O Jornal Tocha da Verdade é um periódico trimestral independente que tem como objetivo resgatar os princípios cristãos em toda sua plenitude. Com artigos escritos por pastores, professores de algumas áreas do saber e por estudiosos da teologia buscamos despertar a comunidade cristã-evangélica para a pureza das Escrituras. Incentivamos a prática e a ética cristã em vistas do aperfeiçoamento da Igreja de Cristo como noiva imaculada. Prezamos pela simplicidade do Evangelho e pelo não conformismo com a mundanização e a secularização do Cristianismo pós-moderno em fase de decadência espiritual.

Comunie

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quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Ellen e o Adventismo

Para os adventistas, Ellen G. White foi uma pessoa muito especial e usada por Deus. Por que razão? Era tida como oráculo de Deus cujas revelações atraíram a atenção de muitos seguidores. O grande problema é que em meio as suas revelações e visões, tidos por inspirados, percebe-se uma dissonância com o texto da Escritura, revelada e escrito pelos apóstolos.
Um dos pontos em questão diz respeito à volta de Cristo. Segundo a profetisa adventista, Deus lhe revelou o dia e a hora do evento tão aguardado pela Igreja. Segundo ela própria:

Logo ouvimos a voz de Deus, semelhante a muitas águas, a qual nos anunciou o dia e a hora da vinda de Jesus. Os santos vivos, em número de 144.000, reconheceram e entenderam a voz, ao passo que os ímpios julgaram fosse um trovão ou terremoto. Ao declarar Deus a hora, verteu sobre nós o Espírito Santo, e nosso rosto brilhou com esplendor da glória de Deus, como aconteceu com Moisés, na descida do monte Sinai. (EG White, Primeiros Escritos, Editora Casa Publicadora, Tatuí – SP; 1995- pág. 15).

É imprescindível observarmos no ponto visto que a vinda de Jesus é tópico bíblico ricamente amparado nas Escrituras. A percepção do momento similar aos tempos de Noé, os eventos antecedentes de apatia espiritual e o prenúncio de catástrofes são algumas das situações referenciadas na Bíblia por ocasião do prenúncio do rapto da Igreja. Para os salvos, existem também tremendos esclarecimentos, tais como: a rapidez do evento, a transformação gloriosa, o momento do encontro nos ares, entre outros. Contudo, nada confere veracidade ao proposto pela profetisa do adventismo quando disse ter sabido o dia e a hora deste evento se o próprio Filho de Deus asseverou a indisponibilidade da informação (Mateus 24:36 e Marcos 13:32). Ora, se nem o Filho de Deus em sua humanidade soube o dia do seu retorno, tendo sido inculpável e obediente até a morte, quanto mais uma jovem que a semelhança de toda raça humana carregava a insígnia de ser pecadora.
Na verdade, há uma possibilidade para Ellen White ter agido desta forma. Conta-se (o próprio adventismo) que nos tempos de juventude de Ellen o movimento adventista passava por uma crise de redução da membresia e desânimo. Talvez, a jovem tentando ajudar a agregar mais membros se aventurou na prática de revelações que tinham alguma ligação bíblica, mas que causaram muitas discrepâncias entre seus escritos e o texto sagrado, gerando mais membros para sua religião e também uma terrível heresia.

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