O Jornal Tocha da Verdade é uma publicação independente que tem como objetivo resgatar os princípios cristãos em toda sua plenitude. Com artigos escritos por pastores, professores de algumas áreas do saber e por estudiosos da teologia buscamos despertar a comunidade cristã-evangélica para a pureza das Escrituras. Incentivamos a prática e a ética cristã em vistas do aperfeiçoamento da Igreja de Cristo como noiva imaculada. Prezamos pela simplicidade do Evangelho e pelo não conformismo com a mundanização e a secularização do Cristianismo pós-moderno em fase de decadência espiritual.

terça-feira, 30 de abril de 2019

Congregação Horizonte: 19 anos de história com apoio da Igreja Batista Renovada Moriá de Fortaleza

A Igreja Batista Renovada Moriá de Fortaleza apoia a programação de aniversário da congregação de Horizonte-CE. Abaixo, algumas fotos que mostram a participação dos irmãos nesta obra tão preciosa.





















segunda-feira, 29 de abril de 2019

Há 19 anos começávamos a obra em Horizonte-CE


A Igreja Batista Renovada Moriá, em Horizonte, completou neste último final de semana 19 anos.
No início dos anos 2000, um maravilhoso retiro abalou Horizonte e foi bastante avivado, deixando uma marca histórica no qual resultou em muitos convertidos e muitos batismos no Espírito Santo entre os irmãos, dos quais alguns ainda estão na congregação. O despertamento espiritual moveu muitos corações ao ponto de alguns se mudarem da capital para o munícipio a fim de dar continuidade à obra missionária na época. Não foi em vão, foi um chamado direcionado por Deus que logrou êxito.
Hoje, a congregação continua muito fervorosa e a cada ano que passa celebra as muitas vitórias alcançadas em Cristo. Como parte das comemorações, realizou uma grande cruzada na Praça da rua Zumbi, nas proximidades da congregação. Pregaram no evento os evangelistas André Elias e Jean Carlos e o pastor Heládio Santos.
A liderança da congregação foi confiada ao irmão Ricardo cujo fervor tem influenciado muitos irmãos de Fortaleza. Também dão apoio à obra os irmãos Wellison, Wedson e Marquinhos, entre outros.
Que o Senhor continue soprando seu Espírito para que o fogo santo sempre repouse sobre nós!
Deus abençoe a Igreja Batista Renovada Moriá de Horizonte!






sexta-feira, 26 de abril de 2019

Deus e a música


O cristão deverá sempre está vigilante para todos seus atos, principalmente, para os públicos. Para tanto, precisamos exercitar algumas virtudes espirituais como a sensibilidade, a percepção e o entendimento a fim de sabermos como proceder. Entenda-se como sensibilidade a percepção do toque divino para um aprofundamento espiritual de nossa carreira e não um sentimento emotivo. Fazem-se necessários quando manifestamos nossas convicções, pois refletirão ou não a presença de Deus em nós.
No contexto atual, a música cristã está chamando grande atenção do público em decorrência das muitas inovações pelas quais reprocessaram seu formato tradicional. Devemos entender, entretanto, que a música é algo maravilhoso e criado por Deus (Jó 38:4-7), portanto tem algumas exigências e não poderiam sair do prumo original. Quando o cristão se consagra piedosamente ao canto (isto não se refere à claustro, mas é prática cotidiana), deverá elevar um canto inspirado dentro do paradigma idealizado pelo Criador. Toda manifestação musical que foge a este princípio, creio, não é recepcionado. O Senhor criou a música para exaltar a si e nenhum outro. Na criação, recebia a glória pelos feitos manifestos dos astros celestes e dos anjos com observada constância, de modo que qualquer alteração macula os feitos, transformando o sagrado em profano.
Tubal, em Gênesis 4:21, foi o primeiro a ousar depreciar esta dádiva divina criando instrumentos e, consequentemente, tocando e emitindo sons musicais para seu próprio deleite. Nas sociedades antigas, a prática assumiu contornos ainda mais desviados: na Mesopotâmia utilizavam-na para cultos a falsos deuses; no Egito, para entrar em transe e êxtase, além de terem criado as primeiras composições de teor profano; na Grécia, estimulava a sensualidade e todas as formas de prazer sexual ao fazerem uso da mesma para entronizarem o deus Dionísio (posteriormente chamado de baco, palavra que originou o termo “bacanal”); em Roma, era usada para o culto à personalidade, à virtuosidade e à vaidade devido às grandes conquistas. Ou seja, a música passou por uma série de processos que a misturam com muitas ações pecaminosas do homem, tornando o sentido musical primeiro algo muito distante.
Mas, a música tem um objetivo concreto: ser oferecida como aroma suave a Deus. Todos os homens deveriam invocar a Deus e cantar ao seu louvor, visto ser Deus o único que pode exigir o ato de adoração para si. A Igreja, por exemplo, serve a Deus através de muitas manifestações e ações, sendo uma delas a entoação musical com reverência e pudor. Na música, podemos assumir uma face da adoração, já que podemos adorar a Deus sem música. Com a música, nosso ser é despertado, elevado e consegue atingir uma comunhão maior com nosso Deus, principalmente, ao sentirmos a harmonia entre a santidade divina com o canto reverente. Não podemos apresentar a Ele qualquer letra com uma melodia de acompanhamento. É necessária consagração.

terça-feira, 16 de abril de 2019

Sentindo Deus

A sensibilidade cristã é muito importante em nossa caminhada, tanto para sentir os efeitos do pecado quanto para sentir à vontade de Deus. Na desobediência, um peso e desânimo assola o cristão, enquanto na obediência, a paz e a comunhão fluem como um rio sempre cheio cuja corrente não cessa, sendo referencial de vida para si, bem como para outros.
As muitas experiências pelas quais podemos passar servem para nos tornar mais habilitados a compreender a profundidade do amor e da graça divinos. De modo que não podemos menosprezar nenhuma das circunstâncias nas quais fomos inseridos. Se temos que passar por vales ou montanhas, façamos com igual desprendimento porque aquele que nos guia estará conosco em todos os lugares e em todos os momentos. Madame Guyon nos eleva a essa dimensão e entendimento ao comentar:

Receba pela fé o fato de que qualquer coisa que lhe aconteça é o desejo Dele para você, nesse momento. Quando for ao Senhor dessa maneira, verá que seu espírito estará em paz, não importando qual seja a sua condição. Os tempos de sequidão serão a mesma coisa que os tempos de abundância, porque você terá aprendido a amar a Deus somente porque você o Ama, não por causa de suas dádivas, nem mesmo por sentir sua presença.
        
Segundo Madame Guyon, essas circunstâncias da vida tentem a nos levar à “morte espiritual”, mas não aquela da qual estão condenados os infiéis. Seu sinônimo, na verdade, é despojamento, ou seja, tirar de sobre nós tudo aquilo que interfere na ação de Deus em nossa vida. É desprezando as obras carnais com um coração “mortificado” que superaremos as insinuações tentadoras para podermos continuar com a alegria da salvação. Trazendo para as palavras da ilustre senhora:    

A vida do devoto é como uma torrente que abre seu caminho descendo das altas montanhas aos vales e fendas da vida, passando por várias experiências, até finalmente chegar a experiência espiritual da morte. A partir daí a torrente experimenta a ressurreição e uma vida de acordo com a vontade de Deus, enquanto ainda passa por vários estágios de refinamento. Por fim, a torrente encontra seu caminho em direção ao vasto, ilimitado oceano. Mesmo aí, a torrente não se torna totalmente unificada com o vasto oceano, até que mais uma vez, passe pelas relações finais com Deus.


A maioria dos cristãos não percebem, mas há um chamado da parte de Deus sempre ecoando em nossos corações para tornarmos essa relação com Ele mais profunda, mais constante, mais efetiva e sem os embaraços da vida. Há uma vida profunda em Cristo aguardando ser descoberta, porquanto é mais valiosa que tesouros reluzentes deste mundo. Estejamos certos desta verdade para não deixarmos essa oportunidade passar.

domingo, 14 de abril de 2019

E quando o irmão pecar?


Quando agimos como cristãos podemos, no percurso, pecar, muito embora seja por "certa ignorância" e sem perceber a semente do inimigo. Por ocasião, sempre deveremos colocar-nos à mercê da vontade de Deus para recebermos alguma palavra de instrução para considerarmos nossos feitos e redirecionarmos nosso caminho. Esta palavra de correção, claro, vem de outros que no mesmo caminho seguem em busca de paz e justiça ou da própria conclusão após exame bíblico.
Acima de tudo, precisamos saber olhar o erro do outro, reconhecermos que também podemos errar e com um coração solidário procurar repreender nosso(a) irmão(ã) com a simpatia que o hino do cantor cristão nos induz a ter, quando menciona “olhar com simpatia os erros dos irmãos” (HC 381). A repreensão é algo sério e espiritual, nem todos tem a habilidade de saber repreender, apesar de achar que todos deveriam exercitar-se nesta arte sublime que deverá servir para intensificar nossa comunhão e nunca a separação.
Existe uma orientação bíblica em Levítico que nos remete a essas situações: “... não deixarás de repreender o teu próximo...” (Lv 19:17). O texto nos permite estar em vigilância quanto ao pecar do que está próximo a nós, por consequência, nosso irmão. Este sentimento deverá expressar uma preocupação individualizada com o bem estar espiritual dele, e jamais deverá ser norteado por qualquer outro sentimento. Repreender o outro com arrogância, com menosprezo, com altivez de espírito ou ironia não corresponde a um procedimento cristão, nem muito menos com a intenção de conservação dos vínculos da paz e da comunhão.
Jesus nos ensinou que quando tivermos que repreender um irmão, façamos isso separadamente, em secreto, para que ganhemos nosso irmão, ou seja, para que se estabeleça uma relação de confiança. Tornar público o fato do pecado alheio antes deste diálogo poderá tornar impossível e irreparável o objetivo da admoestação, principalmente quando existe um comportamento louvável e fiel por parte de quem pecou. Agora, caso não seja observado os princípios bíblicos de arrependimento, outros, em fases posteriores poderão ser requeridos para tentar solucionar o problema, conforme está escrito em Mateus 18:15-17.
Assim, procuremos conservar nossos corações com o zelo doutrinário, mas jamais esquecer que tanto o outro como nós podemos pecar e precisamos de um sentimento de humildade (tanto do que admoesta como do que é admoestado) que nos envolvam para reconhecermos nossos delitos espirituais. O que nos faz diferentes em relação aos erros é o fato de crermos na restauração do caído e de ajustes em determinadas práticas para o bem do Evangelho.
Louvado seja Deus!