O Jornal Tocha da Verdade é um periódico trimestral independente que tem como objetivo resgatar os princípios cristãos em toda sua plenitude. Com artigos escritos por pastores, professores de algumas áreas do saber e por estudiosos da teologia buscamos despertar a comunidade cristã-evangélica para a pureza das Escrituras. Incentivamos a prática e a ética cristã em vistas do aperfeiçoamento da Igreja de Cristo como noiva imaculada. Prezamos pela simplicidade do Evangelho e pelo não conformismo com a mundanização e a secularização do Cristianismo pós-moderno em fase de decadência espiritual.

Comunie

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segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Memórias de Moriá - corinhos

No início da Igreja, cantávamos corinhos e hinos muito simples. Geralmente com três notas musicais e no máximo cinco. Não estávamos preocupados com a técnica ou com o talento para refinar as maneiras como eram tocadas. Apenas queríamos cantar, louvar e adorar em conformidade com a singeleza das Escrituras, expressando um santo intento encontrado lá no intimo do nosso ser. Não quero com isso menosprezar o talento de quem sabe fazer bom uso dos instrumentos, não. Apenas quero mostrar uma maior devoção pelo canto individual independente dos seus acessórios. Os sons das vozes parecem mais retumbantes, transmitem mais e são mais contagiantes.
Lembro-me de vezes em que o jovem Glauco escrevia as letras dos corinhos em cartolinas a fim de aprendermos corinhos novos. Foi assim com:

Celebrai com júbilo ao Senhor, todos os moradores da terra... (Salmo 100)
Tu És o rei da glória, tu és o príncipe da paz...
Tributai ao Senhor glória, força e honra...
Senhor Deus está no meio de ti, oh oh oh... (um dos que mais aprecio)
Reunimo-nos aqui para glorificar o rei Jesus...
Aviva-nos Senhor, aviva-nos Senhor, aviva-nos Senhor, Jeová (mesmo como novos convertidos já cativávamos o sentido de avivamento espiritual constante)


Eram assim os cultos durante a semana. Nos cultos de doutrina e evangelísticos usávamos violão e pandeirola. Com uma caixa muito simples, ligávamos o violão (não era elétrico) nela com um catalizador cujo magnetismo capturava o som das cordas de aço para serem reproduzidos no som dos autofalantes. Nossos dedos, ao final do culto, estavam geralmente doloridos devido à pressão feita naquelas cordas, e sem o costume habitual o resultado era esse. Eram dias maravilhosos, por mais simples que parecessem não trocaria aqueles dias por outros quaisquer.

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