O Jornal Tocha da Verdade é uma publicação independente que tem como objetivo resgatar os princípios cristãos em toda sua plenitude. Com artigos escritos por pastores, professores de algumas áreas do saber e por estudiosos da teologia buscamos despertar a comunidade cristã-evangélica para a pureza das Escrituras. Incentivamos a prática e a ética cristã em vistas do aperfeiçoamento da Igreja de Cristo como noiva imaculada. Prezamos pela simplicidade do Evangelho e pelo não conformismo com a mundanização e a secularização do Cristianismo pós-moderno em fase de decadência espiritual.

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terça-feira, 6 de novembro de 2018

O que restou dos grandes avivamentos?


Quando o grande vento do Espírito caiu no cenáculo em Jerusalém criou-se a expectativa de que aquelas manifestações se perpetuariam interminavelmente durante o trajeto da Igreja. Porém, passada a era apostólica muito daquele fervor se foi e a Igreja foi assumindo novas formas de persuadir seus ouvintes: um grande problema para quem viu o impacto da unção sobre os cristãos primitivos. Mas, a História testemunha sobre as ocorrências pentecostais durante os séculos. Para enumerar algumas, façamos um resgate dos movimentos de Montano e do pastor Seymour.
No século II, O fervor e a ousadia ressurgiram na Frígia (região da Galácia) com os Montanistas. Eles buscaram resgatar aquele fervor da Igreja de Atos, entretanto a experiência espiritual da grande parte da igreja onde estavam era distinta da primeira. Por isso, a Igreja reorientada por bispos e sumo bispos tentaram de todas as formas calarem o movimento, desabonando-o ao ponto de o denunciarem como heresia, um grande equívoco. O peso do estigma repercutiu ainda para os futuros intérpretes da História que não relutaram, mas aceitaram o conceito negativo com enorme passividade. Apesar disso, Tertuliano foi alcançado pelo espírito de Atos dos montanistas ao ponto de fazer parte de sua comunidade durante o resto de sua vida. Viu manifestações espirituais dentro dos critérios de I Coríntios 14 e recomendou a prática em seus escritos.
No século XX, o mundo viu um grande despertamento espiritual na insignificante Azusa Street, sob a direção de um sapateiro negro e caolho, o pastor Seymour. Multidões de missionários foram enviados ao mundo levando a chama espiritual vinda de Deus. Igrejas foram restauradas, almas foram salvas, homens e mulheres voltaram-se para uma vida honesta e digna; a respeitabilidade, a honradez e o pudor assumiram novamente o centro das atenções sociais como resultados da grande influência cristã nos locais das pregações.
Porém, uma grande questão pode ser suscitada: se havia tanta espiritualidade, por que essas influências diminuíram e cessaram em alguns lugares?
A geração que vivenciou o poder espiritual pleno conservou no seu tempo a unção. Soube buscar, apropriar-se e transmitir a maneira singular de como um cristão poderá alcançar a grandiosa promessa do Espírito. Até hoje temos livros, filmes e relatos diversos de como ela experimentou as dádivas divinas, sabendo praticar tudo em conformidade com o preceito predito nas Escrituras, sendo essa relação (a experiência espiritual mais a fundamentação da prática na Escritura) uma verdadeira equação espiritual que nunca chegará a um resultado negativo. A falta de conservação não é, portanto, de responsabilidade da geração de origem, mas de seus herdeiros. Podemos dizer que a falha está na não compreensão do valor do dom por esta nova geração muito embora houvesse tido toda uma preparação e transmissão. Nela, houve uma diminuição paulatina do significado do dom já que as raízes firmes foram sendo substituídos por adventos da Modernidade, fazendo assim com que as manifestações fossem desaparecendo.
Por isso, deveremos procurar guardar os tesouros do passado para termos uma visitação constante do Santo Espírito em nossas vidas. As experiências do passado deverão fomentar nossa relação com Deus e nos dispor a querer sempre mais dele. Essa é visão cristã que devemos obedecer hoje e sempre!       

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