O Jornal Tocha da Verdade é um periódico trimestral independente que tem como objetivo resgatar os princípios cristãos em toda sua plenitude. Com artigos escritos por pastores, professores de algumas áreas do saber e por estudiosos da teologia buscamos despertar a comunidade cristã-evangélica para a pureza das Escrituras. Incentivamos a prática e a ética cristã em vistas do aperfeiçoamento da Igreja de Cristo como noiva imaculada. Prezamos pela simplicidade do Evangelho e pelo não conformismo com a mundanização e a secularização do Cristianismo pós-moderno em fase de decadência espiritual.

Comunie

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quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Memórias de Moriá - Congressos de Mocidade

Concluindo essa série de memórias, pelo menos temporariamente, não poderia deixar de falar sobre o maior evento que era promovido pela nossa Igreja no seu início: o congresso de mocidade.
Lembro-me que o primeiro congresso foi realizado na Gonçalves Ledo, no local alugado em frente à casa de meus pais. Foi ali que Deus salvou também muitas pessoas e trouxe para o convívio da Igreja muitos irmãos que cativamos na memória, tais como o Régis, a família Pereira(família do irmão Cleiton), o Beethoven, o Marcinho, a Rosângela, a Fran e outros.
Mas retornando para o congresso...
Na época, o Assis (presi) continuava à frente da mocidade, sendo ajudado pelo George (vice). Eles organizaram o congresso cujo tema foi: “Purificai-vos os que levais os vasos do Senhor” (Is 52:11). Esse evento teve seu início numa sexta à noite, continuando durante o sábado inteiro e no domingo também (não disponho neste momento da data). Destacaria apenas alguns pregadores que fizeram uso da Palavra neste evento: Josberto (Vale de Bênçãos), Salim e pr. Antônio dos Santos. A pregação do Josberto foi bem jovial, atingindo-nos com uma boa palavra, mas houve uma profecia para uma irmã de nossa Igreja que foi questionada por ela em razão de não está contextualizada com sua vida. A irmã Fátima Batista o questionou de maneira sábia e prudente a fim de tirar suas dúvidas, demonstrando na circunstância nosso caráter sério diante das dádivas divinas; O Salim foi o pregador do sábado à noite e devido a alguns alertas ficamos de sobreaviso, pois disseram ao Assis que ele “furava” em seus compromissos. Eu e o Assis pegamos um carro (do George) e por volta das 17h estávamos batendo na porta da casa dele temendo o pior, ou seja, de ele “furar” conosco. Se eu disser que ao chegarmos lá não o encontramos, você acreditaria? Pois foi o que aconteceu. Ficamos muito apreensivos, mas dentro de alguns minutos o avistamos retornando para casa. Ele falou que tinha ido ligar de um telefone público para o Assis para informar que não iria pregar à noite. Que surpresa, hein!? O fato é que quando nos viu, sentiu-se constrangido e acabou vindo conosco para pregar. Não posso dizer que foi um culto simplório. A eloquência da sua pregação contagiou bastante os jovens que ali se congregavam de muitas Igrejas evangélicas. A Maninha tinha vindo do interior para o evento e em contato com as meninas do Serviluz trouxeram um bom grupo de lá. A AD do Jardim Petrópolis, igreja onde o pastor Paixão presidia, também compareceu com um ônibus, trazendo muitos jovens. Foi tanta gente no sábado que houve espanto na vizinhança. Sem dúvida alguma, a melhor pregação daquele congresso foi a do pastor Antônio dos Santos, pastor da AD em Jardim Iracema, onde se congregava nossa irmã Eliete (santinha) que depois passou para nossa Igreja. Ele falou sobre a restauração do homem caído com grande maestria. Aliás, o pastor Antônio dos Santos sempre foi benquisto no meio evangélico e passou a ser muito admirado e amado por nós jovens.
Neste evento, aprendemos e cantamos um dos hinos que seria um dos mais requisitados da nossa Igreja nos retiros e nos cultos de doutrina: “Desperta Igreja”. Esse hino era de autoria do cantor Cláudio (não me recordo o sobrenome) e foi cantado nas noites promovendo um despertamento entre os jovens. Depois do evento, quem mais cantava esse hino nos cultos e retiros era o Assis a pedido do Marcos Pinheiro e do pastor Glauco.
No final, choramos juntos pela realização primorosa do evento. A meu ver, dentre os quatros congressos de mocidade realizados pelos jovens de nossa Igreja, um organizado pelo Assis e três por mim em companhia do Henrique, Joãozinho e Beethoven, o primeiro congresso foi o melhor de todos.
Abraço a todos os leitores que acompanharam parte das minhas memórias sobre nossa Igreja e esperamos, quem sabe, em breve poder reunir maiores informações para transmitir para vocês.

Pr. Heládio Santos




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