O Jornal Tocha da Verdade é uma publicação independente que tem como objetivo resgatar os princípios cristãos em toda sua plenitude. Com artigos escritos por pastores, professores de algumas áreas do saber e por estudiosos da teologia buscamos despertar a comunidade cristã-evangélica para a pureza das Escrituras. Incentivamos a prática e a ética cristã em vistas do aperfeiçoamento da Igreja de Cristo como noiva imaculada. Prezamos pela simplicidade do Evangelho e pelo não conformismo com a mundanização e a secularização do Cristianismo pós-moderno em fase de decadência espiritual.

domingo, 9 de julho de 2017

Lançamento do livro sobre os 500 anos da Reforma Protestante

O Instituto Pietista de Cultura convida a todos os interessados em Reforma Protestante para prestigiar o lançamento do livro "500 anos do Protestantismo", escrito pelo professor do seu seminário teológico, Ivanildo Mendes.
Será na capela Moriá, situada conforme o cartaz abaixo:


Venha participar!

Curso do IPC na Alemanha e Suíça


O curso sobre os 500 anos da Reforma Protestante, promovido pelo Instituto Pietista de Cultura (IPC), foi iniciado na semana passada. Com participação de um grupo muito bom, o Pastor e Professor Glauco Barreira Magalhães Filho tem apresentado a evolução do movimento a partir das visitas aos principais locais onde ocorreram as prédicas luteranas. As informações são várias, até porque houve uma produção grandiosa tanto da parte de Lutero como dos demais reformadores, apresentando os movimentos a partir das perspectivas do protestantismo clássico.
Veja algumas fotos de alguns dos locais ícones da Reforma:

pastor Glauco em Leipzig onde Lutero debateu com Johann Eck
pastor Glauco em Erfurt

pastor Glauco e Érica (esposa) na casa de Lutero

pastor Glauco e Fabiano às portas da capela de Wittenberg

domingo, 2 de julho de 2017

1°Símpósio de Design Inteligente do Nordeste.

Lançamento do livro "500 anos de Protestantismo"

O professor do Instituto Pietista de Cultura (IPC) Ivanildo Mendes, História Eclesiástica, lançará em breve o livro "500 anos de Protestantismo: uma breve História da Reforma", em parceria com o INTESI. O evento ocorrerá em Agosto/2017 no capela Moriá, tempo da Igreja Batista Renovada Moriá.
Em clima de Reforma devido às celebrações dos seus 500 anos este livro terá uma abordagem singular, tratando do tema com objetividade, trazendo à lume muitos dos eventos significativos que tornaram a Reforma um movimento tão importante para o despertar da razão.
Em breve, estaremos disponibilizando maiores informações.



   

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Meditações com Madame Guyon

Ainda que Deus não tenha outro desejo além de conceder-Se à alma amorosa que O busca, Ele frequentemente Se oculta dela, a fim de que a alma seja despertada da lentidão e impelida a buscá-Lo com fidelidade e amor. Mas com que imensa bondade recompensa a fidelidade de seus bem-amados! E quão frequente Suas aparentes retiradas são sucedidas por carícias de amor. Nestes momentos, temos a tendência de acreditar que ele prova a nossa fidelidade e mostra a necessidade de maior ardor de sentimento ao buscá-Lo, através de nossas próprias forças e atividade e que isso O induzirá a nos revisitar mais rapidamente. Não, queridas almas, acreditem, este não é o melhor caminho neste estágio da oração. Espere o retorno do Amado com amor paciente, autonegação e humildade; com o fôlego renovado de um sentimento ardente, mas pacífico e com um silêncio repleto de veneração. Demonstre assim, que procura somente a Ele e seu júbilo, não os deleites egoístas de nossas próprias sensações ao amá-Lo. É dito:

"Endireita teu coração e sê constante, não te apavores no tempo da adversidade. Une-te a ele e não te separes, a fim de seres exaltado no teu último dia". (Eclo 2 2,3).

Seja paciente na oração, embora durante todo o período de tua vida não tenhas outra coisa a fazer que esperar o retorno do Amado num espírito de humildade, abandono, contentamento e resignação. Mais que tudo, em perfeita oração! A vida será intercalada com sinais de amor pleno! Esta conduta é mais agradável ao coração de Deus e irá, acima de outras, forçar O seu retorno. 


Experimentando as Profundezas de Jesus Cristo Através da Oração por Madame Guyon

IPC promoverá curso sobre a Reforma Protestante na Alemanha e na Suíça

O Instituto Pietista de Cultura (IPC) promoverá a partir da próxima semana curso sobre A História e o percurso da Reforma Protestante, abrindo as comemorações de seus 500 anos, tendo como orientador o Pastor e Dr. Glauco Barreira Magalhães Filho. Quem participar, portanto, terá a oportunidade de ouvir e de aprender com uma das maiores autoridades no tema do Brasil: o Dr. Glauco Magalhães, presidente e professor do IPC, também professor da UFC (Direito), é um estudioso de Lutero de longas datas e concluiu seu doutorado pela Universidade Federal do Ceará abordando questões do Protestantismo clássico, demonstrando seu profundo saber sobre os diversos aspectos da Reforma, seja religioso, jurídico, econômico etc. Sua tese de doutorado rendeu o livro: A Reforma Protestante e o estado de direito, pela Fonte Editorial.

O diferencial deste curso é que o mesmo será campal, ou seja, os participantes terão a oportunidade não só de aprofundar-se na História da Reforma, mas também de visitar os principais locais onde o firme reformador caminhou deixando seu legado: Wittenberg, Leipzig, Erfurt, Worms, entre outras. O trajeto também passará por Genebra, uma das principais cidades da Reforma. A Alemanha e a Suíça foram palcos importantíssimos para o surgimento do Protestantismo. O evento ocorrerá de 03/07/17 a 12/07/17. Todos os participantes receberão certificado do IPC. No retorno, postaremos as fotos e alguns vídeos da programação.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Concludentes do curso de Teoria Musical do IPC

O curso de Teoria Musical foi encerrado nesta quinta-feira (29/06) com a entrega dos certificados aos concludentes deste tão agraciado curso na capela Moriá. Promovido pelo Instituto Pietista de Cultura, teve como professor o irmão Daniel Silva, graduando de música pela Universidade Estadual do Ceará.
O pastor Glauco Barreira, presidente do IPC, entregou os certificados para Alisson, Mateus, Ivaneuda, Nalva, Fabiano, dentre outros.
O JTV parabeniza os concludentes almejando que todo o aprendizado seja utilizado para a Glória de Deus.


Uma breve reflexão sobre as concepções de Marx e Nietzsche

Após algumas leituras sobre assuntos sociológicos, soube, há muitos anos, que Marx e Nietzsche, dois filósofos humanistas que criaram ideologias bastante utilizadas por sistemas de governo e por indivíduos em suas concepções de vida, tiveram contato com as verdades do Evangelho que lhes renderam práticas distintas em suas juventudes. Marx versava sobre o encanto das Escrituras, compondo, inclusive, poesias. Nietzsche, quando criança, tinha a pregação como uma das suas atividades preferidas, testemunho que lhe rendeu o apelido de pastorzinho.

Em um de seus tratados juvenis (The Union of Believers With Christ According to John 15: 1-14, Showing its Basis and Essence, its Absolute Necessity, and its Effects, em 1853), Marx declarou algumas verdades cristãs com grande piedade, veja:

Quando consideramos também a história dos indivíduos, quando se considera a natureza do homem, é verdade que vemos sempre uma centelha de divindade em seu peito, uma paixão por aquilo que é bom, um esforço para o conhecimento, a nostalgia da verdade. 

Mas as faíscas do eterno são extintas com o fogo do desejo; entusiasmo pela virtude é abafado pela voz tentadora do pecado, é desprezado, logo que a vida nos fez sentir a sua potência máxima; a busca pelo conhecimento é suplantada por uma base lutar por bens materiais, o anseio pela verdade é extinto pelo poder docemente lisonjeiro de mentiras, e assim lá está o homem, o único ser na natureza que não cumpre a sua finalidade, o único membro da totalidade da criação, que não é digno do Deus que o criou. 

Criador benigno, e que não podia odiar seu trabalho, ele queria levá-lo para ele e ele enviou o Seu Filho, através de quem Ele proclamou a nós:

“Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado”(João 15:3).

“Permanecei em mim e eu em vós” (João 15:4).

...

Portanto da união com Cristo dá exaltação interior, consolo no sofrimento, a garantia de calma, e um coração que está aberto para o amor da humanidade, tudo o que é nobre, tudo o que é grande, não por ambição, não por um desejo de fama, mas só por causa de Cristo. 

Portanto a união com Cristo dá uma alegria que o epicurista se esforça em vão para derivar de sua filosofia frívola ou o mais profundo pensador das profundezas mais recônditas do conhecimento, uma alegria que só pela mente, ingênua criança que está ligado com Cristo e por meio dele com Deus, uma alegria que faz a vida mais elevado e mais belo. (João 15: 11).

Seguindo linha semelhante, Nietzsche tinha sido educado pelos caminhos do Protestantismo, seu pai, avô e bisavô tinham sido pastores. Após a morte do pai, nutriu o desejo de se tornar como ele: um ministro eclesiástico. Dedicou-se à literatura teológica e às obras clássicas para realizar seu intento, pois tinha recebido uma bolsa para custear seus estudos. Porém, à medida que ia se aventurando por caminhos tênues da concepção humana, permitiu uma digressão que lhe iria marcar o resto de sua vida.
As obras de Nietzsche passaram a ser de severas críticas ao Cristianismo, banalizando seu funcionamento e denegrindo sua imagem. O texto (Humano, demasiadamente humano, aforisma 116) demonstra um pouco deste espírito medonho encontrado naquele peito que por alguma razão estava ferido pela amargura:

Se o cristianismo tivesse razão em suas teses acerca de um Deus vingador, da pecaminosidade universal, da predestinação e do perigo de uma danação eterna, seria um indício de imbecilidade e falta de caráter não se tornar padre, apóstolo ou eremita e trabalhar, com temor e tremor, unicamente pela própria salvação; pois seria absurdo perder assim o benefício eterno, em troca de comodidade temporal. Supondo que se creia realmente nessas coisas, o cristão comum é uma figura deplorável, um ser que não sabe contar até três, e que, justamente por sua incapacidade mental, não mereceria ser punido tão duramente quanto promete o cristianismo.

Dentre outras coisas, a que mais estranha um cristão é tentar entender porque ambos tiveram uma educação cristã tão primorosa e abdicaram dela para entregarem-se às suas paixões. Considerando que foram filósofos vivendo em uma época de emancipação do conhecimento sobre a religião, tiveram a ânsia de levarem seus nomes além dos tempos. Apresentaram em suas teorias a quebra de paradigmas, a sublevação da moral tradicional, a liberalidade comportamental, a revolução armada, entre outras. O que produziram expôs seu antagonismo e oposição diante do Criador e de suas verdades. Para estudiosos desses dois pensadores, a resposta para suas reações foi simplesmente que eles reconheceram a fraude do Cristianismo, tentando criar um verdadeiro mundo para si e viver de acordo com suas vontades.

Infelizmente, o homem néscio (aquele que é desprovido do real intento e entendimento da obra da criação) não percebe sua fragilidade espiritual, o que o motiva a se superar em outras nuanças da vida. Priorizar e valorizar o efêmero é uma demonstração do não entendimento do eterno, é não transcender para além dos limites da vida, é não conhecer o intangível. Esse fascinante trajeto que só pode ser atingindo pela singular fé em Cristo consiste em alguns dos paradoxos do Cristianismo, pois como se conhece o eterno, como se transcende a vida, como tocar o intangível? Somente através do Deus absoluto! A falta desta simples, mas excelente dádiva, não permite um olhar valorativo das virtudes cristãs e sua eternidade. Eles não entenderam, por mais simples que pareça, que a transitoriedade da vida é uma realidade que antecede outra muito mais significativa. Somente um ser humano decaído, afastado pelos apelos de seu “pathos”, não consegue enxergar a verdade mais significativa do Evangelho: o seu status de perdido.