.







Fotos atuais:




Você ainda duvida que os gigantes da Bíblia existiram?