O Jornal Tocha da Verdade é um periódico trimestral independente que tem como objetivo resgatar os princípios cristãos em toda sua plenitude. Com artigos escritos por pastores, professores de algumas áreas do saber e por estudiosos da teologia buscamos despertar a comunidade cristã-evangélica para a pureza das Escrituras. Incentivamos a prática e a ética cristã em vistas do aperfeiçoamento da Igreja de Cristo como noiva imaculada. Prezamos pela simplicidade do Evangelho e pelo não conformismo com a mundanização e a secularização do Cristianismo pós-moderno em fase de decadência espiritual.

Comunie

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sábado, 9 de abril de 2011

A BANCADA PASTORAL

Até bem pouco tempo a entrada de crentes na política era um fato inédito para a comunidade e até mesmo escandaloso, pois julgavam que o homem de Deus não devia se envolver com coisas deste mundo, conforme nos ensina as Santas Escrituras em II Tm 2:4: “Nenhum soldado em serviço se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra.”

Porém, “os tempos mudaram”, dizem, e hoje em dia um cristão poder eleger-se é um fato normal e muito bem aceito em grande parte do meio evangélico. Uma de suas principais promessas e mais agressivas à Palavra de Deus, é que eles estarão lá para defender o povo de Deus. Como se o verdadeiro povo de Deus necessitasse de algum homem para ser seu benfeitor.

Os levantamentos feitos recentemente apontam um índice muito elevado de crentes eleitos, e muito bem votados, e com isso, estes mesmos têm se levantado a dizer que foi Deus quem os colocou lá. Todavia o que vemos no livro de I Samuel é bem diferente, quando encontramos Deus falando ao profeta Samuel, no momento em que o povo pediu um governante: “ . . . Então Samuel orou ao Senhor. E o Senhor lhe disse: Ouve a voz do povo em tudo que te dizem, pois não rejeitaram a ti, mas a mim, para eu não reinar sobre eles.” I Sm 8:6-7. Aí vemos a tristeza de Deus pela rejeição à sua pessoa.

Vemos “líderes” nas suas igrejas se aproveitando dos seus púlpitos e plataformas para falar palavras bonitas e entusiastas, ludibriando o povo. Vemos uma afeição que não é pura, mas interesseira, e a falta de conhecimento bíblico do povo que os leva a aderir à campanha de seus futuros candidatos, que conseguem angariar para si um número elevado de eleitores. Estes proferem palavras enganosas, pois dizem que estarão desempenhando esta função para o bem do meio cristão. O púlpito da igreja perdeu a reverência à Palavra de Deus, servindo agora de instrumento à intenções egoístas de líderes inescrupulosos. E ver crentes sendo manipulados por tais homens que se aproveitam da boa índole do povo é além de ser um desacato total e real à Bíblia, uma desonra aos seus rebanhos.

Ora, se encontramos na Bíblia muitas exortações que nos levam a crer que não somos deste mundo e que não devemos compartilhar com seu sistema de coisas por que, então, se envolver com ele? Jesus não quis os reinos deste mundo porque, deste a queda do homem, reverenciavam a Satanás, que é seu príncipe(Mt 4:8-10). Jesus disse que o seu reino não era deste mundo (Jo 18:36). O apóstolo Pedro diz em sua 1ª carta que somos forasteiros e peregrinos( I Pe 2:11). Pelo que entendo e como está escrito nos dicionários, forasteiro ou estrangeiro é aquela pessoa que não é natural do país onde se acha e peregrino é alguém que está a caminho da Jerusalém celestial onde está o verdadeiro Rei, o Senhor Jesus.

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