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quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

Nosso repúdio à aprovação do aborto pelo senado da Argentina


        A insensatez humana que atenta contra a vida, sobretudo a dos indefesos, reflete uma crise profunda de compaixão. Quando o egoísmo se sobrepõe ao amor ao próximo, a sociedade perde o seu rumo ético e moral, justificando atos de extrema violência em nome da conveniência, do lucro ou da ideologia.

O documentário O Grito Silencioso (The Silent Scream), lançado em 1984 pelo médico estadunidense Dr. Bernard Nathanson, tornou-se um marco divisor de águas no debate ético global. O Dr. Nathanson era conhecido como o “Rei do Aborto”. Ele supervisionou e realizou dezenas de milhares de procedimentos ao longo de sua carreira na indústria do aborto.

Com o avanço e a popularização da tecnologia de ultrassom na década de 1970, o Dr. Nathanson pôde observar, em tempo real, o comportamento do feto no útero durante um procedimento. As imagens mostraram uma criança em desenvolvimento se esquivando dos instrumentos cirúrgicos e abrindo a boca em um movimento de extremo pânico, que ele descreveu como um grito silencioso. Isso o fez confrontar a realidade biológica e moral da vida intrauterina.

Chocado com a própria trajetória, ele abandonou a prática abortista, converteu-se em um dos maiores ativistas provida do mundo e dedicou sua vida a denunciar a violência contra os nascituros.

A trajetória de Nathanson e as discussões geradas pelo vídeo expõem o contraste entre a insensatez e a sacralidade da existência. A vida humana é o bem mais fundamental e inviolável que possuímos. Quando escolhemos fechar os olhos para o sofrimento ou para a vulnerabilidade dos que não podem se defender — sejam eles nascituros, idosos, doentes ou marginalizados —, a humanidade regride.

A verdadeira grandeza de uma sociedade é medida pelo modo como ela protege os seus membros mais frágeis. Reconhecer a dignidade em cada ser humano, desde a sua concepção, exige coragem, empatia e um compromisso ativo com a preservação da vida.


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